A ciência propõe duas explicações para essa dúvida metafísica. A primeira, mais tradicional, é: o sentido (objetivo) da vida é se reproduzir, ou seja, ter filhos. Ponto. Isso vale tanto para nós como para o sabiá, o cordeiro patagônico ou o bicho-da-seda. Pelo menos é o que diz a tese do gene imortal, uma das mais populares da biologia evolutiva. Ela tem sido desenvolvida desde os anos 1970 pelo biólogo britânico Richard Dawkins, e reinterpreta a teoria da evolução de Darwin. A transmissão de informação genética entre pais e filhos não é perfeita. Podem ocorrer erros: as mutações. Eles sempre acontecem - em média, cada humano nasce com 60 mutações. Esses erros no DNA podem provocar síndromes e doenças, mas também podem ser positivos. Se um indivíduo tem uma mutação que o torna mais apto que os demais (mais forte ou mais bonito, por exemplo), ele tende a se reproduzir mais e espalhar essa mutação na sociedade. Os mais aptos permanecem e os demais desaparecem. É a chamada seleção natural. Dawkins fez uma ligeira modificação nessa teoria. Para ele, os protagonistas da seleção natural não são as espécies nem os indivíduos: são os genes. Nós seríamos meras máquinas de sobrevivência que os genes construíram para se preservar ao longo das gerações. "As máquinas de sobrevivência têm aparência muito variada. Um polvo não se parece em nada com um rato, e ambos são muito diferentes de uma árvore. Mas, em sua composição química, eles são quase iguais", escreve Dawkins. É verdade. Cada ser vivo tem um código genético diferente - mas ele sempre é construído com as mesmas moléculas. E a nossa missão na Terra é espalhar essas moléculas. "Todos nós, desde as bactérias até os elefantes, somos máquinas de sobrevivência para o mesmo tipo de replicador: as moléculas de DNA." Como há vários tipos de ambiente no mundo, os replicadores construíram uma ampla gama de máquinas para prosperar neles. Um macaco preserva os genes nas copas das árvores; um peixe preserva os genes na água, e assim por diante. Os genes também nos dotaram de instintos que nos levam à reprodução - é por isso que o sexo é tão prazeroso, e a atração sexual tão forte. A tese do gene imortal é convincente e elegante. Mas não explica tudo. O cérebro humano possui um mecanismo chamado sistema de recompensa. São grupos de neurônios situados em certas regiões, como o septo - que fica bem no centro do cérebro. Toda vez que fazemos algo física ou mentalmente agradável, qualquer coisa mesmo, esses neurônios causam a liberação de dopamina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. As demais áreas do cérebro são inundadas pela dopamina - inclusive aquelas que manejam o autocontrole e as emoções. Você sente prazer. E tem vontade de sentir de novo. E de novo. E de novo... O sistema de recompensa tem uma influência gigantesca sobre nossas ações e decisões. Sempre que você se sente bem, ou mal, é esse sistema que está fazendo isso acontecer. E ele nem sempre nos guia no caminho de gerar descendentes - você deve conhecer gente que não tem filhos, nem quer ter, e está muito bem assim. Porque existe uma segunda explicação para o sentido da vida. Em vez de espalhar genes, o objetivo pode ser contentar o sistema de recompensa. Traduzindo: ser feliz. O sistema de recompensa foi descoberto nos anos 1950 pelos psicólogos James Olds e Peter Milner, da Universidade McGill, no Canadá. Usando eletrodos, eles notaram que um rato sempre voltava a um ponto da gaiola para receber um choquinho (prazeroso) no septo. Chegou a passar 7 mil vezes por hora, sem ligar para nada mais. Nem para os próprios filhotes. "O animal vai se estimular com frequência, e por longos períodos, se puder fazê-lo", concluíram Olds e Milner. Hoje a ciência sabe que outras coisas (drogas, açúcar, gordura, sexo) também têm o poder de atuar nessas áreas. Por isso elas são tão atraentes - e, em algumas pessoas, podem se tornar viciantes. FONTE: Superinteressante
Obviamente, a vida no espaço não é sinônimo de férias – você está lá em cima, enfrentando a fronteira final, lutando contra meteoros e objetos pessoais flutuando dentro da espaçonave e consciente de que qualquer falha trará uma morte horrível no abismo sideral. E é por isso mesmo que a vida no espaço desperta tanta curiosidade em nós, seres humanos: o mistério de se aventurar no desconhecido. Na realidade, a parte mais difícil sobre a vida em uma estação espacial ou base lunar são diversos pequenos aborrecimentos do cotidiano nos quais você nunca pensou – e os quais a ficção científica jamais mencionou. Por mais que não se trate de problemas do calibre de batalhas interestelares ou monstros alienígenas, esses contratempos do dia a dia fariam da sua vida um inferno, e não de uma maneira impressionante. 5. VC PRECISA SE EXERCITAR CONSTANTEMENTE (senão corre o risco de desmaiar)
É de se esperar que uma certa quantidade de exercício físico seja necessário para compensar a falta de gravidade do ambiente. O detalhe é que, além de você ser capaz de levantar facilmente os halteres gigantescos que só os caras mais bombados da sua academia conseguem (lembre-se: não há gravidade, então as coisas não “pesam” nada), você vai ter que se exercitar o tempo todo. Sempre. E você não tem escolha. Há duas razões por trás disso. A primeira e mais evidente delas é evitar que seus músculos e ossos fiquem quebradiços e se transformem em uma papa amorfa devido à ausência da gravidade. O outro motivo é um fenômeno maluco chamado intolerância ortostática. Essa é uma novidade para muita gente. Na Terra, essa é a razão pela qual, por vezes, sentimos uma tontura quando nos levantamos muito depressa. Fora do nosso planeta, se torna um dos principais motivos para você e seu estilo de vida sedentário odiarem o espaço. Seu corpo é normalmente capaz de lidar com a intolerância ortostática, elevando a sua frequência cardíaca e pressão arterial até que você se recomponha. Entretanto, no espaço, seu coração não colabora muito. Percebendo que não precisa mais lutar contra a gravidade, como está acostumado aqui embaixo, ele fica mais preguiçoso e bate cada vez menos e de maneira mais fraca – e, consequentemente, sua pressão arterial cai. Resultado: você vai desmaiar. Repetidas vezes. Seu único remédio? Fazer MUITO exercício. O ideal recomendado aos astronautas é que malhem durante duas horas e meia, todos os dias em que estiverem em órbita. E não estamos falando de exercícios divertidos com aquela mini cama elástica, bolas grandes e coloridas ou qualquer outro adereço que possa desviar sua atenção do exercício em si. Os viajantes espaciais precisam passar esse tempo todo amarrados em uma das três engenhocas disponíveis (um circuito de academia, uma esteira ou um combinado espacial digno de Chuck Norris, chamado ARED). Tudo isso, lembre-se, em uma salinha minúscula, sem uma ampla janela na sua frente, tampouco com uma leve brisa soprando – e cheio de cabos ligados ao seu corpo para que não saiam voando no meio da série. E todo esse esforço não será recompensado com uma barriga de tanquinho – os únicos prêmios que os astronautas recebem após tanto esforço são o privilégio de manter a consciência ininterruptamente e a capacidade de evitar que seu corpo se desmanche como uma massa de uma empada assim que retornem ao campo de gravidade da Terra. Saúde! Astronautas bebem urina e suor reciclados na ISS 4. VC VAI VOLTAR MAIS ALTO (e isso será incrivelmente doloroso)A maioria das pessoas que você conhece não se importaria de se tornar um pouco mais altas, certo? Pois bem, avise a elas que isso pode ser feito. Se por acaso acontecer de elas se aventurarem no espaço, logo você terão uma agradável surpresa: um surto de crescimento induzido pela falta de gravidade aumentará a sua altura em cerca de 4 a 6 centímetros. E quando dizemos “agradável”, por favor entenda “terrivelmente doloroso e deformante”. Afinal, o que está acontecendo, basicamente, é que seus nervos em sua coluna estão sendo esticados. Normalmente, a medula espinhal humana permite que o nosso cérebro se comunique rapidamente com qualquer parte do corpo. Porém, qualquer situação incomum que altere essa configuração natural (como estar no espaço sideral, por exemplo) tende a produzir dificuldades. Os discos intervertebrais que amortecem a coluna dos efeitos da gravidade subitamente se tornam inúteis. Logo, suas vértebras começam a se afastar preguiçosamente umas das outras, deixando a estrutura da coluna vertebral cada vez mais alongada. A boa notícia é que você fica, de fato, mais alto, pelo menos enquanto estiver em um ambiente de microgravidade. A má notícia é que você provavelmente experimentará uma dor crônica nas costas, uma vez que sua coluna, assim como seus nervos, será constantemente esticada como um acordeão. Além disso, seus nervos também correrão grande perigo de serem danificados. E imagine o que acontece quando você finalmente desembarcar de volta em um planeta dotado de campo de gravidade. Sua espinha, deformada devido ao tempo que você passou fora da Terra, terá que aguentar o baque causado por suas vértebras, que tentarão se reajustar ali dentro – como um elástico que é esticado e depois solto – após a liberdade excessiva que a falta de gravidade lhes proporcionou. Em seu processo de readaptação à Terra, você também correrá sérios riscos de sofrer com hérnia de disco. 3. A RADIAÇÃO AFETA SEUS OLHOS Os astronautas a bordo dos primeiros voos espaciais ficaram confusos e assustados devido a misteriosos raios de luz que eles notaram enquanto estavam em órbita. “Grande coisa”, você pode pensar, eles estavam no espaço sideral, deve haver uma gigantesca quantidade de coisas estranhas acontecendo por lá. Talvez fosse um raio de luz solar refletindo em um satélite, algum fragmento brilhante de um meteoro ou apenas uma nave alienígena curiosa. Havia apenas um problema: aquelas luzes estranhas nunca ocorriam quando eles estavam realmente olhando para algum lugar – esses flashes brilhantes eram visíveis apenas com os olhos fechados. Sim, no espaço, você tem a sua própria discoteca particular na sua cabeça. Além disso, você provavelmente vai pensar que está ficando louco toda vez que der uma piscada um pouco mais demorada. Cientificamente, este curioso espetáculo de luz é causado por partículas altamente carregadas (ou seja, radiação) que viajam livremente pelo espaço – até encontrarem sua retina e irem diretamente na direção (e através) dela. Como as partículas radioativas atingem seu olho em grande velocidade, elas enganam seu cérebro para que ele pense que você está vendo luzes. A blindagem magnética benevolente da Terra nos protege da maioria da matéria elétrica que o sol lança constantemente em nós. Portanto, nós não desfrutamos de um show pirotécnico psicodélico a cada vez que piscamos aqui na Terra. No espaço, por outro lado, não há nenhum nível de proteção magnética, de modo que os olhos de quem se aventura por aquelas bandas precisam lidar com toda a fúria penetrante do sol. À primeira vista, estas luzes podem parecer apenas um inconveniente. Mas depois, principalmente perto do seu primeiro turno de dormir, a realidade bate à sua porta: como diabos você vai conseguir pegar no sono quando o interior de suas pálpebras parece mais um show do Daft Punk? Seus problemas, claro, não terminam por aí. O espaço é um bastardo vingativo que também deseja te sacanear a longo prazo. A penetração da radiação constante realmente provoca dano estrutural aos tecidos delicados de seus olhos, o que pode causar prejuízos permanentes à sua visão caso você fique mais de um mês sob essas condições. 2. VC SENTE SEU NARIZ SEMPRE ENTUPIDO E PRECISA DESESPERADAMENTE DE COMIDA PICANTEOs alimentos preparados especialmente para os astronautas sempre estiveram num pastoso e híbrido limbo entre comidas de verdade e refeições em pílulas. Felizmente, as coisas evoluíram bastante ao longo do tempo nesse campo. Tanto que, hoje em dia, você pode se deliciar nas alturas com alimentos como barras de bacon (surpreendentemente impopulares) e coquetel de camarão (assustadoramente popular). Porém, você não será capaz de provar qualquer uma dessas comidas a menos que você adicione molho picante ou o tempero japonês wasabi, porque o espaço arruína a sua capacidade de sentir o gosto das comidas. Como já mencionado anteriormente, os fluidos do corpo humano ficam um pouco malucos quando se está em um ambiente de microgravidade. Eles tendem a se aventurar por locais desconhecidos do organismo e explorar cavidade inéditas. As regiões do corpo com a maior quantidade de cavidades prontas para receberem esses fluidos desbravadores são a cabeça e o tronco. Consequência? A cabeça do viajante espacial incha, assim como a parte superior do corpo como um todo, dando a impressão de que os astronautas de repente começaram a tomar esteroides. Um efeito colateral prático deste inchaço é que a sua versão espacial passa a sofrer de congestão nasal constante. E já que a gravidade não é capaz de manter seu ranho no lugar onde ele pertence, você acaba com a cabeça cheio de muco, o que te dá a impressão de estar sempre doente, mesmo quando você está saudável (até porque, se você realmente estiver doente, estará em sérios apuros [veja mais no tópico a seguir da lista]). A única solução para aliviar esse sentimento incômodo é a sensação ardente da comida picante. Acredita-se que a pimenta é o único alimento capaz de obstruir a cavidade nasal, devolvendo aos astronautas a capacidade de sentir os aromas das comidas que eles ingerem. É por isso que alimentos picantes são tão valiosos a bordo da Estação Espacial Internacional. A situação é tão desesperadora que a astronauta Peggy Whitson uma vez “brincou” de ameaçar impedir a entrada de um ônibus espacial visitante a menos que seus colegas levassem alimentos picantes como presente. 1- SER VC FICAR DOENTE,VC ESTARÁ PERDIDO Como um dos poucos sortudos que têm a chance de fugir do nosso nobre planeta, o primeiro passo para a sua preparação é… ficar isolado em quarentena. Isso se justifica porque você certamente não vai querer levar todas as nossas doenças aqui da Terra com você para o grande além – onde, aliás, até mesmo os mais inofensivos micróbios tendem a adquirir uma força, digamos assim, galática. Você não pode correr riscos, uma vez que as bactérias com as quais estamos acostumadas se transformam em criaturas totalmente diferentes lá fora. Uma infecção bacteriana no espaço levará seu corpo a responder drasticamente reduzindo, de forma automática, a imunidade de seu organismo, o que, no final das contas, não será nem sombra de como era na Terra. Esta não é apenas mais uma situação de “você provavelmente terá um pouco de tosse” – é realmente grave. Experimentos de laboratório com salmonelas mutantes do espaço mostram que as bactérias podem infectar camundongos (e, presumivelmente, seres humanos) com três vezes mais eficiência em um ambiente de microgravidade em comparação com uma infecção aqui na Terra. E isso que a experiência utilizou camundongos com o sistema imunológico perfeito, apresentado no nível da Terra – não se pode afirmar o que aconteceria se a salmonela alienígena contaminasse um organismo já debilitado e com a capacidade de lutar contra intrusos devastada após algum tempo em órbita. Pior: os medicamentos espaciais são praticamente inúteis. Remédios e vacinas também têm a tendência de perder sua potência fora do nosso planeta. Ou seja, se você ficar doente lá fora, você estará perdido. No espaço. FONTE: Cracked
Astrônomos descobriram vestígios preliminares de um produto químico precursor para os blocos de construção da vida perto de uma região de formação de estrelas a cerca de 1.000 anos-luz da Terra. O sinal da molécula hidroxilamina, que é feita de átomos de azoto, hidrogênio e oxigênio, ainda tem de ser verificado. Mas, se confirmado, significaria que os cientistas descobriram uma substância química que poderia semear vida em outros mundos, e pode ter desempenhado um papel na origem da vida em nosso planeta há 3,7 bilhões ano atrás. Alguns astrônomos acreditam que os ingredientes para a vida são formados em frias nuvens de gás e poeira interestelar. Cometas, asteroides e meteoros que se formam nessas nuvens podem ter depositado os produtos químicos na Terra ou em outros mundos. Assim, enquanto a vida pode ter surgido a partir de fontes hidrotermais na Terra – uma teoria que muitos cientistas acreditam – as moléculas que se transformaram nas primeiras formas de vida tiveram que vir de algum lugar, que pode ter sido o espaço. Para testar esta teoria, os astrônomos procuram as impressões digitais químicas de compostos inorgânicos simples, que se formam em nuvens interestelares. Estes compostos não são de vida ou mesmo à base de carbono, mas podem reagir com outras moléculas para formar alguns dos blocos de construção da vida, tais como aminoácidos ou os nucleótidos que formam o DNA. Nos últimos anos, os cientistas têm encontrado diversas moléculas prebióticas no espaço. Na busca por essas moléculas, os pesquisadores estudaram uma região de formação de estrelas da Via Láctea denominada L1157 B1. Eles descobriram um sinal muito fraco de hidroxilamina, o que faz sentido uma vez que, dentro de L1157 B1, um jato de gás violento é emitido no meio interestelar, e o choque desse gás teria força suficiente para provocar essas reações químicas nas profundezas geladas na nuvem interestelar. O resultado: hidroxilamina. Por sua vez, a hidroxilamina pode reagir com outros compostos, tais como ácido acético, para formar aminoácidos que podem ser despejados para outros mundos durante o espaço por meio de impactos de asteroides ou cometas. Para confirmar a descoberta, os pesquisadores continuarão analisando a região de formação de estrelas em busca de mais sinais que podem confirmar o que eles estão vendo. FONTE: LiveScience



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