-----> Este Blog já apareceu nestas emissoras <------

Mostrando postagens com marcador VIDA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador VIDA. Mostrar todas as postagens

Pesquisadores da Califórnia (EUA) analisaram as dietas de 73 mil frequentadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia para o chamado Estudo da Saúde Adventista, e descobriram que aqueles que não consomem carne têm um risco de morte 12% menor em comparação aos outros. “Certas dietas vegetarianas estão associadas a reduções em todas as causas da [morte], bem como algumas causas específicas, incluindo doença cardíaca, doença renal, mortes relacionadas ao sistema endócrino e morte relacionada a outras doenças, como diabetes”, disse o pesquisador Dr. Michael Orlich, especialista em medicina preventiva na Universidade de Loma Linda, em Loma Linda, Califórnia. A grande questão que fica é por quê. Infelizmente, o estudo não foi desenhado para responder isso. Orlich observou: “Reduções de carne na dieta vegetariana podem ser parte da razão, mas também pode ser devido a maior quantidade de alimentos de origem vegetal”. Por fim, também é possível que os vegetarianos levem vidas mais saudáveis no geral. Para o estudo, os pesquisadores usaram um questionário para avaliar os padrões alimentares e escolheram homens e mulheres que aderiram a uma das cinco dietas: não vegetarianos, semi-vegetarianos (comem carne ou peixe não mais do que uma vez por semana); pesco- vegetarianos (consome frutos do mar); ovo-lacto-vegetarianos (inclui produtos lácteos e ovos) e vegans, que não comem qualquer produto de origem animal. Durante o tempo do estudo, que durou mais de cinco anos, 2.570 pessoas morreram. Os vegetarianos eram cerca de 12% do grupo com menor probabilidade de morrer de qualquer causa do que os consumidores de carne. E a vantagem de sobrevivência parecia ser mais forte nos homens do que nas mulheres. Além disso, os pesquisadores notaram que os vegetarianos tendem a ser mais velhos (com uma expectativa de vida maior) e mais educados, a realizar mais atividade física e menos propensos a beber álcool ou fumar do que os carnívoros. O estudo também não identificou qual o tipo de dieta vegetariana fornece o maior benefício de sobrevivência, porque foram comparadas apenas com dietas não vegetarianas, e não umas com as outras. A equipe de pesquisadores agora planeja examinar os padrões de consumo de alimentos observados em cada dieta vegetariana. “Queremos ver o que eles comem mais ou menos, e, em seguida, investigar o efeito sobre a mortalidade ou associada a alimentos específicos, que representam a maior parte desta associação aparente. É a falta de carne a grande questão, ou é a quantidade de alimentos de origem vegetal a responsável?”, disse Orlich. A nutricionista Nancy Copperman disse que a fibra em dietas vegetarianas pode ser o que está conduzindo a este traço de maior sobrevivência. “Não são apenas frutas e legumes, mas todos os tipos de fibras [incluindo grãos integrais] que parecem realmente reduzir os riscos à saúde”, disse ela. “O novo estudo empurra a literatura que estamos construindo sobre o impacto que os grãos integrais, frutas e vegetais pode ter sobre a saúde”. Já Rebecca Solomon, nutricionista no Mount Sinai Medical Center, em Nova York (EUA), observou que as dietas à base de plantas podem ser benéficas apenas se forem feitas com atenção e dedicação. “Você precisa ter certeza de que tem um bom equilíbrio de nutrientes, apesar da omissão de alguns ou de todos os produtos de origem animal”, acrescentou. O que ocorre, segundo ela, é que alguns vegetarianos podem exagerar nos carboidratos e gorduras, o que pode levar ao ganho de peso e problemas de saúde associados. “Meu conselho geral é que você não precisa ser um vegetariano para melhorar sua saúde e expectativa de vida. Comer proteínas magras, como aves e peixes, e seguir alguns dos princípios da dieta mediterrânea, que inclui quantidades generosas de legumes, frutas e cereais integrais, sem carne vermelha pode ser muito benéfico”, explica. Para uma vegan obstinada como Stephanie Prather, 45, no entanto, a notícia pode vir sem nenhuma surpresa. Ela não come nenhum produto animal há mais de dois anos, e chegou a mudar de carreira no meio do caminho para se tornar um chef de pastelaria vegana. Não só ela se sentiu melhor, como perdeu cerca de 20 quilos desde que excluiu todos os produtos de origem animal de sua dieta. A recente pesquisa segue um outro estudo britânico divulgado em janeiro, o qual mostrou que os vegetarianos tinham cerca de um terço menos risco de hospitalização ou morte por doença cardiovascular do que as pessoas que consumem carne regularmente. O estudo incluiu 45 mil pessoas da Inglaterra e da Escócia, sendo um terço vegetarianos. Segundo os resultados, estes tinham uma chance 32% menor de serem hospitalizados ou morrerem de doença cardíaca. Eles também apresentavam menor pressão arterial e níveis de colesterol mais baixo do que os não vegetarianos. FONTE:WebMD

Os seriados médicos estão na moda. Bom, você já deve ter visto pelo menos um ou dois programas sobre emergências hospitalares. O nome mais famoso entre os doutores da TV no momento é House (a série está em sua oitava e última temporada), e esse personagem especificamente tem uma boa sacada sobre a profissão: ele mostra como os médicos pensam, na verdade, com a mesma lógica que Sherlock Holmes. Isso não é uma surpresa, já que o Dr. Arthur Conan Doyle se inspirou em um dos seus professores de medicina para criar o detetive da ficção. Mas o que é importante aprender com os dois é que, nas palavras de Holmes, quando você eliminou o impossível, o que sobrar, por mais improvável que seja, deve ser a verdade. Na faculdade, nós aprendemos a não agir com precipitação. Somos orientados pelos professores a fazer uma lista com todas as possíveis explicações para os sintomas do paciente, e classificarmos as hipóteses na ordem da mais à menos comum ou mais fatal, e depois coletamos a evidência necessária para descartar cada item da tal lista, até que o que sobrar, seja o que for, deve ser a verdade. Muitos médicos ficam incomodados, ou até mesmo nervosos, quando acham que um paciente está diagnosticando a si mesmo. Essa mania pode, sem dúvida, causar problemas – e a internet deixou isso muito mais fácil. Mas alguns de nós também acreditam que as pessoas mais caladas nas consultas – estou falando dos homens – tornam-se mais propensas a procurar ajuda se puderem encontrar informação básica on-line antes de ir até o especialista. É compreensível que você queira entender o que nós dizemos tecnicamente para se sentir mais seguro do diagnóstico. Claro que nada substitui o conhecimento de quem estudou a fundo a doença que você pode ter (ou não), mesmo que a busca on-line já tenha oferecido um nome da encrenca. Mas essa curiosidade não é ruim. Muito pelo contrário, ela pode ajudar. Numa emergência, você é responsável pela análise da situação e pela reação que pode salvar a sua vida (ou de outra pessoa). A decisão de pegar o telefone e marcar uma consulta ou chamar ajuda não vai ser do médico: ela tem que vir de você. Por isso, é bom que saiba o que está acontecendo. É aqui que começa a arte de diagnosticar. Veja como sintomas comuns ajudam a reconhecer o que está acontecendo com você e quando é preciso correr para o hospital mais próximo. DOR DE GARGANTA, TOSSE, NARIZ ESCORRENDO É resfriado, certo? Nem sempre. Desconfie se você não tem congestão nasal, a tosse é seca, a febre está acima de 38 °C ou a doença começou subitamente e você se sente como se tivesse sido atropelado por um caminhão. Esses são sinais de gripe. Nesse caso, se sua saúde estiver boa, o médico pode mandar você embora do consultório tranquilamente. Mas, se você tem cardiopatia, doença pulmonar, diabetes ou qualquer problema que restrinja a ação do seu sistema imunológico, o especialista vai decidir se você precisa de antiviral. E se, enquanto estiver gripado, sentir falta de ar com o menor esforço, começar a expelir um muco nojento quando tossir ou a febre voltar com calafrios e tremores, procure ajuda imediatamente. Você pode estar desenvolvendo pneumonia. DOR DE CABEÇA As dores de cabeça têm uma variedade enorme, desde a dor fraca, que atinge todo mundo, até a batida agoniante acima de uma das orelhas ou aquele espeto em brasa enfiado no seu olho. Algumas trazem alucinações visuais, cheiros imaginários, vertigem, vômitos ou uma aversão à luz clara e à conversa. A maioria delas não representa perigo, mas nem toda dor é uma simples cefaleia. Em algumas situações, o desconforto pode esconder algo mais sério. Fique de olho nestes casos… Dor instantâneaSe ela o atingir como uma flechada do nada e se intensificar em minutos, tornando-se insuportável, corra para a emergência. As causas prováveis são quase todas fatais. Dor do sexo/exercícioUma cefaleia forte que chega rápida e furiosamente com esforço físico violento ou em um momento de orgasmo precisa ser investigada – pode ser uma hemorragia. Dor que se espalha para o pescoçoIncômodos que se espalham para outras partes do corpo podem ser sinal de meningite ou hemorragia. Busque ajuda, especialmente se você tiver febre, se recupera de uma infecção bacteriana, tem urticária ou não consegue raciocinar com clareza. Dor que não tem fimSe ela vai e vem por dias, acompanhada de febre, distúrbios visuais e têmporas doloridas, pode sinalizar uma inflamação das artérias que pode deixá-lo cego. Vá ao médico já! Dor “contagiosa”Você está em casa, com janelas fechadas, e ao longo do dia sua dor de cabeça piora. Se outra pessoa sentir o mesmo, pode ser gás vazando. Vá para um lugar aberto na hora e depois cuide do reparo. Dor que piora há semanas, acorda você e marca presença logo pela manhãÉ o padrão clássico de uma massa que se expande lentamente dentro do cérebro, ou seja, um tumor. Não deixe para amanhã a consulta médica e a ressonância magnética. CAROÇOS Normalmente, são nódulos linfáticos que estão inchados porque as células do seu sistema imunológico estão ocupadas fazendo o que têm que fazer. Caroços no pescoço, axilas ou virilha geralmente sugerem uma infecção nas proximidades ou alergias. Nódulos inchados e moles, tipicamente localizados no pescoço e acompanhados de uma dor de garganta forte, são mononucleose (doença viral transmitida pela saliva que causa hipertrofia do fígado e do baço) até que se prove o contrário. Não há muito o que fazer sobre isso, mas, para evitar uma ruptura no baço, vá ao médico para um teste rápido para confirmar a suspeita e, até o resultado sair, dê um tempo nos esportes de contato. Caroços combinados com febre também podem ser indicativos de HIV, tuberculose e lúpus – três casos em que se deve procurar tratamento rapidamente. No caso de você ter alguma dúvida, caroços nos testículos nunca são normais. Qualquer um que apareça sobre os músculos peitorais também precisa ser examinado porque os homens também podem ter câncer de mama. E um nódulo linfático inchado que não desaparece em uma ou duas semanas, especialmente se é firme e imóvel, deve ser submetido a uma biópsia para checar se é câncer. “Em uma emergência, você é o primeiro responsável pela análise da situação. A decisão de chamar ajuda tem que vir de você” CABEÇA VAZIA Se alguma vez já experimentou isso, você não se esquece da sensação horrível de náusea, suor frio e da consciência fugindo. A sua avó chama isso de desmaio; o termo preferido pelos médicos é “síncope”. O apagão manda muita gente para o pronto-socorro. A maioria das vezes, ele não traz problema e é causado por uma desidratação ou algo chamado reflexo vasovagal – um órgão interno estimula o seu nervo vago, que sinaliza para o coração desacelerar, o que pode acontecer se você está com intoxicação alimentar e as suas vísceras se contraem por causa de um sushi suspeito. Algumas outras causas da síncope são menos inofensivas. Para começo de conversa, arritmias cardíacas podem fazer você perder a consciência. E, como elas são potencialmente fatais, qualquer desmaio precisa passar por diagnóstico no hospital. Também existe uma doença genética relativamente comum conhecida como cardiomiopatia hipertrófica, que faz com que homens jovens desmaiem durante o exercício, e algumas vezes caiam mortos. Se você sentir tontura quando se levanta e se fica facilmente sem fôlego quando se deita ou de repente, no meio da noite, não deixe de ir ao médico. MANCHAS As erupções cutâneas são bastante comuns mas, às vezes, elas são o primeiro sinal visível de uma calamidade. O tipo mais comum de mancha é a dermatite de contato: a pele fica vermelha e coça – é feia, mas nada grave. Pode ser causada por alguma mudança, como o novo sabão de lavar a roupa ou uma camisa feita de fibras recicladas misteriosas. Erupções doloridas, quentes e semelhantes a queimaduras de sol, que aparecem e desaparecem, especialmente em alguém com febre ou que passou recentemente por uma cirurgia, teve qualquer tipo de ferimento profundo ou mesmo um cateter intravenoso comum inserido, podem ser um sinal de síndrome de choque tóxico (quadro no qual bactérias de pele comuns entram na corrente sanguínea, produzindo toxinas que, em algumas horas, provocam a falência de órgãos). Erupção acompanhada de febre, dor de cabeça e dor nas articulações também pode ser o primeiro sinal de meningite. Fique de olho em qualquer mancha que não fique mais clara quando você a aperta entre os dedos. Este é um teste simples, mas que ajuda a reconhecer problemas sérios. Se a cor mantiver-se a mesma, a erupção requer atenção imediata: você pode estar desenvolvendo um ataque autoimune contra as plaquetas sanguíneas ou até mesmo câncer. Mas essas são apenas as mais perigosas. Existem milhares de manchas e causas diferentes para elas. O clínico geral pode não reconhecer todas, mas ele conhece um dermatologista para indicar que vai fazer isso com segurança. A MAIOR AMEAÇA À SAÚDE DE UM HOMEMO inimigo é o ego. As três regras seguintes vão manter o seu sob controle 1. Não tenha certeza demais de que você sabe o que está acontecendo. Os melhores médicos questionam a si mesmos constantemente. 2. Quando estiver em dúvida, procure ajuda. Sempre que achar que uma situação pode ser perigosa, vá ao pronto-socorro mais próximo. 3. Confie na sua intuição. Mesmo que alguém lhe diga para não se preocupar, se a coisa simplesmente não parece bem vá ao médico. FALTA DE AR Você é um homem saudável, com 30 anos em média, sem nenhum antecedente médico significativo, e acorda no meio da noite com falta de ar. Não teve doença respiratória, não está com tosse ou febre e vou considerar que você não fuma. Sentar-se na cama melhora um pouco. Mas se você se deita e espera essa sensação passar, ela não passa. Tenta respirar fundo, mas isso só faz com que sinta uma pontada no peito. A boca fica seca e o pulso acelera. É de fato assustador. Parte do terror vem de um reflexo – um impulso nervoso liga os pulmões à parte do seu cérebro que experimenta medo. O outro motivo de preocupação é a soma do feio com o improvável, que inclui falência pulmonar, ataque cardíaco e ataque de pânico. Existem centenas de possibilidades para esse quadro – destas, umas dez podem ser fatais até o amanhecer. Aí é uma questão de escolha. Se você acha que ligar para a emergência dá muito trabalho, tente a funerária – único lugar que eu conheço onde não precisa respirar. MUDANÇAS NA VISÃO Os olhos são ligados diretamente ao cérebro. Se você achar que eles estão tentando lhe mostrar algo, preste atenção. Visão dupla pode ser sinal de AVC, de fratura da órbita do olho ou esclerose múltipla. Toda vez que a visão sofrer uma mudança repentina, seja o escurecimento do seu campo visual (AVC), as chamadas moscas volantes (descolamento de retina) ou obscurecimento generalizado da visão (coma diabético iminente), você pode ter graves problemas não apenas nos olhos, mas também em outra parte do corpo. CONCUSSÃO Este é o termo técnico para quando você bate a cabeça com força suficiente para abalar o conteúdo dela. Nós pensávamos que a perda da consciência definia a concussão. Atualmente, sabemos que, mesmo que você não tenha sido nocauteado, um golpe ainda pode romper a fiação do seu cérebro. Resultado: depois que a desorientação inicial passar, você pode ter dor de cabeça, vertigem, náusea e vômitos, mudanças de humor, insônia, perda de memória, dificuldade para falar. Luzes claras e barulhos altos podem ser intoleráveis. Você derruba coisas e perde a linha de raciocínio. A concussão é a forma mais leve de lesão cerebral e não deve ser ignorada de maneira alguma. Se for atingido na cabeça com força suficiente para ficar atordoado, mesmo que por poucos segundos, procure orientação médica imediatamente e ignore qualquer outro conselho dos colegas de time. E mais importante: nunca volte para o jogo! O médico vai pedir pelo menos uma tomografia computadorizada da cabeça e, se ela for normal e houver alguém na sua casa para manter o olho em você (o que significa acordá-lo a cada duas horas para uma breve rodada de “Qual é o seu nome?”, “Quantos dedos você vê aqui?” e “Quem é o presidente?”), ele pode deixá-lo ir embora tranquilamente. FONTE: MENSHEALTH

Em 15 de agosto de 1977, um radiotelescópio do Instituto Seti ("Busca por Inteligência Extraterrestre", na sigla em inglês), nos EUA, captou uma mensagem estranha. Foi um sinal de rádio que durou apenas 72 segundos, só que muito mais intenso que os ruídos comuns vindos do Cosmo. Ao analisar as impressões em papel feitas pelo aparelho, o cientista Jerry Ehman tomou um susto. O sistema captara um sinal 30 vezes mais forte que o normal. Seria alguma civilização tentando fazer contato? Ehman ficou tão impressionado que circulou os dados do computador e escreveu ao lado: "Wow!". O caso ficou conhecido como Wow signal (sinal "uau"!), e até hoje é o episódio mais marcante na busca por inteligência extraterrestre. O Seti e outras instituições tentaram detectar o sinal várias vezes depois, mas ele nunca mais foi encontrado. Mesmo assim, hoje muitos cientistas acreditam que o contato com extraterrestres é mera questão de tempo. "Numa escala de 1 (pouco provável) a 10 (muito provável), eu diria que nossa chance de fazer contato com ETs em meados deste século é 8", acredita o físico Michio Kaku, da City College de Nova York. Esse otimismo tem justificativa. "Pelo menos 25% das estrelas têm planetas. E, dessas estrelas, pelo menos a metade tem planetas semelhantes à Terra", explica o físico Marcelo Gleiser. Isso significa que, na nossa galáxia, podem existir até 10 bilhões de planetas parecidos com o nosso. Uma quantidade imensa. Ou seja: pela lei das probabilidades, é muito possível que haja civilizações alienígenas. O satélite Kepler, da Nasa, já catalogou 2 740 planetas parecidos com a Terra, onde água líquida e vida talvez possam existir. Um dos mais "próximos" é o Kepler 42d, a 126 anos-luz do Sol (um ano-luz equivale a 9,5 trilhões de quilômetros). Kaku acredita que, para civilizações muito avançadas, essa distância não seria um problema - pois elas poderiam manipular o espaço-tempo e utilizar portais no Cosmos, como nos filmes de ficção científica. Ok, mas então por que até hoje esse pessoal não veio aqui? "Se são mesmo tão avançados, talvez não estejam interessados em nós", opina Kaku. "É como a gente ir a um formigueiro e dizer às formigas: `Levem-nos a seu líder?." Para outros cientistas, contudo, a existência de civilizações avançadas é mera especulação. E explicar por que elas não colonizaram a Terra já é querer dar uma de psicólogo de aliens. VIDA X VIDA INTELIGENTETudo bem que existem bilhões de Terras por aí. E que a probabilidade de existir vida lá fora é muito grande. Mas não significa que seja vida inteligente. "Você pode ter um planeta cheio de vida, mas formada por amebas e outros seres unicelulares", acredita Gleiser. Afinal, com a Terra foi assim. A vida aqui existe há cerca de 3,5 bilhões de anos. Mas durante quase todo esse tempo (3 bilhões de anos), só havia seres unicelulares: as cianobactérias, também chamadas de algas verdes e azuis. Além disso, não basta o tempo passar para que as formas de vida se tornem complexas e inteligentes. A função essencial da vida é se adaptar bem ao ambiente onde ela está. A vida só muda - na esteira de alguma mutação genética - se uma mudança ambiental exigir que ela mude. Assim, se o ambiente não mudar e a vida estiver bem adaptada, as mutações genéticas que em geral aparecem ao longo de gerações não vão fazer diferença. Tudo depende da história de cada planeta. Se o asteroide que matou os dinossauros há 65 milhões de anos não tivesse caído aqui na Terra, e os dinossauros não tivessem sido extintos, não estaríamos aqui. "Não temos nenhuma prova ou argumento forte sobre a existência de vida inteligente fora da Terra", diz Gleiser. "Existe vida? Certamente. Mas como não entendemos bem como a evolução varia de planeta para planeta, é muito difícil prever ou responder se existe ou não vida inteligente fora daqui", completa. "Se existe, a vida inteligente fora da Terra é muito rara." Decepcionante. Mas antes de lamentar a solidão da humanidade no Cosmos, saiba que ela pode ser uma boa notícia. Porque se aliens inteligentes realmente existirem, não serão necessariamente bondosos. "Se eles algum dia nos visitarem, acho que o resultado será o mesmo que quando Cristóvão Colombo chegou à América. Não foi bom para os índios nativos", comparou certa vez o físico Stephen Hawking.

A ciência propõe duas explicações para essa dúvida metafísica. A primeira, mais tradicional, é: o sentido (objetivo) da vida é se reproduzir, ou seja, ter filhos. Ponto. Isso vale tanto para nós como para o sabiá, o cordeiro patagônico ou o bicho-da-seda. Pelo menos é o que diz a tese do gene imortal, uma das mais populares da biologia evolutiva. Ela tem sido desenvolvida desde os anos 1970 pelo biólogo britânico Richard Dawkins, e reinterpreta a teoria da evolução de Darwin. A transmissão de informação genética entre pais e filhos não é perfeita. Podem ocorrer erros: as mutações. Eles sempre acontecem - em média, cada humano nasce com 60 mutações. Esses erros no DNA podem provocar síndromes e doenças, mas também podem ser positivos. Se um indivíduo tem uma mutação que o torna mais apto que os demais (mais forte ou mais bonito, por exemplo), ele tende a se reproduzir mais e espalhar essa mutação na sociedade. Os mais aptos permanecem e os demais desaparecem. É a chamada seleção natural. Dawkins fez uma ligeira modificação nessa teoria. Para ele, os protagonistas da seleção natural não são as espécies nem os indivíduos: são os genes. Nós seríamos meras máquinas de sobrevivência que os genes construíram para se preservar ao longo das gerações. "As máquinas de sobrevivência têm aparência muito variada. Um polvo não se parece em nada com um rato, e ambos são muito diferentes de uma árvore. Mas, em sua composição química, eles são quase iguais", escreve Dawkins. É verdade. Cada ser vivo tem um código genético diferente - mas ele sempre é construído com as mesmas moléculas. E a nossa missão na Terra é espalhar essas moléculas. "Todos nós, desde as bactérias até os elefantes, somos máquinas de sobrevivência para o mesmo tipo de replicador: as moléculas de DNA." Como há vários tipos de ambiente no mundo, os replicadores construíram uma ampla gama de máquinas para prosperar neles. Um macaco preserva os genes nas copas das árvores; um peixe preserva os genes na água, e assim por diante. Os genes também nos dotaram de instintos que nos levam à reprodução - é por isso que o sexo é tão prazeroso, e a atração sexual tão forte. A tese do gene imortal é convincente e elegante. Mas não explica tudo. O cérebro humano possui um mecanismo chamado sistema de recompensa. São grupos de neurônios situados em certas regiões, como o septo - que fica bem no centro do cérebro. Toda vez que fazemos algo física ou mentalmente agradável, qualquer coisa mesmo, esses neurônios causam a liberação de dopamina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. As demais áreas do cérebro são inundadas pela dopamina - inclusive aquelas que manejam o autocontrole e as emoções. Você sente prazer. E tem vontade de sentir de novo. E de novo. E de novo... O sistema de recompensa tem uma influência gigantesca sobre nossas ações e decisões. Sempre que você se sente bem, ou mal, é esse sistema que está fazendo isso acontecer. E ele nem sempre nos guia no caminho de gerar descendentes - você deve conhecer gente que não tem filhos, nem quer ter, e está muito bem assim. Porque existe uma segunda explicação para o sentido da vida. Em vez de espalhar genes, o objetivo pode ser contentar o sistema de recompensa. Traduzindo: ser feliz. O sistema de recompensa foi descoberto nos anos 1950 pelos psicólogos James Olds e Peter Milner, da Universidade McGill, no Canadá. Usando eletrodos, eles notaram que um rato sempre voltava a um ponto da gaiola para receber um choquinho (prazeroso) no septo. Chegou a passar 7 mil vezes por hora, sem ligar para nada mais. Nem para os próprios filhotes. "O animal vai se estimular com frequência, e por longos períodos, se puder fazê-lo", concluíram Olds e Milner. Hoje a ciência sabe que outras coisas (drogas, açúcar, gordura, sexo) também têm o poder de atuar nessas áreas. Por isso elas são tão atraentes - e, em algumas pessoas, podem se tornar viciantes. FONTE: Superinteressante

Obviamente, a vida no espaço não é sinônimo de férias – você está lá em cima, enfrentando a fronteira final, lutando contra meteoros e objetos pessoais flutuando dentro da espaçonave e consciente de que qualquer falha trará uma morte horrível no abismo sideral. E é por isso mesmo que a vida no espaço desperta tanta curiosidade em nós, seres humanos: o mistério de se aventurar no desconhecido. Na realidade, a parte mais difícil sobre a vida em uma estação espacial ou base lunar são diversos pequenos aborrecimentos do cotidiano nos quais você nunca pensou – e os quais a ficção científica jamais mencionou. Por mais que não se trate de problemas do calibre de batalhas interestelares ou monstros alienígenas, esses contratempos do dia a dia fariam da sua vida um inferno, e não de uma maneira impressionante. 5. VC PRECISA SE EXERCITAR CONSTANTEMENTE (senão corre o risco de desmaiar)

É de se esperar que uma certa quantidade de exercício físico seja necessário para compensar a falta de gravidade do ambiente. O detalhe é que, além de você ser capaz de levantar facilmente os halteres gigantescos que só os caras mais bombados da sua academia conseguem (lembre-se: não há gravidade, então as coisas não “pesam” nada), você vai ter que se exercitar o tempo todo. Sempre. E você não tem escolha. Há duas razões por trás disso. A primeira e mais evidente delas é evitar que seus músculos e ossos fiquem quebradiços e se transformem em uma papa amorfa devido à ausência da gravidade. O outro motivo é um fenômeno maluco chamado intolerância ortostática. Essa é uma novidade para muita gente. Na Terra, essa é a razão pela qual, por vezes, sentimos uma tontura quando nos levantamos muito depressa. Fora do nosso planeta, se torna um dos principais motivos para você e seu estilo de vida sedentário odiarem o espaço. Seu corpo é normalmente capaz de lidar com a intolerância ortostática, elevando a sua frequência cardíaca e pressão arterial até que você se recomponha. Entretanto, no espaço, seu coração não colabora muito. Percebendo que não precisa mais lutar contra a gravidade, como está acostumado aqui embaixo, ele fica mais preguiçoso e bate cada vez menos e de maneira mais fraca – e, consequentemente, sua pressão arterial cai. Resultado: você vai desmaiar. Repetidas vezes. Seu único remédio? Fazer MUITO exercício. O ideal recomendado aos astronautas é que malhem durante duas horas e meia, todos os dias em que estiverem em órbita. E não estamos falando de exercícios divertidos com aquela mini cama elástica, bolas grandes e coloridas ou qualquer outro adereço que possa desviar sua atenção do exercício em si. Os viajantes espaciais precisam passar esse tempo todo amarrados em uma das três engenhocas disponíveis (um circuito de academia, uma esteira ou um combinado espacial digno de Chuck Norris, chamado ARED). Tudo isso, lembre-se, em uma salinha minúscula, sem uma ampla janela na sua frente, tampouco com uma leve brisa soprando – e cheio de cabos ligados ao seu corpo para que não saiam voando no meio da série. E todo esse esforço não será recompensado com uma barriga de tanquinho – os únicos prêmios que os astronautas recebem após tanto esforço são o privilégio de manter a consciência ininterruptamente e a capacidade de evitar que seu corpo se desmanche como uma massa de uma empada assim que retornem ao campo de gravidade da Terra. Saúde! Astronautas bebem urina e suor reciclados na ISS 4. VC VAI VOLTAR MAIS ALTO (e isso será incrivelmente doloroso)
A maioria das pessoas que você conhece não se importaria de se tornar um pouco mais altas, certo? Pois bem, avise a elas que isso pode ser feito. Se por acaso acontecer de elas se aventurarem no espaço, logo você terão uma agradável surpresa: um surto de crescimento induzido pela falta de gravidade aumentará a sua altura em cerca de 4 a 6 centímetros. E quando dizemos “agradável”, por favor entenda “terrivelmente doloroso e deformante”. Afinal, o que está acontecendo, basicamente, é que seus nervos em sua coluna estão sendo esticados. Normalmente, a medula espinhal humana permite que o nosso cérebro se comunique rapidamente com qualquer parte do corpo. Porém, qualquer situação incomum que altere essa configuração natural (como estar no espaço sideral, por exemplo) tende a produzir dificuldades. Os discos intervertebrais que amortecem a coluna dos efeitos da gravidade subitamente se tornam inúteis. Logo, suas vértebras começam a se afastar preguiçosamente umas das outras, deixando a estrutura da coluna vertebral cada vez mais alongada. A boa notícia é que você fica, de fato, mais alto, pelo menos enquanto estiver em um ambiente de microgravidade. A má notícia é que você provavelmente experimentará uma dor crônica nas costas, uma vez que sua coluna, assim como seus nervos, será constantemente esticada como um acordeão. Além disso, seus nervos também correrão grande perigo de serem danificados. E imagine o que acontece quando você finalmente desembarcar de volta em um planeta dotado de campo de gravidade. Sua espinha, deformada devido ao tempo que você passou fora da Terra, terá que aguentar o baque causado por suas vértebras, que tentarão se reajustar ali dentro – como um elástico que é esticado e depois solto – após a liberdade excessiva que a falta de gravidade lhes proporcionou. Em seu processo de readaptação à Terra, você também correrá sérios riscos de sofrer com hérnia de disco. 3. A RADIAÇÃO AFETA SEUS OLHOS
Os astronautas a bordo dos primeiros voos espaciais ficaram confusos e assustados devido a misteriosos raios de luz que eles notaram enquanto estavam em órbita. “Grande coisa”, você pode pensar, eles estavam no espaço sideral, deve haver uma gigantesca quantidade de coisas estranhas acontecendo por lá. Talvez fosse um raio de luz solar refletindo em um satélite, algum fragmento brilhante de um meteoro ou apenas uma nave alienígena curiosa. Havia apenas um problema: aquelas luzes estranhas nunca ocorriam quando eles estavam realmente olhando para algum lugar – esses flashes brilhantes eram visíveis apenas com os olhos fechados. Sim, no espaço, você tem a sua própria discoteca particular na sua cabeça. Além disso, você provavelmente vai pensar que está ficando louco toda vez que der uma piscada um pouco mais demorada. Cientificamente, este curioso espetáculo de luz é causado por partículas altamente carregadas (ou seja, radiação) que viajam livremente pelo espaço – até encontrarem sua retina e irem diretamente na direção (e através) dela. Como as partículas radioativas atingem seu olho em grande velocidade, elas enganam seu cérebro para que ele pense que você está vendo luzes. A blindagem magnética benevolente da Terra nos protege da maioria da matéria elétrica que o sol lança constantemente em nós. Portanto, nós não desfrutamos de um show pirotécnico psicodélico a cada vez que piscamos aqui na Terra. No espaço, por outro lado, não há nenhum nível de proteção magnética, de modo que os olhos de quem se aventura por aquelas bandas precisam lidar com toda a fúria penetrante do sol. À primeira vista, estas luzes podem parecer apenas um inconveniente. Mas depois, principalmente perto do seu primeiro turno de dormir, a realidade bate à sua porta: como diabos você vai conseguir pegar no sono quando o interior de suas pálpebras parece mais um show do Daft Punk? Seus problemas, claro, não terminam por aí. O espaço é um bastardo vingativo que também deseja te sacanear a longo prazo. A penetração da radiação constante realmente provoca dano estrutural aos tecidos delicados de seus olhos, o que pode causar prejuízos permanentes à sua visão caso você fique mais de um mês sob essas condições. 2. VC SENTE SEU NARIZ SEMPRE ENTUPIDO E PRECISA DESESPERADAMENTE DE COMIDA PICANTE
Os alimentos preparados especialmente para os astronautas sempre estiveram num pastoso e híbrido limbo entre comidas de verdade e refeições em pílulas. Felizmente, as coisas evoluíram bastante ao longo do tempo nesse campo. Tanto que, hoje em dia, você pode se deliciar nas alturas com alimentos como barras de bacon (surpreendentemente impopulares) e coquetel de camarão (assustadoramente popular). Porém, você não será capaz de provar qualquer uma dessas comidas a menos que você adicione molho picante ou o tempero japonês wasabi, porque o espaço arruína a sua capacidade de sentir o gosto das comidas. Como já mencionado anteriormente, os fluidos do corpo humano ficam um pouco malucos quando se está em um ambiente de microgravidade. Eles tendem a se aventurar por locais desconhecidos do organismo e explorar cavidade inéditas. As regiões do corpo com a maior quantidade de cavidades prontas para receberem esses fluidos desbravadores são a cabeça e o tronco. Consequência? A cabeça do viajante espacial incha, assim como a parte superior do corpo como um todo, dando a impressão de que os astronautas de repente começaram a tomar esteroides. Um efeito colateral prático deste inchaço é que a sua versão espacial passa a sofrer de congestão nasal constante. E já que a gravidade não é capaz de manter seu ranho no lugar onde ele pertence, você acaba com a cabeça cheio de muco, o que te dá a impressão de estar sempre doente, mesmo quando você está saudável (até porque, se você realmente estiver doente, estará em sérios apuros [veja mais no tópico a seguir da lista]). A única solução para aliviar esse sentimento incômodo é a sensação ardente da comida picante. Acredita-se que a pimenta é o único alimento capaz de obstruir a cavidade nasal, devolvendo aos astronautas a capacidade de sentir os aromas das comidas que eles ingerem. É por isso que alimentos picantes são tão valiosos a bordo da Estação Espacial Internacional. A situação é tão desesperadora que a astronauta Peggy Whitson uma vez “brincou” de ameaçar impedir a entrada de um ônibus espacial visitante a menos que seus colegas levassem alimentos picantes como presente. 1- SER VC FICAR DOENTE,VC ESTARÁ PERDIDO
Como um dos poucos sortudos que têm a chance de fugir do nosso nobre planeta, o primeiro passo para a sua preparação é… ficar isolado em quarentena. Isso se justifica porque você certamente não vai querer levar todas as nossas doenças aqui da Terra com você para o grande além – onde, aliás, até mesmo os mais inofensivos micróbios tendem a adquirir uma força, digamos assim, galática. Você não pode correr riscos, uma vez que as bactérias com as quais estamos acostumadas se transformam em criaturas totalmente diferentes lá fora. Uma infecção bacteriana no espaço levará seu corpo a responder drasticamente reduzindo, de forma automática, a imunidade de seu organismo, o que, no final das contas, não será nem sombra de como era na Terra. Esta não é apenas mais uma situação de “você provavelmente terá um pouco de tosse” – é realmente grave. Experimentos de laboratório com salmonelas mutantes do espaço mostram que as bactérias podem infectar camundongos (e, presumivelmente, seres humanos) com três vezes mais eficiência em um ambiente de microgravidade em comparação com uma infecção aqui na Terra. E isso que a experiência utilizou camundongos com o sistema imunológico perfeito, apresentado no nível da Terra – não se pode afirmar o que aconteceria se a salmonela alienígena contaminasse um organismo já debilitado e com a capacidade de lutar contra intrusos devastada após algum tempo em órbita. Pior: os medicamentos espaciais são praticamente inúteis. Remédios e vacinas também têm a tendência de perder sua potência fora do nosso planeta. Ou seja, se você ficar doente lá fora, você estará perdido. No espaço. FONTE: Cracked

Cientistas descobriram dois vírus que desafiam a classificação da vida. Maior e geneticamente mais complexos do que qualquer gênero viral conhecido pela ciência, os chamados “pandoravírus” podem reacender um debate de longa data sobre a classificação do que é considerado vida. Esse nome foi dado devido às surpresas que os seres podem ter reservado aos biólogos, em referência à figura mítica grega que abriu uma caixa e liberou o mal no mundo. Houve um tempo em que os cientistas consideravam os vírus seres muito pequenos e simples. Até que sugiu o “mimivírus”, descoberto em 1992. À época, se tratava, de longe, do maior e mais complexo vírus já encontrado pelos cientistas. Com 600 nanômetros de diâmetro (dimensão comparável em tamanho a algumas bactérias) e com um genoma de cerca de mil genes, o mimivírus em muitos aspectos possuía maior semelhança com uma bactéria parasita do que com um vírus. Em comparação, o HIV mede apenas 120 nanômetros de diâmetro e contém um total de apenas nove genes. O nome “mimivírus” vem da abreviatura em inglês de “vírus imitando (mimicking) micróbio”. Uma vasta lista de outros vírus de grande porte têm sido descobertos desde então – o mamavírus, por exemplo, e o apropriadamente chamado megavírus. Nesta quinta-feira (18), no entanto, pesquisadores da Universidade de Aix-Marselha, liderados pelos biólogos Jean-Michel Claverie e Chantal Abergel (que ajudou a revelar o mimivírus) anunciaram uma descoberta ainda mais surpreendente. Trata-se do pandoravírus, recolhido na lama de águas costeiras de Melbourne, na Austrália, e da região central do Chile, que é duas vezes maior do que qualquer outro vírus conhecido pela ciência. Cada um deles possui cerca de 2.500 genes, 2.300 dos quais inteiramente novos para a biologia. Pandoravírus, em outras palavras, não são apenas enormes, também são inconfundivelmente diferentes de qualquer vírus conhecido na terra – incluindo outros vírus gigantes. O fato de esses pandoravírus serem tão geneticamente únicos (sem contar que eles foram coletados em continentes completamente diferentes) sugere que os gêneros virais gigantes podem ser mais comuns do que se acreditava anteriormente. Além disso, os vírus recém-descobertos ainda levantam questões interessantes sobre as fronteiras entre as células vivas e os vírus inanimados. A equipe também realizou vários experimentos para confirmar se os pandoravírus eram realmente vírus. Usando microscópios de luz e eletrônicos, os cientistas acompanharam um ciclo de replicação completa dos seres recém-descobertos. Eles identificaram, com isso, os três critérios fundamentais para classificá-los como vírus. Eis uma brincadeira divertida para se jogar na próxima vez que você encontrar seus primos biólogos. Primeiro, aguarde uma pausa na conversa. Em seguida, mexa-se despretensiosamente em sua cadeira e casualmente pergunte se os vírus são seres vivos. Muito bem! Você acaba de alimentar as chamas do debate que os profissionais da área têm travado por cerca de um século. Sente-se e desfrute. De preferência, com um pouco de pipoca. O recém-descoberto pandoravírus pode aumentar esse debate. “Primeiro vistos como veneno, depois como formas de vida e então como produtos químicos biológicos, os vírus hoje estão em uma área cinzenta entre os seres vivos e não vivos”, escreve o biólogo molecular Luis Villarreal em artigo para a revista Scientific American. “Eles não podem se reproduzir por conta própria, mas podem fazê-lo em células verdadeiramente vivas e também podem afetar o comportamento de seus hospedeiros profundamente”. A ambiguidade decorre, em grande parte, de natureza paradoxal do vírus. Por um lado, eles possuem muitas características que nós associamos com a vida, como a presença de DNA e RNA e a capacidade de evoluir. Eles também são capazes de tomarem para si a estrutura celular de seus hospedeiros, que eles exploram para se reproduzir, se espalhar e infectar, às vezes, com eficiência letal. É uma façanha impressionante e assustadora, especialmente para algo que não tem a capacidade de produzir suas próprias proteínas. Além disso, eles são seres bastante pequenos, fisicamente, pensavam os cientistas, e seus genomas são minúsculos. Eles não têm parede celular e nem sequer passam por processos metabólicos. São razões como essas que fizeram a participação dos vírus ser negada na grande árvore da vida. Dez anos atrás, no entanto, a descoberta acidental do mimivírus forçou muitos cientistas a reconsiderar a qualificação do que é vida. Os pandoravírus, com seu tamanho desmedido e composição genômica sem precedentes, dão ainda mais razões para que os cientistas repensem essa classificação. “Uma vez que mais de 93% dos genes dos pandoravírus não remetem a nenhum ser conhecido”, escrevem os pesquisadores na última edição da revista Science, “a sua origem não pode ser rastreada a qualquer linhagem celular conhecida”. No entanto, eles ponderam, o seu DNA polimerase se assemelha ao de outros vírus gigantes, sugerindo a existência de um controverso quarto domínio da vida”. Ou seja, eles podem “inaugurar” um ramo até então desconhecido da vida, que é diferente dos aceitos três domínios: Eubacteria (que compreende as bactérias), Archaea (que inclui os procariontes que não se encaixam na classificação anterior), e Eukaria (que inclui todos os eucariontes, os seres vivos com um núcleo celular organizado como nós, os animais e as plantas). FONTE: Io9

Astrônomos descobriram vestígios preliminares de um produto químico precursor para os blocos de construção da vida perto de uma região de formação de estrelas a cerca de 1.000 anos-luz da Terra. O sinal da molécula hidroxilamina, que é feita de átomos de azoto, hidrogênio e oxigênio, ainda tem de ser verificado. Mas, se confirmado, significaria que os cientistas descobriram uma substância química que poderia semear vida em outros mundos, e pode ter desempenhado um papel na origem da vida em nosso planeta há 3,7 bilhões ano atrás. Alguns astrônomos acreditam que os ingredientes para a vida são formados em frias nuvens de gás e poeira interestelar. Cometas, asteroides e meteoros que se formam nessas nuvens podem ter depositado os produtos químicos na Terra ou em outros mundos. Assim, enquanto a vida pode ter surgido a partir de fontes hidrotermais na Terra – uma teoria que muitos cientistas acreditam – as moléculas que se transformaram nas primeiras formas de vida tiveram que vir de algum lugar, que pode ter sido o espaço. Para testar esta teoria, os astrônomos procuram as impressões digitais químicas de compostos inorgânicos simples, que se formam em nuvens interestelares. Estes compostos não são de vida ou mesmo à base de carbono, mas podem reagir com outras moléculas para formar alguns dos blocos de construção da vida, tais como aminoácidos ou os nucleótidos que formam o DNA. Nos últimos anos, os cientistas têm encontrado diversas moléculas prebióticas no espaço. Na busca por essas moléculas, os pesquisadores estudaram uma região de formação de estrelas da Via Láctea denominada L1157 B1. Eles descobriram um sinal muito fraco de hidroxilamina, o que faz sentido uma vez que, dentro de L1157 B1, um jato de gás violento é emitido no meio interestelar, e o choque desse gás teria força suficiente para provocar essas reações químicas nas profundezas geladas na nuvem interestelar. O resultado: hidroxilamina. Por sua vez, a hidroxilamina pode reagir com outros compostos, tais como ácido acético, para formar aminoácidos que podem ser despejados para outros mundos durante o espaço por meio de impactos de asteroides ou cometas. Para confirmar a descoberta, os pesquisadores continuarão analisando a região de formação de estrelas em busca de mais sinais que podem confirmar o que eles estão vendo. FONTE: LiveScience

Como Conquistar um Homem