Você descobre que seu ex é gay!
publicado em 18.6.11
O que acontece quando um membro de um casal hétero descobre ser gay, bi ou lésbica? Os dois lados da história contam
Sabe o papo de pé na bunda "o problema não é você, sou eu?"?
Às vezes, o problema é uma questão de incompatibilidade: um dos membros do casal hétero descobre que gosta de pessoas do mesmo sexo.
É comum que essa descoberta role na adolescência, diz o psicólogo da USP Thiago de Almeida. "É nessa época que se tem os primeiros relacionamentos profundos, que ajudam na definição", diz o psicólogo.
Definição foi o que aconteceu com a fotógrafa Lilian Fiudisaw, 23, aos 14 anos. Ela namorou Vicente, 24, por um ano.
Terminaram "por nada" e "não fez diferença nenhuma", porque seguiram como melhores amigos. Só que, menos de um ano depois, Vicente descobriu que era gay e contou a ela.
"Adorei! Em vez de sair do armário, ele me puxou para dentro", diz ela, que apresentou ao ex o cara que ele namora agora.
Depois da revelação, Lilian e Vicente até moraram juntos -cada um com seu quarto.
A situação de compreensão como essa é a ideal. Mas não é constante entre os pacientes do psicólogo Klecius Borges, especialista em gays. "É rejeição [o que o parceiro sente]. As respostas a isso são imprevisíveis."
Virna*, 19, por exemplo, acha que tem "dedo vara de condão", pois dois de três garotos que namorou "saíram do armário".
Passou 2007 sendo "mais mãe do que namorada" de João*, o primeiro. "Quando nos beijávamos, faltava paixão. O abraço dele não tinha aperto, e ele não fazia questão de... Achei que fosse porque ele era triste."
O menino se revelou depois que eles tinham terminado, porque foi fazer intercâmbio nos EUA -e escreveu de lá narrando as minúcias da sua "segunda primeira vez".
"Foi uma carta de amor, já que ele confiou em mim." De volta ao Brasil, o garoto disse à Folha que "sem ela, teria sido mais difícil [se assumir]".
Já o segundo ex-namorado gay, de 23 anos, largou-a há seis meses por um cara que ela diz se parecer muito com ele.
"Eles são tããão gatos juntos", lamenta-se Virna. Podem ser atraentes porque ela, inconscientemente, procura por homens gays, diz Klecius Borges. "Não é que pode ser?", diz ela.
Fábio*, 18, admite que se sentiu bastante atraído pela cena que sua namorada Liza*, 19, lhe narrou chorando no ano passado. De porre na festa do teatro, ela tinha beijado uma menina.
"Pensei que pudesse "sobrar" algo dessa crise para mim, tipo um convite." Ledo engano. Três meses depois da festa, tomou "um pé" da garota.
"Ele me xingou bastante", conta Liza. Ela diz que Fábio reagiu assim por achar que era "onda" ela ficar com meninas. Ela hoje namora uma moça e sai, só na amizade, com o ex .
Mas nem sempre a história termina em carinho. Há casos em que o amor passa ao ódio.
Tô de mal
Dos 15 aos 18, Léa* amou seu então namorado Paulo* -que amava em segredo Juca*, que era seu melhor amigo. Bom, isso era o que os garotos diziam em público, até confessarem a Léa, 19, que namoravam.
"O pior foi não ter sido a primeira a saber. Ele me contou depois de se assumir para a mãe!", diz ela, que acha que a raiva não vai se esvair nunca.
A fúria não vem da traição ter sido com um homem ("Acontece..."), e sim de "ter servido para ninguém da turma desconfiar".
É difícil que uma revelação dessas venha sem o sentimento de traição, mesmo que não sexual, diz Klecius Borges.
O psicólogo Almeida aconselha quem estiver no lugar de Léa a não se culpar pelo fim.
Isso implica em não pensar que a escolha do outro poderia ter sido evitada, fosse você mais magro, loura ou malhado.
"Não faltava alguma coisa ao parceiro largado, e sim a quem largou, que foi atrás disso e só quer ser feliz", diz Almeida.
Os dois especialistas recomendam apoio mútuo nessa hora. "Há mais amor do que quando namoramos", diz Virna -João, o ex, gay, confirma.
* Nomes fictícios
É a segunda vez que o garoto vai à casa da namorada. Ele está com sede e, na primeira oportunidade, abre a geladeira. A sogra o flagra e não curte. Em outro caso, a menina adora deitar no sofá da sala do namorado para assistir à TV. A cara dos pais ao verem a cena é péssima. Situações assim são comuns nas relações. Em alguns lares não são encaradas como problema; em outros, porém, causam estresse.
Por isso, ao frequentar a residência do parceiro (a) é preciso bom senso. Segundo o psicólogo Thiago de Almeida, especialista em relacionamentos amorosos, cada família tem as próprias regras e é necessário se adaptar. "Por mais que adorem você tem de entender que não está na sua casa."
Glória Dias, 14 anos, e Washington Luiz Soares, 18, namoram há sete meses e garantem se comportar direito. Logo ao descobrir o rolo, a mãe da garota fez questão de conhecê-lo. "Tremi de medo. Perguntou quais eram as minhas intenções", diz Washington, que a apelidou de sargento. Com o tempo, o menino conquistou a sogra, que até prepara comida especial quando ele aparece. Glória, no entanto, demorou mais para conhecer a família dele. "Deu vergonha, mas me tratam como filha."
No lar da namorada, Washington nem pensa em abrir a geladeira, colocar os pés no sofá e ficar no quarto sozinho com ela. Também evita beijos cinematográficos. "Tem de respeitar o ambiente que não é seu", diz o menino. Apesar das exigências, rola passar a noite na mesma casa quando está muito tarde. Dormir juntos? Nem pensar! Washington fica no quarto do irmão de Glória; e ela tira a soneca no da irmã dele.
Elzenira Arminda Dias, 46, mãe da garota, conta que na sua época não existia a liberdade de hoje. "Mas prefiro que fiquem aqui do que na rua. Não me incomodo com a presença dele. Até que sou boazinha."
Para manter o bom relacionamento, a consultora de etiqueta Célia Leão acredita que é preciso se envolver com a família. "Não significa que com a intimidade dá para passar dos limites. É importante pedir autorização para tudo. Perguntar nunca é demais."
NAMORO DE FAMOSO - O ator Pedro Malta, 18, namora há um ano Nathalia Vergueiro, 16, e fez questão de conhecer a família no início do relacionamento. As regras logo apareceram. "Tem de respeitar os limites de cada casa. E quando se quer algo tem de conversar. Tudo no nível do bom senso."
Foi após um bate-papo com os pais que ele e a namorada conseguiram dormir na casa do outro. "A gente tem de respeitar e sentir quando é o momento." A dica do ator para conquistar e conhecer mais os parentes da namorada é aproveitar as viagens. "Por passar o dia inteiro juntos dá para mostrar quem você é e também entender a rotina deles."
A rotina é, com imensa freqüência, acusada de ser a grande vilã das separações e, não raramente aos comportamentos relacionados à questão da infidelidade. Dessa forma expressões como: "Nosso casamento não resistiu à rotina"; "a monotonia acabou com o sonho" são alegações cada vez mais presentes para os recém-separados, e parceiros infiéis, como se a responsabilidade de conduzir sadiamente a relação estivesse fora deles. Há de se ressaltar que a monotonia não bateu na porta desses casais, tampouco entrou sem ser convidada. Ela nasceu das vísceras da relação.
Muitas vezes e equivocadamente relacionam rotina com monotonia. Monotonia é uma figura de linguagem que designa o hábito de fazer uma sequência de usos ou atos que se faz cotidianamente de forma mecânica. Já a monotonia é uma palavra que significa manter o mesmo tom. Consequentemente, a monotonia não é a vilã somente do casamento, mas da própria vida. E a percepção de que a monotonia se instala em um relacionamento, pode levar o casal a pensar que o relacionamento foi um erro. Estas e muitas outras ruminações mentais a respeito do comportamento do parceiro afastam mais e mais as pessoas umas das outras ao invés de encaminhá-las para serem felizes juntas e unidas por um mesmo ideal.
A rotina monótona difere da monotonia rotineira. A primeira precisa de mudança de atitude, a segunda de intervenção e de tratamento. Então, um matrimônio, por exemplo, deteriora-se quando não se renova, quando se permite que entre nos trilhos da monotonia. E assim, entra-se numa espécie de letargia mortífera. Muitas infelicidades, muitas crises conjugais, muitas deserções são provocadas por esse fenômeno.
Rotina é bom − Ao contrário do que muitas pessoas podem imaginar nem toda a rotina é prejudicial ou mortífera para os relacionamentos. Algum grau de rotina é indispensável para a vida e otimiza muitos processos cotidianos. Há rotinas indispensáveis e benéficas que nos permitem cumprir com regularidade, constância e pontualidade os nossos deveres espirituais, familiares e profissionais, e dessa forma, proporcionam ao casal sentimentos de estabilidade e segurança. Nesta acepção, a rotina favorece a edificação de uma estrutura de vida sólida, cria um comportamento homogêneo que nos ajuda a nos emancipar da espontaneidade meramente anárquica, dos caprichos emocionais, por vezes, conflituosos e perniciosos. Também proporciona aos componentes do casal uma maior facilidade de organização espaço-temporal, e a liberta do sentimento de estresse que uma rotina desestruturada pode causar.
Caso não existisse uma tendência aos comportamentos caminharem para a rotina, o ser humano gastaria muita energia e demais recursos para compreender e acompanhar as novas realidades com as quais interage. Neste sentido, estar casado com alguém, por exemplo, significa conviver diariamente com um sem-número de pequenas rotinas que podem serem consideradas fatores de satisfação a medida em que se emana da relação comportamentos mais relacionados a sinergia que você tem com sua mulher ou com seu marido, e não da segurança, dos filhos, do patrimônio, das aparências.
Estar casado com alguém é dividir os momentos que se repetem e, por esta mesma razão, se aprimoram, ou seja, ao contrário do que se imagina costumeiramente, a rotina pode ser rica, alegre e prazerosa, proporcionado espaço para a construção diária de sentimentos positivos para o casal.
Passou a paixão − Queiramos ou não admitir, passados os primeiros arrebatamentos dos apaixonados, a familiaridade com o outro influencia os rumos da relação, e ao se conviver e conhecer melhor os parceiros escolhidos descobre-se que existem imperfeições nos seres amados. Familiaridade é apenas uma manifestação da intimidade. A palavra de ordem deste século é parceria. Estão trocando o amor de necessidade, pelo desejo. Não devemos encarar o outro ao qual elegemos para trilhar um caminho juntos como príncipe/princesa ou salvação de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Assim, se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O ser humano é complexo demais para se tentar entender por completo, pois cada um é apenas terreno de si próprio e, olha lá. O outro foi e será sempre será uma caixinha de surpresas tem como você conhecer a fundo, mais nunca totalmente. Somente é possível conhecer o outro com a convivência à longo prazo. Apesar das possíveis dores, ocorrem algumas interessantes possibilidades: saber com quem se está lidando; desenvolver um agradável afeto; aumentar a probabilidade de um melhor relacionamento. E lembre-se as pessoas mudam a cada dia, embora nem sempre os outros, você ou seu parceiro percebam.
Este desvelar contínuo do outro vai muito além dos hábitos superficiais e entra num mundo interior de pensamentos, convicções e sentimentos. Penetramos psicologicamente em nossa cara-metade, conversamos, escutamos, compartilhamos e comparamos. Mostramos certas partes nossas, enquanto floreamos e escondemos algumas e brincamos com outras.
Destarte, alguns pontos que antes eram encantadores, ou mesmo, não observados, começam a ser percebidos e passam a incomodar os componentes desta díade estabelecida. Consequentemente, o romantismo pode ficar cada vez mais rarefeito e os conflitos, impaciências e as tão temidas cobranças tornam-se realidades cotidianas vivenciadas pelo casal. É importante ressaltar que os conflitos ocasionais são uma conseqüência natural da intimidade e da interação entre os pares. A solução está em detectar se essas diferenças são tão incompatíveis que possam se tornar uma ameaça real ao futuro da relação.
A rotina instalada na vida do casal, os parceiros interagem no mundo dos hábitos um do outro, e essa familiaridade os tranqüiliza e, uma vez inserida na interação do casal, a rotina promoverá um sentimento de estabilidade. Com o passar do tempo e o aumento da familiaridade, os parceiros se livram de alguns cerimoniais e de episódios de constrangimento. Entretanto, há pessoas que se acomodam ao longo da vida e nos relacionamentos que estabelecem, sobretudo, nos relacionamentos amorosos. Os casais que vão aos poucos tomando consciência de uma intranqüilidade, de uma frustração e de mágoas crescentes, e em geral, não sabem onde o problema se localiza, dificultando ainda mais a solução do mesmo. Portanto, a rotina pode ser algo positivo ou negativo de acordo com a forma como se a percebe e conduz. Nesse sentido, costuma-se classificar a rotina em benéfica ou mortífera.
A rotina mortífera é aquela que passa do hábito para o costume e torna-se acomodação. Esta rotina torna os parceiros práticos, mecânicos, automatizados e apáticos. Essa rotina se caracteriza pela monotonia densa, que torna a vida insípida, uniforme, tediosa e previsível, que passa a reclamar por uma renovação. Logo, a rotina torna-se prejudicial quando não mais se renovam os planos, os programas, a maneira de lidar consigo próprio, com os outros e com o mundo, ou seja, quando não se reinventam formas diferentes de fazer e perceber as mesmas situações. Muitos relacionamentos tornam-se sociedades crônicas de queixumes, sobretudo, quanto mais tempo durar a relação. De fato, não é a rotina que é ruim, mas sim, a falta de criatividade e a acomodação. Portanto é necessário saber administrar, isto é, usufruir o que a rotina traz consigo de positivo e repelir o que, nela, pode corroer a relação amorosa.
Vida a dois é aprender o significado das palavras: companheirismo, renúncia, perdão, respeito, cumplicidade, paciência, inclusive sabermos manejar rotina. Saber lidar com a rotina e tê-la como aliada e não tê-la como nossa rival.
Sexo e amor não são fenômenos únicos e iguais, é um erro confundir os dois sentimentos, diz especialista
Estilo de Vida
Destaque
Uma marca de batom mesmo que discreta na camisa, um bilhete de motel no bolso da calça do seu namorado, um gesto marcante, uma conversa. Era o que você precisava para confirmar a traição. A primeira pergunta que você quer fazer é: por que ele me traiu? Antes de tentar entender o porquê da traição, devemos diferenciar o sexo do amor e descobrir se mulheres e homens traem pela mesma razão.
O médico psiquiatra e psicoterapeuta Flávio Gikovati, em palestra feita na Casa do Saber, em São Paulo, afirmou que sexo e amor não são fenômenos únicos e iguais, e que é um erro confundir os dois sentimentos. Para o psicoterapeuta, o amor é algo interpessoal, ou seja, precisa de duas ou mais pessoas para existir, precisa da troca. Já o sexo é algo pessoal. "Tanto é pessoal que quando sentimos prazer na hora do sexo, fechamos os olhos" explica.
Para o psicólogo especialista em relacionamentos amorosos Thiago de Almeida, homens e mulheres traem por razões distintas. "Temos diferenças biológicas, o homem possui 30% mais o hormônio testosterona do que a mulher, o que faz com que eles tenham mais libido, mais desejos sexuais. Enquanto as mulheres possuem 10% a mais de ocitocina no organismo, que, entre outras funções, é responsável pelo sentimento de apego e de vinculação afetiva", afirma.
Por isso, homens traem mais por razões sexuais e mulheres por razões emocionais. "Ternura e tesão são coisas diferentes, a fidelidade sexual é diferente da fidelidade emocional", lembra Gikovati.
Outro ponto que favorece os homens na traição exclusivamente sexual é o fato de eles possuírem desejo visual, e a mulher não. "Mulher se excita ao perceber que é desejada, por isso elas se embelezam mais, tudo para serem notadas. Enquanto os homens gostam de olhar o seu objeto de desejo e se excitam visualmente", comenta Flávio Gikovati.
Apesar da evolução dos tempos, homens ainda diferenciam mulheres para se divertir e mulheres para casar. E essa diferença existe em uma proporção significativa. “Há sequelas de uma sociedade patriarcal e muitos valores perduram”, afirma o psicólogo Thiago de Almeida, especializado no tratamento das dificuldades do relacionamento amoroso. Para a antropóloga Mirian Goldenberg, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), isso ocorre porque os valores demoram muito a mudar, apesar dos comportamentos serem alterados mais rapidamente. “Há uma valorização do marido, que em nossa cultura é visto como um capital", diz Mirian. "Isso faz com que o comportamento sexual feminino seja muito controlado socialmente. Ou seja, a honra masculina ainda está vinculada ao controle do comportamento sexual de suas mulheres”.
O terapeuta Sergio Savian diz que boa parte das mulheres ainda leva em consideração o que os homens pensam delas. “Elas estão preocupadas com o que todos pensam. Aprenderam com suas mães e avós que não podem ser fáceis. Também não querem ser alvo de fofocas maldosas”, diz Savian. Para Mirian, tudo isso é reflexo de uma cultura religiosa. “A família é vista como alicerce da vida social. Observei que em culturas mais individualistas como na Alemanha e na Suécia, por exemplo, essa desigualdade de gênero não é tão forte”, diz a antropóloga.
Sociedade de valores antigos
Por conta desse pudor, as mulheres omitem que tiveram muitos parceiros, mentem sobre o próprio desejo, fingem ter orgasmos. Para o psicólogo Thiago de Almeida, esse é um processo natural que reflete o quanto a sociedade ainda está enraizada aos valores antigos. “Mulheres costumam dizer que tiveram menos homens. Se tiveram dez relacionamentos, falam que tiveram apenas cinco. Já os homens, se tiveram três, afirmam ter tido dez”, diz Almeida.
Isso pode ser consequência do ciúme que os homens têm do passado de suas companheiras. Eles frequentemente querem saber com quantos homens elas se relacionaram e o que fizeram com eles. “Por inúmeros motivos e, dentre eles, uma descomunal insegurança masculina, eles infernizam a vida de suas parceiras”, afirma o terapeuta Sergio Savian.
Transar no primeiro encontro
Para a sexóloga Laura Muller, cada um pode viver a prática sexual como preferir, mesmo em um país conservador. “Se essa mulher conheceu um cara que vai julgá-la por ter transado no primeiro encontro, talvez seja importante avaliar se ele realmente combina com seu jeito de ser”, diz Laura. “Quando o assunto é sexualidade, não há regras. O importante é ter respeito".
Segundo o psicólogo Thiago de Almeida, o homem fica mais romântico e usa artifícios que podem mascarar sua personalidade na hora de conquistar uma mulher. “Ele pode se mostrar mais moderninho logo de cara, mas depois não leva adiante aquele relacionamento por puro preconceito”, diz. Para Almeida, a mulher que busca sexo casual deve ter isso bem definido em sua cabeça para não criar expectativas, enquanto os homens precisam começar a entender que apenas o tempo mostra os reais atributos de cada pessoa. "Hoje, a principal arma feminina é saber conduzir esse tipo de situação de forma a contemplar sua própria expectativa. E agir de forma equilibrada pode ser a forma mais correta para evitar frustrações”, afirma Almeida.
Igualdade longe de ser alcançada
Para o terapeuta Sergio Savian, a moral está tão incorporada em nossa sociedade que muitas mulheres não sabem estabelecer a diferença do que realmente querem daquilo que foi imposto. A antropóloga Mirian Goldenberg acredita que, mesmo com a maior independência das mulheres, elas ainda preferem fingir que são "comportadas" para não perder o namorado ou não assustarem o pretendente. “Elas ainda se comportam de forma submissa e passiva ou se mostram mais comportadas sexualmente do que realmente são”, afirma Mirian. “A liberdade e a igualdade femininas ainda estão longe de serem alcançadas”. Para a antropóloga, é necessário fazer uma revolução cotidiana. “Enfrentar os preconceitos, os olhares de acusação e as opiniões dos outros”, diz. Para ela, quanto mais mulheres se comportarem com liberdade, mais outras terão coragem de viver os seus desejos.
No Brasil, este dia é festejado em 12 de junho, véspera do dia dedicado a Santo Antônio, mas em boa parte do mundo o dia nomeado de São Valentim é celebrado em 14 de fevereiro.
Segundo o psicólogo Thiago de Almeida, especialista em relacionamentos amorosos, diz que as origens desta data estão no século IV a.C. onde pessoas faziam a festa romana chamada de Lupercalia, em homenagem ao Deus Lubercus.
Naquela época, o festival que ocorria em fevereiro, servia para a população pedir proteção aos pastores. Também havia um jarro de cerâmica com os nomes das mulheres da região para que os homens pudessem escolher quem seria sua companheira.
Esta festa durou cerca de 800 anos e foi alterado com o surgimento do cristianismo: ao invés dos nomes das moças, a igreja Católica começou a usar nomes dos santos.
O Deus Lubercus também foi trocado, pois era um Deus pagão, portando, impróprio para a ideologia cristã. Em função disso que surgiu a ideia de santificar o presbitério Valentim.
A substituição foi negada por alguns naquela época e o imperador romano Claudius não suportava a ideia de que São Valentim pudesse ser mais popular pregando a existência de apenas um Deus e também achava um desrespeito com os deuses romanos haver um único Deus. Sendo assim, proibiu o casamento para que os soldados não sentissem saudades de casa.
Alguns não concordavam com o imperador: “Os apaixonados encontraram refúgio no presbítero Valentim. Ele havia sido o único no Império que continuava a celebrar casamentos”, conta Almeida.
Quando o imperador descobriu a audácia de Valentim, colocou-o diretamente na prisão. Mesmo atrás das grades continuou a realizar a união dos casais. Isso levou a Claudius a querer decapitá-lo no dia 14 de fevereiro.
Mesmo sendo a data mais reconhecida, há países que comemoram o amor dos casais em ocasiões diferentes. No Brasil, por exemplo, até 1949 não existia data no calendário para festejar o romance.
O dia 12 de junho foi escolhido com base na questão comercial, porque este mês era considerado o mais fraco.
A data foi criada pelo comércio paulista e um publicitário chamado João Dória, ligado à agência Standart Propaganda, lançou a pedido da loja Clipper, uma campanha para melhorar as vendas de junho e com o apoio da Confederação do Comércio de São Paulo, constituiu na mudança do dia de São Valentim para o dia 12 de junho, com o slogan “não é só de beijos que vive o amor”.
As vendas subiram consideravelmente neste mês e a data foi assumida por todo o comércio brasileiro, incentivando a troca de presentes.
Seja em junho ou em fevereiro o amor deve ser celebrado sempre.
Dicas para você não ser traída em um relacionamento. Especialistas revelam atitudes e comportamentos que, ao serem adotados reduzem a possibilidade de o gato desejar outras mulheres. Seja menos ciumenta: Segundo pesquisa realizada por Thiago de Almeida, psicólogo especialista no tratamento de dificuldades amorosas, o ciúme é o principal fator que leva à infidelidade. “Com essa postura, a mulher acaba incentivando a traição. Afinal, o proibido tem mais sabor.” Trabalhe sua confiança. Se ele está com você – mesmo diante de tanta “oferta de mercado” – é porque quer. Então, valorize-se. Pois estímulos para o moço sair da linha sempre podem aparecer e não há como colocá-lo numa redoma. Cuide da sua aparência: Além de cuidar do relacionamento, você deve também investir um tempo para cuidar de si mesma, da sua aparência. É comum que tanto o homem quanto a mulher relaxem um pouco depois de um certo tempo de relacionamento. Porém, isso não é legal. Tente se manter sempre de bem com a sua aparência. Depile-se, compre lingerie nova, vista-se bem, invista em uma maquiagem bonita e você se manterá sempre atraente para seu gato. Assim, ele vai ficar mais tempo admirando sua beleza do que a beleza de outras mulheres. Fuja da rotina: A vontade de diversificar é das principais “explicações” dos infiéis. “E isso, aliado à capacidade de separar sexo de amor, configura uma das justificativas mais recorrentes”, diz o terapeuta Sergio Savian.
Para ser a única, ofereça sexo com energia, criatividade e carinho. Divirta-se na cama, inove, surpreenda e separe um tempo para namorar. É valido ressaltar que seguir estas sugestões não garante que ele não te trairá, especialmente se o sentimento dele por você não for sólido e verdadeiro. Se descobrir uma traição, pense em você em primeiro lugar e não tenha medo de tomar uma decisão como a de terminar o relacionamento. Outra dica: não se submeta a ficar com alguém que não te respeita, por medo de ficar sozinha. Valorize-se e seja feliz!
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Sucesso atual da TV brasileira, a novela “Avenida Brasil”, trama do horário nobre da Rede Globo, tem chamado atenção do público pelos diferentes tipos de personagens femininos. Da “ariranha” devoradora de homens Suelen (Ísis Valverde) a recatada interiorana Tessália (Debora Nascimento), a postura destas mulheres perante o amor e o sexo retratam a variedade de comportamentos da vida real. A seguir você confere os perfis de seis personagens e a opinião de especialistas sobre elas.
A "maria chuteira" Suelen parece liberada sexualmente, mas não é bem assim...
Suelen (Ísis Valverde)
20 e poucos anos
Perfil: Jovem de origem humilde e sem um rumo profissional definido, Suelen se encaixa perfeitamente no estereótipo da “maria chuteira”. Seu grande objetivo de vida é se casar com um jogador de futebol rico.
É a figura mais despudorada da novela, com a sexualidade ocupando uma posição central em sua vida. Já disse em alto e bom som: “Eu não vejo graça em ser santinha do pau oco”. Faz sexo com quem bem entende, sem se preocupar com os comentários. Essa postura é amada pelos homens, mas odiada por suas mães e namoradas, que chamam a moça de “ariranha” – uma gíria que denomina mulheres vulgares e perigosas.
“Ainda existe preconceito com a mulher que demonstra que gosta de sexo. Ela pode até gostar, mas não 'deve' verbalizar isso”, analisa a psicanalista, escritora e colunista do Delas, Regina Navarro Lins, dando uma pista sobre o motivo das reações que Suelen desperta.
De acordo com Mirian Goldemberg, antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o sexo para Suelen vai além do prazer, e esse aspecto não deve ser confundido com liberdade sexual. “Ela não faz sexo só quando deseja, mas também quando quer ter algum ganho material dos homens”, aponta.
Carminha finge amar Tufão, mas seu verdadeiro desejo é por dinheiro e poder
Carminha (Adriana Esteves)
40 e poucos anos
Perfil: Grande vilã da novela, é capaz de tudo para se dar bem na vida. Trai o marido com o mesmo amante com quem já se encontrava antes mesmo do casamento.
A vida afetiva não parece ser a grande prioridade de Carminha. Na verdade, ela mostra muito mais prazer quando está executando suas tramoias do que quando está fazendo sexo. “Muitas pessoas investem o seu desejo e tesão na obtenção de dinheiro e poder. Isso as satisfaz. Neste sentido, a sexualidade pode ficar em segundo plano”, diz Regina, tentando entender o comportamento da personagem.
O sexo com o marido Tufão (Murilo Benício) não é dos mais animados, mas com o amante Max (Marcello Novaes), as coisas ficam quentes, sempre numa pegada mais agressiva, com ela no comando. Nesta última relação, Regina explica que Carminha inverte os papeis tidos como tradicionais, numa dissolução do que é masculino e feminino.
Muricy cedeu aos encantos de um homem mais jovem - mas só depois de ser trocada por uma mocinha
Muricy (Eliane Giardini)
50 e poucos anos
Perfil: Após um casamento de muitos anos, Muricy foi trocada por uma mulher mais jovem. Envolveu-se com um homem mais novo. A princípio seus filhos não aprovaram o relacionamento, mas ela insiste: “seu pai arranjou uma jovenzinha, eu vou querer um jovenzinho também”.
A aceitação de um relacionamento entre mulher mais velha e homem mais novo é recente. “Eu acho que as pessoas estão buscando o prazer e a felicidade independentemente da idade do parceiro. E não é uma questão de golpe do baú, como se costumava pensar”, diz Thiago de Almeida, psicólogo especializado no tratamento das dificuldades do relacionamento amoroso. Mirian concorda, e chama a atenção para o tipo de relação que Muricy e Adauto (Juliano Cazarré) têm: “Ela, que tem mais experiência de vida, ensina muitas coisas ao Adauto, que é mais jovem. Hoje em dia vemos muitos casais assim”.
O fato das mulheres mais velhas serem mais compreensivas também atrai os homens mais jovens, cansados do excesso de cobranças e demandas. “Quando converso com homens que se relacionam com mulheres mais maduras, eles sempre dizem admiram muito esta tranquilidade”, conta Mirian.
Monalisa sofreu uma desilusão amorosa e hoje preza por sua independência
Monalisa (Heloisa Périssé)
40 e poucos anos
Perfil: Empresária bem-sucedida profissionalmente, ela dá valor a sua independência e gosta de tomar sozinha todas as decisões. Adora a solteirice, mas também gosta do namorado, e de sexo.
Depois de sofrer uma desilusão amorosa, acreditando erroneamente que o noivo a traia, Monalisa ficou mais cética quanto ao amor. Tem um namorado de muitos anos, mas resiste em oficializar a união, temendo perder a sua liberdade. “Quem manda no meu controle remoto sou eu”, brinca a personagem. “Muitas mulheres pensam desta maneira atualmente. Não é que elas não amem e desejem o parceiro, elas só não querem que a intimidade de viver junto corroa a relação”, pontua Mirian.
“Compartilhar o mesmo espaço nem sempre é muito fácil. Dividir o mesmo banheiro, por exemplo, é complicado. Para muitas pessoas, as relações funcionam mais quando cada um fica na sua casa”, conclui a antropóloga.
Tessália se apaixonou pelo jeito protetor de Leleco - mas ela pode não ser tão indefesa assim
Tessália (Débora Nascimento)
20 e poucos anos
Perfil: Moça do interior vítima de um namorado ciumento, Tessália foi viver na capital. Acaba se apaixonando por Leleco (Marcos Caruso), um homem maduro e muito mais velho que ela. Ele deixa a mulher para ficar com a jovem, mas sente-se inseguro o tempo todo e faz cenas de ciúme.
Almeida chama a atenção para a repetição da situação de ciúme nos relacionamentos de Tessália. “A beleza pode ser uma benção, mas para quem se relaciona com uma pessoa muito bonita, é uma ameaça. Em vez de o parceiro ficar feliz e tranquilo porque uma mulher tão bonita o escolheu, ele fica com medo de que outro possa vir e ‘roubar’ o seu amor”.
Mas Almeida alerta: “As pessoas muito bonitas às vezes são subestimadas: tendemos a achar que alguém pode tirar proveito delas, como se não fossem espertas e independentes como os outros”. Ao que parece, Tessália não é a mocinha interiorana bem comportada e fiel que todos pensam... Melhor Leleco ficar com os olhos bem abertos mesmo.
Débora larga tudo por Jorginho sem hesitar, e não se importar em ser a segunda no coração de seu amor
Débora (Nathalia Dill)
20 e poucos anos
Perfil: É uma talentosa acrobata. De família rica, não aceitou a grande oportunidade de trabalhar em outro país para ficar ao lado de seu namorado, o problemático Jorginho (Cauã Reymond).
Quando foi trocada por outra, não se conformou, insistiu e, segundo ela mesma, “se humilhou” na tentativa de reconquistar o seu amor. Quando Jorginho foi deixado, ela foi atrás e reatou o relacionamento. Débora parece aceitar ser a segunda no coração de seu amado, o importante é estar ao seu lado.
Segundo Almeida, Débora sofre de falta de assertividade, que é a capacidade da pessoa se colocar para o mundo. Existem dois tipos de personalidade não assertiva: a passiva e a agressiva. Débora é passiva, desiste de seus sonhos por outras pessoas, se intimida perante os outros, não sabe expressar sua vontade. A falta desta habilidade social pode levá-la a perder oportunidades, tanto no trabalho quanto com a família ou no amor.
Personagens da Globo se mordem de ciúmes
Nas 4 novelas da emissora, 6 personagens só faltam arrancar os cabelos quando o assunto são os parceiros Aline Nunes
aline.nunes@diariosp.com.br
Divulgação Leleco não é único mestre em escândalos amorosos no catálogo de ficção da Globo Leleco não é único mestre em escândalos amorosos no catálogo de ficção da Globo
Em 1985, o cantor Roger decidiu que estava na hora de criar uma música para fazer com que os machões se sentissem mais seguros, menos possessivos e, com certeza, muitos o escutaram. Outros tantos, porém, continuaram se mordendo de ciúme. No Divino, de “Avenida Brasil”, por exemplo, um ex-lutador faltou repetidamente às aulas amorosas do músico do Ultraje a Rigor: Leleco, personagem de Marcos Caruso. Na trama, a obsessão do pai de Tufão (Murilo Benício) por Tessália (Débora Nascimento) é tão crônica que já rendeu cadeia, perseguições em porta de motel, traições forjadas e outras atrapalhadas.
O aposentado, porém, não é o único mestre em escândalos amorosos no catálogo de ficção da Globo. Afinal, nesta semana, ele ganhou um parceiro de peso: Coronel Coriolano (Ary Fontoura), de “Gabriela”, que adora apreciar sua teúda e manteúda Glória (Suza Pires). “Mas ai dela se der bola para alguém”, brinca Suzana Pires. E emenda: “Ele morre de ciúme!”.
Nessa teia do amor, as mulheres também não economizam nos chiliques do coração. Entre elas estão: Isadora (Gisele Batista), de “Cheias de Charme”, Jáqui (Suzy Rêgo), de “Amor Etermo Amor”, e as peruas Noêmia (Camila Morgado) e Verônica (Débora Bloch), de “Avenida Brasil”, que vivem descendo do salto alto. No caso das últimas duas, elas já descobriram a traição de Cadinho (Alexandre Borges). Ainda assim, o perseguem. Exagero? Não. Segundo o psicólogo Thiago de Almeida, da USP (Universidade de São Paulo), a mania de cuidar dos parceiros excessivamente pode ter origem na infância.
Claudya Toledo, especialista em terapia de casal e responsável pelo site A2 Encontros, completa Thiago: “Em algum momento da vida, a pessoa ciumenta apresenta um registro de insegurança. Isso, no futuro, pode resultar em crises de ciúme”, explica ela. E emenda: “Pode virar doença. Quando a pessoa muda a rotina dela para vigiar o outro, por exemplo, é sinal de patologia”, explica. O tratamento? “Aumentar a autoestima dela”, diz Claudya.
Ainda na Ficção/ Sendo assim, Leleco caminha para um quadro clínico. “Ele é mesmo doente de ciúme”, assume o ator. A razão, segundo Caruso, é a falta de confiança do ex-esportista. “Ele não acredita que uma moça tão jovem e bonita possa amá-lo de verdade”, explica Caruso. Inclusive, na próxima semana, no dia 30, ele armará para Darkson (José Loreto) e Tessália dormirem juntos. Na vida real, Caruso está solteiro, mas já teve quatro casamentos, e diz nunca ter sofrido de ciúme. Suzy Rêgo segue os passos do ator. “Se eu vejo um computador aberto ou se tenho a oportunidade de revirar o celular dele, eu passo longe. Prefiro não saber de nada”, conta a atriz, casada com o ator Fernando Vieira.
Sexo e amor não são fenômenos únicos e iguais, é um erro confundir os dois sentimentos, diz especialista
Homens traem mais por razões sexuais e mulheres por razões emocionais
Uma marca de batom mesmo que discreta na camisa, um bilhete de motel no bolso da calça do seu namorado, um gesto marcante, uma conversa. Era o que você precisava para confirmar a traição. A primeira pergunta que você quer fazer é: por que ele me traiu? Antes de tentar entender o porquê da traição, devemos diferenciar o sexo do amor e descobrir se mulheres e homens traem pela mesma razão.
O médico psiquiatra e psicoterapeuta Flávio Gikovati, em palestra feita na Casa do Saber, em São Paulo, afirmou que sexo e amor não são fenômenos únicos e iguais, e que é um erro confundir os dois sentimentos. Para o psicoterapeuta, o amor é algo interpessoal, ou seja, precisa de duas ou mais pessoas para existir, precisa da troca. Já o sexo é algo pessoal. "Tanto é pessoal que quando sentimos prazer na hora do sexo, fechamos os olhos" explica.
Para o psicólogo especialista em relacionamentos amorosos Thiago de Almeida, homens e mulheres traem por razões distintas. "Temos diferenças biológicas, o homem possui 30% mais o hormônio testosterona do que a mulher, o que faz com que eles tenham mais libido, mais desejos sexuais. Enquanto as mulheres possuem 10% a mais de ocitocina no organismo, que, entre outras funções, é responsável pelo sentimento de apego e de vinculação afetiva", afirma.
Por isso, homens traem mais por razões sexuais e mulheres por razões emocionais. "Ternura e tesão são coisas diferentes, a fidelidade sexual é diferente da fidelidade emocional", lembra Gikovati.
Outro ponto que favorece os homens na traição exclusivamente sexual é o fato de eles possuírem desejo visual, e a mulher não. "Mulher se excita ao perceber que é desejada, por isso elas se embelezam mais, tudo para serem notadas. Enquanto os homens gostam de olhar o seu objeto de desejo e se excitam visualmente", comenta Flávio Gikovati.
Homens ainda diferenciam mulheres para se divertir e para casar, dizem especialistas
Pesquisas revelam a realidade por trás de sete grandes lendas dos relacionamentos. Acredite se quiser: até a máxima "os opostos se atraem" foi por água abaixo!
Afinidades fazem bem ao relacionamento
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1. Os opostos se atraem mesmo?
Na maioria dos casos, não. "Os semelhantes é que se aproximam, pois os pontos em comum harmonizam a relação", diz o psicólogo Thiago de Almeida. Há, inclusive, um nome para isso: o princípio da homogamia. Segundo o psicólogo Ailton Amélio da Silva, autor do livro O Mapa do Amor (Ed. Gente, R$ 42,90), esse conceito foi comprovado por vários estudos. Um deles analisou desde casados a parceiros que se conheciam havia um mês. Resultado: a maioria tinha idade, raça, nível educacional e religião semelhantes. Ou seja: a atração entre esses casais ocorreu devido às afinidades! "As pessoas parecidas trazem lembranças positivas", diz o autor.
O outro lado
No entanto, ser igual pode ser problemático: “Não é saudável quando a pessoa não traz nada de novo à vida do parceiro”, diz Thiago. Portanto, o ideal é dosar: encontrar pontos em comum sem deixar as surpresas de lado. “Ter os mesmos gostos facilita a convivência, mas o que a sustenta é o vínculo afetivo”, afirma a psicóloga Mariana Chalfon.
2. O homem pensa mais em sexo do que a mulher?
Siiiim! "Isso porque o homem vive mais a sexualidade, ou seja, fantasia mais do que a mulher", explica Celso Marzano, urologista e autor de O Prazer Secreto (Ed. Eden, R$ 40). Uma pesquisa feita pela empresa Onepoll, que entrevistou 3 mil ingleses, comprovou o fato: os rapazes pensam em sexo 13 vezes por dia. Já as mulheres, apenas cinco! Além disso, quase um terço dos moços disse que, logo ao acordar, já lembram "daquilo". "Nessa hora, a produção de testosterona, hormônio responsável pelo desejo sexual, é maior", diz Celso.
Sem machismo
Mas não vale a pena levar isso ao pé da letra. Carla Cecarello, sexóloga e consultora da empresa de produtos eróticos Rede Mel*, diz: "Senão, parece que eles podem tudo e nós, nada”=". Afinal, as mulheres também precisam de sexo! "A diferença é que necessitamos de mais para nos motivar. Já o homem se estimula a fazer sexo sem amor - e é isso que passa a impressão que ele pensa mais sobre o assunto!"
3. Morar junto antes de casar diminui a chance de separação?
Nada disso. Em janeiro, o Journal of Family Psychology divulgou um estudo que derruba essa ideia. Foram entrevistados mil casais - juntos há, no máximo, dez anos -, para avaliar o potencial de divórcio. Vale dizer que 40% deles não viveram juntos antes do casamento, 43%, sim e 16%, apenas após noivarem. Conclusão: 19% dos casais que moraram juntos antes do casório pensaram em se separar - contra 12% dos que se uniram após o compromisso e 10% dos que esperaram pela celebração. Os pesquisadores acreditam que a taxa de separação é maior entre quem morou junto devido ao fato de esses casais possivelmente terem optado por oficializar a união por mero comodismo.
Vale tentar
Apesar disso, a psicóloga Sandra Samaritano recomenda que o casal divida, sim, uma casa antes de assinar os papéis: "Ao morar junto, pode-se descobrir o que é, de fato, o casamento. E o melhor: sem rotular a relação".
4. Eles se declaram antes delas?
Por incrível que pareça, uma pesquisa contraria a ideia de que os moços não demonstram sentimentos. Feito pelo jornal inglês Telegraph, o levantamento mostrou que o homem leva sete meses para dizer à parceira que a ama - já a mulher precisa de um mês a mais para se declarar. "Isso tem relação com mecanismos da consciência e do hormônio testosterona", diz o psicólogo Thiago de Almeida. "Esse hormônio, que regula a paixão e o comportamento sexual, está muito mais evidenciado no homem do que na mulher." Ou seja, dominado pela ação dessa substância, ele fala o que está sentindo, sem diferenciar bem o que é desejo sexual ou sentimento.
Vá com calma
Por agir no impulso, o moço pode esfriar a atitude depois. "Ele não chega a falar que ama a parceira apenas pelo sexo. Mas é possível que, depois da conquista, o homem não se comporte da mesma maneira que antes", afirma o especialista.
Os casados transam mais do que os solteiros, sabia?
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5. Solteiros transam mais do que casados?
É natural pensar que sim - afinal, quem não tem compromisso pode se relacionar com quem quiser, certo? "A impressão faz sentido, mas a realidade é outra. Há solteiros que não querem se relacionar com qualquer pessoa, por exemplo. E muitos casados fazem sexo três ou quatro vezes por semana", afirma a sexóloga Carla Cecarello. Para comprovar essa tese, as autoras americanas Linda Waite e Maggie Gallagher reuniram estudos que apontam os benefícios do relacionamento fixo no livro The Case of Marriage (O Caso do Casamento). Segundo elas, mais de 40% das mulheres casadas disseram estar satisfeitas com a vida sexual, contra 30% das solteiras.
E no Brasil?
Em 2009, o Instituto Datafolha fez um levantamento com 1.888 pessoas para descobrir os hábitos sexuais dos brasileiros. Os casados deram um banho nos solteiros: 24% deles têm relações diárias (só 12% dos solteiros podem dizer o mesmo) e 59% transam ao menos uma vez por semana (contra 42% dos "sozinhos").
6. A aparência em primeiro lugar?
De fato, são nossos atributos físicos que realmente atraem os homens num primeiro momento. Pesquisa da revista feminina americana Cosmopolitan em parceria com a publicação online masculina AskMen.com revelou, inclusive, em que os homens reparam quando veem uma mulher pela primeira vez: » 62% dos entrevistados respondeu sem titubear: o corpo! » 27% disseram ser fisgados por um olhar sedutor. Outros dados curiosos: a ala masculina é atraída por curvas e contornos e costuma evitar contato visual com a mulher em quem está interessada .
O corpo ideal
Um outro estudo - organizado pelos americanos Eli Finkel e Roy Baumeister - foi além e descobriu até o biotipo predileto da maioria dos homens. Eles tendem a se sentir mais atraídos por moças que tenham a cintura fina e o quadril mais largo. Motivo de tal preferência: tais medidas passam aos rapazes a mensagem inconsciente de que a moça em questão possui mais facilidade para gerar filhos .
7. Homem não recusa sexo nunca?
Quem disse que o homem deve estar sempre disposto para transar? Uma pesquisa do Instituto Datafolha mostrou o contrário: 36% dos entrevistados afirmaram que já deram ao menos uma desculpa para não fazer sexo. "O mito, aqui, consiste na ideia de que a sexualidade masculina deve estar sempre aflorada, de prontidão", explica o sexólogo Celso.
Resolva o problemaQuando essa recusa acontece com frequência, vale chamar o parceiro para conversar e entender quais os motivos - podem ser, por exemplo, estresse no trabalho ou com a família. "É errado pensar que o homem sempre vai dizer ‘sim’ para a relação íntima. A sexualidade (tanto feminina como masculina) depende dos cinco sentidos", diz o sexólogo Celso Marzano. E quando o casal não namora mais, deixa de criar situações interessantes, há baixa de frequência sexual. "Costuma acontecer, mas é preciso estar atenta e reverter a situação", alerta o especialista.
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Casar de novo Depois da separação, vale a pena investir no casamento mais uma vez?
| Por Ilana Ramos | 14/02/2012 |
Driblar a saudade é um dos maiores desafios do namoro à distância. Ingrid Menezes, 18 anos, de São Bernardo, sente isso na pele há 11 meses. O namorado mora em Ponta Grossa, no Paraná - onde se conheceram durante viagem com a família - e o casal tenta se ver todos os meses. "É difícil não poder passear no parque e discutir sobre nosso futuro. Sonho com o dia em que as despedidas e o sofrimento vão acabar." Apesar de parecer chata, a saudade ajuda. É prova de que sente a distância do outro e que está se preparando para encontrá-lo. "Na maioria dos casos, é saudável. Não é motivo de afastamento, mas lembrete de que realmente gosta de quem se está esperando", acredita Thiago de Almeida, psicólogo especialista emrelacionamento amoroso. Ingrid afirma que vale a pena cada dia de espera. "A partir do momento que se tem certeza de que gosta da pessoa, qualquer esforço vale a pena." Para ela, fortalece o relacionamento, pois ensina a dar mais valor ao outro. "Faz com que tenhamos disposição de fazer de tudo para que possamos ficar sempre juntos."Todo namoro, seja presencial ou virtual, tem chance ou não de dar certo. Se o casal descobriu que à distância não dá, o jeito é terminar. Em qualquer situação é difícil dizer ao outro que não quer mais, mas é sempre melhor falar a verdade. "A gente pensa demais pelo outro, acha que não vai ter estrutura emocional, mas todos estão acostumados a ouvir não. Levar um fora faz parte da vida", diz o psicólogo Thiago de Almeida. Se não dá para falar pessoalmente não tem problema. O que não pode é manter compromisso que não agrada mais. Diego Martins, 19 anos, de São Bernardo, percebeu que namorar à distância não dava certo para ele e terminou. "É muito difícil, principalmente quando precisamos de um abraço, de ter alguém por perto." Além disso, afidelidade é essencial e ele havia conhecido outra pessoa. "Disse a verdade, pois não queria magoá-lo". Diego conheceu o ex-namorado em uma sala de bate-bapo e o adicionou no MSN. Durante três meses conversaram por horas todos os dias, além de trocar cartas e presentes pelo correio. "Ver a letra do outro é forma a mais de demonstrar carinho." Hoje, tem certeza de que terminar foi a melhor solução. "Encontrei quem me faz feliz e que mora a meia hora da minha casa."
“Em sua primeira viagem o casal está propício a descobertas, portanto o certo é procurar ser feliz e não querer ter a razão. Se um quer ir ao restaurante e outro ver um filme, procure conciliar isso e não se melindrar. O ideal é sempre ponderar as coisas e não agir com ‘tem que ser do meu jeito’”, explica o especialista no tratamento das dificuldades nos relacionamentos amorosos, Thiago de Almeida, autor do livro “A Arte da paquera: inspirações à realização afetiva" (Ed. Letras do Brasil).
De acordo com o psicólogo é bom analisar as tendências que o parceiro tem, porque às vezes a própria pessoa não percebe isso, já que se tornou um padrão na sua vida. Foi o que aconteceu com o casal Vinicius Junqueira e Carolina D’ambrósio, que fizeram sua primeira viagem de casal em 2008. Os dois passaram 10 dias em Florianópolis na praia da Armação, litoral sul da ilha.
Eles começaram a namorar em outubro e fizeram a viagem em dezembro, bem no início do relacionamento: “Durante a viagem comecei a descobrir alguns gostos que ela tinha do qual eu desconhecia, por exemplo, um prato bem típico de Floripa é o camarão, do qual ela detesta e na hora da refeição era aquele impasse!”, conta Vinicius.
O namoradinho ainda revela outra situação que lhe pegou de surpresa: “Ela acordava muito cedo todos os dias! Independente do horário que ia dormir ela sempre estava de pé às 8h da manhã para tomar café. Muitas vezes ela chegou a ir à praia sozinha enquanto eu continuava dormindo. Levei vários esporros do tipo ‘Pô, você vem até aqui para dormir?’ Porque eu sou desses que dorme 3h da manhã e acorda só meio-dia”.
Porém, todas estas experiências de descobertas e brigas se tornam peças fundamentais para saber como o parceiro é realmente. Thiago afirma: “Os conflitos são importantes para analisar melhor como vai ser o relacionamento em longo prazo”.
E dá a dica: “Vale lembrar que durante a viagem o parceiro não é como ele é no dia a dia. Quando viajamos, saímos do nosso contexto, da nossa rotina, e só ficamos descansados e relaxados alguns dias depois”. E foi isso que o casal descobriu: “Foi incrível ver que ela não curtia beber tanto quando bebia quando saíamos na cidade”.
O mais legal é que três anos depois da viagem o casal continua firme e forte em seu relacionamento, souberam se adaptar e respeitar as diferenças. Essa é a dica principal. E vocês, o que acham? A viagem a dois é um bom test-drive para conhecer novo boyfriend?
