Você descobre que seu ex é gay!
publicado em 18.6.11
O que acontece quando um membro de um casal hétero descobre ser gay, bi ou lésbica? Os dois lados da história contam
Sabe o papo de pé na bunda "o problema não é você, sou eu?"?
Às vezes, o problema é uma questão de incompatibilidade: um dos membros do casal hétero descobre que gosta de pessoas do mesmo sexo.
É comum que essa descoberta role na adolescência, diz o psicólogo da USP Thiago de Almeida. "É nessa época que se tem os primeiros relacionamentos profundos, que ajudam na definição", diz o psicólogo.
Definição foi o que aconteceu com a fotógrafa Lilian Fiudisaw, 23, aos 14 anos. Ela namorou Vicente, 24, por um ano.
Terminaram "por nada" e "não fez diferença nenhuma", porque seguiram como melhores amigos. Só que, menos de um ano depois, Vicente descobriu que era gay e contou a ela.
"Adorei! Em vez de sair do armário, ele me puxou para dentro", diz ela, que apresentou ao ex o cara que ele namora agora.
Depois da revelação, Lilian e Vicente até moraram juntos -cada um com seu quarto.
A situação de compreensão como essa é a ideal. Mas não é constante entre os pacientes do psicólogo Klecius Borges, especialista em gays. "É rejeição [o que o parceiro sente]. As respostas a isso são imprevisíveis."
Virna*, 19, por exemplo, acha que tem "dedo vara de condão", pois dois de três garotos que namorou "saíram do armário".
Passou 2007 sendo "mais mãe do que namorada" de João*, o primeiro. "Quando nos beijávamos, faltava paixão. O abraço dele não tinha aperto, e ele não fazia questão de... Achei que fosse porque ele era triste."
O menino se revelou depois que eles tinham terminado, porque foi fazer intercâmbio nos EUA -e escreveu de lá narrando as minúcias da sua "segunda primeira vez".
"Foi uma carta de amor, já que ele confiou em mim." De volta ao Brasil, o garoto disse à Folha que "sem ela, teria sido mais difícil [se assumir]".
Já o segundo ex-namorado gay, de 23 anos, largou-a há seis meses por um cara que ela diz se parecer muito com ele.
"Eles são tããão gatos juntos", lamenta-se Virna. Podem ser atraentes porque ela, inconscientemente, procura por homens gays, diz Klecius Borges. "Não é que pode ser?", diz ela.
Fábio*, 18, admite que se sentiu bastante atraído pela cena que sua namorada Liza*, 19, lhe narrou chorando no ano passado. De porre na festa do teatro, ela tinha beijado uma menina.
"Pensei que pudesse "sobrar" algo dessa crise para mim, tipo um convite." Ledo engano. Três meses depois da festa, tomou "um pé" da garota.
"Ele me xingou bastante", conta Liza. Ela diz que Fábio reagiu assim por achar que era "onda" ela ficar com meninas. Ela hoje namora uma moça e sai, só na amizade, com o ex .
Mas nem sempre a história termina em carinho. Há casos em que o amor passa ao ódio.
Tô de mal
Dos 15 aos 18, Léa* amou seu então namorado Paulo* -que amava em segredo Juca*, que era seu melhor amigo. Bom, isso era o que os garotos diziam em público, até confessarem a Léa, 19, que namoravam.
"O pior foi não ter sido a primeira a saber. Ele me contou depois de se assumir para a mãe!", diz ela, que acha que a raiva não vai se esvair nunca.
A fúria não vem da traição ter sido com um homem ("Acontece..."), e sim de "ter servido para ninguém da turma desconfiar".
É difícil que uma revelação dessas venha sem o sentimento de traição, mesmo que não sexual, diz Klecius Borges.
O psicólogo Almeida aconselha quem estiver no lugar de Léa a não se culpar pelo fim.
Isso implica em não pensar que a escolha do outro poderia ter sido evitada, fosse você mais magro, loura ou malhado.
"Não faltava alguma coisa ao parceiro largado, e sim a quem largou, que foi atrás disso e só quer ser feliz", diz Almeida.
Os dois especialistas recomendam apoio mútuo nessa hora. "Há mais amor do que quando namoramos", diz Virna -João, o ex, gay, confirma.
* Nomes fictícios
Personagens da Globo se mordem de ciúmes
Nas 4 novelas da emissora, 6 personagens só faltam arrancar os cabelos quando o assunto são os parceiros Aline Nunes
aline.nunes@diariosp.com.br
Divulgação Leleco não é único mestre em escândalos amorosos no catálogo de ficção da Globo Leleco não é único mestre em escândalos amorosos no catálogo de ficção da Globo
Em 1985, o cantor Roger decidiu que estava na hora de criar uma música para fazer com que os machões se sentissem mais seguros, menos possessivos e, com certeza, muitos o escutaram. Outros tantos, porém, continuaram se mordendo de ciúme. No Divino, de “Avenida Brasil”, por exemplo, um ex-lutador faltou repetidamente às aulas amorosas do músico do Ultraje a Rigor: Leleco, personagem de Marcos Caruso. Na trama, a obsessão do pai de Tufão (Murilo Benício) por Tessália (Débora Nascimento) é tão crônica que já rendeu cadeia, perseguições em porta de motel, traições forjadas e outras atrapalhadas.
O aposentado, porém, não é o único mestre em escândalos amorosos no catálogo de ficção da Globo. Afinal, nesta semana, ele ganhou um parceiro de peso: Coronel Coriolano (Ary Fontoura), de “Gabriela”, que adora apreciar sua teúda e manteúda Glória (Suza Pires). “Mas ai dela se der bola para alguém”, brinca Suzana Pires. E emenda: “Ele morre de ciúme!”.
Nessa teia do amor, as mulheres também não economizam nos chiliques do coração. Entre elas estão: Isadora (Gisele Batista), de “Cheias de Charme”, Jáqui (Suzy Rêgo), de “Amor Etermo Amor”, e as peruas Noêmia (Camila Morgado) e Verônica (Débora Bloch), de “Avenida Brasil”, que vivem descendo do salto alto. No caso das últimas duas, elas já descobriram a traição de Cadinho (Alexandre Borges). Ainda assim, o perseguem. Exagero? Não. Segundo o psicólogo Thiago de Almeida, da USP (Universidade de São Paulo), a mania de cuidar dos parceiros excessivamente pode ter origem na infância.
Claudya Toledo, especialista em terapia de casal e responsável pelo site A2 Encontros, completa Thiago: “Em algum momento da vida, a pessoa ciumenta apresenta um registro de insegurança. Isso, no futuro, pode resultar em crises de ciúme”, explica ela. E emenda: “Pode virar doença. Quando a pessoa muda a rotina dela para vigiar o outro, por exemplo, é sinal de patologia”, explica. O tratamento? “Aumentar a autoestima dela”, diz Claudya.
Ainda na Ficção/ Sendo assim, Leleco caminha para um quadro clínico. “Ele é mesmo doente de ciúme”, assume o ator. A razão, segundo Caruso, é a falta de confiança do ex-esportista. “Ele não acredita que uma moça tão jovem e bonita possa amá-lo de verdade”, explica Caruso. Inclusive, na próxima semana, no dia 30, ele armará para Darkson (José Loreto) e Tessália dormirem juntos. Na vida real, Caruso está solteiro, mas já teve quatro casamentos, e diz nunca ter sofrido de ciúme. Suzy Rêgo segue os passos do ator. “Se eu vejo um computador aberto ou se tenho a oportunidade de revirar o celular dele, eu passo longe. Prefiro não saber de nada”, conta a atriz, casada com o ator Fernando Vieira.
Driblar a saudade é um dos maiores desafios do namoro à distância. Ingrid Menezes, 18 anos, de São Bernardo, sente isso na pele há 11 meses. O namorado mora em Ponta Grossa, no Paraná - onde se conheceram durante viagem com a família - e o casal tenta se ver todos os meses. "É difícil não poder passear no parque e discutir sobre nosso futuro. Sonho com o dia em que as despedidas e o sofrimento vão acabar." Apesar de parecer chata, a saudade ajuda. É prova de que sente a distância do outro e que está se preparando para encontrá-lo. "Na maioria dos casos, é saudável. Não é motivo de afastamento, mas lembrete de que realmente gosta de quem se está esperando", acredita Thiago de Almeida, psicólogo especialista emrelacionamento amoroso. Ingrid afirma que vale a pena cada dia de espera. "A partir do momento que se tem certeza de que gosta da pessoa, qualquer esforço vale a pena." Para ela, fortalece o relacionamento, pois ensina a dar mais valor ao outro. "Faz com que tenhamos disposição de fazer de tudo para que possamos ficar sempre juntos."Todo namoro, seja presencial ou virtual, tem chance ou não de dar certo. Se o casal descobriu que à distância não dá, o jeito é terminar. Em qualquer situação é difícil dizer ao outro que não quer mais, mas é sempre melhor falar a verdade. "A gente pensa demais pelo outro, acha que não vai ter estrutura emocional, mas todos estão acostumados a ouvir não. Levar um fora faz parte da vida", diz o psicólogo Thiago de Almeida. Se não dá para falar pessoalmente não tem problema. O que não pode é manter compromisso que não agrada mais. Diego Martins, 19 anos, de São Bernardo, percebeu que namorar à distância não dava certo para ele e terminou. "É muito difícil, principalmente quando precisamos de um abraço, de ter alguém por perto." Além disso, afidelidade é essencial e ele havia conhecido outra pessoa. "Disse a verdade, pois não queria magoá-lo". Diego conheceu o ex-namorado em uma sala de bate-bapo e o adicionou no MSN. Durante três meses conversaram por horas todos os dias, além de trocar cartas e presentes pelo correio. "Ver a letra do outro é forma a mais de demonstrar carinho." Hoje, tem certeza de que terminar foi a melhor solução. "Encontrei quem me faz feliz e que mora a meia hora da minha casa."
“Em sua primeira viagem o casal está propício a descobertas, portanto o certo é procurar ser feliz e não querer ter a razão. Se um quer ir ao restaurante e outro ver um filme, procure conciliar isso e não se melindrar. O ideal é sempre ponderar as coisas e não agir com ‘tem que ser do meu jeito’”, explica o especialista no tratamento das dificuldades nos relacionamentos amorosos, Thiago de Almeida, autor do livro “A Arte da paquera: inspirações à realização afetiva" (Ed. Letras do Brasil).
De acordo com o psicólogo é bom analisar as tendências que o parceiro tem, porque às vezes a própria pessoa não percebe isso, já que se tornou um padrão na sua vida. Foi o que aconteceu com o casal Vinicius Junqueira e Carolina D’ambrósio, que fizeram sua primeira viagem de casal em 2008. Os dois passaram 10 dias em Florianópolis na praia da Armação, litoral sul da ilha.
Eles começaram a namorar em outubro e fizeram a viagem em dezembro, bem no início do relacionamento: “Durante a viagem comecei a descobrir alguns gostos que ela tinha do qual eu desconhecia, por exemplo, um prato bem típico de Floripa é o camarão, do qual ela detesta e na hora da refeição era aquele impasse!”, conta Vinicius.
O namoradinho ainda revela outra situação que lhe pegou de surpresa: “Ela acordava muito cedo todos os dias! Independente do horário que ia dormir ela sempre estava de pé às 8h da manhã para tomar café. Muitas vezes ela chegou a ir à praia sozinha enquanto eu continuava dormindo. Levei vários esporros do tipo ‘Pô, você vem até aqui para dormir?’ Porque eu sou desses que dorme 3h da manhã e acorda só meio-dia”.
Porém, todas estas experiências de descobertas e brigas se tornam peças fundamentais para saber como o parceiro é realmente. Thiago afirma: “Os conflitos são importantes para analisar melhor como vai ser o relacionamento em longo prazo”.
E dá a dica: “Vale lembrar que durante a viagem o parceiro não é como ele é no dia a dia. Quando viajamos, saímos do nosso contexto, da nossa rotina, e só ficamos descansados e relaxados alguns dias depois”. E foi isso que o casal descobriu: “Foi incrível ver que ela não curtia beber tanto quando bebia quando saíamos na cidade”.
O mais legal é que três anos depois da viagem o casal continua firme e forte em seu relacionamento, souberam se adaptar e respeitar as diferenças. Essa é a dica principal. E vocês, o que acham? A viagem a dois é um bom test-drive para conhecer novo boyfriend?
Luciane Mediato
Especial para o Diário
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A relação a dois é tema constante de palestras, entrevistas, livros e crônicas. Uma dessas crônicas, intitulada "Tênis e Frescobol", foi escrita por Rubem Alves.
Integrante do livro "Retratos de Amor", o texto faz uma relação entre o casamento e estes dois esportes.
Os casais que fazem da relação um jogo de tênis têm como objetivo derrotar um ao outro. Um tem a exata noção do ponto fraco do outro e o atinge sem piedade. Alcança-se o prazer quando um dos cônjuges é colocado fora do jogo e termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
Já no frescobol não existe competição. Os dois ganham e a satisfação está na harmonia, no empenho para não deixar a bolinha cair. Quando um erra, pede desculpas e o que provocou o erro se sente culpado. E começa-se tudo de novo.
Na opinião de Cláudya Toledo, dona do site A2 Encontros, o jogo de tênis dentro de um casamento pode ser explicado com base nas diferenças naturais entre homens e mulheres. Ela tem uma essência mais amorosa e cooperativa, enquanto ele é naturalmente competitivo. "Quando a mulher começou a trabalhar, deixou despertar esse lado competitivo e o levou para dentro de casa, dando origem às brigas que nem sempre têm volta", explica. "Se a mulher não aprender a usar seu lado ‘jogador’ somente no trabalho e desenvolver o lado cooperativo e amoroso dentro de casa, o casamento não vai durar", completa.
José Ângelo Gaiarsa, autor do livro "Lições de Amor Para Sobreviver ao Casamento", acredita que os casamentos modernos se enquadram no jogo de tênis. Para ele, essa relação não tem jeito. "Não tenho nenhuma ilusão sobre o matrimônio. Dentro do casamento, um se acha prisioneiro do outro. Quando se chega a esse ponto, qualquer defeito serve para o casal começar a se machucar", declara.
Gaiarsa diz ainda que as pessoas são monótonas, pouco criativas e acabam caindo na rotina. Depois de um ano um sabe exatamente cada passo do outro. "Isso gera um descontentamento sem culpados. Você se vê obrigado a ficar e a morar com essa pessoa".
Os casamentos entre pessoas de idades de diferentes, segundo Cláudya, tendem a ser mais cooperativos, ou seja, baseados no frescobol. "Uma esposa de 35 anos não vai competir com um marido de 50 anos. Eles estão em fases de vida diferentes e, por isso, não há abertura para a competição. Hoje é comum vemos também mulheres mais velhas à procura de homens mais novos", afirma.
Na crônica "Tênis e Frescobol", Rubem Alves toma emprestada uma colocação de Nietzsche para enaltecer uma das bases da boa relação a dois: "Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar’".
Cláudya apóia totalmente essa colocação. "Quando se tem um bom papo com a pessoa amada, a relação pode sim durar a vida toda. O vínculo se cria por meio do diálogo afetivo. As demais coisas no casamento perdem a força com o tempo", diz. "As pessoas se relacionam melhor quando sabem expor com clareza seus sentimentos. Quem provoca ruídos de comunicação, mente e não sabe falar sobre o que sente certamente terá problemas nesse campo da vida", acredita.
Para o psicólogo Thiago de Almeida, especialista em tratamentos das dificuldades do relacionamento amoroso, o diálogo é importante, apesar de ser a porta de entrada para os conflitos. Mas tudo vai depender da forma como o casal lida com as diferenças. "Certos aspectos da vida a dois conduzem ao tédio. E sem essa troca de opiniões e palavras, o marido e a esposa passam a seguir vidas paralelas", declara.
Até mesmo as chamadas brigas construtivas, ou seja, opiniões diferentes sobre os mesmos assuntos, podem ajudar o casal a definir o jogo que rege a relação. "Quando os parceiros usam esse método para conhecer um ao outro e estabelecer um contato mais íntimo, o casamento pode seguir as regras de um frescobol. Mas quando as discussões fazem os dois perderem a cabeça, o resultado é um jogo de tênis, na qual um agride o outro sem medidas", afirma o psicólogo.
Thiago de Almeida explica que quando as pessoas se encaminham para um relacionamento, a mulher espera que o parceiro supra todas as suas carências. Porém, é preciso lembrar que o homem tem essas mesmas expectativas. Esses anseios, quando não tratados com diálogos e doses de cooperação, podem trazer resultados frustrantes. "Os casais mais felizes não são os mais inteligentes, mas sim aqueles que sabem conviver com as diferenças e eliminar, por meio da convivência e da conversa, os pontos negativos da relação", define.
A conclusão que se tira da crônica de Rubem Alves é que os casamentos podem sim começar como um jogo de tênis e terminar como uma partida de frescobol ou vice-versa. O que vai definir os bons ou maus caminhos da relação é a forma como o casal vai conduzir a bola, que nada mais é do que os sonhos individuais e conjugais. Quem apostar na cooperação e no diálogo certamente vai enxergar na bola os anseios do parceiro e pegá-los para si, tornando-os reais. Agora quem aposta na competitividade e nas brigas desmedidas, tende a ver seus sonhos e os do outro transformados em frustrações. E você, que decisão pretende tomar?
Por Juliana Falcão (MBPress)
O retorno é indispensável, como ressalta o psicólogo Gilberto Godoy. Para ele, a admiração é sinal de maturidade: é enxergar que o outro tem características positivas que nos faltam, numa espécie de projeção. "De certa forma, as características do parceiro ou parceira passam também a ser nossas, quando somos vistos como casal", contextualiza.
A imagem do casal juntinho no sofá, numa noite chuvosa, assistindo a um filme romântico, zanza pelo imaginário dos apaixonados. Entretanto, escolher o título pode ser decisivo: a trama pode empolgar um e enfadar o outro. Ou, o que é pior: levar a uma discussão desnecessária da relação. No último Valentines Day (o Dia dos Namorados americano, comemorado em 14 de fevereiro), a Blockbuster americana elaborou uma pesquisa com 1,5 mil clientes para falar sobre os melhores filmes para se assistir a dois, e também sobre aqueles que são sinônimo de briga.
| Particularidades e seus graus de risco |
| INCOMPATIBILIDADES FAMILIARES (Alto) |
| Quanto mais séria for a relação, maior o envolvimento e convivência entre as famílias. Junto com o parceiro estão a orientação, o caráter, os valores e os princípios em que ele foi criado. Divergências podem levar a conflitos grandiosos - ir contra a família é tentar se impor negativamente a tudo isso. |
| CIGARRO, BEBIDAS ALCOÓLICAS E DROGAS (Alto) |
| Muitas vezes, um ponto de atração no início do relacionamento. Mas com o tempo pode sair do controle, fugir dos princípios de cada um, transformando-se em motivos de brigas e discussões. O bom andamento do namoro ou casamento está ameaçado se nenhuma providência for tomada. |
| ESTILO E ROUPAS PREFERIDAS (Médio) |
| Quando fazem parte da indumentária profissional, não podem ser vistas como diferenças. Mas se, nos eventos sociais, os parceiros insistem em trajes muito divergentes entre si, há a tendência de que um se sinta mal. |
| QUESTÕES FINANCEIRAS (Alto) |
| Nos relacionamentos mais sérios ganha muita importância. Pode ser complicado quando um gasta demais e o outro é mais controlado. A solução está na formulação de metas e objetivos em comum, com a participação de ambos, para evitar o desgaste. |
| GOSTO POR MÚSICA, FILMES E LEITURA (Baixo) |
| Não é preciso abdicar de nenhum desses prazeres nem mudar o gosto para agradar ao companheiro e a relação dar certo. Aproveite esses exemplos para demonstrar a importância da sua individualidade. |
| PREFERÊNCIAS GASTRONÔMICAS (Baixo) |
| Em vez de ponto de divergência, as diferenças gastronômicas podem ser motivo para surpreender o outro, além de ampliar a capacidade de experimentação. Vale, inclusive, descobrir novas culinárias ao mesmo tempo que o outro. |
| COMPORTAMENTO SEXUAL (Médio) |
| Sexo é uma troca de gostos, desejos e fantasias. O ideal é mostrar um ao outro o que gosta e discutir as preferências de cada um. Cabe reflexão quando as práticas sugeridas não agradam ao parceiro de jeito nenhum. |
| RELIGIÃO (Alto) |
| Há de se respeitar a individualidade e a orientação religiosa de cada pessoa, mas a questão pode se complicar com a chegada dos filhos. As discussões sobre como agir na hora de educar a criança podem acabar com o relacionamento. |
| PROGRAMAS DE LAZER DIVERGENTES (Baixo) |
| A negociação é o grande segredo. Ambos podem desfrutar do seu lazer predileto. Se preferirem que seja na companhia do outro, é recomendável estabelecer uma troca que ajude a equilibrar e evitar cobranças. |
| PRINCÍPIOS ÉTICOS (Alto) |
| Saber que o outro tem comportamentos e atitudes consideradas desagradáveis pode levá-lo à culpa e a discussões capazes de comprometer o sucesso de qualquer relação. |
| Dicas para amar |
| "Como se Fosse a Primeira Vez" |
| O simpático e mulherengo Henry Roth (Adam Sandler) adora a companhia de mulheres solteiras em passeio ao Havaí, até conhecer Lucy (Drew Barrymore), que sofre de uma estranha doença: a moça esquece tudo o que acontece com ela ao final do dia. Por causa disso, Lucy não reconhece Henry dia após dia. Ele aceita a tarefa de reconquistá-la diariamente, vivendo todas as manhãs o primeiro encontro. |
| "Casablanca" |
| Rick (Humphrey Bogart) é dono de um famoso bar localizado em Casablanca, no Marrocos Francês, durante a Segunda Guerra Mundial. A cidade é o refúgio para quem quer evitar os nazistas. Neste caótico ambiente, Rick encontra Ilsa (Ingrid Bergman), com quem tivera um amor interrompido há algum tempo, em Paris. Eles relembram o passado que tiveram juntos. A música imortal deste relacionamento é As time goes by. |
| "Harry e Sally - Feitos Um Para o Outro" |
| Quando ainda eram adolescentes, Harry (Billy Crystal) e Sally (Meg Ryan) se encontraram pela primeira vez, indo juntos de carro para dar início às suas carreiras em Nova Iorque. À primeira vista eles se odiaram. Com o passar dos anos cada um leva a sua vida, se vêem esporadicamente. Aos poucos e de forma um pouco assustadora descobrem que estão se apaixonando. |
| "A Princesa Prometida" |
| Uma Bela princesa (Robin Wright) faz pacto de amor com um camponês (Cary Elwes), mas quando recebe a notícia de que ele foi assassinado pelo cruel pirata Roberts, decide aceitar o pedido de casamento de um príncipe sinistro (Chris Sarandon). Nas vésperas do casamento ela é raptada. Quem aparece para resgatá-la é o camponês. A Princesa Prometida é uma fábula divertida, com muitos duelos de espada, cenas de perseguição e romance. |
| DICAS PARA BRIGAR |
| "Rambo" (voto delas), "Clube dos Cafajestes" (voto delas), "Divinos Segredos" (voto deles), "Amigas para Sempre" (voto deles) |
| - Reportagem de VANESSA BENCZ e JOÃO RAFAEL TORRES , da equipe do Correio Braziliense |
07/11/2011
O medo do desconhecido é o que mantém unidas as pessoas em relações falidas. ? Elas preferem ficar em uma relação ruim,mas conhecida,do que uma desconhecida que pode ser melhor?,diz psiquiatra.
Gisele Bortoleto
Um texto atribuído ao poeta e dramaturgo inglês Willian Shakespeare (1564-1616) diz assim: ? Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém.Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim. E ter paciência para que a vida faça o resto.Eu aprendi que ignorar os fatos não os altera;que quando você planeja se nivelar com alguém,apenas está permitindo que essa pessoa continue a magoar você.?
Deveríamos tirar disso uma lição quando o assunto é relacionamento,em que os parceiros não são peças que se encaixam como num quebra-cabeças: ?Eu aprendi que não posso escolher como me sinto,mas posso escolher o que fazer a respeito?,diz o autor sobre como devemos agir se alguma coisa está nos fazendo mal.
Uma infinidade de parceiros,mesmo sabendo que o roteiro do filme não irá garantir um bom final,ainda hoje vive às voltas com separações e reconciliações e se contentam com migalhas.Na verdade, isso acontece porque esperamos que a simples condição de estar juntos- casados ou namorando ?resolva de modo mágico os problemas que aparecem nos nossos relacionamentos,e que o final será feliz como nos romances.
Pois saiba que não precisamos viver assim,podemos nós mesmos escrever o roteiro da vida que vamos levar. Para isso,o primeiro passo é nossa autovalorização,nos afastando da zona de conforto emocional que tanto nos faz sofrer,mesmo que não tenhamos consciência disso.
O psiquiatra e escritor Augusto Cury,recordista brasileiro de leitura entre os anos de 2001 e 2010,autor de livros como ? Dez Leis para Ser Feliz? e ? Nunca Desista de Seus Sonhos?(Ed. Sextante),diz que nada é tão belo quanto cultivar relações doentias.Isso não exige solução mágica: é necessário,segundo ele,educar a emoção,equipar o intelecto.
?Nada é tão belo quanto construir relações sociais saudáveis,fundamentadas em amor inteligente,elogio,apoio,diálogo,tranqüilidade,generosidade,investimento em sonhos e reconhecimento dos erros?,diz Cury. Nada é tão angustiante quanto construir relações saturadas de atritos,discórdias,cobranças,ansiedade,ciúme,controles ou medo da perda e insistir em se manter em uma relação assim.
O medo do desconhecido é o que mantém unidas as pessoas em relações falidas. ?Elas preferem ficar com uma relação ruim,mas conhecida,do que uma desconhecida que poderá ser melhor?,afirma o psiquiatra e psicanalista Luiz Alberto Py,autor de livros como ? A Felicidade é Aqui?, ?Saber Amar? e ?Olhar Acima do Horizonte?,(Ed. Rocco).
O resultado disso fatalmente será o sofrimento e a infelicidade .É certo que uma situação ruim obstrui e ocupa o espaço de uma possível relação boa. ?Tenha coragem de correr o risco,já que ele existe?,diz Py.Mas se avaliarmos corretamente o risco de forma racional,não haverá problemas.Eles irão ocorrer se a pessoa lidar com a situação de forma emocional.Os problemas do coração tendem a ser vistos emocionalmente,o que muitas vezes é um erro se considerarmos que a emoção engana.
Thiago de Almeida,psicólogo especialista em relacionamentos amorosos,autor do livro ? A arte da Paquera:Inspirações à Realização Afetiva(Ed. Letras do Brasil),diz que,quando estamos num relacionamento amoroso e as coisas não dão muito certo- no sentido de o outro não corresponder às nossas expectativas-,o que muitas vezes acontece é que a presença e aproximação do parceiro não se torna um fator benéfico- à medida que reforça essa aproximação intermitente.
Se você se enquadra em uma relação assim,saiba que está fazendo mais mal a si mesmo do que pode imaginar.Um relacionamento que não dá certo mas que ambas as partes insistem em perpetuar,pode causar danos psicológicos e ter até um impacto físico.Quando estamos em uma relação assim,varias idéias se formam em nossa cabeça.Há ?preguiça? de seguir para outro relacionamento ou mesmo ficar sozinho,por medo de sair da nossa zona de conforto psicológico que se forma.
? Avalie os prós e contras do parceiro e da relação? ,diz Almeida.Afaste os pensamentos negativos que irão surgir automaticamente,como: ? Só existe esta pessoa.? ?Estou velho demais para procurar uma coisa melhor?. ?O que os outros irão dizer se eu me separar?,entre outros tantos que fazem com que você se sabote e se mantenha em uma relação infeliz.
A psicanalista e escritora Beth Valentim,autora de livros como ?Essa tal felicidade?(Ed.Elevação) e ?Mequiel ? O caçador de Sonhos?,da editora Dunya,acredita que alguns casais insistem em ficar juntos porque possuem ?acertos? que não os deixa buscar a ?liberdade?. São pessoas que muitas vezes carregam o fardo do ?buraco afetivo? que,vazio,é preenchido com discórdia,brigas e reconciliações, e como algumas vezes,nesses casos,o sexo é bom quando fazem as pazes, ?vivem um relacionamento neurótico,entre tapas e beijos,que os fazem se sentir vivos?,explica Beth.
Essa sensação de agonia interior,segundo a psicanalista,pode levar a situações de desespero.Quem convive dessa maneira chega ao ponto de não mais se reconhecer.Perde a identidade e o objetivo de ser feliz é ínfimo perto do desejo de autodestruição. ?As doenças aparecem,as dores são até físicas,há problemas de estresse e uma melancolia profunda?,diz.
Certos casais terminam um namoro dessa maneira,por exemplo,e permanecem se encontrando vez por outra para discutir o passado.Precisam criar essas ciladas e inventam motivos para repassar essa doença,que só pode ser tratada em um consultório de psicoterapia. ? Trato de uma pessoa assim.Depois de seis meses que terminou o relacionamento o dois se esbarram e criam motivos de ciúme,coisas inventadas e fantasias para discutir uma relação que já passou?,explica Beth.E depois de ?aliviados?,e de maneira fantasiosa,alimentados por essa ?droga?,se despedem e descansam.
? O amor acontece em condições interpessoais,mas antes de amar alguém é preciso primeiro se amar?,diz a psicóloga Maria Amélia Mussi,terapeuta de casais e família.Essa é a condição para estabelecermos um relacionamento íntimo,estável e de boa qualidade.O amor é um sentimento que traz sensação boa,de paz e aconchego.
?Muitas vezes,as pessoas que não tem boa autoestima tendem a amar o oposto e a qualidade deste tipo de relação é duvidosa,ao passo que aquela que tem boa autoestima tende a construir relacionamentos amorosos melhores encaixados e mais gratificantes?,explica Maria Amélia.
Em vez de pedir amor,dê amor.Se não o receber de volta,significa que a relação afetiva acabou e não há o que fazer.
?Não nos casamos pensando em separação,mas quando isso acontece não devemos perder a esperança de encontrar um parceiro mais adeuqado?,diz.
Diário da Região,Revista Bem Estar , 21/08/2011
A primeira coisa a fazer, de acordo com o especialista, é identificar qual dos pretendentes se encaixa melhor no seu dia a dia e nas suas necessidades. Então, risque da sua lista os caras que não atendem suas expectativas.
Por exemplo: você está a fim de namorar ou só de ficar? Se sua intenção é um relacionamento sério, já dá para eliminar aqueles garotos que são uma graça, mas que você só vê na balada ou aparece só quando quer.
Usar a razão também contribui na escolha do parceiro ideal. Você avalia objetivamente o que gosta em cada um dos pretendentes e, assim, entende melhor seus próprios sentimentos. Ajuda muito fazer uma listinha de qualidades e defeitos.
Como? Faça duas colunas, uma com tudo que você gosta nele e todas as coisas fofas que o menino já fez ou falou. Na outra, escreva o que você não curte na personalidade dele e as discussões que tiveram. Coloque tudo na balança e veja qual tem mais chances de dar certo com você.
"Podemos amar mais de uma pessoa de formas diferentes, mas o verdadeiro amor não deixa dúvidas. Nosso coração se fecha para outras opções no momento em que priorizamos um pretendente", afirma Almeida.
Está difícil decidir?
Faz muito bem para o ego de qualquer garota ser disputada por dois meninos, não é? E tudo fica mais perfeito ainda quando um deles é o carinha dos seus sonhos. Mas e se os dois são tão gatos e fofos a ponto de conquistarem seu coração ao mesmo tempo? Então, afaste-se dos meninos por um tempo e aproveite a distância para pensar bastante no que você quer da vida.
Se nenhum dos dois carinhas que se declararam para você é o seu príncipe encantado, não enrole os garotos. É melhor dizer a verdade, mas com cuidado para não magoá-los.
Agora, se com a distância você perceber que sente mais falta de um menino do que do outro, pode ser um sinal de que seu coração está perto de tomar uma decisão.
Dispense o cara que...
...Não assume o relacionamento
...Prefere os amigos
...Não te dá espaço na casa dele
...A palavra "nosso" não está no vocabulário dele
...Ele se gaba por viver sozinho
...Não conversa, só quer saber de agarrar
...Paquera outras pessoas descaradamente
...É famoso por suas conquistas
...Só aparece quando quer e não a inclui nos seus planos futuros
...Casamento? Namoro? Ele não conhece esta palavra, no máximo é "rolo" e olhe lá!
Consultoria: Thiago de Almeida, psicólogo e autor de "A Arte da Paquera"/ Site www.todateen.uol.com.br
Perigosa obsessão
Há quem acredite que um pouco de ciúme não faz mal a ninguém. Mas, apesar de parecer normal em certos momentos, quando se torna exagerado, ele pode levar a atos violentos e até a assassinatostalita.boros@folhauniversal.com.br
Segundo o psicólogo especialista em relacionamentos amorosos Thiago Almeida, de São Paulo, momentos mais caseiros são muito importantes para reforçar a intimidade do casal. “É no fortalecimento da intimidade que o casal consolida os laços afetivos e íntimos. E é daí que podemos realmente ratificar a nossa escolha em relação ao parceiro que escolhemos para trilhar o nosso caminho”, explica.
Para que a noite seja perfeita, uma bela arrumação na casa pode fazer a diferença. A arquiteta Luiza Altman, de São Paulo, dá algumas dicas de como deixar a sua sala com um clima de romance.
Sofá – Uma boa opção pode ser tirar o sofá do espaço e dispor umas almofadas no chão junto de uma manta bacana. Mas, como grande parte das casas e apartamentos não tem espaço livre para isso, a arquiteta dá dicas de como utilizar este móvel a favor da sua decoração. “Coloque uma manta bonita de cores mais quentes no sofá, uma cor que puxe para o romântico. E finalize com algumas almofadas que combinem.”
Luz – Este pode ser um dos elementos-chave na criação de um clima romântico. A arquiteta indica o uso de luzes indiretas, como luminárias ou abajures, e velas. “Para esse tipo de encontro, o legal é você usar luz de velas, abajures, ou a luz de outros pontos da casa – a iluminação de um corredor, por exemplo.”
De acordo com Luiza, as velas devem ser usadas de maneira sensata. O exagero pode estragar a decoração. “O ideal é você colocá-las em alguns pontos, como em mesinhas de centro ou de canto.” E, lembre-se: a luz pode ser mais suave, mas cuidado para não deixar o ambiente muito escuro.
Mesas – Elas são muito importantes nesse tipo de evento caseiro. Independentemente se você servirá um jantar ou apenas petiscos, a mesa precisará de uma bela toalha (dê preferência a modelos neutros), louças bonitas e bem cuidadas (lembre-se de colocar tudo de um mesmo jogo), algumas velas dispostas entre os pratos e, para finalizar, pétalas de rosas espalhadas pela superfície do móvel.
Ambiente – Para deixar o clima mais gostoso, a arquiteta propõe o uso de incensos e aromatizantes. Entretanto, tenha o cuidado de se conferir se seu namorado gosta desse tipo de artifício. Outra idéia bacana é usar uma boa música de fundo. E, para deixar o clima ainda mais romântico, colocar alguns vasos com flores é uma boa pedida, segundo Luiza.
Para fechar a noite, que tal preparar uma sessão de cinema com os filmes preferidos do seu namorado, acompanhada de uma deliciosa pipoca estourada em casa?
Pode ter certeza: seu namorado vai adorar a surpresa. Deixe as filas e a correria da cidade do lado de fora e curta ao máximo esse momento a dois. Afinal, é muito bom dividir um tempo assim com a pessoa que amamos.
Enfim só! A vida do homem que decide morar só
“ela limpa a casa, lava e passa roupas, arruma a casa, organiza armários e eventualmente faz compras. Interfere bastante em casa, embora saiba fazer, confio a ela essas tarefas”







