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1-DOENÇAS DO CORAÇÃO MATAM MAIS HOMENS QUE MULHERES? MITO: embora entre a população mais jovem a mortalidade seja maior entre os homens, as mulheres perdem a sua "vantagem" com o passar do tempo. Na faixa etária a partir dos 70 anos, são as mulheres as principais vítimas. "Os hormônios femininos protegem as mulheres até a menopausa. Depois disso e com o avançar da idade, a mortalidade feminina sobe", afirma o presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), Carlos Costa Magalhães. 2-OBESOS TÊM MAIS PROBLEMAS NO CORAÇÃO?VERDADE: a obesidade é um fator de risco para problemas cardíacos, sobretudo porque predispõe a pessoa a ter pressão alta, colesterol elevado e diabetes. "É o que chamamos hoje de síndrome metabólica. Pessoas com excesso de peso e algum desses outros fatores têm mais chance de sofrer um infarto ou derrame", diz o cardiologista Carlos Costa Magalhães. 3-PESSOAS QUE PRATICAM EXERCÍCIOS COM FREGUÊNCIA ESTÃO LIVRES DESTES PROBLEMAS ?MITO: atividades físicas são ótimas para proteger o sistema cardiocirculatório, mas não dá para se dizer que a proteção é 100%. "Ao fazer exercício, o corpo libera óxido nítrico, substância que atua relaxando as paredes das artérias", explica o cardiologista Carlos Costa Magalhães. O médico lembra ainda que, no momento que parou de praticar, a proteção acaba. Ou seja, ninguém fica com créditos acumulados por ter sido um atleta por 30 anos. 4-SEDENTÁRIOS, DESDE QUE NÃO OBESOS OU FUMANTES, ESTÃO LIVRES DESTES PROBLEMAS? MITO: não dá para falar que um sedentário está livre de problemas do coração, pois alguém que faz atividades físicas regularmente tem ainda menos chances. Mas é verdade que, para doenças cardíacas, o sedentarismo não é tão grave como obesidade, hipertensão, colesterol alto, diabetes e fumo, garante o cardiologista Carlos Costa Magalhães. "Só o sedentarismo faz menos mal", diz. 5-CIGARRO NÃO FAZ AO CORAÇÃO? MITO: o tabaco é sim um fator de alto risco para o sistema cardiocirculatório, garante o cardiologista Carlos Costa Magalhães. "O fumo agride a parede das artérias, causando um problema chamado de arteriosclerose, e também promove a formação de trombos, que podem entupir algum vaso", explica o médico. O risco vale até para os fumantes passivos. Segundo o cardiologista, encontrar um idoso que fumou a vida inteira e não tem problemas é algo raro, como ganhar na loteria. 6-PESSOAS SEM NENHUM FATOR DE RISCO PODEM TER PROBLEMAS DE CORAÇÃO?VERDADE: é raro, mas pode acontecer de alguém sem nenhum fator de risco sofrer um infarto ou derrame. "Mas o mais comum é a pessoa não ter conhecimento de que possui algum problema", afirma o cardiologista Carlos Costa Magalhães. Isso acontece porque pressão alta, colesterol elevado e diabetes podem ser assintomáticos durante muito tempo. Só mesmo exames clínicos e laboratoriais podem detectar cedo esses problemas. 7-CAFÉ FAZ MAL PARA O CORAÇÃO? MITO: embora algumas pessoas possam sentir palpitações ao ingerir grande quantidade de cafeína, que é um estimulante, não há nenhuma evidência científica indicando que ele prejudica o coração, afirma o cardiologista Carlos Costa Magalhães. "A cafeína é um estimulante e, talvez, em algumas pessoas, possa contribuir para que algum sintoma já existente apareça. Mas ela não vai provocar nenhum problema", diz. 8-QUEM GUARDA MUITO AS EMOÇÕES, QUALQUER HORA PODE TER UM INFARTO? MITO: deixar um problema emocional mal resolvido pode provocar um estresse, e o estresse é um fator de risco para infartos. "Mas não dá para dizer que aquela pessoa que grita, que explode, tem vantagem sobre as que não se expõem", pondera o cardiologista Carlos Costa Magalhães. O conselho é, portanto, resolver suas questões emocionais e nem sempre elas se resolvem no grito. 9-TER UMA VIDA CUJO RITMO SEJA CALMO REDUZ A CHANCE DE TER PROBLEMAS?VERDADE: a tensão, a pressa constante, a competição no mercado de trabalho, a falta de segurança, e tudo que possa provocar estresse contribuiu também para piorar a saúde do coração. "O estresse tem várias repercussões: uma pessoa estressada fuma mais, come mal. Ele também pode ser um gatilho para um aumento de pressão", diz o cardiologista Carlos Costa Magalhães. Se não dá para voltar ao ritmo de vida que a população tinha há 30, 40 anos, é preciso encontrar formas de compensação do ritmo agitado, como fazer exercícios, reservar algum tempo para o lazer, para relaxar. 10-TOSSIR AJUDA O INFARTADO?MITO: no momento da tosse, a pressão intratorácica aumenta, mas isso não traz qualquer benefício para quem está enfartando. Portanto, não existe nenhuma recomendação médica nesse sentido. Quem suspeitar que esteja sofrendo um infarto deve se dirigir a um hospital e, caso não tenha alergias, pode tomar uma aspirina. 11-FAZER CHECK-UPS ANUAIS É SUFICIENTE PRA EVITAR SURPRESAS? VERDADE: homens e mulheres a partir dos 30 anos deveriam fazer exames anualmente para verificar como está a saúde do sistema cardiocirculatório. Se for encontrado algum fator de risco, como glicose elevada e, pressão alta, talvez a pessoa precise de um acompanhamento em intervalos menores, segundo a recomendação do cardiologista. "Varia um pouco de caso a caso, mas, na média, uma vez por ano está bom. Mesmo uma pessoa que não apresente nada preocupante, não dá para esperar quatro, cinco anos para fazer novos exames", diz o cardiologista Carlos Costa Magalhães. 12-PROBLEMAS PARA DORMIR AUMENTAM A CHANCE DE SE TER UM INFARTO?PARCIALMENTE VERDADE: não é qualquer problema de sono, como insônia e roncos, que predispõe a infartos. Apenas a apneia do sono, quando a pessoa tem a respiração interrompida por ao menos dez segundos, está associada a riscos mais elevados de infarto, especialmente de madrugada e pela manhã, segundo o cardiologista Carlos Costa Magalhães. Em geral, sofre com a apneia quem está acima do peso, então a melhor receita para melhorar o sono e diminuir os riscos de problemas cardíacos é emagrecer e fazer exercícios físicos. 13-ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL EVITA PROBLEMAS NO CORAÇÃO?VERDADE: indiretamente, uma dieta saudável também ajuda o coração a ficar mais saudável. "No decorrer dos anos, uma pessoa que consome muito sal pode ficar hipertensa; quem sempre come fritura pode ter colesterol alto, quem usa açúcar em excesso pode desenvolver diabetes", diz o Marcos Knobel, cardiologista do Hospital Albert Einstein. Hipertensão, colesterol alto e diabetes são fatores de risco para problemas do coração. 14-TOMAR UMA ASPIRINA AJUDA QUEM ESTIVER ENFARTANDO?VERDADE: "A aspirina é uma medida simples e extremamente importante para diminuir o risco de morte durante um infarto", afirma o cardiologista Marcos Knobel. Entretanto, não há uma recomendação oficial de organizações médicas para que se tome em casa, porque os sintomas de infarto podem facilmente ser confundidos com problemas gástricos. 15-QUEM TEM SOPRO OU ARRITMIA NÃO PODE PRATICAR ESPORTES?MITO: é comum que pacientes com sopro ou arritmia possam fazer atividades físicas normalmente. O impedimento vale só para casos graves. "O sopro é uma manifestação clínica e só um cardiologista pode avaliar o que ela significa, se é uma alteração importante no coração ou um evento sem consequências. O mesmo vale para a arritmia", explica o cardiologista Marcos Knobel. 16-UMA PESSOA PODE ENFARTAR E NÃO PERCEBER?VERDADE: segundo uma pesquisa do Datafolha e da Sociedade Brasileira de Cardiologia com pessoas que já sofreram infarto, apenas 2% souberam reconhecer os sintomas do problema. "O mais clássico é um aperto no lado esquerdo do peito, que pode se irradiar para o braço, mandíbula e pescoço. Mas os sintomas podem ser muito variados", explica o cardiologista Marcos Knobel. Portanto, em especial para quem tem fatores de risco, todo novo indício deve ser encarado com muita seriedade; o conselho dos especialistas é procurar ajuda médica o quanto antes. 17-QUEM TEM MARCA-PASSO PRECISA DE CIRURGIAS REGULARES PARA TROCAR BATERIA? VERDADE: um marca-passo tem uma vida útil média de 10 anos. Com acompanhamento médico é possível saber quando está na hora de trocar as baterias. "Mas em geral é um procedimento bem simples, que se faz com anestesia local e apenas um dia de internação", informa o cardiologista Marcos Knobel. 18-NÃO ADIANTA TER DESFIBRILADORES EM LOCAIS PÚBLICOS PORQUE AS PESSOAS NÃO SABEM COMO USÁ-LOS?MITO: "Muitas vidas já foram salvas por causa do uso rápido desses desfibriladores", garante o cardiologista Marcos Knobel. Segundo ele, são aparelhos de uso "extremamente simples", mas para que ainda mais vidas fossem salvas, o ideal seria que toda a população recebesse algum treinamento básico em primeiros-socorros, o que incluiria aprender como usar os desfibriladores. 19- A SÍNDROME DO CORAÇÃO PARTIDO ATINGE APENAS MULHERES?MITO: apesar de 90% dos casos serem com mulheres mais velhas, alguns homens também têm este problema. Os sintomas são parecidos com infarto do miocárdio, como dor forte no peito, falta de ar e até desmaio e surgem geralmente após algum rompimento ou perda muito importante, como divórcio ou viuvez. Ninguém sabe ao certo por que a síndrome ocorre. Uma hipótese sugere que o organismo da mulher sofre uma descarga maior de adrenalina que o do homem. 20-TORCER DURANTE UMA PARTIDA DECISIVA DE FUTEBOL PODE LEVAR A UM INFARTO?PARCIALMENTE VERDADE: "Toda situação de estresse emocional pode desencadear eventos cardíacos graves, dependendo da suscetibilidade da pessoa", explica o cardiologista Adalberto Lorga Filho, presidente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac). Mas, segundo ele, é preciso levar em conta que ver futebol com os amigos e extravasar também tem seu lado positivo. Portanto, só deve evitar um jogo decisivo quem sabe que tem algum problema no coração (ou pelo menos desconfia) e não trata adequadamente. FONTE:http://noticias.uol.com.br/saude

Esse mal é a maior causa de morte súbita e pode vir sem avisar, ainda mais em rotinas desregradas. Fique ligado! Calma, você não precisa limar as baladas. Nem do verão nem da vida. Em vez de passar a noite dormindo após um jantar saudável, pode sacudir o esqueleto junto à galera ao som de festas e degustando drinques. Mas não todo dia, ou em altíssima frequência – e ainda exagerando na birita. Não tem jeito, você deve botar equilíbrio na rotina mesmo em janeiro. Do contrário, pode acabar jogando este verão, e os outros, no ralo. “Escolhas cotidianas influenciam a saúde do coração mais que genética”, diz Donald Lloyd-Jones, presidente do departamento de medicina preventiva da Universidade Northwestern (EUA). Entre os males cardíacos, a arritmia é o que mais causa morte súbita e há casos em que ela age em silêncio – ou seja, sem apresentar sintomas. Por isso, muita gente não sabe que tem o problema – e ele pode assolar pessoas de qualquer idade, com ou sem histórico familiar ou próprio de doenças cardíacas. A prevenção é o melhor caminho para evitar essa pane. Saiba mais sobre a arritmia e tire-a da sua frente. # 90% É o percentual médio de mortes súbitas causadas por arritmias cardíacas no Brasil, segundo Silas Galvão, cardiologista do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo. O que é arritmia cardíaca e Conheça os dois grandes tiposArritmia é uma alteração repetina no ritmo normal dos batimentos do coração. Quando ele fica mais rápido é taquicardia; mais lento, bradicardia. # 70 bpm é a média de batimentos por minuto considerada normal num coração em repouso. ANALISE AS CONSEGUÊNCIAS“O coração possui uma propriedade mecânica, de contração, e uma elétrica, que mantém a frequência das contrações adequada a situações de repouso e esforço físico. Um problema elétrico, a arritmia, pode levar a uma parada cardíaca repentina, à morte súbita”, explica Tasso Julio Lobo, cardiologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo. Uma modalidade de taquicardia – a Fibrilação Atrial – também causa acidente vascular cerebral (AVC). Há ainda arritmias que aparecem e não dão panes – são benignas. Mas só o médico pode dizer qual tipo você tem. COMO SABER SE VC TEM ARRITMIA?Faça exames regularmente Investigando seu organismo, você logo descobre se ele esconde ameaças. “Realize avaliações cardiológicas (eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico) e controle os índices de pressão, diabetes e colesterol regularmente”, orienta Adalberto Lorga Filho, cardiologista de São José do Rio Preto (SP) e presidente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac). Faça check-ups anuais. Ou a cada seis meses, se tem falhas nesses níveis ou histórico próprio ou familiar de doenças no coração. ATENTE AOS SINTOMAS “Nas vezes em que a arritmia dá sinais, os principais são falta de ar, dor do lado esquerdo do peito, disparos súbitos no coração, desconforto torácico, tonturas e desmaios”, diz Lorga Filho. Diante disso, vá ao médico a jato para confirmar o diagnóstico. PARA DRIBLAR ARRITMIA E COMPLICAÇÕESInvista no básico, se você não tem histórico “As principais causas de arritmia são as mesmas de problemas cardíacos em geral: diabetes, hipertensão, colesterol alto, tabagismo, obesidade e sedentarismo”, diz Lobo. “Hábitos saudáveis são a melhor ajuda que você dá ao seu coração.” Um estudo coordenado por Lloyd-Jones, da Universidade Northwestern, mostrou que 60% dos jovens que comeram direito, malharam, mantiveram o índice de massa corporal (IMC) sob controle, evitaram fumar e maneiraram na bebida alcoólica seguiram com baixo risco de doenças cardíacas pela idade adulta. Mais: uso excessivo de cafeína e drogas estimulantes também pode desregular a frequência cardíaca, assim como noites maldormidas. “Apneia do sono propicia arritmia, principalmente durante a noite”, afirma João Mansur, médico-chefe da Unidade Coronariana do Hospital Samaritano do Rio de Janeiro. Se você tem apneia, é legal fazer uma polissonografia para checar como estão os batimentos cardíacos enquanto você dorme. Arritmias provocadas por hábitos ruins dão trégua quando eles são afastados. ACEITE AJUDA, SE SEU CORAÇÃO MUDOUA arritmia acomete com mais frequência quem teve um comprometimento cardiológico – infarto, insuficiência coronariana, aterosclerose. “Isso danifica estruturas do órgão que podem originar arritmia”, diz Lorga Filho. O recado é: se sua ficha cardiológica não é limpa, você precisa de acompanhamento médico constante para se prevenir – além de, claro, manter hábitos saudáveis. ABRA O JOGO, SE SUA GENÉTICA FAVORECEHouve arritmia ou morte súbita na família? Informe o médico em detalhes. “Há casos em que a estrutura do coração é normal, mas a genética compromete a parte elétrica”, diz Lorga Filho. Você pode precisar passar por exames para identificar genes defeituosos. SE A ARRITMIA PINTAR , HÁ TRATAMENTOSvão do uso de medicamentos a técnicas complexas como… Ablação por cateterCauterização no músculo cardíaco onde ocorre o problema elétrico. É feita com um cateter introduzido pela virilha e pode ser curativa. Marca-passoÉ um aparelho implantado no peito e conectado ao coração, por cirurgia, para tratar bradicardia. Evita falhas elétricas – que o coração bata devagar demais ou chegue a parar. DesfibriladorTambém inserido no peito e conectado ao coração por operação, o aparelho trata casos graves de taquicardia e apresenta boa eficácia na reversão de quadros de parada cardíaca. ARRITMIA E ESPORTEAcabe com as quatro dúvidas mais comuns dessa relação 1. Mesmo que intenso, exercício não causa arritmia em pessoas saudáveis. 2. Durante o esporte, parada cardíaca ou morte súbita pode ocorrer se a pessoa não sabe que tem arritmia ou a subestima. 3. Há pessoas com arritmia que podem, ou devem, fazer exercício – mas apenas sob orientação médica. 4. Para casos mais graves, esporte é proibido. Mas só o médico pode dar o alerta. # 300 mil é o número aproximado de mortes súbitas que ocorrem por ano no Brasil – praticamente um caso a cada 2 minutos, segundo o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. FONTE: MENSHEALTH

Ano novo. O verão bomba. A vida também. Em janeiro, impera o clima de curtição – você quer sair mais, namorar mais, festejar mais, certo? Este também é o mês em que você esbanja vontade para emplacar melhorias no trabalho, no relacionamento, na rotina. Para fazê-las reais, já e ao longo do ano, ter boa saúde é condição indispensável. Você precisa estar com o coração forte. Por isso, tratamos de garimpar, e aqui expor, as estratégias cada vez mais certeiras que a ciência vem traçando tanto para evitar problemas como parar tratar um coração já capenga. Infarto, insuficiência coronariana, arritmia cardíaca Pesquisas aperfeiçoaram o que já se sabia sobre isso. Confira os cinco pontos-chave dessa evolução para turbinar sua saúde cardiovascular e aproveitar ao máximo este verão, o ano inteiro e todos os próximos. 1. SUA MATEMÁTICA Ponto de partida: mensure o riscoNos últimos cem anos, cientistas buscaram prever a ocorrência de doenças cardíacas usando certos números. O chamado Escore de Framinghan, por exemplo, é um algoritmo que leva em conta idade, pressão sanguínea, colesterol e outros fatores que provocam, ou agravam, problemas no coração. Some a regra moderna: amplie a equaçãoO Framinghan não considera histórico familiar, estilo de vida e índice de massa corporal (IMC). Segundo pesquisa no periódico britânico BMC Medicine, cerca de um terço das panes cardíacas acontece com pessoas consideradas de baixo risco por modelos comuns de previsão. “Framinghan é ferramente extra: não substitui dados familiares, exame clínico e avaliação isolada ou combinada de outros fatores de risco – tabagismo, sedentarismo”, diz Maranhão. Tenha hábitos saudáveis e faça check-ups todo ano. “Verifique pressão (para ver o funcionamento dos vasos sanguíneos), colesterol (o tipo LDL pode entupir artérias), triglicérides (gorduras que prejudicam artérias), glicemia (taxa de açúcar no sangue)”, recomenda. “Quem tem problemas em tais índices, ou histórico de doença cardíaca, deve fazer check-up a cada seis meses.” 2. SUA MALHAÇÃO Ponto de partida: treinos intervaladosNatação, corrida… Esportes aeróbicos são ótimos ao coração. Ainda mais com momentos de alta intensidade (você atinge 90% ou mais da sua frequência cardíaca máxima) intercalados com períodos de repouso (passivo ou ativo): isso aumenta, com o tempo, a eficiência do seu coração. Após fazer esses treinos intervalados, os participantes de um estudo publicado no International Journal of Sports Medicine melhoraram a força de contração cardíaca que impulsiona o sangue em 23%; e o volume máximo de oxigênio no pulmão (VO2 máximo), ou seja, o fôlego, em 17%. “Alguém com VO2 máximo alto tende a possuir menor risco de desenvolver doenças metabólicas e cardíacas”, diz Conrad Earnest, diretor de biologia do exercício do Centro Pennington de Pesquisa Biomédica (EUA). Exemplos de treino intervalado: nadar tiros de 100 metros e descansar 30 segundos entre eles; alternar um minuto de corrida na potência máxima com um minuto de trote. Some a regra moderna: levante pesoConquiste benefícios cardíacos adicionais pondo um programa de resistência junto da rotina aeróbica. Segundo estudo no Journal of Strength and Conditioning Research (EUA), o levantamento de peso pode melhorar o fluxo sanguíneo nas extremidades do corpo, o que reduz a carga de trabalho do coração. Na musculação, aposte no treino em circuito (fazer uma série de cada exercício em sequência sem pausas – você descansa um pouco após completar um ou mais circuitos desse), alternando grupos musculares. “Com uma atividade muscular quase contínua, você eleva a frequência cardíaca e agrega vantagens ao coração”, afirma José Kawazoe Lazzoli, cardiologista de Petrópolis (RJ) e diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE). Mais: aumentar seus músculos auxilia a diminuir o colesterol e o peso – massa magra em repouso gasta mais energia que gordura em repouso. 3. SEU ESTADO DE ESPÍRITO Ponto de partida: despache o estresseO emprego que faz você trabalhar 60 horas por semana pode mandá-lo para o topo da carreira – e também ao pronto-socorro. Segundo artigo no jornal internacional Stress, pesquisadores mediram o nível do hormônio do estresse, o cortisol, em amostras de cabelo de 56 homens já hospitalizados por ataques do coração e de 56 homens hospitalizados por outros motivos. Resultado: as vítimas de pane cardíaca tinham o nível de cortisol um terço maior. “Tensões emocionais ainda elevam a adrenalina e a noradrenalina (hormônios também ligados ao estresse), favorecendo a contração das artérias e a formação de coágulos sanguíneos”, afirma Mário Maranhão, consultor da MH. Se você anda estressado demais, considere engatar mudanças na vida. Para começar: “Tire férias de verdade, passe um tempo sem ler e-mails e invista em seus hobbies preferidos”, sugere Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo. Some a regra moderna: lime tristeza tambémPesquisadores da Universidade Washington (EUA) concluíram que ficar deprimido aumenta o risco de problemas no coração mais que a genética favorável a eles. “A depressão eleva de duas a quatro vezes a chance de ter um ataque cardíaco”, afirma Maranhão. Fazer esporte e sair com os brothers ajuda você a se livrar de uma depressão leve. Se ela for pesada, procure um terapeuta para ajudá-lo. 4. SEU CARDÁPIO Ponto de partida: coma fibrasAveia, cevada e psílio também ajudam a reduzir o nível do colesterol ruim (LDL). Cevada e aveia contêm betaglucanas, fibras solúveis que evitam que o LDL seja absorvido e vá para o sangue. O psílio, encontrado em cereais e suplementos, faz o organismo excretar mais ácido biliar – e o LDL é convertido nesse fluido digestivo. Some a regra moderna: beba tomatePessoas que beberam um copo e meio de suco de tomate e comeram duas colheres (sopa) de ketchup por dia, durante três semanas, reduziram os níveis de LDL em cerca 8,5%, segundo pesquisa no British Journal of Nutrition. Mas se ligue: escolha ketchups e sucos de tomate com baixo teor de sal, pois o sódio pode elevar a pressão sanguínea. 5. SUA MEDICAÇÃO Ponto de partida: Faça exame de sangueA prescrição de comprimidos de estatina é padrão para reduzir colesterol. Em pessoas com risco de doenças cardíacas, eles podem diminuir a chance de ataque do coração em até 30%, segundo o British Medical Journal. Para decidir se o paciente deve usar as pílulas, muitos médicos pedem o exame de sangue que mede a proteína C reativa ultrassensível: o organismo fabrica mais dela quando há inflamação, que é causada pelo acúmulo de placas nas artérias – e o colesterol pode ser o culpado disso. “Hoje, doenças crônicas – como as do coração – são consideradas doenças inflamatórias”, explica Maranhão. Portanto, esse exame de sangue também deve constar no seu check-up. Some a regra moderna: confirme na tomografiaO colesterol, no entanto, nem sempre é a única razão da inflamação. Artrite ou sinusite, por exemplo, também podem causá-la no interior do corpo. Se você tem níveis elevados de LDL e de proteína C reativa ultrassensível, cogite com seu médico fazer uma tomografia computadorizada. O exame permite ver, em detalhes, se o acúmulo de placas nas artérias é de fato o problema – e se a prescrição de estatinas é mesmo necessária. O que seu peito está dizendo*Quando ele emite estes alertas, é melhor ir ao pronto-socorro Dor agudaÉ no centro do peito e às vezes se irradia à mandíbula e aos membros superiores. Pode indicar infarto ou pericardite, inflamação da capa protetora do coração. Aperto intermitenteSensação de pressão no peito que vai e volta e piora com esforço físico. Pode ser angina – bloqueio moderado nas artérias que levam sangue ao coração. Aperto súbito e intensoDifere do anterior por ser muito mais forte – e, por vezes, vir junto a suor excessivo e náusea. Pode significar a manifestação inicial de uma doença coronária e caracterizar um infarto. Ou uma doença da aorta, refluxo, gastrite e esofagite. FONTE: MENSHEALTH

O problema afeta cada vez mais pessoas jovens. Estresse, cigarro, sedentarismo, excesso de exercício... Fuja deles! Estresse, bebida, excesso de atividade física e muita comida gordurosa (lembra o seu último fim de ano?) são causas comprovadas de problemas cardíacos. E vale ficar de olho. O Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil (DATASUS) aponta que em 2011 houve um aumento de 13% no número de internações por infarto entre jovens de 20 a 39 anos sobre o ano anterior. O último dado disponível (2007) apontava mortalidade de 73% nesses casos. Aqui, explicamos porque isso acontece e como você pode deixar o perigo longe. O infarto ocorre quando uma placa de gordura entope um vaso sanguíneo do coração. Isso faz com que células do órgão não recebam os nutrientes e o oxigênio que o sangue carrega. Então, as células morrem, o tecido necrosa e o coração não funciona como deve: perde o ritmo, até que para de vez. Essa é a maior causa de mortes no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), com 17 milhões de vítimas por ano. E não é coisa de velho! Segundo dados do Ministério da Saúde, entre janeiro e julho deste ano, 427 pessoas entre 15 e 29 anos foram internadas com problemas cardíacos. É mais de um atendimento por dia. O cardiologista Marcelo Ferraz Sampaio, do Serviço de Biologia Molecular do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo, afirma que essas informações são uma tendência mundial. “Alguns jovens abusam do cigarro, vivem estressados por causa trabalho, comem mal, muitos são obesos ou sedentários, e ainda há os que abusam de drogas, especialmente a cocaína, e anabolizantes”, diz. Mesmo que você não use nada ilegal e faça exercício regularmente, tem que cuidar do coração. “O uso de energéticos, bebidas alcoólicas ou outras substâncias estimulantes em excesso também pode elevar o risco. Elas provocam um aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Isso se deve ao aumento da liberação de hormônios que intensificam o estado de alerta (como a adrenalina). A prática de atividade física sem controle ou ficar sem o repouso adequado também contribui para o quadro”, explica Cidio Halperin, cardiologista e especialistas em arritimias, de Porto Alegre. QUANTO MENOR A IDADE,MAIOR O SUSTO… É comum ouvir que, quanto mais novo, mais perigoso ter um infarto. O problema é alarmante em qualquer idade, mas Sampaio explica que os adultos mais velhos desenvolvem mecanismos de defesa. “À medida que a veia entope, o organismo forma vasos colaterais, ou seja, novos vasinhos surgem para dar conta do fluxo de sangue”. Não é só isso. Imagine que as veias são como canos e há um aumento do calibre desse cano, a vasodilatação. “O corpo do jovem não tem essa capacidadede aumentar o diâmetro do vaso ou de criar novas passagens colaterais”, diz Sampaio. Por isso o quadro é quase sempre fatal. Então, fique de olho nos próximos itens: estes são os maiores perigos para o seu coração. CIGARRO Segundo o Ministério da Saúde, o tabagismo é o principal fator de risco de infarto nos jovens: aproximadamente 80% dos pacientes com menos de 45 anos que sofreram uma parada cardíaca fumavam. Segundo Ricardo Pavanello, supervisor de cardiologia do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, homens fumantes com idade entre 35 e 39 anos têm a probabilidade cinco vezes maior de ter um ataque cardíaco do que os não fumantes. O cigarro tem um papel grande no surgimento e maior acúmulo das placas de gordura que se depositam nas artérias. “Estudiosos americanos e australianos demonstraram que a maior causa de morte de fumantes são as doenças cardíacas e não as pulmonares”, alerta Pavanello. No estudo, foi observado que ocorreram quase 1,7 milhão de óbitos por causa cardíacas entre fumantes, contra 850 mil de câncer de pulmão. “Além disso, estudiosos japoneses descreveram que o tabagismo pode acelerar o processo de rigidez estrutural das artérias maiores do coração. Isso agrava as chances de um infarto”, completa o especialista. REFRIGERANTES Pesquisa feita pela Universidade Harvard (EUA) com 43 mil homens constatou que mesmo uma quantidade pequena de bebida (equivale a uma lata de refrigerante), quando consumida todos os dias, está associada a um aumento de 20% no risco de infartos. A explicação é que o excesso de açúcar no sangue aumenta a produção de insulina. E o hormônio causa a contração das artérias. O mesmo risco não foi percebido na pesquisa com os refrigerantes “light”, afirma Cidio Halperin. Mas isso não é uma desculpa para abusar dos refrigerantes sem açúcar. “Essas versões também contêm muito sódio. O mineral causa um aumento na pressão arterial (hipertensão), fator também relacionado a problemas no coração”, alerta Marcus Bolivar, professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Além disso, o sódio em excesso no organismo diminui a produção de ácido nítrico pelo corpo, uma das substâncias responsáveis por manter a elasticidade das artérias. ENERGÉTICOS E ÁLCOOL Quem não apela aos energéticos para agitar na balada ou quando precisa fazer hora extra no trabalho? É normal, mas não pode virar hábito. Esse tipo de bebida tem altas doses de cafeína e outros estimulantes. Essas substâncias aceleram o metabolismo e aumentam o estado de alerta, deixando o cérebro mais atento. Mas tem um lado ruim: “Energéticos também aumentam a frequência cardíaca e a pressão arterial, mesmo em repouso, o que pode agravar um problema cardíaco já existente. Sem contar que seu consumo em excesso ou constantemente atrapalha o trabalho do fígado”, explica Halperin. O álcool também causa o aumento dos batimentos e sobrecarrega o fígado. Como o órgão é responsável pelo metabolismo da gordura, se ele não funciona bem, ela não é eliminada devidamente. E você já sabe onde a banha vai parar além da pança, né? ESTRESSE Se você está sempre impaciente e irritado, o melhor a fazer é respirar fundo e relaxar. De acordo com a Sociedade de Cardiologia Americana (EUA), homens com essas características comportamentais têm duas vezes mais chances de infartar. O estudo mostrou que a raiva e a hostilidade podem estar ligadas a problemas no coração. Essas emoções negativas fazem o seu corpo liberar hormônios, como o cortisol e adrenalina. Eles aumentam a frequência cardíaca e a pressão arterial, o que pode danificar as paredes das suas artérias e fazer o seu coração trabalhar mais rápido. De acordo com o InterHeart (estudo feito com 30 mil pacientes de 52 países), estresse, ansiedade e depressão aumentam o risco de infarto em 60%. Segundo o cardiologista do HCor, em São Paulo, e co-autor do estudo, Leopoldo Piegas, a conclusão é que essas doenças psicológicas reduzem o calibre dos vasos sanguíneos. Os impactos no sistema cardiovascular também são resultado das alterações comportamentais. “As pessoas com depressão ou alto índice de ansiedade são mais propensas a consumir bebidas alcoólicas, cigarros, além de terem outros hábitos que favorecem o surgimento de doenças cardíacas”, explica. PRIMEIROS SOCORROS Segundo Marcello Ferraz Sampaio, caso alguém apresente os sintomas de infarto e passe mal, a primeira coisa a fazer é deixar a vítima deitada, pois ela pode eventualmente desmaiar. “Você deve afrouxar toda a roupa da pessoa, tirar gravata, blusa apertada, etc. Depois levante a cabeça dela, para que fique em uma posição de quase 90 graus. Não se deve dar nenhuma medicação nem alimento com água, pois ela pode vomitar”. Feito isso, é urgente que se chame o resgate. O médico afirma que o socorro precisa ser muito rápido. “Quanto mais cedo o atendimento for feito, maiores as chances de recuperação”, alerta. SINTOMAS Sentiu dor no peito? Dificuldade para respirar ou enjoo? Pode ser um infarto. Saiba quais são os sinais de perigo iminente “Entre os sintomas mais conhecidos está a dor no peito. Mas ele não é o único a qual você deve prestar atenção. Outros sinais menos óbvios podem surgir, como dor no estômago, formigamento na mão ou no braço”, explica Marcelo Ferraz Sampaio, cardiologista e responsável pelo Serviço de Biologia Molecular do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo. Abaixo, ele enumera os sinais de alerta máximo, que podem aparecer sozinhos ou todos juntos. 1) Desconforto no peito Na maioria dos casos de ataques cardíacos as pessoas sentem desconforto no centro do peito que dura alguns minutos, ou vai e volta. Pode ser uma sensação de pressão intensa – como se alguém estivesse espremendo ou empurrando a região – de dor aguda e intermitente ou de estufamento. Fique alerta: se esse incomodo não passar em até vinte minutos, procure um médico. 2) Desconforto em outras áreas Já ouviu falar da famosa dor no braço? Ela é mesmo um sinal. Infartos podem causar formigamento intenso nos braços (pode ser em apenas um, ou nos dois), nas costas, no pescoço, na mandíbula ou no estômago. 3) Respiração alterada O ataque cardíaco também tem sintomas indolores. Se estiver fazendo alguma atividade física, preste atenção caso sinta dificuldade repentina em respirar fundo. Também se a respiração ficar alterada em repouso. 4) Outros sinais Fique atento se o incômodo no peito estiver acompanhado de suor frio, náusea, enjoo, vômito, sensação de cansaço, fraqueza e tontura.

Em sua habitual caminhada de dez minutos até a estação de metrô, a britânica Rachel Boothroyd começou a sentir, de repente, dores esmagadoras em seu peito, garganta e braços. Então com 37 anos, ela não tinha nenhuma razão para suspeitar de nada sério. Rachel era magra, comia de forma saudável, se exercitava, não fumava e nem tinha histórico familiar de doença cardíaca. Mas, ao longo dos próximos meses, a dor voltou, tornando-se cada vez mais intensa. “Eu me lembro de estar andando um dia, cerca de sete semanas após as dores começarem, e meu peito estava insuportável. Eu não conseguia respirar e suava em bicas”, conta. Depois de alguns meses de aguentar as dores no peito, Rachel resolveu ir ao médico. Este, apenas de “olhar para ela”, lhe disse que seu coração estava bem. Como ela tinha plano de saúde privado, foi encaminhada a um cardiologista “por precaução”. Rachel ficou chocada quando os testes mostraram que ela tinha uma doença cardíaca coronária, na qual uma placa se acumulava no interior das suas artérias, restringindo o fluxo de sangue para seu coração. Uma de suas principais artérias estava 99% bloqueada, e o cardiologista – que também tinha inicialmente tranquilizado-a, dizendo que seu coração estava bem – disse que ela poderia ter tido um enorme e provavelmente fatal ataque cardíaco dentro de dias. No mesmo momento, ela passou por uma cirurgia que inseriu um stent (um tubo de metal minúsculo) na sua artéria para mantê-la aberta. Isso aliviou sua dor instantaneamente. “O diagnóstico foi um choque completo porque, como uma mulher, eu sempre acreditei que eu não estava em risco”, disse Rachel. “Mulher não tem ataque cardíaco” Muitas mulheres (e até mesmo alguns médicos) não levam a sério a doença cardíaca na população feminina, vendo-a como um “problema masculino”. Mas, de acordo com dados publicados recentemente, só no Reino Unido existem 710 mil mulheres com idade entre 16 a 44 anos com doença cardíaca, em comparação com 570.000 homens da mesma idade. A título de comparação, doença cardíaca coronária mata três vezes mais mulheres do que câncer de mama. É a maior causa de morte de ambos os sexos no mundo todo. No Brasil, as doenças cardiovasculares são responsáveis por 29,4% de todas as mortes registradas em um ano. 60% dessas vítimas são homens – mas grandes 40% são mulheres. Um estudo de 1990 a 2009 descobriu que o risco de morte por doenças cardíacas no Brasil é, apesar de bem parecido, maior para mulheres, com média de 23,35% para eles, e 29,5% para elas. Apesar disso, de acordo com a Fundação do Coração Britânica, as mulheres são mais propensas a ignorar os sintomas de um ataque cardíaco e não procurar ajuda. “As mulheres são tão vulneráveis quanto os homens a doenças cardíacas, mas muitas vezes se recusam a reconhecer esse risco”, explica a Dra. Jane Flint, cardiologista. “Mulheres de meia idade estão sob grande pressão para cuidar dos pais idosos e das crianças, por isso não se colocam em primeiro lugar”. Há também a percepção geral de que essa é uma “doença de homem” – a imagem estereotipada de um cara acima do peso e fumante vem a cabeça de muita gente quando pensamos em “infarto”, por exemplo. FATORES DE RISCO VARIADOSEmbora seja verdade que o excesso de peso e o tabaco sejam fatores de risco para doenças cardíacas, existem outros, talvez menos conhecidos, incluindo a falta de exercício, histórico familiar de doença cardíaca e estresse. O estresse desencadeia a produção de hormônios como cortisol e adrenalina, o que torna o sangue espesso e mais propenso a coagular. Eles também inflamam o revestimento das artérias, o que produz um depósito viscoso espesso nelas, que, ao longo de muitos anos, pode combinar com colesterol, gordura e cálcio para formar uma placa. A inflamação também pode tornar o revestimento das artérias mais estreito, reduzindo assim o fluxo sanguíneo ao coração. Muitas vezes é uma combinação de fatores que leva a um ataque cardíaco. “A dor no peito de Rachel era um sintoma típico, mas ela era uma jovem mulher sem fatores de risco aparentes, por isso ignorou o sinal”, afirma a Dra. Flint. Quando as dores começaram, Rachel era sócia de um escritório de advocacia. Ela estava trabalhando em um grande negócio e sempre adiava uma consulta médica. “Eu tentei adaptar a minha vida às dores”, conta Rachel. A dor no peito (ou angina) é um sintoma típico de doenças do coração e é normalmente desencadeada por estresse ou esforço. Normalmente, concentra-se no lado esquerdo do corpo, como no braço esquerdo, o mesmo lado do coração. Os sintomas tendem a durar poucos minutos, mas, se a dor não passar 20 minutos após administração de um tratamento, o paciente está, provavelmente, sofrendo um ataque cardíaco. TIVE UM INFARTE E NÃO PERCEBIA angina nem sempre é grave e algumas pessoas podem experimentá-la como um ligeiro aperto no peito, formigamento e dormência nas mãos e nos dedos, ou dor no maxilar e pescoço. “Algumas pessoas podem apenas ficar sem fôlego, por isso é importante investigar qualquer tolerância ao exercício reduzida”, explica a Dra. Flint. De fato, um estudo americano recente envolvendo 1,4 milhão de pacientes descobriu que 10% mais mulheres do que homens não experimentam a dor no peito no meio de um ataque de coração – a diferença foi maior em mulheres com menos de 55 anos. Jovens mulheres que sofrem de doenças cardíacas podem ter falta de ar, o que não é doloroso e, portanto, não exige atenção imediata, ou tontura e palpitações. A preocupação maior, no entanto, é que mulheres em seus 20, 30 ou 40 anos que se queixam de dores no peito, como Rachel, não sejam levadas a sério por seus médicos. “É um mito que a doença coronariana não acontece com pacientes mais jovens”, diz o Dr. Rajay Narain. “Médicos devem avaliar os fatores de risco, que estão presentes em até 95% dos casos de doenças cardíacas”. DIAGNOSTICADA E MAL TRATADAPior é quando os especialistas não tratam corretamente mulheres. Com Rachel, os médicos desconsideraram, por exemplo, o fato de que ainda menstruava. Durante um ano após seu stent ser inserido, ela tomou medicamentos para parar a coagulação do seu sangue. Isso levou a períodos de menstruação pesados e ela desenvolveu anemia por perda de sangue. A deficiência fez com que ficasse muito fraca para lutar contra tosses e resfriados, e ela acabou no hospital. Lá, os médicos descobriram que os níveis de ferro de Rachel eram um terço do que deveriam ser, e ela precisava de uma transfusão de sangue. “Ninguém pensou que eu poderia precisar de tratamento diferente, porque sou uma mulher jovem. Eu não fui aconselhada a tomar comprimidos de ferro, por exemplo, o que teria ajudado”, conta. Eventualmente, a doença lhe deu coragem para fazer mudanças. Ela largou seu emprego estressante, e se mudou de Londres a York, um ambiente mais calmo. O desejo de Rachel é que as mulheres comecem a ver a doença cardíaca de forma diferente. “Lutar com a dor pode ser parte da cultura feminina, tanto que muitas vezes não escutamos nossos corpos. Você não iria ignorar um nódulo em seu peito, por isso não ignore sinais de doença cardíaca”, recomenda. FONTE: DailyMail, SaudeBrasil, Scielo

Um estudo feito entre os anos 1966 e 1973, o “Sydney Diet Heart Study”, concluiu que o consumo de ácidos graxos poli-insaturados (AGPI) como o ômega-3 encontrado em peixes e o ômega-6, como o ácido linoleico, protegiam o coração. Neste estudo, 458 homens com idade entre 30 e 59 anos, todos com um histórico de doenças cardíacas (a maioria sobrevivente de um ataque cardíaco), foram divididos em dois grupos. O primeiro grupo devia consumir ácido linoleico numa quantia equivalente a 15% do consumo calórico, o que é mais ou menos o dobro do consumo normal atual. O consumo de ômega-3 não foi afetado, mas foi solicitado aos participantes que limitassem a ingestão de gordura saturada a menos de 10% da dieta. O segundo grupo seguiu sua dieta normal. Aos dois grupos, foi pedido que mantivessem um registro diário do que estavam comendo, e que fizessem exames regulares. Agora, uma nova pesquisa dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, dos EUA) fez uma reanálise dos dados do estudo original. Além de ter informações novas sobre os efeitos das gorduras poli-insaturadas, novas ferramentas de análise estatística foram usadas, e até dados que haviam sido originalmente deixados de fora foram incluídos na nova análise. A conclusão foi que o grupo que consumia o ácido linoleico tinha o risco de morte aumentado, tanto de doenças cardíacas como outras condições. Segundo os pesquisadores, o estudo tem que ser olhado com cuidado, e não serve de recomendação de dieta. Um dos motivos é que ele focou em um grupo específico de pessoas: homens de meia-idade com histórico de doenças cardíacas. Outro é que o procedimento usado foi aumentar o consumo do ácido linoleico além do recomendado pela Associação Americana do Coração (AAC) e em pelo menos o dobro do consumo normal. A AAC já apontou que não vai mudar suas recomendações de consumo de ômega-6. De qualquer forma, o resultado da nova análise sugere que mais estudos devem ser feitos, com pessoas de outros grupos, para verificar se a conclusão se sustenta. FONTE: WebMD

Alerta para quem gosta de energéticos: um estudo do Hospital Mount Sinai, nos Estados Unidos, diz que o consumo frequente de 250 mililitros desse tipo de bebida induz coágulos nos vasos sanguíneos. Na opinião do cardiologista Nabil Ghorayeb, do Hospital do Coração, em São Paulo, o perigo existe para os que exageram na ingestão de energéticos. "Eles têm alta concentração de taurina, substância que estimula o cérebro, aumenta as contrações cardíacas e danifica os vasos", explica. Ghorayeb avisa que a combinação com o álcool acelera mais o coração. "E, com a mistura, a pessoa bebe mais sem sentir, aumentando o risco cardiovascular. Fonte Revista SAÚDE

Assuntos do coração são discutidos na sociedade há muito tempo, não só por médicos e profissionais da saúde, mas também por escritores literários. Existem livros inteiros dedicados a ele e a, principalmente, o amor. Cada vez mais temos a certeza de que o coração é complexo; sem ele não podemos viver nem amar. Aproveite então para conhecer um pouco dos mistérios dessa máquina incrível da qual você depende totalmente: 10) SEX APPEALUm estudo descobriu que ter um orgasmo pelo menos três vezes por semana corta pela metade a probabilidade de morte por doença cardíaca coronária. Além disso, o sexo pode ser uma ginástica e tanto. Estima-se que uma sessão de sexo vigoroso pode dobrar a ritmo do coração e queimar cerca de 200 calorias, ou o equivalente a uma corrida de 15 minutos. Assim, permanecer na cama pode ser exatamente o que o médico pediu. 9) CORAÇÃO FEMININO
Durante décadas, doenças cardíacas e ataques do coração foram vistos como uma doença do homem, mas isso está longe da verdade. Doenças do coração matam 500 mil mulheres norte-americanas a cada ano, contra 50 mil homens. Outra diferença entre os sexos: mulheres não tendem a ter um ataque cardíaco padrão hollywoodiano em que a dor no peito lhe faz cair ao chão. Em vez disso, as mulheres relataram aperto, dor ou pressão no coração, além de outros sintomas como náuseas, dores nas costas e na mandíbula. 8 ) REMENDO NO CORAÇÃO
Um coração partido pode ser doloroso o suficiente para lhe fazer desejar um kit de reparação. Essa opção pode se tornar realidade um dia. Cientistas estão estudando a salamandra vermelha manchada para desenvolver terapias celulares para seres humanos com corações fisicamente danificados. Este anfíbio pode “renascer” suas células, como se elas fossem células-tronco, a fim de construir um novo músculo para o coração. Em outro estudo, cientistas projetaram um coração que bate a partir de células-tronco embrionárias em laboratório. 7) DE CORAÇÃO PARA CORAÇÃO
Um olhar aparentemente tímido de um cachorro ou uma carícia de seu gato pode fazer você imaginar se seu animal de estimação pode se comunicar com você. Um estudo recente adiciona os cavalos na lista de animais sensíveis emocionalmente. Uma cientista verificou que o ritmo do coração de um cavalo reflete os seres humanos que os tocam. O detector de emoção do cavalo poderá um dia substituir os métodos utilizados para mensurar hormônios do stress em pacientes. 6) CORAÇÃO GRANDE
Algumas pessoas realmente têm corações maiores do que outros – e não tem nada a ver com o ditado “em coração de mãe sempre cabe mais um”. Ao invés de ser um sinal de afeto, o coração dilatado pode indicar doença cardíaca. O tipo mais comum, chamada cardiomiopatia dilatada, ocorre quando as câmaras do coração estendem e ampliam. A doença pode privar os órgãos do corpo de sangue suficiente. Se não for tratado, um coração grande pode levar à insuficiência cardíaca. 5) RIR FAZ BEM PRO CORAÇÃO
Uma gargalhada do tipo que lhe faz escorrer lágrimas pode fazer com que o revestimento das paredes dos seus vasos sanguíneos, chamado endotélio, relaxe, aumentando o fluxo de sangue por até 45 minutos após o ataque de riso. Porém, danos ao endotélio podem levar ao estreitamento dos vasos sanguíneos e, eventualmente, doenças cardiovasculares. Isso não é motivo para rir. 4) BEBIDA PARA O CORAÇÃO
Um copo de Merlot pode ir direto ao coração, segundo pesquisas. E isso também vale para a variedade branca. Os cientistas atribuem benefícios ao coração à pele da uva, repleta de certos antioxidantes. Desde que é a pele arroxeada que é removida para fazer Chardonnays, muitos cientistas assumiram que o vinho branco provavelmente não faria qualquer bom ao coração, mas um experimento com ratos de laboratório mostrou que a polpa de uva esconde compostos cardio protetores que rivalizam com os encontrados em vinhos tintos. Tinto ou branco? Basta seguir seu coração. 3) PODEROSA BOMBA
Em menos de um minuto, seu coração pode bombear sangue para todas as células do seu corpo. E ao longo de um dia, cerca de 100.000 batimentos cardíacos bombeiam 2.000 litros de sangue rico em oxigênio, muitas vezes através de cerca de 96 mil quilômetros de ramificação de vasos sanguíneos que ligam as células dos nossos órgãos e partes do corpo. Trabalho pesado para um músculo do tamanho de um punho, não? 2) CORAÇÃO PARTIDO
Segundo uma pesquisa, um rompimento com alguém querido ou a notícia de uma morte na família pode, literalmente, levar a corações partidos, sob a forma de maior risco de ataque cardíaco. Esse trauma também pode desencadear a liberação de hormônios do estresse na corrente sanguínea que temporariamente atordoam o coração. Os sintomas resultantes imitam aqueles de um ataque cardíaco – dores no peito e falta de ar – mas deste tipo de dores no coração você pode se recuperar em alguns dias. 1) SINAL DE AMOR
Pesando cerca de 283 gramas, o músculo cheio de sangue chamado de coração se tornou o símbolo universal do amor. Os gregos acreditavam que o coração era a sede do espírito; os chineses o associaram ao centro de felicidade e os egípcios acreditavam que as emoções e o intelecto surgiram a partir do coração. Ninguém sabe ao certo a origem exata da associação do coração ao amor, no entanto. Uma ideia é que o coração tenha adquirido sua marca de “amor” na antiga cidade grega de Cirene, na Líbia. A colônia era conhecida por uma planta chamada Silphium, com casca de semente em forma de coração. A Silphium tinha propriedades medicinais, e possivelmente também foi utilizada como um contraceptivo de ervas. FONTE: [LiveScience]

Como Conquistar um Homem