1-DOENÇAS DO CORAÇÃO MATAM MAIS HOMENS QUE MULHERES? MITO: embora entre a população mais jovem a mortalidade seja maior entre os homens, as mulheres perdem a sua "vantagem" com o passar do tempo. Na faixa etária a partir dos 70 anos, são as mulheres as principais vítimas. "Os hormônios femininos protegem as mulheres até a menopausa. Depois disso e com o avançar da idade, a mortalidade feminina sobe", afirma o presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), Carlos Costa Magalhães. 2-OBESOS TÊM MAIS PROBLEMAS NO CORAÇÃO?VERDADE: a obesidade é um fator de risco para problemas cardíacos, sobretudo porque predispõe a pessoa a ter pressão alta, colesterol elevado e diabetes. "É o que chamamos hoje de síndrome metabólica. Pessoas com excesso de peso e algum desses outros fatores têm mais chance de sofrer um infarto ou derrame", diz o cardiologista Carlos Costa Magalhães. 3-PESSOAS QUE PRATICAM EXERCÍCIOS COM FREGUÊNCIA ESTÃO LIVRES DESTES PROBLEMAS ?MITO: atividades físicas são ótimas para proteger o sistema cardiocirculatório, mas não dá para se dizer que a proteção é 100%. "Ao fazer exercício, o corpo libera óxido nítrico, substância que atua relaxando as paredes das artérias", explica o cardiologista Carlos Costa Magalhães. O médico lembra ainda que, no momento que parou de praticar, a proteção acaba. Ou seja, ninguém fica com créditos acumulados por ter sido um atleta por 30 anos. 4-SEDENTÁRIOS, DESDE QUE NÃO OBESOS OU FUMANTES, ESTÃO LIVRES DESTES PROBLEMAS? MITO: não dá para falar que um sedentário está livre de problemas do coração, pois alguém que faz atividades físicas regularmente tem ainda menos chances. Mas é verdade que, para doenças cardíacas, o sedentarismo não é tão grave como obesidade, hipertensão, colesterol alto, diabetes e fumo, garante o cardiologista Carlos Costa Magalhães. "Só o sedentarismo faz menos mal", diz. 5-CIGARRO NÃO FAZ AO CORAÇÃO? MITO: o tabaco é sim um fator de alto risco para o sistema cardiocirculatório, garante o cardiologista Carlos Costa Magalhães. "O fumo agride a parede das artérias, causando um problema chamado de arteriosclerose, e também promove a formação de trombos, que podem entupir algum vaso", explica o médico. O risco vale até para os fumantes passivos. Segundo o cardiologista, encontrar um idoso que fumou a vida inteira e não tem problemas é algo raro, como ganhar na loteria. 6-PESSOAS SEM NENHUM FATOR DE RISCO PODEM TER PROBLEMAS DE CORAÇÃO?VERDADE: é raro, mas pode acontecer de alguém sem nenhum fator de risco sofrer um infarto ou derrame. "Mas o mais comum é a pessoa não ter conhecimento de que possui algum problema", afirma o cardiologista Carlos Costa Magalhães. Isso acontece porque pressão alta, colesterol elevado e diabetes podem ser assintomáticos durante muito tempo. Só mesmo exames clínicos e laboratoriais podem detectar cedo esses problemas. 7-CAFÉ FAZ MAL PARA O CORAÇÃO? MITO: embora algumas pessoas possam sentir palpitações ao ingerir grande quantidade de cafeína, que é um estimulante, não há nenhuma evidência científica indicando que ele prejudica o coração, afirma o cardiologista Carlos Costa Magalhães. "A cafeína é um estimulante e, talvez, em algumas pessoas, possa contribuir para que algum sintoma já existente apareça. Mas ela não vai provocar nenhum problema", diz. 8-QUEM GUARDA MUITO AS EMOÇÕES, QUALQUER HORA PODE TER UM INFARTO? MITO: deixar um problema emocional mal resolvido pode provocar um estresse, e o estresse é um fator de risco para infartos. "Mas não dá para dizer que aquela pessoa que grita, que explode, tem vantagem sobre as que não se expõem", pondera o cardiologista Carlos Costa Magalhães. O conselho é, portanto, resolver suas questões emocionais e nem sempre elas se resolvem no grito. 9-TER UMA VIDA CUJO RITMO SEJA CALMO REDUZ A CHANCE DE TER PROBLEMAS?VERDADE: a tensão, a pressa constante, a competição no mercado de trabalho, a falta de segurança, e tudo que possa provocar estresse contribuiu também para piorar a saúde do coração. "O estresse tem várias repercussões: uma pessoa estressada fuma mais, come mal. Ele também pode ser um gatilho para um aumento de pressão", diz o cardiologista Carlos Costa Magalhães. Se não dá para voltar ao ritmo de vida que a população tinha há 30, 40 anos, é preciso encontrar formas de compensação do ritmo agitado, como fazer exercícios, reservar algum tempo para o lazer, para relaxar. 10-TOSSIR AJUDA O INFARTADO?MITO: no momento da tosse, a pressão intratorácica aumenta, mas isso não traz qualquer benefício para quem está enfartando. Portanto, não existe nenhuma recomendação médica nesse sentido. Quem suspeitar que esteja sofrendo um infarto deve se dirigir a um hospital e, caso não tenha alergias, pode tomar uma aspirina. 11-FAZER CHECK-UPS ANUAIS É SUFICIENTE PRA EVITAR SURPRESAS? VERDADE: homens e mulheres a partir dos 30 anos deveriam fazer exames anualmente para verificar como está a saúde do sistema cardiocirculatório. Se for encontrado algum fator de risco, como glicose elevada e, pressão alta, talvez a pessoa precise de um acompanhamento em intervalos menores, segundo a recomendação do cardiologista. "Varia um pouco de caso a caso, mas, na média, uma vez por ano está bom. Mesmo uma pessoa que não apresente nada preocupante, não dá para esperar quatro, cinco anos para fazer novos exames", diz o cardiologista Carlos Costa Magalhães. 12-PROBLEMAS PARA DORMIR AUMENTAM A CHANCE DE SE TER UM INFARTO?PARCIALMENTE VERDADE: não é qualquer problema de sono, como insônia e roncos, que predispõe a infartos. Apenas a apneia do sono, quando a pessoa tem a respiração interrompida por ao menos dez segundos, está associada a riscos mais elevados de infarto, especialmente de madrugada e pela manhã, segundo o cardiologista Carlos Costa Magalhães. Em geral, sofre com a apneia quem está acima do peso, então a melhor receita para melhorar o sono e diminuir os riscos de problemas cardíacos é emagrecer e fazer exercícios físicos. 13-ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL EVITA PROBLEMAS NO CORAÇÃO?VERDADE: indiretamente, uma dieta saudável também ajuda o coração a ficar mais saudável. "No decorrer dos anos, uma pessoa que consome muito sal pode ficar hipertensa; quem sempre come fritura pode ter colesterol alto, quem usa açúcar em excesso pode desenvolver diabetes", diz o Marcos Knobel, cardiologista do Hospital Albert Einstein. Hipertensão, colesterol alto e diabetes são fatores de risco para problemas do coração. 14-TOMAR UMA ASPIRINA AJUDA QUEM ESTIVER ENFARTANDO?VERDADE: "A aspirina é uma medida simples e extremamente importante para diminuir o risco de morte durante um infarto", afirma o cardiologista Marcos Knobel. Entretanto, não há uma recomendação oficial de organizações médicas para que se tome em casa, porque os sintomas de infarto podem facilmente ser confundidos com problemas gástricos. 15-QUEM TEM SOPRO OU ARRITMIA NÃO PODE PRATICAR ESPORTES?MITO: é comum que pacientes com sopro ou arritmia possam fazer atividades físicas normalmente. O impedimento vale só para casos graves. "O sopro é uma manifestação clínica e só um cardiologista pode avaliar o que ela significa, se é uma alteração importante no coração ou um evento sem consequências. O mesmo vale para a arritmia", explica o cardiologista Marcos Knobel. 16-UMA PESSOA PODE ENFARTAR E NÃO PERCEBER?VERDADE: segundo uma pesquisa do Datafolha e da Sociedade Brasileira de Cardiologia com pessoas que já sofreram infarto, apenas 2% souberam reconhecer os sintomas do problema. "O mais clássico é um aperto no lado esquerdo do peito, que pode se irradiar para o braço, mandíbula e pescoço. Mas os sintomas podem ser muito variados", explica o cardiologista Marcos Knobel. Portanto, em especial para quem tem fatores de risco, todo novo indício deve ser encarado com muita seriedade; o conselho dos especialistas é procurar ajuda médica o quanto antes. 17-QUEM TEM MARCA-PASSO PRECISA DE CIRURGIAS REGULARES PARA TROCAR BATERIA? VERDADE: um marca-passo tem uma vida útil média de 10 anos. Com acompanhamento médico é possível saber quando está na hora de trocar as baterias. "Mas em geral é um procedimento bem simples, que se faz com anestesia local e apenas um dia de internação", informa o cardiologista Marcos Knobel. 18-NÃO ADIANTA TER DESFIBRILADORES EM LOCAIS PÚBLICOS PORQUE AS PESSOAS NÃO SABEM COMO USÁ-LOS?MITO: "Muitas vidas já foram salvas por causa do uso rápido desses desfibriladores", garante o cardiologista Marcos Knobel. Segundo ele, são aparelhos de uso "extremamente simples", mas para que ainda mais vidas fossem salvas, o ideal seria que toda a população recebesse algum treinamento básico em primeiros-socorros, o que incluiria aprender como usar os desfibriladores. 19- A SÍNDROME DO CORAÇÃO PARTIDO ATINGE APENAS MULHERES?MITO: apesar de 90% dos casos serem com mulheres mais velhas, alguns homens também têm este problema. Os sintomas são parecidos com infarto do miocárdio, como dor forte no peito, falta de ar e até desmaio e surgem geralmente após algum rompimento ou perda muito importante, como divórcio ou viuvez. Ninguém sabe ao certo por que a síndrome ocorre. Uma hipótese sugere que o organismo da mulher sofre uma descarga maior de adrenalina que o do homem. 20-TORCER DURANTE UMA PARTIDA DECISIVA DE FUTEBOL PODE LEVAR A UM INFARTO?PARCIALMENTE VERDADE: "Toda situação de estresse emocional pode desencadear eventos cardíacos graves, dependendo da suscetibilidade da pessoa", explica o cardiologista Adalberto Lorga Filho, presidente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac). Mas, segundo ele, é preciso levar em conta que ver futebol com os amigos e extravasar também tem seu lado positivo. Portanto, só deve evitar um jogo decisivo quem sabe que tem algum problema no coração (ou pelo menos desconfia) e não trata adequadamente. FONTE:http://noticias.uol.com.br/saude
Esse mal é a maior causa de morte súbita e pode vir sem avisar, ainda mais em rotinas desregradas. Fique ligado! Calma, você não precisa limar as baladas. Nem do verão nem da vida. Em vez de passar a noite dormindo após um jantar saudável, pode sacudir o esqueleto junto à galera ao som de festas e degustando drinques. Mas não todo dia, ou em altíssima frequência – e ainda exagerando na birita. Não tem jeito, você deve botar equilíbrio na rotina mesmo em janeiro. Do contrário, pode acabar jogando este verão, e os outros, no ralo. “Escolhas cotidianas influenciam a saúde do coração mais que genética”, diz Donald Lloyd-Jones, presidente do departamento de medicina preventiva da Universidade Northwestern (EUA). Entre os males cardíacos, a arritmia é o que mais causa morte súbita e há casos em que ela age em silêncio – ou seja, sem apresentar sintomas. Por isso, muita gente não sabe que tem o problema – e ele pode assolar pessoas de qualquer idade, com ou sem histórico familiar ou próprio de doenças cardíacas. A prevenção é o melhor caminho para evitar essa pane. Saiba mais sobre a arritmia e tire-a da sua frente. # 90% É o percentual médio de mortes súbitas causadas por arritmias cardíacas no Brasil, segundo Silas Galvão, cardiologista do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo. O que é arritmia cardíaca e Conheça os dois grandes tiposArritmia é uma alteração repetina no ritmo normal dos batimentos do coração. Quando ele fica mais rápido é taquicardia; mais lento, bradicardia. # 70 bpm é a média de batimentos por minuto considerada normal num coração em repouso. ANALISE AS CONSEGUÊNCIAS“O coração possui uma propriedade mecânica, de contração, e uma elétrica, que mantém a frequência das contrações adequada a situações de repouso e esforço físico. Um problema elétrico, a arritmia, pode levar a uma parada cardíaca repentina, à morte súbita”, explica Tasso Julio Lobo, cardiologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo. Uma modalidade de taquicardia – a Fibrilação Atrial – também causa acidente vascular cerebral (AVC). Há ainda arritmias que aparecem e não dão panes – são benignas. Mas só o médico pode dizer qual tipo você tem. COMO SABER SE VC TEM ARRITMIA?Faça exames regularmente Investigando seu organismo, você logo descobre se ele esconde ameaças. “Realize avaliações cardiológicas (eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico) e controle os índices de pressão, diabetes e colesterol regularmente”, orienta Adalberto Lorga Filho, cardiologista de São José do Rio Preto (SP) e presidente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac). Faça check-ups anuais. Ou a cada seis meses, se tem falhas nesses níveis ou histórico próprio ou familiar de doenças no coração. ATENTE AOS SINTOMAS “Nas vezes em que a arritmia dá sinais, os principais são falta de ar, dor do lado esquerdo do peito, disparos súbitos no coração, desconforto torácico, tonturas e desmaios”, diz Lorga Filho. Diante disso, vá ao médico a jato para confirmar o diagnóstico. PARA DRIBLAR ARRITMIA E COMPLICAÇÕESInvista no básico, se você não tem histórico “As principais causas de arritmia são as mesmas de problemas cardíacos em geral: diabetes, hipertensão, colesterol alto, tabagismo, obesidade e sedentarismo”, diz Lobo. “Hábitos saudáveis são a melhor ajuda que você dá ao seu coração.” Um estudo coordenado por Lloyd-Jones, da Universidade Northwestern, mostrou que 60% dos jovens que comeram direito, malharam, mantiveram o índice de massa corporal (IMC) sob controle, evitaram fumar e maneiraram na bebida alcoólica seguiram com baixo risco de doenças cardíacas pela idade adulta. Mais: uso excessivo de cafeína e drogas estimulantes também pode desregular a frequência cardíaca, assim como noites maldormidas. “Apneia do sono propicia arritmia, principalmente durante a noite”, afirma João Mansur, médico-chefe da Unidade Coronariana do Hospital Samaritano do Rio de Janeiro. Se você tem apneia, é legal fazer uma polissonografia para checar como estão os batimentos cardíacos enquanto você dorme. Arritmias provocadas por hábitos ruins dão trégua quando eles são afastados. ACEITE AJUDA, SE SEU CORAÇÃO MUDOUA arritmia acomete com mais frequência quem teve um comprometimento cardiológico – infarto, insuficiência coronariana, aterosclerose. “Isso danifica estruturas do órgão que podem originar arritmia”, diz Lorga Filho. O recado é: se sua ficha cardiológica não é limpa, você precisa de acompanhamento médico constante para se prevenir – além de, claro, manter hábitos saudáveis. ABRA O JOGO, SE SUA GENÉTICA FAVORECEHouve arritmia ou morte súbita na família? Informe o médico em detalhes. “Há casos em que a estrutura do coração é normal, mas a genética compromete a parte elétrica”, diz Lorga Filho. Você pode precisar passar por exames para identificar genes defeituosos. SE A ARRITMIA PINTAR , HÁ TRATAMENTOSvão do uso de medicamentos a técnicas complexas como… Ablação por cateterCauterização no músculo cardíaco onde ocorre o problema elétrico. É feita com um cateter introduzido pela virilha e pode ser curativa. Marca-passoÉ um aparelho implantado no peito e conectado ao coração, por cirurgia, para tratar bradicardia. Evita falhas elétricas – que o coração bata devagar demais ou chegue a parar. DesfibriladorTambém inserido no peito e conectado ao coração por operação, o aparelho trata casos graves de taquicardia e apresenta boa eficácia na reversão de quadros de parada cardíaca. ARRITMIA E ESPORTEAcabe com as quatro dúvidas mais comuns dessa relação 1. Mesmo que intenso, exercício não causa arritmia em pessoas saudáveis. 2. Durante o esporte, parada cardíaca ou morte súbita pode ocorrer se a pessoa não sabe que tem arritmia ou a subestima. 3. Há pessoas com arritmia que podem, ou devem, fazer exercício – mas apenas sob orientação médica. 4. Para casos mais graves, esporte é proibido. Mas só o médico pode dar o alerta. # 300 mil é o número aproximado de mortes súbitas que ocorrem por ano no Brasil – praticamente um caso a cada 2 minutos, segundo o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. FONTE: MENSHEALTH
Em sua habitual caminhada de dez minutos até a estação de metrô, a britânica Rachel Boothroyd começou a sentir, de repente, dores esmagadoras em seu peito, garganta e braços. Então com 37 anos, ela não tinha nenhuma razão para suspeitar de nada sério. Rachel era magra, comia de forma saudável, se exercitava, não fumava e nem tinha histórico familiar de doença cardíaca. Mas, ao longo dos próximos meses, a dor voltou, tornando-se cada vez mais intensa. “Eu me lembro de estar andando um dia, cerca de sete semanas após as dores começarem, e meu peito estava insuportável. Eu não conseguia respirar e suava em bicas”, conta. Depois de alguns meses de aguentar as dores no peito, Rachel resolveu ir ao médico. Este, apenas de “olhar para ela”, lhe disse que seu coração estava bem. Como ela tinha plano de saúde privado, foi encaminhada a um cardiologista “por precaução”. Rachel ficou chocada quando os testes mostraram que ela tinha uma doença cardíaca coronária, na qual uma placa se acumulava no interior das suas artérias, restringindo o fluxo de sangue para seu coração. Uma de suas principais artérias estava 99% bloqueada, e o cardiologista – que também tinha inicialmente tranquilizado-a, dizendo que seu coração estava bem – disse que ela poderia ter tido um enorme e provavelmente fatal ataque cardíaco dentro de dias. No mesmo momento, ela passou por uma cirurgia que inseriu um stent (um tubo de metal minúsculo) na sua artéria para mantê-la aberta. Isso aliviou sua dor instantaneamente. “O diagnóstico foi um choque completo porque, como uma mulher, eu sempre acreditei que eu não estava em risco”, disse Rachel. “Mulher não tem ataque cardíaco” Muitas mulheres (e até mesmo alguns médicos) não levam a sério a doença cardíaca na população feminina, vendo-a como um “problema masculino”. Mas, de acordo com dados publicados recentemente, só no Reino Unido existem 710 mil mulheres com idade entre 16 a 44 anos com doença cardíaca, em comparação com 570.000 homens da mesma idade. A título de comparação, doença cardíaca coronária mata três vezes mais mulheres do que câncer de mama. É a maior causa de morte de ambos os sexos no mundo todo. No Brasil, as doenças cardiovasculares são responsáveis por 29,4% de todas as mortes registradas em um ano. 60% dessas vítimas são homens – mas grandes 40% são mulheres. Um estudo de 1990 a 2009 descobriu que o risco de morte por doenças cardíacas no Brasil é, apesar de bem parecido, maior para mulheres, com média de 23,35% para eles, e 29,5% para elas. Apesar disso, de acordo com a Fundação do Coração Britânica, as mulheres são mais propensas a ignorar os sintomas de um ataque cardíaco e não procurar ajuda. “As mulheres são tão vulneráveis quanto os homens a doenças cardíacas, mas muitas vezes se recusam a reconhecer esse risco”, explica a Dra. Jane Flint, cardiologista. “Mulheres de meia idade estão sob grande pressão para cuidar dos pais idosos e das crianças, por isso não se colocam em primeiro lugar”. Há também a percepção geral de que essa é uma “doença de homem” – a imagem estereotipada de um cara acima do peso e fumante vem a cabeça de muita gente quando pensamos em “infarto”, por exemplo. FATORES DE RISCO VARIADOSEmbora seja verdade que o excesso de peso e o tabaco sejam fatores de risco para doenças cardíacas, existem outros, talvez menos conhecidos, incluindo a falta de exercício, histórico familiar de doença cardíaca e estresse. O estresse desencadeia a produção de hormônios como cortisol e adrenalina, o que torna o sangue espesso e mais propenso a coagular. Eles também inflamam o revestimento das artérias, o que produz um depósito viscoso espesso nelas, que, ao longo de muitos anos, pode combinar com colesterol, gordura e cálcio para formar uma placa. A inflamação também pode tornar o revestimento das artérias mais estreito, reduzindo assim o fluxo sanguíneo ao coração. Muitas vezes é uma combinação de fatores que leva a um ataque cardíaco. “A dor no peito de Rachel era um sintoma típico, mas ela era uma jovem mulher sem fatores de risco aparentes, por isso ignorou o sinal”, afirma a Dra. Flint. Quando as dores começaram, Rachel era sócia de um escritório de advocacia. Ela estava trabalhando em um grande negócio e sempre adiava uma consulta médica. “Eu tentei adaptar a minha vida às dores”, conta Rachel. A dor no peito (ou angina) é um sintoma típico de doenças do coração e é normalmente desencadeada por estresse ou esforço. Normalmente, concentra-se no lado esquerdo do corpo, como no braço esquerdo, o mesmo lado do coração. Os sintomas tendem a durar poucos minutos, mas, se a dor não passar 20 minutos após administração de um tratamento, o paciente está, provavelmente, sofrendo um ataque cardíaco. TIVE UM INFARTE E NÃO PERCEBIA angina nem sempre é grave e algumas pessoas podem experimentá-la como um ligeiro aperto no peito, formigamento e dormência nas mãos e nos dedos, ou dor no maxilar e pescoço. “Algumas pessoas podem apenas ficar sem fôlego, por isso é importante investigar qualquer tolerância ao exercício reduzida”, explica a Dra. Flint. De fato, um estudo americano recente envolvendo 1,4 milhão de pacientes descobriu que 10% mais mulheres do que homens não experimentam a dor no peito no meio de um ataque de coração – a diferença foi maior em mulheres com menos de 55 anos. Jovens mulheres que sofrem de doenças cardíacas podem ter falta de ar, o que não é doloroso e, portanto, não exige atenção imediata, ou tontura e palpitações. A preocupação maior, no entanto, é que mulheres em seus 20, 30 ou 40 anos que se queixam de dores no peito, como Rachel, não sejam levadas a sério por seus médicos. “É um mito que a doença coronariana não acontece com pacientes mais jovens”, diz o Dr. Rajay Narain. “Médicos devem avaliar os fatores de risco, que estão presentes em até 95% dos casos de doenças cardíacas”. DIAGNOSTICADA E MAL TRATADAPior é quando os especialistas não tratam corretamente mulheres. Com Rachel, os médicos desconsideraram, por exemplo, o fato de que ainda menstruava. Durante um ano após seu stent ser inserido, ela tomou medicamentos para parar a coagulação do seu sangue. Isso levou a períodos de menstruação pesados e ela desenvolveu anemia por perda de sangue. A deficiência fez com que ficasse muito fraca para lutar contra tosses e resfriados, e ela acabou no hospital. Lá, os médicos descobriram que os níveis de ferro de Rachel eram um terço do que deveriam ser, e ela precisava de uma transfusão de sangue. “Ninguém pensou que eu poderia precisar de tratamento diferente, porque sou uma mulher jovem. Eu não fui aconselhada a tomar comprimidos de ferro, por exemplo, o que teria ajudado”, conta. Eventualmente, a doença lhe deu coragem para fazer mudanças. Ela largou seu emprego estressante, e se mudou de Londres a York, um ambiente mais calmo. O desejo de Rachel é que as mulheres comecem a ver a doença cardíaca de forma diferente. “Lutar com a dor pode ser parte da cultura feminina, tanto que muitas vezes não escutamos nossos corpos. Você não iria ignorar um nódulo em seu peito, por isso não ignore sinais de doença cardíaca”, recomenda. FONTE: DailyMail, SaudeBrasil, Scielo
Um estudo feito entre os anos 1966 e 1973, o “Sydney Diet Heart Study”, concluiu que o consumo de ácidos graxos poli-insaturados (AGPI) como o ômega-3 encontrado em peixes e o ômega-6, como o ácido linoleico, protegiam o coração. Neste estudo, 458 homens com idade entre 30 e 59 anos, todos com um histórico de doenças cardíacas (a maioria sobrevivente de um ataque cardíaco), foram divididos em dois grupos. O primeiro grupo devia consumir ácido linoleico numa quantia equivalente a 15% do consumo calórico, o que é mais ou menos o dobro do consumo normal atual. O consumo de ômega-3 não foi afetado, mas foi solicitado aos participantes que limitassem a ingestão de gordura saturada a menos de 10% da dieta. O segundo grupo seguiu sua dieta normal. Aos dois grupos, foi pedido que mantivessem um registro diário do que estavam comendo, e que fizessem exames regulares. Agora, uma nova pesquisa dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, dos EUA) fez uma reanálise dos dados do estudo original. Além de ter informações novas sobre os efeitos das gorduras poli-insaturadas, novas ferramentas de análise estatística foram usadas, e até dados que haviam sido originalmente deixados de fora foram incluídos na nova análise. A conclusão foi que o grupo que consumia o ácido linoleico tinha o risco de morte aumentado, tanto de doenças cardíacas como outras condições. Segundo os pesquisadores, o estudo tem que ser olhado com cuidado, e não serve de recomendação de dieta. Um dos motivos é que ele focou em um grupo específico de pessoas: homens de meia-idade com histórico de doenças cardíacas. Outro é que o procedimento usado foi aumentar o consumo do ácido linoleico além do recomendado pela Associação Americana do Coração (AAC) e em pelo menos o dobro do consumo normal. A AAC já apontou que não vai mudar suas recomendações de consumo de ômega-6. De qualquer forma, o resultado da nova análise sugere que mais estudos devem ser feitos, com pessoas de outros grupos, para verificar se a conclusão se sustenta. FONTE: WebMD
Alerta para quem gosta de energéticos: um estudo do Hospital Mount Sinai, nos Estados Unidos, diz que o consumo frequente de 250 mililitros desse tipo de bebida induz coágulos nos vasos sanguíneos. Na opinião do cardiologista Nabil Ghorayeb, do Hospital do Coração, em São Paulo, o perigo existe para os que exageram na ingestão de energéticos. "Eles têm alta concentração de taurina, substância que estimula o cérebro, aumenta as contrações cardíacas e danifica os vasos", explica. Ghorayeb avisa que a combinação com o álcool acelera mais o coração. "E, com a mistura, a pessoa bebe mais sem sentir, aumentando o risco cardiovascular. Fonte Revista SAÚDE
Assuntos do coração são discutidos na sociedade há muito tempo, não só por médicos e profissionais da saúde, mas também por escritores literários. Existem livros inteiros dedicados a ele e a, principalmente, o amor. Cada vez mais temos a certeza de que o coração é complexo; sem ele não podemos viver nem amar. Aproveite então para conhecer um pouco dos mistérios dessa máquina incrível da qual você depende totalmente: 10) SEX APPEALUm estudo descobriu que ter um orgasmo pelo menos três vezes por semana corta pela metade a probabilidade de morte por doença cardíaca coronária. Além disso, o sexo pode ser uma ginástica e tanto. Estima-se que uma sessão de sexo vigoroso pode dobrar a ritmo do coração e queimar cerca de 200 calorias, ou o equivalente a uma corrida de 15 minutos. Assim, permanecer na cama pode ser exatamente o que o médico pediu. 9) CORAÇÃO FEMININODurante décadas, doenças cardíacas e ataques do coração foram vistos como uma doença do homem, mas isso está longe da verdade. Doenças do coração matam 500 mil mulheres norte-americanas a cada ano, contra 50 mil homens. Outra diferença entre os sexos: mulheres não tendem a ter um ataque cardíaco padrão hollywoodiano em que a dor no peito lhe faz cair ao chão. Em vez disso, as mulheres relataram aperto, dor ou pressão no coração, além de outros sintomas como náuseas, dores nas costas e na mandíbula. 8 ) REMENDO NO CORAÇÃOUm coração partido pode ser doloroso o suficiente para lhe fazer desejar um kit de reparação. Essa opção pode se tornar realidade um dia. Cientistas estão estudando a salamandra vermelha manchada para desenvolver terapias celulares para seres humanos com corações fisicamente danificados. Este anfíbio pode “renascer” suas células, como se elas fossem células-tronco, a fim de construir um novo músculo para o coração. Em outro estudo, cientistas projetaram um coração que bate a partir de células-tronco embrionárias em laboratório. 7) DE CORAÇÃO PARA CORAÇÃOUm olhar aparentemente tímido de um cachorro ou uma carícia de seu gato pode fazer você imaginar se seu animal de estimação pode se comunicar com você. Um estudo recente adiciona os cavalos na lista de animais sensíveis emocionalmente. Uma cientista verificou que o ritmo do coração de um cavalo reflete os seres humanos que os tocam. O detector de emoção do cavalo poderá um dia substituir os métodos utilizados para mensurar hormônios do stress em pacientes. 6) CORAÇÃO GRANDEAlgumas pessoas realmente têm corações maiores do que outros – e não tem nada a ver com o ditado “em coração de mãe sempre cabe mais um”. Ao invés de ser um sinal de afeto, o coração dilatado pode indicar doença cardíaca. O tipo mais comum, chamada cardiomiopatia dilatada, ocorre quando as câmaras do coração estendem e ampliam. A doença pode privar os órgãos do corpo de sangue suficiente. Se não for tratado, um coração grande pode levar à insuficiência cardíaca. 5) RIR FAZ BEM PRO CORAÇÃO












