Na verdade, a gente até usa. Só que não 100% dos 100%. Um ato tão simples quanto conversar com o colega ao lado pode ativar todas as áreas do cérebro. Mas só uma parte do potencial de cada uma. Se todas as áreas funcionassem em potência máxima, e ao mesmo tempo, teríamos uma capacidade de digerir informações, sensações e pensamentos muito maior. É como um computador: usando todos os seus recursos, o cérebro teria muito mais capacidade de processamento. Não ganharíamos superpoderes. Mas quebrar códigos, tirar conclusões e analisar situações seriam tarefas muito mais fáceis. Como não existe registro de homem que tenha vivido com essa supermáquina na cabeça, a referência mais próxima são os superdotados, que têm maior capacidade de raciocínio. "Eles relacionam informações e formam conexões com mais facilidade", diz a psicóloga Cristiane Cruz, presidente da Mensa Brasil, associação que busca reunir os 2% mais inteligentes do país. Ou seja, seríamos todos superdotados - e ainda mais poderosos. Ainda assim, ninguém seria bom em absolutamente tudo. Alguns teriam facilidade para música, outros para física. "Mesmo mais inteligentes, continuaríamos sendo diferentes um do outro desde o nascimento, porque os genes de cada um interferem na inteligência", diz Ailton Amélio, professor de psicologia da USP. Há algo, no entanto, que seria comum a todos: nosso cérebro ficaria cansado de tanto trabalho. E, exatamente como um computador, daria pau de vez em quando, nos deixando com uma bela dor de cabeça. A vida com um cérebro em modo máximo: DEU BRANCO: Áreas estimuladas do cérebro gastam 1% mais energia do que as em repouso. Esse trabalho extra resultaria em uma canseira mental. E o cérebro pifaria vez ou outra, nos dando dor de cabeça e brancos na memória. ASAS À IMAGINAÇÃOA criatividade correria solta e ninguém ficaria preso a uma única área. Seríamos como Leonardo da Vinci: ele pintou quadros, estudou o corpo e inventou geringonças. A inovação caminharia mais rápido. BIPOLARES O tamanho de certas áreas do cérebro está ligado a traços da personalidade. Intensificar a atividade delas seria exacerbar esses traços. Tímidos nem sairiam de casa. Extrovertidos seriam uns palhaços. RAZÃO E INSENSIBILIDADE Usaríamos a lógica para calcular todas as consequências de nossos atos. E as consequências das consequências. Uma pesquisa com superdotados mostrou que 87,5% dos participantes eram perfeccionistas. Como eles, sofreríamos buscando sempre a melhor escolha. MULTITASKEANDO Concentrar-se em uma só coisa seria difícil. Ficaríamos o tempo todo ligados, mudando de uma atividade para outra. É o que acontece com os superdotados - 76% deles se mostraram hiperativos em um estudo brasileiro, enquanto na população essa parcela é de só 5%. Fontes: Mensa Brasil; Ailton Amélio da Silva, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP); Alexandre Valotta, neurocientista e professor da Universidade Federal de São Paulo; Testing Predictions from Personality, Neuroscience: Brain Structure and the Big Five, de Colin G. DeYoung e outros; Voices of Perfectionism: Perfectionistic Gifted Adolescents in a Rural Middle School, de Patricia A. Schuler. FONTE PRINCIPAL:SUPERINTERESSANTE
SUPERPOLIGLOTAS: COMO FUNCIONA O CÉREBRO DAS PESSOAS QUE APRENDEM DEZENAS DE IDIOMAS
Ler Dostoiévski em português é para os fracos. Carlos Freire queria devorar Crime e Castigo e outros clássicos russos no original. Aos 20 anos, ele mergulhou nos livros e se mudou para a casa de uma família russa em Porto Alegre. Em poucos meses, dispensou os tradutores. E não era seu primeiro idioma estrangeiro. Logo cedo, a proximidade com o Uruguai o deixou afiado no espanhol. Depois, aprendeu francês, latim e inglês. O caminho da faculdade era claro: Letras. "Quanto mais idiomas você sabe, mais fácil aprender outros. Os 10 primeiros são os mais difíceis", diz. Sim, 10. Aos 80 anos, Freire já estudou 135 línguas - de japonês a esperanto. É mais do que o padre italiano Giuseppe Mezzofanti, que ficou notório no século 18 por ouvir confissões na língua nativa dos estrangeiros. Especula-se que ele falava entre 61 e 72 idiomas e lia em 114. Os dois integram um seleto time de pessoas que conseguem aprender dezenas de idiomas. Não são só poliglotas. Quem é fluente em mais de 6 línguas tem um título maior: hiperpoliglota. O termo foi definido em 2003 pelo linguista britânico Richard Hudson. Ao estudar comunidades poliglotas, ele descobriu que o número máximo de idiomas falados em comum por todos os moradores é 6. Ainda não se sabe o motivo exato de serem 6 línguas. O que se sabe é que os hiperpoliglotas são diferentes de bilíngues ou meros falantes de 3 ou 4 línguas. E que os limites do cérebro deles podem ajudar a ciência a buscar os limites do nosso cérebro. IDADE É TUDO Mezzofanti entrou na escola aos 4 anos, onde aprendeu 3 idiomas. Aprender línguas na infância faz toda a diferença. Após a puberdade, os hormônios dificultam a reprodução de um sotaque mais autêntico. Se você aprende francês após os 14 anos, por mais que estude, provavelmente vai soar como um "brasileiro fluente em francês" - mas não como um francês. Vários estudos comprovaram essa tese. Um deles selecionou 46 adultos chineses e coreanos que moraram nos Estados Unidos em diferentes fases da vida. Os que chegaram ao país até os 7 anos tiveram resultados semelhantes aos de nativos. Quem chegou aos EUA com mais de 15 anos teve desempenho pior. Isso ocorre porque, com o tempo, o cérebro parece endurecer. Conforme crescemos, ele forma estruturas neurais confiáveis para orientar as ações que tomamos. É uma base de conhecimento que guia as experiências e responde às situações do dia a dia. À medida que mais estruturas neurais se formam, o cérebro perde flexibilidade. E ela é importante para aprender coisas complexas, como falar uma língua. Pesquisadores acreditam que os hiperpoliglotas conseguem prolongar essa plasticidade. "Eles são como um experimento natural sobre os limites humanos", diz Michael Erard, linguista e autor do livro recém-lançado Babel no More (inédito em português). Não é de se estranhar, portanto, que ainda hoje Freire mantenha o ritmo de aprender de dois a 3 idiomas por ano. Falar pode parecer um ato simples, mas exige várias tarefas do cérebro: percepção auditiva, controle motor, memória semântica, sequenciamento de palavras. Para assimilar um novo idioma, o cérebro precisa entender as estruturas do som e das palavras. E, até chegar a isso, o aprendizado percorre um longo caminho pelos hemisférios esquerdo e direito do cérebro (veja mais na pág. 31). Com vários pontos de parada, não é difícil perceber a complexidade disso tudo. E cada coisa nova que se aprende (como tocar um instrumento musical) não percorre exatamente o mesmo caminho. Já se sabe que aprendemos melhor uma língua na infância. Mas essa vantagem da juventude não se estende, necessariamente, a todos os outros aprendizados da vida. Ser um gênio no piano porque começou a tocar aos 5 anos pode não ter nada a ver com plasticidade. "Não importa a idade, dizem que você precisa de 10 mil horas para tocar bem um instrumento. Ou seja, tocar melhor porque aprendeu aos 5 anos pode ser apenas uma vantagem incidental, porque teve mais tempo para estudar", diz Diogo Almeida, professor de psicologia da Universidade de Nova York e especialista em linguística. Ou seja, por mais que hiperpoliglotas consigam adiar o enrijecimento do cérebro, a maior contribuição deles para a ciência é outra - e um tanto mais óbvia: acúmulo de conhecimento. Memória. Aprender dezenas de línguas não é o mesmo que ser fluente em várias ao mesmo tempo. O americano Gregg Cox, citado no Guinness Book como "o maior linguista vivo" (64 línguas e 11 dialetos) conseguia se comunicar em apenas 7 idiomas ao mesmo tempo. Freire encarou um desafio maior em Moscou. Durante uma reunião com estrangeiros, teve de falar em 10 idiomas diferentes. E conseguiu. Michael Erard realizou uma pesquisa com 172 hiperpoliglotas e constatou que a maioria pode manter de 5 a 9 línguas ativas na memória. As outras ficam guardadas em outra área, a memória de longo prazo, como se fossem arquivos comprimidos no computador. O conhecimento está lá, mas não pode ser acionado instantaneamente. Leva um tempo para reabri-los. Freire, por exemplo, explica que, para relembrar um idioma, ele precisa de uma semana de estudo. "É possível ativar mais línguas, mas exigiria um tremendo esforço", diz Erard. "Além do mais, essas pessoas têm outras coisas para fazer". Quem volta do exterior falando outra língua em vez de português já passou por algo semelhante. Há uma reprogramação no cérebro. Agora imagine conversar em 10 idiomas ao mesmo tempo. Pois é. CAIXA ELÁSTICA Quando Freire saiu de um diálogo em russo para conversar em alemão, seu córtex pré-frontal mudou a chave da linguagem. Essa área do cérebro conta com a ajuda da memória ativa. A quantidade de línguas que um hiperpoliglota controla ao mesmo tempo dá uma dimensão do espaço da memória ativa. E, apesar de treino, expandir essa caixa não parece muito possível. Informações novas chegam, velhas vão para a memória de longo prazo. Ou somem. Se por um lado a memória ativa guarda relativamente pouca coisa, a memória de longo prazo tem um espaço maior. E mais flexível. Na pesquisa de Erard, os entrevistados conseguiam, em média, aprender 30 idiomas. Perto das façanhas de Freire, Cox e Mezzofanti, parece pouco. Mas é aí que outros pontos entram em cena. O primeiro é a genética. Segundo cientistas da Universidade de Münster, na Alemanha, a habilidade em aprender idiomas envolve diferenças genéticas nos neurotransmissores do hipocampo, a área que transforma informações temporárias em permanentes. As filhas de Freire, por exemplo, falam mais de 3 línguas. Têm facilidade, mas nunca quiseram aprender mais. E motivação é fundamental. Freire aprendeu novas línguas porque queria ler os clássicos sem encarar tradutores. Mezzofanti usava a facilidade com idiomas dentro da religião - diz a lenda que ele, uma vez, aprendeu um novo idioma, em menos de um mês, apenas para ouvir a última confissão de um homem condenado à morte. A genética ajuda, mas o fator determinante é outro: a velha e batida vontade de aprender. O jornalista americano Joshua Foer comprovou isso. Ele foi desafiado a fazer um treinamento intensivo para participar de um campeonato de memorização nos EUA. Foer era péssimo para lembrar coisas simples (onde deixou as chaves, por exemplo). Topou o desafio e, um ano depois, ganhou o campeonato. Basicamente, ele aprendeu a organizar as informações no cérebro e a traçar caminhos para encontrá-las. Freire faz o mesmo. Há 50 anos, ele dedica pelo menos 3 horas diárias de estudo, com uma meta em mente: aprender 3 idiomas por ano. Essas pessoas mostram que é possível expandir a capacidade de guardar informações na caixinha de longo prazo, sem precisar de um QI acima da média. Se a memória ativa mostra um limite pouco mutável, a memória de longo prazo parece aumentar de acordo com a vontade de cada um. Mas, afinal, qual a vantagem em guardar tanta coisa? Memória para quê? Freire lê romances no original e ganha dinheiro com tradução e aulas. A neurocientista Ellen Bialystock, da Universidade de York, no Canadá, afirma que pessoas que falam mais línguas apresentam maior capacidade de concentração e se tornam mais distantes do Mal de Alzheimer. Ela estudou casos de 211 pacientes e concluiu que os bilíngues adiaram os sintomas da doença em até 5 anos, quando comparados a um monolíngue. Eles mantêm o cérebro ativo. Mas com a internet no bolso e várias maneiras tecnológicas de guardar e acessar informação, qual é a utilidade prática da memorização? Precisamos decorar menos informações. E a nossa cabeça já está mudando. Estudos indicam que o Google modificou a memória das pessoas: deixamos de decorar quando sabemos que há uma fonte externa de armazenamento de informação. Pare e pense: quantos números de telefone você sabe de cor? Provavelmente bem menos do que sabia antes da popularização das agendas nos celulares. "Tornamo-nos dependentes dela [dessa fonte externa] no mesmo nível que somos dependentes de todo o conhecimento que recebemos dos amigos. Aí, perder a conexão parece perder um amigo", diz o estudo. Ficamos apegados ao fato de que a tecnologia aumenta exponencialmente o acesso a informação e conhecimento. A internet parece cuidar cada vez mais disso. Expandir a memória é difícil, mas possível. O desafio maior é querer. Poliglotas de números Não só de idiomas se faz uma mente brilhante. Carlos Freire aprendeu mais de 100 idiomas, mas é ruim com números. Já o aposentado João Vicente escreve as primeiras 5 mil casas decimais do Pi em uma hora. E isso não tem a ver com memória fotográfica, algo que nunca foi comprovado, aliás. Em 1979, o pesquisador americano John Merritt publicou em revistas e jornais uma imagem com 10 mil pontos, que deveria ser vista com o olho esquerdo tampado. Depois, ele publicou uma segunda imagem com outros 10 mil pontos, para ser analisada com o olho direito fechado. Quem conseguisse memorizar os 20 mil pontos conseguiria ver um objeto. De 1 milhão de respostas, só 30 estavam corretas. Depois, Merritt refez o teste, mas ninguém acertou. Como ser um mago das línguas Dicas do linguista Michael Erard e do hiperpoliglota brasileiro Carlos Freire: - Tenha muito interesse por novos idiomas. Mas muito mesmo. Freire dedicou 80% da vida a isso. - Encontre gente a fim de aprender e ensinar novas línguas. Entre no How-to-learn-any-language.com - Masque chicletes enquanto estuda (isso pode reduzir em até 24% a sensação de "deu branco") e tome café. Duas xícaras aumentam a atividade dos neurônios no lobo frontal, onde a memória ativa é controlada. - Falar sem sotaque não deve ser seu objetivo. Freire domina russo há 60 anos, deu aula em universidades da Rússia, e ainda é reconhecido como estrangeiro. FONTE: SUPERINTERESSANTE
WASHINGTON, 03 dez 2013 (AFP) - Os cérebros dos homens e das mulheres estão conectados de forma muito diferente, revelou nesta segunda-feira um estudo feito com escâner, que parece confirmar certos estereótipos sobre atitudes e comportamentos próprios de cada sexo. "Estes mapas da conectividade cerebral mostram diferenças impactantes, embora também complementares, na arquitetura do cérebro humano, que ajudam a elaborar uma potencial base neuronal que explique porque os homens são brilhantes em algumas tarefas, e as mulheres, em outras", afirmou Ragini Verma, professora de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia (leste) e principal autora desses trabalhos, publicados nas Atas da Academia Americana de Ciências (PNAS, na sigla em inglês). O estudo, realizado com 949 pessoas saudáveis (521 mulheres e 428 homens) com idades entre 9 e 22 anos, revela no homem uma quantidade maior de conexões na parte dianteira do cérebro, centro de coordenação das ações, e a traseira, onde fica o cerebelo, importante para a intuição. As imagens mostram também uma grande quantidade de conexões dentro de cada um dos hemisférios do cérebro. Semelhante conectividade sugere que o cérebro masculino está estruturado para facilitar a troca de informações entre o centro da percepção e o da ação, segundo Ragini Verma. Quanto às mulheres, essas conexões unem o hemisfério direito, onde se encontra a capacidade de análise e tratamento da informação, até o hemisfério esquerdo, centro de intuição, explicou. A cientista explica que os homens são, em média, mais aptos a aprender e executar uma única tarefa, como andar de bicicleta, esquiar ou navegar, enquanto as mulheres têm uma memória melhor e uma inteligência social maior, que as torna mais aptas a executar multitarefas e encontrar soluções para o grupo. Cérebros 'realmente complementares' Estudos feitos no passado já tinham mostrado diferenças entre os cérebros masculino e feminino, afirmaram os autores. Mas, acrescentam, essa conectividade neuronal de regiões no conjunto do cérebro nunca tinha sido vinculada a aptidões cognitivas em um grupo tão grande. "Também é impactante constatar quanto os cérebros da mulher e do homem são realmente complementares", afirmou Ruben Gur, professor de Psicologia na Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia, um dos principais autores destes trabalhos. "Os mapas detalhados do conectoma (mapa completo das conexões cerebrais) no cérebro não vão só nos ajudar a entender melhor as diferenças na forma como homens e mulheres pensam, mas também compreendermos melhor as causas dos distúrbios neurológicos, frequentemente vinculados ao sexo da pessoa", afirmou. As próximas pesquisas deverão identificar com mais precisão quais conexões neuronais são próprias de um único sexo e quais compartilham as duas, explicou o psicólogo. Os autores observaram poucas diferenças de conectividade cerebral entre os sexos em crianças com menos de 13 anos. Em troca, as diferenças eram mais notáveis entre adolescentes de 14 a 17 anos, e jovens adultos com mais de 17 anos. As observações publicadas neste trabalho correspondem aos resultados de um estudo sobre os comportamentos feito pela Universidade da Pensilvânia, que deixou em evidência as diferenças pronunciadas entre os dois sexos. A pesquisa revelou, assim, que as mulheres são superiores aos homens quanto à sua capacidade de atenção, memória das palavras e rostos, além das provas de inteligência social, mas os homens as superam em capacidade e velocidade do tratamento da informação. FONTE: http://zip.net/bhlHNl
Morrer de amores é uma coisa totalmente emocional, né? Pelo contrário: é totalmente “racional”. Apaixonar-se pode causar estragos em seu corpo. O coração acelera, a barriga embrulha, você entra numa montanha russa emocional, sentindo-se delirantemente feliz em um minuto, e ansioso e desesperado no próximo. E esses sentimentos românticos intensos não vêm do coração; vêm do cérebro. Em um pequeno estudo, pesquisadores analisaram imagens de ressonância magnética do cérebro de 10 mulheres e 7 homens que afirmaram estar profundamente apaixonados. O comprimento das suas relações variava de um mês a menos de dois anos. Os participantes viram fotos de seus amados, e fotos de uma pessoa com aparência semelhante. Os cérebros dos participantes reagiram às fotos de seus amores produzindo respostas emocionais nas mesmas partes do cérebro normalmente envolvidas com a motivação e recompensa. Ou seja, esse tipo de amor usa o mesmo sistema no cérebro ativado quando uma pessoa é viciada em drogas. Em outras palavras, você começa a desejar a pessoa por quem está apaixonado como desejaria uma droga. Especialistas dizem que o amor romântico é uma das emoções mais poderosas que uma pessoa pode ter. Nossos cérebros sabem que temos que escolher um parceiro. Eles se tornam motivados para conquistar o companheiro ou companheira, às vezes indo a extremos para obter a sua atenção e carinho. A parte de recompensa do cérebro, também chamada de centro do prazer, é uma parte essencial do cérebro para sobreviver nessa situação, pois nos ajuda a reconhecer quando algo é bom. E o esforço para se sentir bem em torno de seu companheiro pode ser ainda mais poderoso do que o desejo por sexo. Mas quando conquistamos nosso amor, esse sentimento de desejo/vício desaparece? Não completamente. Em outro estudo, cientistas analisaram exames de ressonância magnética de 10 mulheres e 7 homens que estavam casados há uma média de 21 anos e afirmavam ainda estar intensamente apaixonados por seus parceiros. Os pesquisadores descobriram que em cada um desses amantes de longo prazo, as regiões cerebrais também foram ativadas quando eles olharam para fotos de seus parceiros. “Amor a longo prazo” ativava regiões do cérebro ligadas ao apego e gostar de uma recompensa. Às vezes, conquistar uma pessoa não desfaz, mas aumenta a ligação entre as pessoas, que permite que os parceiros fiquem juntos por tempo suficiente para ter e criar filhos. Mas estudos do cérebro sugerem que o amor muda ao longo do tempo. As pessoas se acostumam com o relacionamento, perdendo o medo do parceiro as deixar, então não se focam tanto no desejo. FONTE: LiveScience
A visão microscópica da ameba invasora de cérebros, conhecida como Naegleria fowleri, já é assustadora: revela um trio de estruturas de alimentação retorcidas no formato de uma máscara de palhaço macabra. Mais assustador ainda é o que o organismo parasita faz. Habitantes de água doce, a ameba já infectou 128 pessoas desde 1962. Apenas uma sobreviveu. Amebas devoradoras de cérebro matam 95% de suas vítimas humanas Agora, a garotinha Kali Hardig pode muito bem se tornar a segunda. A menina de doze anos, que vive em Arkansas, nos Estados Unidos, contraiu uma rara forma de meningite parasitária mais de duas semanas atrás. Enquanto a maioria das vítimas morre dentro de uma semana da exposição, a ameba agora parece estar ausente do fluido espinhal de Hardig. Nos últimos dias, os médicos têm retirado lentamente as máquinas utilizadas para regular a respiração e a temperatura corporal de Hardig, diminuindo a dose de seus sedativos e a tirando da diálise. Até domingo (3), a garota já estava respondendo a perguntas dos membros da sua família. O epidemiologista de Centros de Controle de Doenças, Jonathan Yoder, explica que enquanto as infecções N. fowleri são muito raras. A ameba – que normalmente faz a sua casa nas águas frescas de locais mais quentes – começou a se desenvolver nas regiões mais setentrionais dos EUA, incluindo os estados do Kansas, Indiana e até Minnesota. Algo mais complexo e menos explorado é o desafio que N. fowleri representa para funcionários de saúde pública que procuram aumentar a consciência da população sobre a sua presença. Em entrevista ano passado, após a morte de duas crianças que contraíram a ameba enquanto nadavam em um lago no estado de Minnesota, Yoder contou que, por um lado, a própria ameba é incrivelmente comum. Uma pesquisa realizada há décadas pelo a encontrou amostras da ameba em cerca de metade dos lagos examinados. Entretanto, a taxa de infecção nesse locais eram incrivelmente baixas. E enquanto os métodos de rastreio atuais podem nos dizer existe ou não N. fowleri em um determinado lugar, os pesquisadores ainda não possuem nenhuma boa maneira de detectar o quanto do parasita realmente está realmente presente lá. E esse é o grande desafio para epidemiologistas no momento. “Nós podemos encontrá-los em um diversos lugares, onde muitas pessoas nadam, mas não parece haver infecções lá – ou pelo menos nenhuma de que nós estamos cientes”, disse à época. Além disso, a impossibilidade de quantificar o N. fowleri significa que não há maneira de saber se a quantidade do parasita está de alguma forma relacionada à quantidade de pessoas infectadas por eles. E isso cria um desafio interessante, segundo Yoder, do ponto de vista de saúde pública: quando a prevalência de N. fowleri é alta, mas as taxas de infecção são baixas, o que devemos dizer às pessoas quando o encontramos? Aliás, a questão mais oportuna talvez seja: o que diremos às pessoas quando descobrirmos que eles estão se espalhando? Leve em consideração, por exemplo, que Kali Hardig é a segunda pessoa em três anos a se infectar pelo N. fowleri depois de nadar no lago Willow Springs Park, na cidade de Little Rock, local de veraneio visitado por milhares e milhares de pessoas todos os anos. (Agora o parque se encontra fechado voluntariamente pelos proprietários, logo após a infecção de Hardig. O site do local informa que está atualmente “Sob Renovação”). Então, o que deve ser feito? O conselho de Yoder à população é: esteja ciente de que a ameaça existe – apesar de improvável –, especialmente nos meses de verão, quando as temperaturas da água esquentam e chegam a atingir mais de 30 graus Celsius. Se você entrar na água, Yoder não sugere que mergulhe com sua cabeça. Se você ainda assim quiser colocar a cabeça embaixo d’água, use um clipe nasal. “Qualquer coisa que você faça para reduzir o risco de a água acabar entrando em seu nariz provavelmente reduz o risco de infecção”, declara. As infecções causadas por amebas de vida livre – caso da Naegleria – são erráticas, ou seja, não deveriam ocorrer no organismo humano. Por esse motivo, sua evolução no organismo é extremamente rápida e, geralmente, acomete o sistema nervoso central. O tratamento existe, mas, pela rapidez com que se dissemina, não há tempo para cura ou sequer para o diagnóstico. “A maioria dos diagnósticos de Neagleria é feito post mortem”, explica o pesquisador brasileiro Marco Túlio Alves da Silva, do Grupo de Cristalografia do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP). No Brasil, especialistas atentam para a falta de dados sobre a ameba e a doença mortal causada por ela. Embora o número de vítimas do Naegleria seja melhor contabilizado nos EUA, a doença causada pela ameba faz vítimas no mundo todo. “O que falta, no Brasil, são dados específicos sobre a Neagleria. Não temos o número de casos no Brasil, regiões mais expostas etc; não temos dados de como a atividade industrial pode aumentar ou diminuir o número de formas de Neagleria“, afirma o cientista. FONTES: Io9 e IFSC
Quem bebe álcool, mesmo nas menores quantidades, tem um volume cerebral menor do que as pessoas que não bebem, de acordo com um estudo publicado na revista científica Archives of Neurology. Apesar de um pequeno encolhimento no cérebro ser normal com a idade, quantidades maiores de redução em algumas áreas já foram ligadas a demência. Carol Ann Paul da Universidade de Boston, nos EUA, tinha a esperança de descobrir que o álcool poderia proteger o cérebro do encolhimento. No entanto ela descobriu que qualquer nível de consumo de álcool leva à redução de volume cerebral. Foram 1.839 pessoas, uma amostra de tamanho significativo, que fizeram o exame de Ressonância Magnética do cérebro e disseram o quanto bebiam. Como regra geral a cientista descobriu que quanto mais álcool é consumido, menor é o volume do cérebro com os abstinentes tendo um volume mais alto do que pessoas que pararam de beber ou que bebem 14 ou mais drinques por semana. A conexão entre o consumo de álcool e o volume cerebral foi mais enfático nas mulheres. Nos homens, apenas aqueles que bebiam 14 ou mais drinques por semana tinham volume cerebral menor do que aqueles acostumados com pouco álcool. Nas mulheres, mesmo variações sutis na ingestão de álcool mostraram diferenças claras no volume do cérebro. Essa discrepância não deixou claro que quantidades pequenas de bebidas alcoólicas encolhem o cérebro. O álcool desidrata e a desidratação pode ter efeitos negativos em quaisquer tecidos sensíveis. No entanto o estudo não responde se cérebros “encolhidos” ou com menor volume tem mais dificuldades de memória e funcionamento mental. As diferenças de volume também eram pequenas: 1,5% entre aqueles que não bebem e os que bebem muito. No entanto especialistas afirmam que a descoberta sobre a redução do cérebro é interessante. Mas ainda há um longo caminho para descobrir as implicações desse fato. Fonte: CNN
Em vez de pratos e talheres, tubos de ensaio e microscópios. O apetite fica aguçado, mas por experiências e novas observações. E a cozinha cede espaço ao laboratório, onde cabeças investigam substâncias encontradas nos alimentos capazes de beneficiar nossa massa cinzenta. Como entrada, nesse menu de novidades, é bom lembrar que, nos anos 1990, os cientistas descobriram que, diferentemente do que se imaginava, os neurônios se reproduzem ao longo da vida toda. O nascimento de células nervosas novinhas em folha é chamado de neurogênese. E deguste esta informação, caro leitor as refeições podem estimular esse fenômeno, assegurando funções nobres, como a nossa capacidade de memorizar e raciocinar. No Brasil, talvez ninguém entenda mais desse elo entre nutrição e cérebro do que o professor Cícero Galli Coimbra, neurologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Uma dieta rica em colina, nutriente que aparece sobretudo na gema do ovo, contribui para a neurogênese, exemplifica o especialista. Nosso organismo, diga-se, depende totalmente dos alimentos para obter a substância, já que não consegue sintetizá-la. E, sem ela, as lembranças não se fixam direito. Se não ingerimos boas fontes de colina, não há produção de um neurotransmissor chamado acetilcolina, envolvido na formação da memória, completa a nutricionista Luciana Ayer, co-autora do livro Nutrição Cerebral (Editora Objetiva). Outra substância pede a atenção dos que querem conservar a mente: a glutamina. Ela é fundamental para compor o DNA, isto é, o material genético de novas células na massa cinzenta. O organismo até consegue fabricar esse aminoácido. Mas não basta. Para mantê-lo em níveis ideais, precisamos de alimentos protéicos. Aí a melhor fornecedora é a clara de novo, o ovo! E, assim como quem deixa para saborear a melhor parte da refeição por último, falta apontar o mais aplaudido dos ingredientes para preservar a atividade cerebral: o ômega-3. Esse ácido graxo não só favorece o nascimento de neurônios como protege os já existentes. Ele se incorpora às membranas das células nervosas que formam os circuitos responsáveis por funções como a memória, explica o neurologista Greg Cole, diretor do Centro de Estudos sobre Mal de Alzheimer da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Como tudo no nosso organismo, o sistema nervoso necessita de um equilíbrio entre proteínas, gorduras e, claro, carboidrato. O cérebro consome grande quantidade de glicose, justifica Paulo Caramelli, coordenador do Departamento de Neurologia Cognitiva da Academia Brasileira de Neurologia. Daí a importância de comer pães, massas e arroz. Eles seriam uma espécie de combustível dos pensamentos. Já as proteínas fornecem a base para a síntese dos neurotransmissores, essenciais para a comunicação entre os neurônios. Entre as gorduras, reina o ômega-3. Ele melhora a função cognitiva, afasta o mau humor e diminui a ansiedade, garante o médico americano Alan Logan, autor do livro The Brain Diet (A dieta do cérebro). O pesquisador Greg Cole nota que, sozinho, o ômega-3 ajuda, mas, para tirar máximo proveito, é preciso ingerir fontes de antioxidantes. Sem elas, o cérebro fica à mercê de radicais livres, que detonam seus neurônios, afirma. No caso, os alimentos indicados são os vegetais cheios de betacaroteno (cenoura e rúcula) e de flavonóides (soja e cebola). E há ainda a maçã, lotada de substâncias anti-radicais. As frutas cítricas, ricas em vitamina C, também têm ação antioxidante, lembra a nutricionista Gláucia Pivi, do Ambulatório de Neurologia do Comportamento da Unifesp. Outra vitamina que protege o cérebro é a E, encontrada nos óleos vegetais, nos ovos e nas nozes. Ela está associada à baixa incidência do mal de Alzheimer, diz Caramelli. As do complexo B são igualmente importantes para a saúde mental. A B1, presente nos grãos, nas verduras e nos cereais, garante a boa absorção da glicose de que o cérebro tanto precisa. Já a B12, que está no leite, em seus derivados e nos ovos, favorece a memória. E o ácido fólico das verduras verde-escuras e dos cereais integrais freia o declínio cognitivo que vem com a idade, afirma Logan. A letra D fecha o bloco dessas vitaminas. Embora seja obtida pra valer por meio da exposição ao sol, dá para complementar a dose com peixes e leite. Ela também atua na renovação dos neurônios, assegura Cícero Galli Coimbra. No time dos minerais, a nutricionista Luciana Ayer destaca o zinco e o magnésio. O primeiro que aparece nas ostras, nas nozes e na castanha-do-pará combate os radicais livres e beneficia o trabalho dos neurotransmissores. O magnésio, encontrado nas folhas e nas oleaginosas, auxilia nas transmissões nervosas e ainda protege o cérebro do efeito tóxico de aditivos químicos. A contrapartida é a seguinte: assim como alguns nutrientes são aliados do cérebro, outros representariam uma ameaça, tendo sua parcela de culpa na degradação das células nervosas. Ainda na década de 1990, foram identificados compostos químicos formados durante o cozimento das carnes branca e vermelha as aminas heterocíclicas. Os portadores de males como o Parkinson e o Alzheimer apresentavam níveis bem mais elevados dessa substância no organismo, conta o neurologista Cícero Galli Coimbra. As aminas se unem ao cromossomo do neurônio e desligam alguns genes fundamentais para a célula, que se degenera. Isso, aos poucos, afeta a capacidade de pensar e de recordar as coisas mais simples. Quanto maior o tempo em que a carne fica exposta às altas temperaturas, maior a quantidade das nefastas aminas. Naquele churrasco bem passado, os teores chegam às alturas. Não à toa, Coimbra cita Buenos Aires: a capital argentina, que ama uma parrilla, apresenta um dos maiores índices de portadores de Parkinson do planeta. É claro que ninguém vai sentir os efeitos nocivos logo depois de ir a uma churrascaria. Eles são cumulativos, ressalva o professor. A quantidade de carne consumida ao longo da vida pode determinar o aparecimento de doenças neurodegenerativas no futuro. O médico, por sinal, é radical: sugere aboli-las do dia-a-dia e ele próprio segue à risca sua recomendação, baseada em estudos científicos. Dos animais, para Coimbra, só o peixe está liberado, e, melhor ainda, se for cozido ao vapor, ensopado ou mesmo cru. Alguns de seus colegas não condenam a carne de vez, até porque é grande fornecedora de proteínas e vitaminas. A sugestão é moderar o consumo da vermelha, diz Paulo Caramelli. Para Rubem Guedes, professor de neurofisiologia da Universidade Federal de Pernambuco, comer bife grelhado no dia-a-dia, mas sem exagero, não representa risco. Açúcar também pede parcimônia. Em excesso, ele leva a pequenas inflamações no cérebro que danificam os neurônios, conta Alan Logan. Montar um cardápio que tire um pouco do espaço dos doces e, em compensação, privilegie os ingredientes que alimentam a cabeça é a melhor ideia especialmente para quem pretende ainda ter muitas delas e por muitos anos. Fonte:Revista SAÚDE
Um estudo recente feito por um grupo de estudos ambientalistas afirma que usuários a longo prazo de celulares têm maiores riscos de desenvolver tumores. Mais estudos são necessários para confirmar esta relação, mas, para prevenção, foi criada uma lista dos celulares que mais emitem radiações prejudiciais à saúde e os mais “saudáveis”. Os modelos de celulares que menos emitem radiações são os seguintes: Samsung Impression (SGH-a877) Motorola RAZR V8 Samsung SGH-t229 Samsung Rugby (SGH-a837) Samsung Propel Pro (SGH-i627) Samsung Gravity (SGH-t459) T-Mobile Sidekick LG Xenon (GR500) Motorola Karma QA1 Sanyo Katana II Os celulares mais poderosos, ou smartphones como o iPhone 3GS, tiveram péssimas colocações no ranking. Enquanto o Samsung Impression libera apenas 0,15 watts por kg, o iPhone chega a liberar até 1,19 watts por kg. De qualquer modo, enquanto a relação entre radiação dos celulares e tumores não é comprovada, não custa usar fones de ouvido e não deixar seu aparelho no bolso, cozinhando a sua medula óssea e prejudicando suas chances de ter filhos. Sim, o celular permanece emitindo radiação quando está ligado, mesmo quando não está sendo usado para falar. FONTE: Gizmodo
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL:CIENTISTAS CRIAM CHIP QUE IMITA O CÉREBRO HUMANO
Barry Gordon, professor de neurologia e ciência cognitiva na Universidade Johns Hopkins,responde:
Sim! Apesar de não ser, talvez, como você pode imaginar. Você não pode colocar mais de seu cérebro para trabalhar. Seu cérebro inteiro está trabalhando o tempo todo, mesmo quando você pensa que está apenas sendo preguiçoso. O que você pode fazer é fazê-lo funcionar de forma mais produtiva.
Há duas estratégias provadas para tornar seus sistemas neurais mais eficientes. A primeira estratégia é concentrar-se, que é difícil de fazer. É muito difícil forçar seu cérebro a permanecer na tarefa e para desligar pensamentos estranhos. No entanto, concentrando-se, seu cérebro pode reunir as ferramentas neurais que necessita para resolver um problema complexo. Na verdade, o foco intenso pode ser uma razão pela qual os chamados sábios tornaram-se tão extraordinária, na realização de cálculos extensos ou recordar uma série de fatos.
A segunda abordagem é a otimização. O cérebro humano está longe de um ideal "máquina de pensar." Os nossos processos mentais são lentos, ea precisão da nossa memória está longe de ser perfeito. Nossas limitações intrínsecas são agravados pelos erros mentais simples que fazemos, essas tendências inúteis, no entanto, são corrigíveis. Por exemplo, você pode se tornar um melhor solucionador de problemas, olhando além de seus preconceitos pessoais e pontos cegos para pensar em soluções alternativas. Quanto mais você aprender a reconhecer e buscar uma variedade de respostas, melhor o seu cérebro vai ser encontrar soluções óptimas.
Alguma prova de que o foco ea otimização pode melhorar o desempenho do cérebro vem da pesquisa sobre os jogadores de vídeo. Neurocientistas da Universidade de Rochester mostraram que até mesmo os jogadores novatos podem melhorar as habilidades cognitivas, tais como percepção e atenção por jogar videogames de ação. Estes jogos podem reforçar a acuidade mental dos jogadores, porque eles exigem concentração intensa e impiedosa auto-correção (caso contrário, seus amigos atirar em você!).
Às vezes, porém, você pode pensar melhor quando você não está tentando tão difícil. (Você tem que considerar todas as alternativas.) Períodos de criatividade artística e científica, quando as pessoas costumam enfrentar o maior e mais open-ended problemas, geralmente necessitam de deixar o seu meandro cérebro, percolado, chill. Não pode sentir que você está usando mais do seu cérebro quando você lançá-las desta forma, mas uma virtude do cérebro humano é que muitas vezes faz o seu melhor trabalho quando ele não parece estar a funcionar em tudo.
Fonte: ScientificAmerican

Você já ouviu falar no Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro (BNDF, na sigla em inglês)? É uma substância química (uma proteína) que estimula a saúde neurológica e é fundamental na execução das sinapses (interações entre neurônios) no hipocampo. Há muito tempo os cientistas sabem que o chumbo faz mal ao cérebro, mas os motivos nunca ficaram muito claros. Um novo estudo, no entanto, sugere que a chave do processo é justamente o BNDF.
A contaminação por chumbo chega até os seres humanos por três vias principais: ar, água e cadeia alimentar. Geralmente, os que estão mais expostos ao risco são mineradores e trabalhadores de indústria do minério, bem como pessoas que moram em áreas próximas a esses locais. O risco de ingestão pela via oral, por exemplo, pode acontecer pelo simples fato de a pessoa beber água que passou por uma tubulação de chumbo.
Quando os níveis de chumbo no sangue ultrapassam determinado nível, os sintomas mais verificados já são conhecidos: problemas intestinais e ósseos, náuseas e tonturas. Sobre o cérebro, já se sabe que o chumbo diminui as capacidades cognitivas e reduz o QI. E pesquisadores de várias universidades americanas resolveram investigar a origem destes danos.
Os átomos de chumbo, conforme os cientistas verificaram, atrapalham o transporte da proteína BNDF pelo cérebro. Ela é levada ao axônio e às células dendríticas (dois pontos vitais para a saúde das sinapses) através de microtúbulos que cobrem as regiões cerebrais em questão. O chumbo tem o poder de desregular e reverter a fluidez desse transporte, daí o seu potencial nocivo.
É justamente por esse motivo, os danos às sinapses, que o chumbo prejudica diretamente a inteligência e a capacidade de aprender. E a questão parece ser ainda mais grave: a obstrução do BNDF é apenas um dos danos do chumbo ao cérebro. Descobrir uma solução para isso será a cura de apenas uma parte do problema.
FONTE:ScienceDaily



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