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Um estudo descobriu que a ingestão de bebidas açucaradas está associada ao aumento do risco de câncer de endométrio em mulheres na pós-menopausa. Pesquisas anteriores descobriram a associação entre essas bebidas e o diabetes tipo 2. Entretanto, o novo estudo foi o primeiro a associá-las a um tipo específico de câncer de endométrio. Em 1986, 23.039 mulheres com idade média de 62 anos preencheram questionários sobre estilo de vida, histórico médico e dieta. Durante o ano de 2010, foram registrados 506 casos de câncer de endométrio tipo 1 e 89 casos do tipo 2, uma forma mais grave da doença. O estudo foi publicado online no periódico Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention e descobriu que, embora todos os tipos de açúcares aumentem o risco do câncer de endométrio tipo 1, as bebidas açucaradas produzem um efeito mais intenso. Após o controle de outros fatores, os pesquisadores descobriram que o risco era 74% maior para os participantes com nível mais elevado de consumo dessas bebidas em comparação com o grupo com nível menos elevado. "Não quero que as pessoas mudem seu comportamento com base nessas descobertas", afirmou Maki Inoue-Choi, principal autora do estudo e estudante de pós-doutorado nos Institutos Nacionais de Saúde. "Precisamos realizar mais estudos para confirmarmos essa associação. Todavia, eu aconselho às pessoas a seguirem as orientações de dieta e evitarem bebidas açucaradas". Em comparação com outros açúcares alimentares, os presentes nas bebidas geram aumentos e diminuições mais acentuadas dos níveis de glicose sanguínea. Essas oscilações podem influenciar no aumento do risco de câncer, especulam os pesquisadores. FONTE: The New York Times

A mortalidade por câncer de mama entre as brasileiras de 30 a 69 anos passou de 17,4 por 100 mil habitantes, em 1990, para 20,4 em 2010, o que representa um aumento de 16,7%. É o que mostram os dados da "Síntese de Indicadores Sociais", divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nesta sexta-feira (29). O levantamento é baseado em números da Pnad 2012 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). O número mais alto, segundo a análise, é consequência da dificuldade de acesso a consultas médicas ou desinformação sobre exames preventivos periódicos e da redução da taxa de natalidade (mais mulheres optam por engravidar depois dos 30 anos e o organismo fica mais exposto ao estrogênio). A mortalidade aumentou apesar do investimento do governo em mamógrafos nos últimos anos - de 2002 a 2009, houve aumento de 118% dos equipamentos existentes naa rede pública e de 75% nos estabelecimentos privados que prestam serviços ao SUS (Sistema Único de Saúde). A distribuição dos mesmos, no entanto, continua reproduzindo as desigualdades regionais: no Sudeste há 2,8 mamógrafos para 100 mil habitantes, enquanto no Norte e no Nordeste não passa de metade disso. O câncer de mama é o mais prevalente na população feminina. Na última quarta-feira, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) divulgou uma estimativa de 57,1 mil da doença no país em 2014. Câncer de colo de útero A mortalidade por câncer de colo de útero - terceiro mais comum entre as brasileiras - manteve-se estável nas mulheres de 30 a 69 anos no período de 1990 a 2010, variando de 8,5 para 8,7 mortes por 100 mil habitantes. A infecção por HPV é responsável por 95% dos casos, por isso a ampliação da oferta do exame de papanicolau foi determinante para o resultado. A desigualdade regional, no entanto, é marcante. Em 2010, a mortalidade na Região Norte foi de 16 por 100 mil habitantes, contra 6,7 por 100 mil na Região Sudeste. FONTE: http://zip.net/bqlFFn

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