Nunca pensei que ia passar por isso na minha vida, era difícil confessar que meu coração ainda sangrava por causa dele, que meus olhos ainda choravam toda vez que as lembranças vinham, bastava eu ficar só para os pensamentos sobre ele virem me atormentar. Foi em um desses momentos de fraqueza que tive uma recaída e a "brilhante" ideia de acessar o perfil dele no facebook, pra quê? Por que fui fazer isso?
Henry Matias esta em relacionamento sério com Jennifer Alcântara.
As lágrimas foram insstantâneas, onde foi parar todas as juras de amor eterno que ele me fez? Como sumiu de repente tudo que ele disse sobre nunca me esquecer?
- Como fui burra! Burra! Burra! Burra! Como fui acreditar em tudo que ele disse! Falei sem parar comigo mesma.
- I-D-I-O-T-A! Isso que eu sou!
Em meio ao meus desvaneios e lágrimas de dor e raiva que corriam dos meus olhos, ouvi alguém bater na porta do meu quarto.
- Ana, posso entrar? Era Edu, esqueci que tinha marcado uma sessão de cinema em casa com ele hoje.
Imediatamente fechei a janela no computador e fui em direção a porta.
- Edu! Pode entrar! Tentei ficar animada enquanto enxugava as últimas lágrimas que insistiam em cair.
- O que houve Amm? Está chorando?
- O que? Hãa? Chorando... eeu?
- Não adianta fingir Ana, eu te conheço bem! Afirmou Edu. E eu sabia que era verdade, nunca soube esconder nada dele e claro que não podia mentir.
- Foi uma coisa que eu vi aqui na internet...
- Que coisa?
- Ah Edu, deixa pra lá! Já passou!
- Tem certeza? Não precisa esconder nada de mim Ana, sabe disso.
Nem precisou ele insistir, acabei desabafando, dizendo tudo que ainda sentia pelo Henry e o que tinha visto no perfil dele.
- Será que isso nunca vai acabar? Será que nunca vou me recuperar disso? Dizia mais pra mim mesma do que para ele.
- Claro que vai Ana, não diga isso! Você é forte, você consegue. Só precisa se desligar de tudo que te enfraquece.
Ele tinha razão, eu precisa me desligar de tudo que se quer me trouxesse qualquer lembrança de Henry. Joguei fora tudo que ele me deu de presente, troquei de perfume, rasguei todas as fotos que tínhamos juntos. Estava lendo o poema que ele me escreveu quando erámos só amigos, fiquei surpresa quando vi que ainda guardava a linda rosa branca que ficava no centro do buquê gigante que ele me deu quando voltei das férias em Búzios, acariciei com carinho a rosa e o bilhete, meu coração não suportou, lágrimas quentes correram pelo meu rosto e de repente o celular tocou:
- Quem deve ser uma hora dessas? Alô? Disse ao atender, o número estava restrito.
- Ana? Eu podia reconhecer aquela voz em qualquer lugar do mundo.
- Henry? É você?
- Sou eu, estava com saudade de ouvir sua voz, só liguei pra saber como você esta...
Eu queria dizer que estava morrendo de saudade, que precisava vê-lo urgentemente, mas tomei a decisão de ser fria, de não vacilar.
- Estou bem Henry, muito bem, aliás. Anunciei numa voz firme.
- Que bom, amor. Tem uma coisa que preciso te contar... Falou ele num tom baixo e relutante.
- Diga... estou ouvindo.
- Eu voltei com a Jennifer... estamos namorando.
Não acredito que ele esta me contando isso, não acredito!
- Hmm, que bom pra você!
O silêncio apreensivo se estendeu por alguns segundos, até que ele disse:
- Que bom pra mim? Só isso que você tem a dizer?
- O que quer que eu diga Henry? Você é livre, namora com quem quiser...
- Eu sei, mas quero que saiba que eu nunca vou conhecer ninguém como você. Ana, você é a mulher mais incrível e maravilhosa que eu já conheci e ...
- Para Henry! Para com isso! Não precisa me dizer nada disso! Você esta namorando, esta feliz, isso é que importa!
- Eu não estou feliz... Disse ele baixinho.
- Como não?
- Eu só estaria feliz se estivesse com você.
- É melhor parar com isso Henry, não estou achando graça alguma. E quer saber? Pare de me ligar, eu não vou mais atender... Não sei quem te deu meu número, mas não adianta! Tchau!
Pela primeira vez fui grossa e arrogante com Henry, desliguei o celular na cara dele, sem pensar duas vezes. Era preciso!
Continua...
- Como fui burra! Burra! Burra! Burra! Como fui acreditar em tudo que ele disse! Falei sem parar comigo mesma.
- I-D-I-O-T-A! Isso que eu sou!
Em meio ao meus desvaneios e lágrimas de dor e raiva que corriam dos meus olhos, ouvi alguém bater na porta do meu quarto.
- Ana, posso entrar? Era Edu, esqueci que tinha marcado uma sessão de cinema em casa com ele hoje.
Imediatamente fechei a janela no computador e fui em direção a porta.
- Edu! Pode entrar! Tentei ficar animada enquanto enxugava as últimas lágrimas que insistiam em cair.
- O que houve Amm? Está chorando?
- O que? Hãa? Chorando... eeu?
- Não adianta fingir Ana, eu te conheço bem! Afirmou Edu. E eu sabia que era verdade, nunca soube esconder nada dele e claro que não podia mentir.
- Foi uma coisa que eu vi aqui na internet...
- Que coisa?
- Ah Edu, deixa pra lá! Já passou!
- Tem certeza? Não precisa esconder nada de mim Ana, sabe disso.
Nem precisou ele insistir, acabei desabafando, dizendo tudo que ainda sentia pelo Henry e o que tinha visto no perfil dele.
- Será que isso nunca vai acabar? Será que nunca vou me recuperar disso? Dizia mais pra mim mesma do que para ele.
- Claro que vai Ana, não diga isso! Você é forte, você consegue. Só precisa se desligar de tudo que te enfraquece.
Ele tinha razão, eu precisa me desligar de tudo que se quer me trouxesse qualquer lembrança de Henry. Joguei fora tudo que ele me deu de presente, troquei de perfume, rasguei todas as fotos que tínhamos juntos. Estava lendo o poema que ele me escreveu quando erámos só amigos, fiquei surpresa quando vi que ainda guardava a linda rosa branca que ficava no centro do buquê gigante que ele me deu quando voltei das férias em Búzios, acariciei com carinho a rosa e o bilhete, meu coração não suportou, lágrimas quentes correram pelo meu rosto e de repente o celular tocou:
- Quem deve ser uma hora dessas? Alô? Disse ao atender, o número estava restrito.
- Ana? Eu podia reconhecer aquela voz em qualquer lugar do mundo.
- Henry? É você?
- Sou eu, estava com saudade de ouvir sua voz, só liguei pra saber como você esta...
Eu queria dizer que estava morrendo de saudade, que precisava vê-lo urgentemente, mas tomei a decisão de ser fria, de não vacilar.
- Estou bem Henry, muito bem, aliás. Anunciei numa voz firme.
- Que bom, amor. Tem uma coisa que preciso te contar... Falou ele num tom baixo e relutante.
- Diga... estou ouvindo.
- Eu voltei com a Jennifer... estamos namorando.
Não acredito que ele esta me contando isso, não acredito!
- Hmm, que bom pra você!
O silêncio apreensivo se estendeu por alguns segundos, até que ele disse:
- Que bom pra mim? Só isso que você tem a dizer?
- O que quer que eu diga Henry? Você é livre, namora com quem quiser...
- Eu sei, mas quero que saiba que eu nunca vou conhecer ninguém como você. Ana, você é a mulher mais incrível e maravilhosa que eu já conheci e ...
- Para Henry! Para com isso! Não precisa me dizer nada disso! Você esta namorando, esta feliz, isso é que importa!
- Eu não estou feliz... Disse ele baixinho.
- Como não?
- Eu só estaria feliz se estivesse com você.
- É melhor parar com isso Henry, não estou achando graça alguma. E quer saber? Pare de me ligar, eu não vou mais atender... Não sei quem te deu meu número, mas não adianta! Tchau!
Pela primeira vez fui grossa e arrogante com Henry, desliguei o celular na cara dele, sem pensar duas vezes. Era preciso!
Continua...


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