Sai em desespero, parece que já estava arrependida a partir do momento que dei as costas para ele em prantos, corri o máximo que pude a fim dele não me alcançar. No meio do caminho esbarrei em Edu que andava distraído olhando para o celular.
- Ana! Disse Edu assim que viu naquele estado.
- Haaã?! Edu! Respondi alarmada.
- O que houve? Quer que eu te leve para casa? Cadê o Henry?
- Por favor me tira daqui!
Edu me guiou pelo caminho até o táxi e me deixou em casa sem mais perguntas, acabei afirmando que havia terminado meu namoro.
Claro que Henry não desistiu de mim tão fácil, muito pelo contrário, ele me ligava a todo instante, mensagens não paravam de chegar no meu celular, evitava até de acessar minhas redes sociais só para não me deparar com ele por lá, meu coração estava apertado, estava morrendo de saudades dele, só não me desligava de vez da vida por causa de Edu, ele me ligava sempre só para saber como eu estava. Cassie e Lua me derão o maior apoio, apesar de serem amigas de Henry, elas reconheciam o quanto eu havia mudado para pior depois de assumir meu relacionamento com ele. Passei a ir todos os dias a igreja e me firmar novamente com Deus, para minha alegria, minhas amigas que são como irmãs para mim começaram a ir comigo e Edu, claro, me ajudou em cada detalhe.
Depois de algumas semanas ainda chorava toda noite antes de dormir, quando vinha à tona as lembranças dos momentos bons que passei com Henry, eram alegres e tristes ao mesmo tempo. No fundo eu sabia que ele não me fazia bem, eu havia mudado muito depois que ele entrou na minha vida, não era mais a mesma, parei de ir para igreja, o lugar que mais amava no mundo, andava nervosa, inquieta, minha consciência pesava toda vez que orava, não conseguia conversar direito com minha mãe, muito menos com meu ai, me afastei dos meus melhores amigos, ia mal na faculdade, tudo desandou. Estive cega por muito tempo, o remorso me dominou, me impedindo de ter o arrenpedimento verdadeiro. Mas enfim fui forte o bastante para tomar a decisão certa, ninguém podia tomar essa decisão por mim, era eu que tinha que ter essa atitude! Arranquei ele da minha vida, não foi nada fácil.
Ele sumiu durante um mês da faculdade, mesmo assim ainda insistia nas ligações, recados e mensagens, até cartas tradicionais ele mandou. Confesso que fiquei abalada repetidas vezes, mas resisti e continuei.
No dia em que Henry resolveu aparecer em frente ao meu prédio de aulas numa sexta-feira chuvosa, meu coração dilacerou violentamente.
- Ana, posso falar com você um minuto por favor? Pediu ele receoso assim que me viu descer as escadas.
- Henry? O que faz aqui?
- Precisava falar com você! Sei que não quer falar comigo, não respondeu nenhum dos meus recados e mensagens, mas eu preciso! Pediu quase implorando.
- Tudo bem, Henry. Diga... Disse tentando controlar ao máximo o que estava sentindo.
- Eu não sei o que eu fiz para você me tratar desse jeito, pra você ter terminado comigo sem motivo, mas quero que saiba que eu te amo e vou amar para semp...
Interrompi:
- Não Henry, não continue essa frase. Tudo que a gente viveu foi intenso e o que eu sentir por você foi verdadeiro, mas realmente não dá, não posso ficar com você. Podemos ser amigos se você quiser...
Exaltado e nervoso Henry replicou:
- Você acha mesmo que eu posso ser seu amigo? Acha que consigo fazer isso? Que a gente consegue fazer isso, Am?
- A gente pode tentar, basta querer!
- Tentar, Ana?
Sabia que aquela conversa não nos levaria a lugar nenhum, então ele decidiu que deveria ir embora da minha vida de vez. Trancou a faculdade e se mudou para outra cidade. Ainda insistia em me ligar às vezes e eu teimosamente atendia só para ouvi-lo dizer que não me esqueceu e que não conseguiria fazer isso nunca. As mensagens eram constantes toda noite. Mas chegou o dia que pus o fim naquilo, apaguei o número dele do meu celular e troquei de número, proibi Lua e Cassie de darem meu novo número a ele, Edu nem precisei avisar, além disso exclui ele de todas as minhas redes sociais e não voltei atrás.
Continua...


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