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Droga! Droga! Droga! De novo não! 

- Você tem que parar com isso Analize Gomes Albuquerque, tem que para com isso agora! Já!

Dizia para mim mesmo no espelho do banheiro. O que eu estava fazendo da minha vida? Eu não tinha mais vida! Estava caindo no poço mais fundo, no abismo mais escuro, não teria mais volta se eu não colocasse um fim nisso. Era duas da tarde, decidi voltar mais cedo do encontro diário com Henry na nossa praia deserta.  Ele já sabia até onde eu ia toda vez, nos nossos amassos mais próximos, mas mesmo assim insistia até que eu cedia mais um pouco, e já estava cedendo demais.
Já se passaram dois meses, desde que constatei o que estava acontecendo comigo e com meu namorado Henry. Não podia continuar daquele jeito, eu tinha voltado a ir a igreja com mais frequência. Toda vez que orava, acabava me derramando em lágrimas, pedia perdão a Deus e chorava de novo até me sentir exausta. Mas no outro dia ao ver Henry era automático, não conseguia resistir e o beijava, ficava com ele e deixava ele me tocar muito mais do que apenas namorados deviam fazer. Na minha concepção era errado, muito errado, isso não agradava a Deus, para Henry era normal, algo natural e quase obrigatório dentro do namoro. Se contasse para Cassie e Lua, elas não iram achar nada demais, no entanto eu não contava, só eu sabia o que estava acontecendo e sabia que se aquilo continuasse e avançasse mais eu ia me arrepender muito mais do que já estava arrependida.

Levantei naquela manhã na certeza de que a noite ia para igreja e decidira a minha vida, não podia continuar daquela forma, seria tudo ou nada!

Cheguei na faculdade e fui direto para sala saindo de lá só quando tive a certeza que Henry já tinha desistido de me esperar, o celular tocou diversas vezes e mensagens não paravam de chegar. Estava na biblioteca há mais de uma hora, olhando pro nada, não conseguia de jeito nenhum me concentrar em qualquer coisa que fosse, sabia que ele não iria me procurar ali e graças a Deus, deu certo.
Sai de lá duas horas depois e fui para casa, me tranquei no quarto até a hora de ir para igreja. Cheguei uma hora mais cedo, queria me entregar ao máximo para aquele momento, era muito importante pra mim.
Vi Edu se aproximar de mim meia hora antes da reunião começar.
- Ana, que bom ver você aqui! Disse Edu com um sorriso enorme nos lábios.
- Oi Edu, é bom ver você também!
- Chegou tão cedo, aconteceu alguma coisa? Perguntou ele.
- Na verdade vai acontecer. Afirmei séria.
- Algum problema? Quer me contar?
- Problema nenhum, vou por um fim nesse problema.
- Que bom então Ana, creio que dará tudo certo.
- Eu sei, vai dar sim! Disse sorrindo.
- Posso sentar aqui com você? Perguntou Edu apontando para a poltrona ao meu lado.
- Claro que pode. 

Estava um pouco cabisbaixa, deixei me envolver demais com isso tudo, no fundo, no fundo, eu sabia que não daria certo namorar com alguém como Henry, totalmente diferente de mim, em todos os sentidos e principalmente com relação a minha fé. Estava ferida, machucada, doente e sabia que eu mesma tinha causado tudo isso. Corri rumo a perdição, me lancei no precipício, , mas parece que sobrevivi, tenho que sobreviver, me erguer, segurar a mão que nunca deixou de esta estendida para mim.
Encostada no ombro de Edu, minha mente vagava entre os momentos bos que tive ao lado de Henry e em tudo que sentia quando a culpa vinha à tona dentro de mim. Pensei em milhões de formas de terminar com ele, mas nenhuma parecia que ia convencê-lo, precisava de ajuda e era por isso que estava ali. Meu grande amigo, Edu, não perguntou nada, parecia que ele podia ler meus pensamentos, ele me entendia sem eu dizer nada.

Depois de terminar a reunião cheguei em casa bem mais aliviada, como se um fardo tivesse sido tirado dos meus ombros, não podia mais pensar em Henry como antes, ao invés disso meu pensamento estava nos momentos de oração que tive com Deus naquela noite, quão longe estava daquilo tudo, da comunhão com Deus. Mas agora tudo seria diferente e ainda melhor. Eu já havia tomado minha decisão e não haveria mais volta.

Continua...

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