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Enfim quando acabou a aula, tentei ao máximo não me deparar com Henry, não estava pronta para aquela conversa decisiva. Para isso resolvi sai pela porta dos pedestres, evitando passar pela saída dos carros. Caminhei lentamente até nossa prainha próxima a faculdade, os pensamentos dos momentos que vive com Henry naquele lugar inundaram a minha mente. Quando estava com ele me sentia tão viva, tão poderosa, tão mulher, não podia terminar com Henry assim, sem mais nem menos. Uma lágrima teimosa rolou no meu rosto, deixei-a correr, seguida de muitas outras. Estava preste a cometer o maior erro da minha vida, eu sabia que isso estava cada vez mais perto, quanto mais me envolvia com Henry, estava mais perto de desagradar a Deus cruelmente. Corria sérios riscos toda vez que ficava trancada no quarto com ele, toda vez que ficávamos sozinhos em algum lugar, precisa por um fim nisso.

- Ah, eu não vou conseguir! Disse em voz alta pra mim mesmo choramingando.
- Não vai consegui o que? Perguntou uma voz preocupada atrás de mim. Eu sabia quem era.
Atordoada me virei e encarei seus olhos profundos cor de mel.
- Henry?! Não é nada! Afirmei confusa, enxugando as lágrimas.
- Pode me contar, você sabe que pode contar comigo para tudo.
- Eu sei, mas... Ele interrompeu:
- Mas... nada! Parou e segurou meu rosto com as duas mãos. Eu tô aqui, o que esta acontecendo?
- Desculpa Henry, você nunca entenderia.
- Como você pode ter tanta certeza disso?
- Eu só sei, desculpe. Disse me virando novamente para encarar o mar turbulento.

Momentos de silêncio se seguiram e eu não conseguia mais pensar em nada, sentindo sua presença forte e quente atrás de mim.  Contornando, ele apareceu na minha frente, os olhos intensos me encarando. Com um susto ele me agarrou e me beijou apaixonadamente, não pude impedi-lo, no fundo eu também desejava isso. Após o beijo demorado, tudo voltou a ser como era, o gelo e o clima tenso se quebrou. Sentamos na areia, perdidos em pensamentos, carícias e beijos sem fim. No final da tarde ele me levou em casa ou melhor, perto de casa, meus pais nunca aprovarão nosso envolvimento, eu sei disso. Me despedi com um beijo longo e apaixonado, ainda dentro do seu carro, como se nunca mais fosse beijá-lo outra vez.
Abri a porta, meus pais estavam na sala assistindo tv, já arrumados para ir para igreja naquela noite. Casualmente minha mãe me perguntou:
- Ana querida, vai conosco hoje?
- O que mãe? Já estava nas escadas com a cabeça na lua, quando respondi.
- Pra igreja Ana, você vai com a gente?
- Ah... Pensei por alguns segundos e disse: - Acho que sim, mãe, só um minuto.

Subi as escadas apressadas, troquei de roupa e acompanhei meus pais a igreja, essa era coisa certa a fazer, afinal o que eu estava pensando de minha vida?
O culto começou como sempre, preferi ficar no fundo outra vez, meus pensamentos estavam em quando eu dava aulas de inglês para os pequenos, bateu uma saudades desesperadora. Repentinamente era como se eu não estivesse mais ali e recordei a noite passada, foi tão maravilhoso, senti Deus me acolher de braços abertos e me perdoar mais uma vez. O pior era que tinha feito tudo errado de novo, havia passado o dia inteiro praticamente desagradando a Deus. Estava realmente desagradando a Deus de verdade? Amar alguém não é errado. Só porque ele não era cristão? Mas é uma pessoal incrível, me trata como ninguém nunca me tratou antes, ele me ama também, nós nos amamos muito! Como Deus podia me condenar por amá-lo assim? Meus devaneios foram interrompidos quando o pastor falou:

- Você jovem que já não vive um namoro puro, mesmo que ninguém esteja vendo, saiba que Deus esta! É só você e seu namorado estarem sozinhos que as coisas saem do controle e você já avançou demais. Vocês dois vivem um namoro avançado, se não já  fizeram o que não deveria fazer.

Na mesma hora disse a mim mesma em voz baixa:
- Não, não fizemos! Nem iremos fazer, não posso fazer isso!

- É verdade, você afirma que sua carne é fraca. Diz não vai mais permitir esse avanço, mas quando estão juntos esquece tudo e se entrega de vez. A carne pode ser fraca mais o espírito, o espírito é forte, no entanto ele só poderá resistir se você fortalecer ele! Continuou o pastor como se pudesse me ouvir.

No meu íntimo sabia que não podia responder mais nada, eu estava errada, tinha certeza disso. Na hora da oração me desmanchei em lágrimas, cheguei a soluçar, estava arrependida, Deus não iria me perdoar pelo que estava fazendo a mim mesma.

Continua...







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