Quatro semanas depois...
Já era hora de voltar, as semanas que se passaram procurei aproveitar o máximo com meus amigos, distrair a mente, jogar, acessar a internet e até mesmo estudar um pouco alemão e francês.
Não ficava nenhum dia sem falar com Henry, quando não era eu que ligava, ele ligava. Nossa interação foi cada vez mais aumentando e a vontade louca de ver um ao outro era intensa.
Enfim chegou o dia, estávamos voltando para casa, era domingo a tarde e na segunda-feira seria o primeiro dia de aula, mandei uma mensagem para Henry avisando que estava na estrada. Ele imediatamente respondeu:
"Estou ansioso para vê-la, que chegue logo amanhã para matarmos a saudade"
Não era novidade pra ninguém que estávamos cada vez mais íntimos, até minha mãe já percebia quando estava conversando com ele pelo telefone.
Assim que cheguei em casa, antes de meu pai estacionar na garagem segui para caixa de correios a fim de pegar as correspondências, em meio as cartas de pagamento encontrei uma diferente, era rosa bebê trabalhada com margaridas em alto relevo, ao investigar o envelope vi que o destinatário estava em meu nome, ao abrir me surpreendi com as palavras escritas em um papel na cor creme e fonte caramelada:
" A rosa mais bela de todas deixo um pedaço do meu carinho e devoção por ela.
Nem que eu contasse as estrelas do céu ou despedaçasse uma por uma das pétalas existes nas flores de todos os jardins do mundo não poderia contar as vezes que penso nela.
Entre as margaridas e copos de leite existe uma rosa branca, grande e satisfeita a sorrir pra mim todos os dias, me mantendo limpo e de pé respirando o seu perfume viciante e enlouquecedor.
Ah se as flores falassem...
Levaria pra você agora o meu sussurro de saudade
Entre as margaridas e copos de leite existe você minha bela."
Com carinho e saudade
Henry Matias.
Ah se as flores falassem...
Levaria pra você agora o meu sussurro de saudade
Entre as margaridas e copos de leite existe você minha bela."
Com carinho e saudade
Henry Matias.
- Meu Deus, Meu Deus, o que é isso? Disse em voz alta.
Continue andando abismada com poema que Henry me deu:"Será que foi ele que escreveu?"
Perguntei-me, e as últimas palavras do poema martelava em minha cabeça: "Entre as margaridas e copos de leite existe você minha bela."
Como se não bastasse encontrei em frente a porta de casa um buquê gigante de margaridas e copos de leite, ao pegar percebi que no meio do buquê havia uma rosa branca linda, grande e aberta. As flores estavam frescas como se tivessem sido colocada ali a poucos instantes, olhei para os lados com o intuito de ver alguém diferente por perto, mas nada, não havia ninguém. Meus pais tinham entrado pela porta dos fundos, o que eu dizer a eles quando entrasse com aquele buquê enorme?
Minha mãe foi a primeira a perguntar:
- Filha, quem te deu isso?
- Estava aqui na porta mãe.
- Quem deixou aí? Não veio com nenhum cartão ou algo assim?
- Aqui no buquê parece que não, mas tinha uma carta diferente na carta dos correios, foi um amigo meu que mandou mãe.
- Henry?! Disse minha mãe afirmando.
- Como à senhora sabe? Perguntei rindo.
- Esse rapaz te ligou as férias inteira, vocês passavam horas no celular, quem mais poderia ser? Vocês estão namorando? Quero conhecê-lo Ana!
- Não é nada disso mãe, não estamos namorando, somos só amigos, bons amigos.
- Sei, traga ele aqui um dia.
- Eu trago mãe, mas estou falando a verdade.
- Tudo bem, agora leve isso logo pro seu quarto...
Ela nem terminou de falar, quando meu pai entrou na sala.
- O que é isso Ana?
- Flores, pai, um amigo me mandou como boas-vindas.
- Amigo? Mudou de nome agora?
- É só um amigo pai, quando for namorado sabe que será o primeiro a saber.
- Eu sei filha, não precisa se preocupar com isso, acredito em você e sei que fará a escolha certa. Se for esse amigo já ganhou ponto comigo, flores sempre agradam as mulheres e esse especialmente conhece bem você, não é? Margarida e copo de leite são as suas favoritas.
- Verdade, pai, nem sei o que dizer a ele agora.
- Isso é o mínimo, apenas agradeça.
Eu ri e respondi:
- Ok, você é homem, então entendi.- O que é isso Ana?
- Flores, pai, um amigo me mandou como boas-vindas.
- Amigo? Mudou de nome agora?
- É só um amigo pai, quando for namorado sabe que será o primeiro a saber.
- Eu sei filha, não precisa se preocupar com isso, acredito em você e sei que fará a escolha certa. Se for esse amigo já ganhou ponto comigo, flores sempre agradam as mulheres e esse especialmente conhece bem você, não é? Margarida e copo de leite são as suas favoritas.
- Verdade, pai, nem sei o que dizer a ele agora.
- Isso é o mínimo, apenas agradeça.
Eu ri e respondi:
Eu estava surpresa demais com tudo isso e radiante de felicidade ao mesmo tempo.
Deixei as flores na penteadeira e fui tomar banho, na volta ao pegá-las novamente para colocar no vaso com água, encontrei um pequeno bilhete escrito a mão em meio a multidão amarela e branca, que dizia:
"Seja bem-vinda minha flor, não vejo a hora de te ver amanhã."
Meu coração acelerou disparadamente, sentir o seu perfume naquele bilhete e imediatamente guardei dentro da minha Bíblia que estava na cabeceira da minha cama, pus o vaso com as flores também na cabeceira "Como ele sabia que elas eram as minhas preferidas?" "Como ele descobriu o meu endereço?"
As horas demoraram de passar, fui conferir meu horário semestral. Em seguida deitei na cama, exausta da viagem e com a mente a mil pensando em tudo que estava acontecendo, na verdade eu não estava feliz exatamente, estava preocupada, eu não podia me apaixonar agora, não pelo Henry. O que meus pais iam dizer? Minha mãe fez muitas perguntas, mas sei que não vai gostar nada e meu pai ficou tão feliz com a atitude dele, quando ele descobrir quem é com certeza vai mudar de ideia.
Me remexi na cama a noite inteira, ao pegar no sono sonhei com ele e antes determinar acordei com o barulho do despertador, era hora de me arrumar para ir à faculdade.
Continua...


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