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Já há algum tempo desejava começar uma série jovem aqui no blog, mas a inspiração não vinha, de repente, meio que do nada, a inspiração veio e estou aqui escrevendo o primeiro capítulo da primeira websérie do Intrépida. O difícil mesmo foi escolher o nome, mas estava tão ansiosa pra postar o primeiro capítulo que não aguentei esperar mais. Bom, espero que todos se impressionem e acomponhem até o fim.
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Capítulo 1

Sei que isso tudo é meio clichê, mas a verdade é que hoje eu sei que tudo foi uma paixão, uma paixão muito proibida.
Conheci Henry na faculdade, por causa de nossos amigos em comum. Eu fazia Relações Internacionais e ele Publicidade. Todos os nossos outros amigos eram de cursos diferentes, só Lua e Cassie que eram da minha turma na disciplina de Marketing. Eu era bem próxima das duas e elas eram as melhores amigas de Henry, mas no inicio eu nem falava com ele direito.

- Vem Ana, o Edu vai tocar sua música favorita. Diz Cassie empolgada.

O Edu sempre foi uma pessoa que fazia amizade com todos muito rápido, sempre muito compreensivo e gentil, rapidinho se tornou meu amigo de confiança. Henry também adora a amizade com Edu. Fisicamente o Edu era bem alto, cabelos e olhos bem escuros, branquinho, sorriso meigo e destemido, ele era estudante de Educação Fisíca e eu dizia que ele seria meu personal trainer particular quando eu tivesse trabalhando numa multi-internacional bem famosa. Edu sempre ria quando eu dizia isso.

- Tô indo Cassie. Disse eu.
Ele tocava Realize da Colbie Caillat.
- Oi Edu, não para, tô amando. Você nunca me disse que sabia tocar essa música.

Ele não para e continua tocando lindamente.
Então um cara alto, um pouco menor que Edu, moreno, olhos cor de mel, uma tatuagem tribal no braço, era Henry com seu jeitão fechado de ser, chega e ouve de longe a música.
Edu estava rodeado de pessoas, todos encantados com seu taleto nato para música. Ele pensava em fazer Música assim que terminasse a primeira graduação.

Lua e Cassie me chama pra conhecer o Henry, enfim. Ele não era aquele cara tímido, mas ficava na dele, sabe? Sempre o via, mas as meninas ainda não tinha me apresentado.

- Ana, você tem que conhecer o Henry nosso amigo de infância, vem. Diz Lua.
- Oi Henry, tudo bem? Essa é a Ana. Me apresenta Cassie toda feliz.
- Oi, sou Analize, mas pode me chamar de Ana se quiser.
- Oi Ana. Sou Henry, prazer.
- Então porque vocês não conversam um pouco, vou comprar um sorvete e volto já. Avisa Lua.
- Eu vou com ela tá? Fala Cassie também, saindo de braços dados com Lua.
- Então você é sempre assim, de poucas palavras? Digo de imediato.
- De vez enquando, não gosto de multidões. Fala Henry com um sorriso solto nos lábios.
- Sei como é, você faz o que mesmo?
- Faço Publicidade, tô no terceiro semestre. E você?
- RI com ênfase em poliglota.
- Hmm, muito bom. Já fala quantas línguas?  Pergunta curioso.
- De inicio inglês e espanhol, aprendi desde pequena. Meus pais me colocaram numa escola de idiomas aos 6 anos. Mas peguei fluência ensinando na minha igreja.
- Você é cristã? Ele pergunta sem dá muita importância.
- Sou sim. Falo orgulhosa e sorridente. E você?
- Não, não. Sem religião. Responde com ênfase e poucas explicações.
Eu simplesmente não pergunto mais nada sobre o assunto.


Essa foi a primeira vez que falei com o Henry, a primeira de muitas com certeza, ele me pareceu bem simples, mas ainda assim bem profundo. Era sexta-feira e sempre nos reuniamos nesse horário no campus mais agitado da faculdade, o campus dos cursos de comunicação e arte, o meu campus também. Das 16 até as 19 horas ficavamos cantando, tocando e comendo besteiras, alguns bebiam, mas não era aquela bebedeira. Depois dali toda sexta-feira todos iam a casa de festa no mesmo quarteirão da faculdade, era um ambiente agradável, uma boa parte ao ar livre, sempre uma banda diferente tocava. Sabia disso por causa das meninas que me contavam, eu ía só as vezes. Sexta-feira à noite ensinava espanhol para as crianças da minha igreja, era um prazer enorme fazer isso.
No fim de semana estudavámos como de costume, mas sempre havia uma fugidinha para nos vermos e fazermos alguma coisa alternativa.
Eu cristã, Cassie e Lua não eram, só Edu que também era cristão, mas mesmo assim todos respeitavam nossa fé e nossa crença. Fiquei sabendo depois de alguns dias que a Lua estava gostando do Henry, não poderia dá uma opnião sólida sobre ele, mas... ele não parecia ser um carinha ruim. Não apoiei, nem desapoiei, apenas disse para ela ser cautelosa.
Marcamos no domingo para comer uma pizza no parque florestal, todos estavam lá, Edu, Cassie, Lua, Henry e mais três amigos dos dois, Gustavo e Miguel. Cheguei depois de todo mundo, já tinham pedido a entrada e escolhido os sabores da pizza, odeio chegar atrasada, mas acabei perdendo a hora no ensaio do coral de crianças que iam cantar amanhã cedo na escola primária do meu bairro.
Depois de mim uma amiga do Edu também chegou, ela era ruivinha de cabelos cacheados até a cintura, seu nome era Lindie, sentou sorridente ao lado dele e conversaram individualmente a noite inteira, eu acabei engatando uma conversa bem produtiva com Henry e Lua.


Continua...

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