por Mazu
O blog tenta derrubar o estereótipo de loucas varridas que as feministas têm, e a concepção errônea de que machismo e feminismo são coisas exclusivas de homens e mulheres, respectivamente.
Eu, por exemplo, super clamo para quem quiser ouvir que sou feminista e tals, só que, no dia a dia, a gente escorrega né? Vai vendo. Eu tive duas conversas bem engraçadas com meu marido esses dias, a primeira, sei lá bem por que eu disse que era feminista, e ele: sério? mas, você é tão legal. Só para constar ele estava me zoando. A segunda, eu: leva o lixo para fora, está pesado, eu sou só uma menininha. Ele: você percebe a hipocrisia na sua fala, né? E eu, claramente.
Contei essas anedotinhas da vida pessoal só para ilustrar como essas coisas percorrem a vida da gente no cotidiano. A afirmação de princípios dá um puta trabalho e você tem que respirar isso né? Por isso a gente tem fama de chata, porque se você procurar esse ou aquele preconceito, você acha em todo lugar a todo o momento e fica lá falando, mencionando, apontando e chateando quem está em volta. Uai. Não é todo mundo toda hora que está a fim. Antes que minhas amigas de luta tenham um derrame e me expulsem do blog: a gente tem que fazer isso mesmo. E chatear mesmo e falar para quem não quer ouvir. Olha só, falar sobre isso com quem é simpatizante do assunto é sussa, não muda nada. A gente precisa convencer quem acha que isso é loucura, só assim para conseguir alguma mudança. Acho que a gente é menos chata e mais insistente, na verdade.
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| "Cure uma feminista: transforme uma militante peluda, vegetariana e protestante em uma garota real." |
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| Eu apoiaria o feminismo, se vocês não fossem tão irritantes. |
Eu, por exemplo, super clamo para quem quiser ouvir que sou feminista e tals, só que, no dia a dia, a gente escorrega né? Vai vendo. Eu tive duas conversas bem engraçadas com meu marido esses dias, a primeira, sei lá bem por que eu disse que era feminista, e ele: sério? mas, você é tão legal. Só para constar ele estava me zoando. A segunda, eu: leva o lixo para fora, está pesado, eu sou só uma menininha. Ele: você percebe a hipocrisia na sua fala, né? E eu, claramente.
Contei essas anedotinhas da vida pessoal só para ilustrar como essas coisas percorrem a vida da gente no cotidiano. A afirmação de princípios dá um puta trabalho e você tem que respirar isso né? Por isso a gente tem fama de chata, porque se você procurar esse ou aquele preconceito, você acha em todo lugar a todo o momento e fica lá falando, mencionando, apontando e chateando quem está em volta. Uai. Não é todo mundo toda hora que está a fim. Antes que minhas amigas de luta tenham um derrame e me expulsem do blog: a gente tem que fazer isso mesmo. E chatear mesmo e falar para quem não quer ouvir. Olha só, falar sobre isso com quem é simpatizante do assunto é sussa, não muda nada. A gente precisa convencer quem acha que isso é loucura, só assim para conseguir alguma mudança. Acho que a gente é menos chata e mais insistente, na verdade.
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A violência e o machismo estão em todo lugar, quando você encontra nunca mais para de ver e se você parou de ver, sério, óculos ou exame profundo de consciência para você. Quando a gente distrai um pouco, está lá dizendo pro marido que é só uma menininha ou que fulana na novela é uma tremenda vadia. O machismo está no ar, triste, mas está, a gente tem que tossir e mostrar e não inalar nunca mais. ;)
Um exercício super legal, só que não, é prestar atenção nos comentários feitos nas notícias do yahoo e no blog da Lola. Aviso: parem antes de começar a pensar em suicídio. Depois disso, dá para ver que não é exagero pegar pesado com o machismo, porque quem é machista pega pesado demais, há tempo demais.
Já que disse que somos insistentes e que o machismo está em todo lugar, só para ilustrar e ser repetitiva e insistente, vou deixar os números, links e figuras abaixo:
Números tirados do Mapa da Violência, Anexo violência contra a mulher, sobre os números de atendimentos no SUS de incidentes de violência contra a mulher:
- relação com o agressor: até os 14 anos os pais são os principais responsáveis, dos 20 até o 59 preponderam os parceiros e, a partir dos 60 anos, os filhos;
- 56% dos casos envolvem o uso de força corporal ou espancamento;
- 68,8% dos casos ocorrem dentro da casa da vítima
- 42,5% dos casos, o agressor é o parceiro ou ex-parceiro, na faixa etária de 20 a 49 anos, essa porcentagem sobe para 65%
Notícia sobre a nomeação de uma mulher para a presidência da Comissão Sul-Africana.
Atentem para o seguinte comentário:
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| "Mas vamos ver se por ser mulher ela corresponde as espectativa (sic)" |
Leiam três comentários, no máximo, mais que isso risco de depressão profunda. ;)





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