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O futuro é incerto? Sim, pois que graça teria se soubéssemos o que aconteceria amanhã?
A vida é feita de momentos únicos, imprevisíveis. São momentos assim que farão a vida se tornar única, são momentos assim, que farão a vida valer a pena e o seu futuro mais ainda.
A vida é feita de momentos únicos, imprevisíveis. São momentos assim que farão a vida se tornar única, são momentos assim, que farão a vida valer a pena e o seu futuro mais ainda.
Reveja seus conceitos e analise bem: Vale a pena? Se sim, arrisque. Se não, esquece, parte pra outra(o) e segue em frente.
A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso que fazemos do que temos a todo momento.
Pessoas vão embora de todas as formas: vão embora da nossa vida, do nosso coração, do nosso abraço, da nossa amizade, da nossa admiração, do nosso país.
E, muitas a quem dedicamos um profundo amor, morrem.
E continuam imortais dentro da gente. A vida segue: doendo, rasgando, enchendo de saudade…
Depois nos dá aceitação, ameniza a falta trazendo apenas a lembrança que não machuca mais: uma frase engraçada, uma filosofia de vida, um jeito tão característico, aquela peculiaridade da pessoa.
Mas pessoas vão embora. As coisas acabam.
Relações se esvaem, paixonites escorrem pelo ralo, adeuses começam a fazer sentido. E se a gente sente com estas idas e também vindas, é porque estamos vivos.
Cuidemos deste agora.
Muitos já se foram para nos ensinar que a vida é só um bocado de momento que pode durar cem anos ou cinco minutos.
E não importa quanto tempo você teve para amar alguém, mas o amor que você investiu durante aquele tempo. Segundos podem ser eternidades… ou não.
Depende da ocasião.
Estava na fila de uma lotérica, quando uma senhora falou em voz alta: "não quero falar meu número de telefone em voz alta, pois pode haver ladrões por perto". Imediatamente ouvi algumas pessoas bufando com raiva ou ironia, e a senhora continuou: "nunca se sabe, né? Melhor tomar cuidado...". Então alguém retrucou: "minha senhora, aqui não tem ladrão não". Outra pessoa concordou e a discussão estava formada.
Impressionante o clima tenso e agressivo que rapidamente tomou conta do local. As pessoas olhavam para mim, como que esperando perceber de que lado tomaria partido. Resignei-me a sorrir sem graça, sem querer colocar mais lenha na fogueira. Porém, ficou claro para mim que todos tinham e não tinham razão ao mesmo tempo. Percebi que a senhora estava falando com o objetivo consciente de alertar as pessoas ali presentes de um possível perigo, mas todos levaram aquilo para o pessoal e tomaram as observações feitas como uma ofensa.
Essa situação revela a energia por trás de todo evento deste tipo: o medo. A senhora falou com base no medo de ser assaltada, mas as pessoas interpretaram sua fala com base no medo de serem julgadas, de se sentirem menores. A boa intenção da senhora de ajudar as pessoas apenas serviu de disfarce e justificativa para ela mesma para colocar seu medo pra fora. Afinal, ela poderia ter dito a mesma coisa e ter gerado uma outra reação, até mesmo de concordância e gratidão dos outros, se não fosse pela qualidade da energia e intenção inconsciente de medo que ela expos.
As pessoas, por sua vez, poderiam ter percebido a fala da senhora como um medo particular dela e não se deixarem abalar pela sua frase. No entanto, receberam as palavras a partir da dor da rejeição e do julgamento, também sem perceberem que se entregavam aos seus próprios medos neste momento. Com isso, apenas alimentaram o que já havia de ruim naquela atmosfera de pensamentos e sentimentos. Entendo que o tom que foi dado às palavras pode ter soado um tanto agressivo, mas não era direcionado a alguém. O "eu medroso" e inconsciente da senhora jogou uma isca. E o "eu de dor" inconsciente das pessoas a sua volta mordeu direitinho.
Simplesmente paguei minha conta e deixei a lotérica ainda me sentindo um pouco estranha. Fiz minhas práticas de desconectar daquela energia e limpar o peso, e logo me senti melhor. Mas se não estivesse atenta, poderia "carregar" aquela situação comigo para o resto do dia, mesmo sem nem ter tomado partido ou participado ativamente dela.
DO QUE VOCÊ SE ALIMENTA?
Geralmente não percebemos com total consciência o que falamos e como reagimos ao mundo lá fora. Com isso, podemos estar alimentando justamente aquilo que mais reclamamos: violência, falta de consideração, injustiça, angústia, entre outros."Geralmente não percebemos com total consciência o que falamos e como reagimos ao mundo lá fora. Com isso, podemos estar alimentando justamente aquilo que mais reclamamos: violência, falta de consideração, injustiça, angústia, entre outros."
A parte positiva disso tudo é que podemos mudar as energias de nossa rotina, simplesmente escolhendo não morder as iscas de medo que nos são jogadas ao longo do dia. Nas primeiras vezes que tentamos, pode ser que o sangue suba e que a gente não consiga conter a irritação (e às vezes até o palavrão) ao levar uma fechada no trânsito ou ser mal tratado por alguém. Mas se tivermos a boa vontade de somente pensar que temos outra escolha naquele momento, com o tempo nossos impulsos talvez não sejam mais tão automáticos e agressivos. Com isso, deixamos de gastar nossa energia com sentimentos negativos e conquistamos mais harmonia em nosso dia a dia.
O caminho de saída dos sentimentos negativos e a porta de entrada da harmonia estão a nossa disposição o tempo todo, ainda que muitas vezes a gente não perceba isso. Então que tal ficarmos mais atentos e fazermos escolhas com mais consciência? Convido você a prestar atenção (mesmo!) durante uma semana, ou um dia apenas, que seja, e evitar as iscas negativas, percebendo como você se sente ao final do período. Você percebe alguma diferença?
Que você encontre o seu próprio caminho de harmonia!
Gente perfeita não precisa dos outros. São tipos como você e eu que necessitam das qualidades dos parceiros. Eles nos emprestam organização, paciência e disciplina, em troca de humor, espontaneidade e imaginação. Eles nos dão coragem quando somos covardes, nos acalmam se estamos em fúria e elucidam, com a sua inteligência, tramas que nós seriamos incapazes de enxergar. Eles não são melhores do que nós, mas são diferentes – e isso, boa parte das vezes, é essencial.
Enfatizo tamanha obviedade porque estamos sufocados pela ideia de perfeição. Para garantir a nossa posição no relacionamento (e no mundo) temos de ser bonitos, inteligentes e bem-sucedidos. Além de totalmente independentes, claro: estou com você porque eu quero, não porque preciso, entendeu? Precisar do amor e da atenção do outro é feio.
Tenho um amigo que há pouco menos de um mês quebrou o braço direito. Nas primeiras semanas depois da queda – e da cirurgia que se seguiu – ele virou um dependente físico. Precisava da namorada para amarrar o seu sapato, ajudá-lo a tomar banho, vestir a camiseta e cortar o bife. Vendo os dois naquela cena de enfermagem, num almoço de domingo, me ocorreu que, sem ela, ele estaria frito. Iria se virar de algum jeito, claro, mas sem a sensação gostosa de ser cuidado e querido, que deve ter feito diferença enorme durante a chatice da recuperação.
Acho que esse caso encerra uma metáfora sobre os nossos relacionamentos.
Nós todos nascemos com algo quebrado dentro de nós. Essa fratura primordial impede a auto-suficiência e exige a presença do outro. Uma pessoa amada, querida ou apenas desejada mitiga a nossa dor original e provê, com a sua presença, algumas sensações essenciais. Ela nos dá o prazer do contato corporal, ela garante a segurança de não estarmos sós, ela oferece, com seus olhares e seus gestos, a admiração e o carinho sem o qual a nossa personalidade murcha.
Acho que esse caso encerra uma metáfora sobre os nossos relacionamentos.
Nós todos nascemos com algo quebrado dentro de nós. Essa fratura primordial impede a auto-suficiência e exige a presença do outro. Uma pessoa amada, querida ou apenas desejada mitiga a nossa dor original e provê, com a sua presença, algumas sensações essenciais. Ela nos dá o prazer do contato corporal, ela garante a segurança de não estarmos sós, ela oferece, com seus olhares e seus gestos, a admiração e o carinho sem o qual a nossa personalidade murcha.
Todos precisam de atenção, mas nem todos são capazes de aceitá-la calmamente. Ao sentir-se dependente – isto é, ligado ao outro – muita gente pira. Arruma razões fúteis para brigar, enlouquece de ciúme, sente-se sufocar pela presença do outro. Ao final, dá um jeito de chutar o pau da barraca e acabar com aquilo, para enlouquecer de dor logo em seguida. É um paradoxo triste e comum. As pessoas sofrem sozinhas, mas não conseguem permitir que alguém chegue tão perto a ponto de comovê-las - e ameaçá-las com a possibilidade de uma dor ainda maior.
Isso tem a ver também com o espírito do tempo que vivemos.
As pessoas tornaram-se vigorosamente individualistas. As virtudes do século XXI são aquelas do sujeito solitário e decidido que se impõe a um mundo amorfo. Pense nos heróis da nossa época: Steve Jobs, Neymar e até a presidente Dilma. Eles fazem tudo sozinhos, não fazem? O resto da empresa, do time, do governo, existe apenas para executar sua vontade onisciente ou para permitir que ele ou ela exerça o seu gênio autoritário.
Esse mito – da pessoa que não precisa de ninguém - é uma falsidade que invadiu o nosso modo de pensar. E até a nossa intimidade. Agora, todos seremos gênios solitários. Ou pelo menos burros independentes. Bonito é não precisar emocionalmente de ninguém.
Acho isso tudo uma babaquice, claro. Nós precisamos dos outros. Sempre. Do cara que nos vende o bilhete de metrô à mulher que nos abraça no meio da noite, somos profundamente dependentes das pessoas que nos cercam. Sem as ideias e os sentimentos alheios o nosso próprio mundo não avança – e não há nada de errado em admitir isso.
Isso tem a ver também com o espírito do tempo que vivemos.
As pessoas tornaram-se vigorosamente individualistas. As virtudes do século XXI são aquelas do sujeito solitário e decidido que se impõe a um mundo amorfo. Pense nos heróis da nossa época: Steve Jobs, Neymar e até a presidente Dilma. Eles fazem tudo sozinhos, não fazem? O resto da empresa, do time, do governo, existe apenas para executar sua vontade onisciente ou para permitir que ele ou ela exerça o seu gênio autoritário.
Esse mito – da pessoa que não precisa de ninguém - é uma falsidade que invadiu o nosso modo de pensar. E até a nossa intimidade. Agora, todos seremos gênios solitários. Ou pelo menos burros independentes. Bonito é não precisar emocionalmente de ninguém.
Acho isso tudo uma babaquice, claro. Nós precisamos dos outros. Sempre. Do cara que nos vende o bilhete de metrô à mulher que nos abraça no meio da noite, somos profundamente dependentes das pessoas que nos cercam. Sem as ideias e os sentimentos alheios o nosso próprio mundo não avança – e não há nada de errado em admitir isso.
Se for o caso, claro, a gente se aguenta sozinho. Todos já passamos por isso e é bom saber que resistimos. Estar só, afinal, pode ser inevitável - mas não precisamos fingir que é a melhor maneira de viver. Na qualidade de pessoas imperfeitas e dependentes, florescemos na presença de outros como nós, para quem a nossa presença também é essencial. Entender isso ajuda a ter paciência com quem está ao lado. E a desfrutar melhor da sua presença. A nossa humanidade requer o outro. Sejamos humildes. Sejamos modestos. Quanto mais desarmados estivermos na presença do outro, melhor.
(Ivan Martins Revista Época)
Os postes estão cobertos de anúncios que prometem trazer seu amor de volta, com a possibilidade de uma amarração definitiva. Mãe Isso e Pai Aquilo garantem que a mandinga funciona em troca de uma módica quantia, que pode ser paga em até quatro vezes. Anote o telefone!
Apesar de me irritar com sujeira visual, não tenho em princípio nada contra esse tipo de propaganda. Desde tempos imemoriáveis as pessoas recorrem à magia para tentar consertar o passado e assegurar o futuro. Pagando por isso. Se cabras e galinhas não forem degoladas, eu não me oponho.
O que me incomoda intelectual e emocionalmente nas amarrações é seu objetivo. Ele me parece fundamentalmente equivocado. Por que trazer de volta quem nos machuca, em vez de nos ajudar a ficar livre do problema? Eis a questão.
Quem já passou por desastres amorosos sabe como funciona.
Quando a pessoa que você ama vai embora, o mundo ao seu redor desaba. É difícil dormir, é pior acordar, comer torna-se um fardo e conviver um inferno. Nesses momentos de dor absoluta, em que a ausência do outro nos sufoca, somos capazes de coisas absurdas para ter de volta nosso objeto de desejo.
Ligar, escrever, se humilhar, rastejar e pular nos braços de estranhos são apenas os primeiros movimentos da sinfonia. Lá pelo final da música, se nada funcionar, podemos nos encontrar de joelhos diante de Mãe Cidinha, implorando, com os olhos cheios de lágrimas - e um cheque na mão -, pela solução do nosso problema.
Se pais e mães de santo cuidassem de nossos interesses de longo prazo, fariam diferente.
Olhariam nos nossos olhos encharcados e diriam, com a autoridade daquele voz de outro mundo, para esquecermos quem nos machuca e partirmos para outra. Em apoio sobrenatural ao nosso esforço, fariam um despacho com intuito de desamarrar nossos sentimentos de forma definitiva. O feitiço teria força suficiente para empurrar o ex-amor para bem longe da nossa vida. Onde já se viu trazer fantasma, encosto e morto vivo para dentro de casa?
Se você está rindo, não deveria. A dor de cotovelo é uma das forças destrutivas do planeta. Diariamente, ela consome as energias de milhões de pessoas, em todas as geografias e idiomas. Pior ainda, é uma doença da qual muitos doentes não querem se livrar. Há gente abandonada que adota comportamento de viciado: sabe que “aquela pessoa” faz mal, mas corre atrás dela.
É essa estúpida epidemia de masoquismo que os anúncios do poste alimentam. Eles oferecem a droga da esperança para quem ficou dependente de um amor que não existe. Deveriam?
Um dos momentos gloriosos das nossas vidas tão breves acontece quando deixamos para trás uma obsessão amorosa. Depois de meses ou anos tomada por outra pessoa, nossa mente enfim reencontra o prazer de estar em paz, sozinha. Retomamos a nossa vida e o prazer de desfrutá-la. As outras pessoas, que pareciam mortas, voltam a nos interessar. Em algum momento – sublime renascimento - a gente até se apaixona de novo, e ensaia a dança da felicidade.
Tudo na nossa vida é medido com a régua do tempo. No caso do amor que deu errado, não é diferente: o sofrimento de ser rejeitado passa, uma hora passa, como todo o resto já passou. Mas quem disse que é fácil?
Eu me lembro – todo mundo lembra – como é difícil deixar de procurar alguém que se deseja. É desumano querer quando não nos querem. A gente lembra do rosto, pensa nos detalhes do corpo, quer a atenção daqueles olhos. Mas eles não olham mais para nós. E dói.
Algum tempo depois, porém, as coisas mudam. Aos poucos, mantida a devida distância e o silêncio, quem sofre esquece de quem faz sofrer. Lembra uma vez por dia, depois uma vez por semana, até que uma hora esquece. Ou quase. Numa manhã de domingo, vê o fantasma na rua e quase não se incomoda. A visão causa um pequeno rebuliço interior, mas aquele ser humano deixou de ser nossa catástrofe privada. Virou detalhe, como diria o Roberto Carlos. De alguma forma, passou.
Por isso tudo eu acho que o pessoal que vende promessas no poste deveria mudar seu cardápio. Em vez de amarração, ruptura. Em vez de trazer, afastar de vez. Em vez de esperança, realidade.
Nossa vida é tão curta e potencialmente tão bonita que não merece ser gasta com quem não nos dá bola. Acreditar em amor não é correr atrás de paixões impossíveis. É procurar aquilo que faz sentido – sentimento correspondido, festejado, que, em vez de ocupar a nossa mente como doença, ocupa os nossos dias como prazer, romance e companheirismo.
Para proteger esse tipo de amor, vale espada de dragão, arruda e sal grosso atrás da porta, para tirar mau olhado. Só não vale amarração, por favor. Para nos fazer felizes, as pessoas precisam estar livres.
Escrito por Ivan Martins
Escrito por Ivan Martins
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Quando mais nova, eu era ''obcecada por relacionamentos''. Tipo, eu precisava ter um namorado, não importando se gostava dele ou não. Acho que isso se deve ao fato de que eu comecei namorar aos 12 anos, e esse namoro durou 3 longos anos. Então acho que é mais do que natural que eu tenha adquirido esse medo de ''ser sozinha''. Qual é, eu sempre tive alguém a meu lado. Assim que terminei meu primeiro namoro, não deu 1 mês, acho que foram dias, para que eu encabeçasse outro namoro. Mais 1 ano. Terminei. Não deu uma semana já estava de volta com o meu ex namorado dos 12 anos. Mais 1 ano. Terminei. Já estava com outro. Entendeu a lógica simples? Eu terminava já com a certeza de outra pessoa me esperando do lado de fora da porta. E arrisco dizer, por mais que me doa ser sincera sobre meus sentimentos e personalidade, que eu só terminava um relacionamento quando tinha certeza de outro bem ali me esperando.
Parece que ter a garantia de outra pessoa ao meu lado num futuro próximo me impulsionava a largar aquela outra pessoa que não gostava tanto. Ou melhor dizendo, nunca sequer cheguei a gostar. Resumindo: minha vida foi uma coleção de namoros vazios e sem sentimento.Eu sempre achava que era amor, que era único, que era o cara. Mas não era. Não é só porque você quer que seja verdade, que verdade será. Infelizmente eu tive que descobrir isso na marra. Por mais que eu dissesse aos amigos que estava feliz, eu não estava. Por mais que dissesse que era o príncipe que eu sempre sonhei, eles nunca eram. Por mais que eu insistisse, segurasse, tentasse... Eu não conseguia. Me tornei uma derrotada, aquela que desiste sem mesmo lutar; virava as costas, machucava pessoas que não mereciam, ao mesmo tempo que me machucava. Cheguei a pensar que não era capaz de amar, que era uma pessoa desprezível e sem sentimentos. Era horrível.
As pessoas olhavam admiradas "Nossa, deve ser bom ser igual a você. Não gostar de ninguém''.Pelo contrário, gostar de alguém e se decepcionar é ruim. Mas não conseguir gostar de ninguém é pior ainda. Você decepciona a si mesmo, duvida de si mesmo, e duvidar de si mesmo é a pior sensação que pode existir. E eu continuei nessa estrada sem rumo por um bom tempo. Bati em casas abandonadas, entrei em portas que não levavam a lugar algum, e me enchi de cicatrizes que o tempo vai demorar a apagar. Desacreditei do amor, li livros de autoajuda, frequentei diversos psicólogos. Tudo em vão. Ninguém era capaz de me entender, ninguém era capaz de tomar as rédeas da minha vida. Eu precisava parar de fugir do inevitável.
Foi aí que tomei a decisão mais difícil da minha vida: jurei a mim mesma que ficaria 1 ano sozinha, é, isso mesmo. Eu precisava de um tempo para me descobrir, eu nunca havia tido um tempo assim. Eu não sabia o que era dormir sem uma mensagem de boa noite, eu não sabia o que era não ouvir um ''eu te amo'' todos os dias, eu não sabia o que era sair de casa sem dar satisfações para alguém. Eu não sabia o que era viver. Eu não sabia o que era ''eu'' sem algum ''você''.
E assim se passou o meu ano desafiador, hoje em dia ouso dizer que foi o melhor ano da minha vida. Saía com as minhas amigas, nos divertíamos, voltava para casa e tentava lutar contra a solidão que habitava meu coração. Me orgulho ao dizer que essa foi uma batalha que venci. Depois de alguns meses a solidão não me machucava, ela me acalentava. Ela me dava a segurança que eu precisava ter antes de me relacionar com alguém, segurança essa que nunca tive. Aprendi que eu era suficientemente boa sozinha. Que eu me bastava. Que eu não precisava de dar as mãos a alguém para seguir em frente. Durante esse ano me preenchi de sentimentos bons, foi uma metamorfose. Finalmente a lagarta estava pronta para se tornar borboleta.
Então quando te digo que você não deve ter medo de ficar sozinha, eu digo com propriedade de quem já teve o mesmo medo: não tenha. A solidão tem seu lado ruim, é claro que tem. Mas como tudo na vida, é passageiro e vai dar lugar a algo melhor. Tenho certeza.
Onde há dúvidas, não há certezas, e para um relacionamento nos fazer bem, precisamos delas. As dúvidas nos consomem por dentro, destroem chances, oportunidades e tudo mais que tiver pelo caminho. E viver com medo é a pior coisa que pode acontecer em toda nossa existência. Andar na ponta dos pés, olhar para os lados, desconfiar de tudo... O bom é quando nos jogamos do alto de uma montanha com a certeza de que o pará-quedas vai se abrir. Dê um tempo para sua mente e coração. Eles já se cansaram de arrumar desculpas e motivos para você não ser feliz.
É claro que precisamos do amor - absolutamente e desesperadamente. Mas antes de nos entregarmos a ele, temos que amar cada pedacinho do reflexo que vemos no espelho todos os dias. Encontre o amor que existe dentro de você, e só assim, entregue-o a alguém que mereça.
Exigências da vida moderna (quem aguenta tudo isso??)
Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C.
Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).
Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e
tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra.
Muita, muitíssima fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia.
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da
laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia,
mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito.
As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.
Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C.
Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).
Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e
tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra.
Muita, muitíssima fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia.
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da
laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia,
mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito.
As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.
Ah! E o sexo.
Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina.
Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução.
Isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação.
Na minha conta são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo
tempo!!!
Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os
dentes. Chame os amigos e seus pais.
Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro.
E já que vou, levo um jornal...
Tchau....
Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.
Luís Fernando Veríssimo
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação.
Na minha conta são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo
tempo!!!
Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os
dentes. Chame os amigos e seus pais.
Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro.
E já que vou, levo um jornal...
Tchau....
Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.
Luís Fernando Veríssimo
Por mais que você já tenha sofrido, não tenha medo de começar uma nova história de amor.
Nem todas as pessoas são iguais. Nem todas encaram o amor como um passatempo.
Não é sempre que você sai de um relacionamento acreditando que apenas perdeu.
Mesmo com as experiências ruins, você aprende. Mesmo com o sofrimento, você cresce. O único medo saudável, que você deve conservar, é o medo de sofrer sempre pelas mesmas razões.
E não falo daquele arrependimento de sofrer duas ou mais vezes pela mesma pessoa. É evidente que sempre existirá alguém que vai merecer de você uma nova chance. Ou, muitas chances, até descobrir que realmente você está insistindo em uma ilusão.
A ilusão de que você pode conquistar com seu sofrimento alguém que não se importa com a sua felicidade.
Até o momento que descobre que o erro é seu, por dedicar seu amor a quem não ama você.
O importante é saber que cada relacionamento, bom ou ruim, pode preparar você para encontrar a felicidade no amor.
Pode ensinar que o seu ciúme nunca é suficiente para que a pessoa amada seja sua.
E você aprende que não se deve punir o novo amor pelos erros de que outras pessoas já cometeram, causando danos na sua vida.
E você descobre que, quando você se apega demais aos amores que passaram, acaba impedindo novas oportunidades.
Há pessoas maravilhosas neste mundo. Pessoas como você e eu. E é apenas uma questão de tempo até que a gente se encontre…
Fonte: Toque de Reflexão
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