Dores no corpo, memória falha, ganho de peso... Livre sua saúde de males como esses driblando as tensões do dia a dia O ritmo da vida moderna deixa qualquer um desequilibrado. São tantas tarefas e responsabilidades para dar conta que uma hora o corpo cansa da correria e da falta de tempo para cuidar de você mesmo. Uma coisa é certa – ele sente o baque das noites maldormidas, do estresse no trabalho, do sanduíche que você engole enquanto dirige porque pulou alguma refeição. Não só sente como se manifesta, desencadeando males que podem comprometer muito sua saúde. Por isso, nós estamos aqui para ajudar você a não cair nessa e encontrar uma válvula de escape para aliviar as tensões. Abaixo segue uma lista de onde o estresse moderno atinge o corpo e como lutar contra ele. Fique esperto! # 70% Da população economicamente ativa no Brasil sofre alguma sequela de estresse Fonte: International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR) O ponto do estresse - A MENTE “A secreção crônica de cortisol – hormônio do estresse – pode levar a pessoa à fadiga, ou seja, cansaço de alguma parte do corpo, como músculos e até o próprio cérebro”, explica o neurologista André Gustavo Lima, membro da Academia Brasileira de Neurologia, do Rio de Janeiro. Preste atenção para não cair em um ciclo que pode provocar perda de memória e depressão. A válvula de escape: O excesso de trabalho, a pressão do chefe, a falta de grana… Esses são problemas clássicos que resultam em estresse. “Uma alternativa para liberar a tensão é praticar atividades físicas aeróbicas, de preferência ao ar livre.” O ponto do estresse - O CORAÇÃO O estresse crônico – de longa data, como quando você carrega uma dívida há meses no banco – contribui para ataques do coração, assim como o estresse agudo, aquele que vem quando algo que você não esperava acontece de repente. Pesquisadores da Universidade de Western Ontario (Canadá) coletaram amostras de fios de cabelo de mais de cem homens, sendo que metade deles já havia sido hospitalizada por ataques cardíacos, e descobriram que o nível de cortisol nos folículos era maior nesses pacientes. A válvula de escape: Inspire-se nos líderes. Melhor: trabalhe com calma e afinco para se tonar um deles. A Escola de Negócios da Universidade de Columbia (EUA) realizou uma pesquisa na qual os participantes foram designados como líderes ou subordinados. Metade das pessoas em ambos os grupos foram convidadas a contar uma mentira qualquer. Os subordinados que tiveram que mentir apresentaram níveis elevados de cortisol – hormônio do estresse. Mas os que estavam na posição de líder e também mentiram não apresentaram sinais de estresse, sugerindo que, mesmo em situações estressantes (obrigados a mentir), as pessoas que têm poder e controle sentem pouca ou nenhuma ansiedade. O ponto do estresse - O DNA Uma enxurrada de hormônios do estresse 24 horas por dia pode encurtar os telômeros – estruturas genéticas que protegem as extremidades dos cromossomos. Quando os mesmo se tornam muito curtos, a vida da célula chega ao fim: ela não consegue mais se multiplicar. A válvula de escape: Um estudo recente da Universidade Harvard (EUA) descobriu que a resposta fisiológica à meditação e aos exercícios de respiração pode neutralizar os danos celulares causados pelo estresse. O ponto do estresse - O SISTEMA NERVOSO Quando você está estressado, hormônios inundam o corpo e começam a alterar várias estruturas. A liberação dos mesmos leva à contração da musculatura, e a adrenalina descarregada na corrente sanguínea acelera os batimentos cardíacos e a respiração. “Quando isso acontece, o corpo sofre inúmeros sintomas. O psicossomático reflete na pressão alta, ansiedade, insônia, dores de cabeça, úlcera do aparelho digestivo etc. Como consequência da energia gasta nesse processo, o sistema imunológico é enfraquecido, causando diversos prejuízos para o organismo como um todo”, explica o neurologista André Gustavo Lima. A válvula de escape: Reveja seu estilo de vida. “É importante saber conviver com as pessoas em harmonia, desenvolver o gosto por alguma atividade física, cultivar pensamentos positivos. Meditação e ioga podem ser uma boa maneira de levar uma vida equilibrada.” O ponto do estresse - OS MÚSCULOS Tensão no pescoço e nas costas causada por estresse, além de longos dias debruçado sobre o computador, podem resultar em dores musculares. A válvula de escape: Alongue-se. “É importante fazer pausas durante o trabalho. A ginástica laboral é fundamental para aliviar o corpo – alongue braços e pernas como um movimento de espreguiçar e preste atenção na respiração, inspirando e expirando por cerca de dois minutos. A automassagem nos ombros também ajuda a aliviar o estresse”, explica Lucia Helena Accioli Nunes, médica do trabalho do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo. O ponto do estresse - O ORGANISMO O estresse pode alterar a velocidade como o corpo processa gordura, levando-o a armazená-la no abdome. Mais: ele também pode aumentar a acidez no estômago e refletir no funcionamento do intestino. A válvula de escape: Ria mais e pratique ioga. Estudos já demonstraram a capacidade da ioga de aliviar o estresse e diminuir a pressão arterial. Relatórios apresentados no Colégio Americano de Medicina Esportiva também apontaram que rir faz bem – pessoas que assistiram a comédias tiveram os vasos sanguíneos mais flexíveis e melhoraram o fluxo de sangue por mais de 24 horas após rirem. FONTE: MENSHEALTH
Apenas 150 gramas muito bem distribuídos em 12 centímetros de altura (clique na imagem para conferir a explicação) — parece pouco, principalmente quando comparados a pulmões e fígado. Porém, os rins são responsáveis por funções vitais no organismo. E, quando esses pequenos notáveis convalescem, é encrenca na certa: a doença renal crônica (DRC), mal que não costuma avisar sobre sua existência, destrói as estruturas renais até chegar ao ponto em que o órgão para de funcionar. "DRC é o termo que se refere a todas as doenças que afetam os rins por três meses ou mais, o que diminui a filtração e afeta algumas de suas atribuições", explica a nefrologista Gianna Mastroianni, diretora do Departamento de Epidemiologia e Prevenção da Sociedade Brasileira de Nefrologia. O problema é tão sério que renomadas instituições brasileiras criaram a campanha Previna-se, vencedora do Prêmio SAÚDE 2011 na categoria Saúde e Prevenção. "Nem sempre as doenças renais têm sintomas. Em muitos casos, o indivíduo não percebe e o diagnóstico é feito com atraso", completa Gianna. Apesar de ser caracterizada como uma doença silenciosa, a DRC pode dar alguns sinais. No entanto, quando eles aparecem, costuma ser tarde demais. "O rim é um órgão muito resistente, e esses sintomas só vão se manifestar nos estágios 4 e 5 do problema, quando ele está muito avançado", conta o nefrologista Leonardo Kroth, da Sociedade Gaúcha de Nefrologia. Além de só surgirem em situações extremas, muitas dessas manifestações tendem a ser confundidas com outras enfermidades. Daí a importância de sempre visitar o médico e pedir os exames que detectam as alterações indesejadas nos filtros do corpo humano. QUANDO A DRC BATE À PORTA E se a pessoa descobrir que seus rins não estão trabalhando como deveriam? "Ela precisa se consultar periodicamente com um nefrologista, fazer exames com regularidade, cuidar muito bem da pressão arterial e da glicemia, além de outras modificações que ocorrem na doença renal, como mudanças nos níveis de cálcio e fósforo", atesta Marcos Vieira, diretor clínico da Fundação Pró-Rim, em Santa Catarina. Nos casos em que a DRC progrediu além da conta e os rins perderam grande parte de sua capacidade de eliminar a sujeira do organismo, o indivíduo pode optar por dois caminhos: receber o rim de algum doador compatível ou seguir para a diálise. "Ok, alguns pacientes não têm condições clínicas de realizar um transplante. Mas, nos demais, esse é o tratamento de preferência", esclarece Vieira. No entanto, a ausência de alguém que esteja apto a doar um de seus rins faz com que a maioria dos convalescentes siga para a hemodiálise, quando uma máquina substitui as principais funções que eram realizadas pelo aparelho excretor. Algumas atitudes simples podem eliminar muitos desses transtornos. Confira a seguir como manter essa dupla a todo vapor. DIABETES E PRESSÃO NA RÉDEA CURTAQuando esses marcadores estão em níveis exagerados, a probabilidade de desenvolver a DRC é ainda maior. Além da aterosclerose, a formação de placas de gordura, sobretudo na artéria renal, há uma sobrecarga do trabalho de filtração dos rins. "E a incidência dessas duas doenças vem aumentando nos últimos anos, algo agravado pelo envelhecimento da população, além de sedentarismo e obesidade", diz Gianna Mastroianni. Nos casos em que o estrago já foi feito, a primeira medida é ficar de olho na pressão e no diabete. DE BEM COM A BALANÇAManter-se no peso ideal também é uma regra de ouro para seguir com os rins a mil. Indivíduos com o índice de massa corporal (IMC) nos parâmetros saudáveis ficam protegidos dos pés à cabeça e, nesse pacote de benesses, os filtros naturais saem ganhando. "Hoje em dia, existe uma epidemia mundial de obesidade. O excesso de peso leva à hipertensão e ao diabete. Quando hábitos saudáveis são adquiridos, o risco de sofrer com um problema no rim é bem menor", destaca o nefrologista Nestor Schor, da Universidade Federal de São Paulo. ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA, RINS A SALVOTomar cuidado com o excesso de gordura e ingerir alimentos ricos em vitaminas e fibras vai colaborar bastante para a manutenção das funções renais. Quando o indivíduo já sofre com a DRC, é provável que seja obrigado a fazer algumas mudanças em seu cardápio. "Aí é importante adotar uma dieta com menor quantidade de proteína para evitar a sobrecarga renal", afirma Marcos Vieira. Esse menu deve ser avaliado pelo médico e por um nutricionista. ANALGÉSICOS SÓ COM ORIENTAÇÃORemédios só deveriam entrar em cena com a indicação de um especialista. Até mesmo quando aparece aquela simples dor de cabeça, fuja da automedicação. Na hora, ela pode até ser solucionada, mas, a longo prazo, quem pode sofrer são seus rins. "Tanto os analgésicos quanto os anti-inflamatórios são capazes de prejudicá-los, se tomados em excesso, porque favorecem a ocorrência de doenças renais", alerta Nestor Schor. Procure sempre orientação médica para identificar o causador do incômodo e debelá-lo da melhor maneira possível. DEVAGAR COM A BEBIDAQuando ingerido com parcimônia, o álcool pode até beneficiar o trabalho dos rins. Os experts chegam a recomendar uma ou duas doses bem pequenas. Porém, enfiar o pé na jaca não vai agradar aos pequenos filtros, que sofrem indiretamente. "Em excesso, o álcool pode causar hipertensão, que vai evoluir até gerar problemas renais", adverte o nefrologista André Luis Baracat. A bebida também causa prejuízos ao fígado, o que, em última instância, vai desembocar em um estrago nos rins. APAGAR O CIGARRO EM DEFINITIVONo personagem principal desta reportagem, a atuação do fumo é tão nefasta quanto em outras partes do corpo. E a explicação está no surgimento de pequenos bloqueios, as placas de gordura, que diminuem o calibre dos tubos por onde circula o sangue. Isso causa problemas de pressão que, por sua vez, levam à DRC. "Os rins são cheios de vasos sanguíneos. O cigarro desencadeia inflamações que prejudicam o órgão", destaca o nefrologista André Luis Baracat, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. DUETO EFICIENTE:Dois exames muito comuns checam o funcionamento renal. E melhor: médicos de qualquer especialidade podem requisitá-los. EXAME DE SANGUEAo medir o nível de creatinina, um resíduo originado da atividade muscular corriqueira, é possível calcular a quantas anda o trabalho de filtração dos rins. Quando os níveis da substância estão elevados, é sinal de que algo não vai bem. EXAME DE URINAEsse teste vai mostrar a presença de uma proteína, a albumina, no líquido amarelo. O composto orgânico não costuma aparecer no xixi, já que ele é retido quando chega aos rins. Porém, se existirem problemas, a albumina será liberada sem empecilhos. DOENÇAS PRELIMINARES: Alguns problemas de saúde podem levar ao desenvolvimento da DRC: - Diabete; - Hipertensão; - Glomerulonefrite (infecção no glomérulo); - Má-formação nos rins; - Lúpus; - Cálculo renal; - Tumores; - Infecções urinárias recorrentes. Fique atento para estes sintomas - Cansaço; - Insônia; - Inchaço nos pés e tornozelos; - Inchaço nos olhos; - Nictúria (vontade de ir ao banheiro durante a noite); - Mau hálito; - Mal-estar; - Urina espumosa ou com sangue. Olha a chuva!No verão, o Brasil sofre com as enchentes. Junto com esse problema, doenças como a leptospirose podem surgir e atrapalhar o funcionamento dos rins, causando até a insuficiência renal aguda. É de extrema importância ficar o menor tempo possível em contato com a água da inundação, usando botas e luvas de borracha. FONTE:REVISTASAÚDE
Levante a mão quem nunca se automedicou por causa de uma dor. É corriqueiro achar que ela é um mal passageiro, entupir-se de analgésico e esperar até ela se tornar insuportável para ir ao médico. Estudos indicam que 64% dos brasileiros tentam se livrar da sensação dolorosa sem procurar ajuda. Foi assim com a auxiliar de dentista Antônia Sueli Ferreira, 45 anos, de São Paulo. "Tomei muito remédio durante três meses por causa de cólicas fortíssimas e do que parecia ser uma lombalgia. Só depois fui ao médico. E então descobri que tinha um câncer colorretal. Tive de ser submetida às pressas a uma cirurgia. Por sorte, estou bem", conta. Segundo o cirurgião Heinz Konrad, do Centro para Tratamento da Dor Crônica, em São Paulo, "a dor é um mecanismo de proteção que avisa quando algo nocivo está acontecendo". A origem do malestar? Eis a questão — e, para ela, precisamos ter sempre uma resposta. "Na dúvida, toda dor precisa ser checada, ainda mais aquela que você nunca sentiu igual", aconselha o cardiologista Paulo Bezerra, do Hospital Santa Cruz, em Curitiba. Aqui, selecionamos sete dores que você nunca deve ignorar. 1-DOR DE CABEÇA Dos 10 aos 50 anos, ela geralmente é causada por alterações na visão ou nos hormônios — esta, mais comum entre as mulheres. E esses são justamente os casos em que a automedicação aumenta o tormento. "Isso porque, quando mal usado, o analgésico transforma uma dorzinha esporádica em diária", avisa o neurocirurgião José Oswaldo de Oliveira Júnior, chefe da Central da Dor do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. Acima dos 50 anos, as dores de cabeça merecem ainda mais atenção: é que podem estar relacionadas à hipertensão. 2-DOR DE GARGANTA Costuma ser causada pela amigdalite de origem bacteriana ou viral. "Se não for tratada, a amigdalite bacteriana pode exigir até cirurgia", alerta o otorrinolaringologista Marcelo Alfredo, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, na Grande São Paulo. A do tipo viral baixa a imunidade e, em 10% dos casos, vira bacteriana. Portanto, pare de banalizar essa dor. Se ela parece nunca ir embora, abra os olhos: certos tumores no pescoço também incomodam e podem ser confundidos, pelos leigos, como simples infecções. 3-DOR NO PEITO "Quando o coração padece, a dor é capaz de se espalhar na direção do estômago, do maxilar inferior, das costas e dos braços", descreve o cardiologista Paulo Bezerra. Em geral, isso acontece quando o músculo cardíaco recebe menos sangue devido a um entupimento das artérias. "A sensação no peito é como a de um dedo apertado por um elástico. E piora com o estresse e o esforço físico", explica Bezerra. Não dá para marcar bobeira em casos assim: o rápido diagnóstico pode salvar a vida. 4-DOR NAS PERNAS Muita gente não hesita em culpar as varizes — às vezes injustamente. "A causa pode ser outra", avisa a fisiatra Lin Tchia Yeng, do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Uma artrose, por exemplo, provoca fortes dores nos pés e nos joelhos. Se não for tratada, piora até um ponto quase sem retorno. "Em outros indivíduos a dor vem das pisadas", explica Lin. "É quando há um erro na posição dos pés ou se usam calçados inadequados." Sem contar doenças como hipotireoidismo e diabete, que afetam a circulação nos membros. "Há medicamentos específicos para resolver a dor nesses casos", diz a reumatologista Solange Mandeli da Cunha, do Centro de Funcionalidade da Dor, em São Paulo. 5-DOR ABDOMINALUma dica: o importante é saber onde começa. Uma inflamação da vesícula biliar começa no lado direito da barriga, mas tende a se irradiar para as costas e os ombros. Contar esse trajeto ao médico faz diferença. "Se a pessoa não for socorrida, podem surgir perfurações nessa bolsa que guarda a bile fabricada no fígado", diz o cirurgião Heinz Konrad. Nas mulheres, cólicas constantes — insuportáveis no período menstrual — levantam a suspeita de uma endometriose, quando o revestimento interno do útero cresce e invade outros órgãos. "Uma em cada dez mulheres que vivem sentindo dor no abdômen tem essa doença", calcula a anestesiologista Fabíola Peixoto Minson, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. 6-DOR NAS COSTAS A má postura e o esforço físico podem machucar a coluna lombar. "É uma dor diária, causada pelo desgaste físico e pelo sedentarismo", diz o geriatra Alexandre Leopold Busse, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Conviver com o tormento? Essa é a pior saída. A dor nas costas, além de minar a qualidade de vida, pode escamotear o câncer no pâncreas também. "No caso desse tumor, surge uma dor lenta e progressiva", ensina a fisiatra Lin Tchia Yeng. Por precaução, aprenda que a dor nas costas que não some em dois dias sempre é motivo de visitar o médico. 7-DOR NO CORPOSe ele vive moído, atenção às suas emoções. A depressão, por exemplo, não raro desencadeia um mal-estar que vai da cabeça aos pés. "O que dá as caras no físico é o resultado da dor psicológica", diz Alaide Degani de Cantone, coordenadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Psicologia e Saúde, em São Paulo. "Quem tem dores constantes aparentemente sem causa e que vive triste, pessimista, sem ver prazer nas coisas nem conseguir se concentrar direito pode apostar em problemas de ordem emocional", opina o psiquiatra Miguel Roberto Jorge, da Universidade Federal de São Paulo. E, claro, essas dores que no fundo são da alma também precisam de alívio. Ajude o médico a descobrir a verdadeira causa de seus “ais”. Leve as seguintes informações para a consulta: QUANDO??? Puxe pela memória o dia, semana ou mês em que sua dor deu as caras e identifique a frequência com que ela aparece — se é diária, quantas vezes por dia se manifesta e quanto tempo costuma durar. ONDE??? Aponte os lugares do corpo em que a dor ocorre. Se for difícil especificar um ponto, mostre a região afetada. Explique também se ela começa em um lugar e, dali, se irradia para outros. COMO???Descreva a sensação — queima? Dá pontadas ou agulhadas? Formigamento? No lugar onde dói, você sente um aperto ou pressão? Acredite: para os ouvidos dos especialistas, esse tipo de informação vale ouro. AVALIAÇÃO:Dê uma nota de 1 a 10 à sua dor, comparando-a a outras que você já sentiu. Avalie o grau e não deixe de contar ao especialista se teve febre, perda de apetite ou falta de sono depois que a dor apareceu. SOLUÇÕES: O que fez para diminuir a dor? Relate se uma bolsa de água quente ajudou. E preste atenção no seu corpo para dizer o que parece piorar a sensação dolorosa — comida gordurosa, esforço físico... o quê? FONTE: REVISTA SAÚDE
Todo mundo sabe quais são os indícios de um ataque cardíaco, mas os acidentes vasculares cerebrais são mais desconhecidos. Como resultado, as pessoas que têm derrames chegam muito tarde ao hospital para que os medicamentos que eliminam os coágulos sejam realmente eficazes.
Um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas sobre Derrame da Austrália descobriu que mais da metade das vítimas esperou mais de uma hora para procurar ajuda por não saber identificar o que estava acontecendo. “Boa parte dos acidentes começa com a sensação de formigamento ou de perda de força muscular. Também pode haver perda de visão, sensação de barulhos no ouvido e dificuldade para falar e entender o que as pessoas falam”, diz Rubens Wajnsztejn, neurologista da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo. Vale ressaltar que os sintomas costumam aparecer apenas de um lado. Se tratado a tempo, o paciente pode ficar sem sequelas.
Fonte: menshealth




