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As redes sociais em geral tem tomado uma proporção imensa na vida das pessoas. Hoje em dia todo mundo tem pelo menos uma conta em alguma rede social espalhada na internet, como facebook, twitter, tumblr, instagram, etc. Mas até que ponto isso pode ser positivo ou negativo na sua vida, fora do mundo online? É preciso tomar cuidado com as informações que você compartilha na internet, as atitudes que você tem nessas redes sociais. Nos tempos atuais a sua postura online reflete na offline em todos os sentidos, tanto na vida pessoal como na profissional. E cada uma dessas ferramentas tem uma função e instigam reações próprias de seus usuários, vamos falar um pouco sobre o que você deve evitar fazer em cada uma, começando pelo twitter.

1. Retwettar infinitamente. É bem chato encontrar na sua timeline do twitter milhares de tweets de pessoas que você não segue, não é verdade? Simplesmente desagradável e você é quase obrigado a dar unfollow (deixar de seguir) quem faz isso, então evite agir assim.

2. Falar tudo que esta fazendo ou que vai fazer. Já deu pra notar que não existe coisa mais inútil na vida virtual de alguém do que escrever nas redes sociais o que você foi fazer ou deixou de fazer, principalmente no twitter, uma rede social tão objetiva e informativa como essa não pode ser 'estragada' por causa dessa gafe terrível.

3. Sempre twittar para seus ídolos.Diferente de outras redes sociais o twitter é bem aceito por vários famosos, que usam o micro blog para conversar e dar recados curtos aos seus fãs, mas daí a você encher o perfil dele com elogios é bem sem noção. Se você é fã de um artista internacional é pior ainda, quando insiste em tweetar para eles em português ou usando um inglês traduzido erradamente no Google Tradutor.

4. Marcar como favorito elogios de amigos ou desconhecidos. A opção de marcar um tweet como favorito já é uma ferramenta bem inútil, usá-la para de auto-gloriar então é ser fútil demais, cuidado com isso.

5. Retweeter sem parar tweets de promoções de site.'Para participar desse sorteio retweet: [...]', tudo bem você concorrer a um ou dois sorteios, mas usar o Twitter só para isso, a única coisa que você vai conseguir é zero seguidores no seu perfil e espantar qualquer pessoa que pense em ti seguir/conhecer ou contratar.

6. Redirecionar tudo que você faz nas outras redes sociais. Atualmente tudo é compartilhado, mas para tudo existe limite, você precisa ter um conteúdo diferenciado em cada rede social, o Twitter é o mais tranquilo para gerar conteúdo, você não precisa de muito para ter um conteúdo bacana, só preencher 140 caracteres com dinamismo e criatividade.

7. Usar o enter para bugar um perfil (@). Chato, bem chato é você usar a nova opção do enter para gerar erros no perfil (@) de alguém, seja discreto o máximo que puder.

Tem mais algum compartamento inadequado que você já detectou no twitter? Ajude a preencher essa lista...

O Cid do Não Salvo já falou,  e o Ulisses Mattos do Tolisses também já falou.
Então, se é que tem importância, a minha opinião sobre a Gina Indelicada: 

Acompanhei a ascensão surpreendente da Fanpage Gina Indelicada, com um certo estranhamento, alguns devem ter percebido em algumas publicações minhas no Facebook. Até que surgiu a Fanpage Gina Kibadora Indelicada e a caquinha foi toda jogada no ventilador!

Eu não tinha achado a Gina Indelicada lá essas coisas, na verdade achei tudo meio bobo e não tinha achado engraçado,nem curti a Fanpage, então não podem me acusar de vira casaca, mas hoje em dia qualquer tipo de crítica virou recalcamento e inveja!

Quando você mantém um projeto na internet POR 3 ANOS, criando, planejando e sonhando pra ser reconhecida e DO NADA uma Fanpage engraçadinha e bobinha faz um sucesso enorme, você sente sim o recalque! Não acha justo alguém em tão pouco tempo e com algo relativamente bobo conseguir aquilo que você luta por anos e nem chega perto, mas segue vivendo, pensa que de repente a pessoa também lutou e apenas pode ter apostado na idéia certa e está recebendo o reconhecimento que merece. 

Mas quando você descobre que essa pessoa está ganhando dinheiro, oferta de emprego, saindo no G1, Época e dando entrevista no Danilo Gentili copiando idéias alheias e manipulando a percepção das pessoas, Isso da raiva! 

Para todos que escrevem, criam, vivem c/ pouco dinheiro, pouco reconhecimento, que muitas vezes se submetem a empregos que não gostam para sustentar o sonho é NOJENTO ver uma situação dessas! 

A ideia do Cara foi boa, nós temos que admitir isso e a página tem quase 2 milhões de curtidas no Facebook, realmente algo grande, mas a que preço? Conversas forjadas? Script que puxa outras fanpages infladas? Cópias explícitas de twittes alheios? Não vou ser hipócrita, as pessoas usam piadocas das outras há gerações, como já dizia Chacrinha: "Nada se cria, tudo se copia". Que o criador da Gina pelo menos admitisse que estava tudo certo, todo mundo ia continuar vivendo, mas Ricck Lopes, primeiro acusou "um funcionário" (oi?), e depois acusou quem o criticava de invejoso (maduro hein?). Ele nem conseguiu "bancar" a Gina no programa do Danilo Gentili, extrema vergonha alheia, que copiasse, mas com estilo pelo menos.



Luizas do Canadá, Para Nossa Alegria, Ginas Indelicadas... O que é modinha passa e o que é TALENTO pode demorar a aparecer MAS FICA! 

Todos vocês: Twitteiros, blogueiros, Vlogueiros Facebookeiros (esse termo ficou estranho), continuem acreditando no sonho, acordando durante a madrugada com A Idéia, O Texto na Cabeça... O Talento é recompensado na hora certa e sem luta não há vitoria e nem história pra contar...

Fama e sucesso são coisas diferentes, ninguém aqui está falando de sair em revista, ficar amigo de famosinho e ficar na mídia, o que queremos aqui é reconhecimento legítimo de trabalho e esforço, e isso, meus queridos, poucos merecem!

Sucesso não nasce do nada, nasce do talento!Quem faz sucesso DE VERDADE não apareceu aí do dia para a noite, se esforçou muito e quebrou muito a cara também!

Que Gina se redima, cresça e apareça: Indelicada, sarcástica e LEGITIMAMENTE talentosa!

E que nós continuemos aqui: escrevendo, criando, sonhando, buscando nosso precioso lugar ao sol, de forma original, por favor!

Enquanto isso, que quer comer kibe?


Bom, já está mais do que provado que as redes sociais viraram mania! Quase todo mundo usa! Lá se fecham negócios, amizades são feitas e amores intensamente vividos. Porém como todas as coisas no mundo as redes sociais também tem o seu “lado negro da força”: spams, vírus, mensagens chatinhas e clichês insuportáveis.

Mas vocês sabiam que existem mulheres que também são assim?
Desesperadas, chatas, incompreensíveis...Claro! Nem todas são assim, mas alguns tipos merecem estudo.

Para os bofes que se sentiam desprestigiados neste blog ultimamente:

As Mulheres Sociais
Baseadas no que há de pior nas redes sociais


Mulher Facebook

O Facebook é o novo queridinho das redes sociais, mas tem coisas que a maioria das pessoas detesta: convites para aplicativos e eventos que você não está interessado e aquelas charges irritantes que quando chegam na parte que importa vem com a terrível mensagem "Click no link da descrição e descubra!". Muitas mulheres podem ser assim, apesar de serem interessantes e queridas, convidam o bofe para lugares que ele não quer ir e quando fazem mistério, na certa escondem alguma Trollagem.

Mulher Twitter

O Twitter é muito bom, possibilita boas risadas, novas amizades e muita informação! Mas nem sempre a informação é útil: Quem está interessado em saber que uma garota que ninguém sabe quem é comeu no almoço? Sem contar com aquelas que tem déficit de atenção e ficam dizendo: "Me segue, me segue?"

Mulher Tumblr

O Tumblr é uma fonte inesgotável de imagens bonitas e frases interessantes. Porém algumas pessoas fazem do Tumblr um verdadeiro muro das lamentações! Sempre com frases melancólicas e tristes. Assim, também são aquelas mulheres que são lindas mas vivem reclamando da vida e tristes pelos cantos.

Mulher Formspring
No começo o Formspring, como toda novidade virou febre e você descobria realmente coisas interessantes sobre as pessoas. Porém alguns perfis insistem e fazer perguntas chatas e até invasivas! Perguntar coisas é legal, mas tem gente que exagera! E por aí existem aquelas mulheres que perguntam desde qual pijama o bofe dormiu até que horas ele escovou os dentes.

Mulher Orkut
O Orkut entrou em decadência, a maior parte das pessoas nem sabe mais como está hoje em dia, infelizmente virou algo chato, como algumas mulheres que mesmo vendo que ninguém aguenta mais ainda insistem e vivem de apelidinhos carinhosos e falando com voz de bebê, alguma semelhança com o Miguxês?

Mulher Google +

O Google + prometia revolucionar a internet, chegou e ninguém está nem aí para ele, membro da poderosa família Google, não gera tanto interesse apesar de todo o alarde que fez quando foi lançado. Assim também é esse tipo de mulher que é metidinha, mas não tem nada para oferecer que já não se encontre em outra garota, com o ego bem menos inflado é claro!

Apesar de todos esses pequenos incômodos todo mundo ama as redes sociais e dribla todos esses percalços para continuar se divertindo e compartilhando a vida! Assim, é com as mulheres, podem ter seus defeitos, mas quem gosta não fica sem!

Ah! E se você quiser também estou nas redes sociais, é só escolher!


Você alguma vez já bisbilhotou a vida do seu parceiro na internet? Checou os e-mails, pegou o celular escondido ou acompanhou minuciosamente seus hábitos nas redes sociais? Pois saiba que existem pessoas bem parecidas com você por aí, viu?
Segundo pesquisa realizada pela Universidade do Leste Carolina (Estados Unidos) com 804 estudantes por meio de um questionário online anônimo, uma em cada três mulheres declararam ter invadido o e-mail do parceiro, sendo que 34% delas confessaram ter cometido este ato mais de uma vez. Em contrapartida, só 14% dos homens admitiram fazer o mesmo.
O resultado revelou ainda que a mulherada tem o costume de bisbilhotar as atualizações do Facebook e celular dos parceiros.
Os homens entrevistados alegaram que gostam de outras técnicas de espionagem. Os dados revelam que 3% deles já esconderam uma câmera no quarto da parceira e 5% utilizam rastreadores online com freqüência. Uma parcela bem pequena da ala masculina admitiu também já ter recorrido até mesmo ao GPS!
Para o Dr. Thiago de Almeida, psicólogo especialista no tratamento das dificuldades nos relacionamentos amorosos e autor do livro "A Arte da paquera: inspirações à realização afetiva" (Ed. Letras do Brasil), o ato de espionar o parceiro pela internet está geralmente ligado à insegurança. "As pessoas não confiam no próprio taco e carregam uma série de inseguranças dentro delas. Sempre acham que não dão para o parceiro o que outro pode dar", comenta. "Com isso, a parte mais insegura da relação passa a querer saber quem são os amigos do parceiro nas redes sociais, quais comunidades frequenta, sem perceber que essa atitude vai fomentar ainda mais os fantasmas dentro do relacionamento".
A jornalista Camila, de 28 anos, assume que já bisbilhotou - e ainda bisbilhota o namorado, que tem 31 anos. "Estamos juntos há seis anos e já tivemos muitas idas e vindas. Depois de uma retomada de namoro eu estava desconfiada de que ele tinha ficado com outra pessoa enquanto estávamos separados. E era verdade. Então comecei a fuçar no Orkut", lembra. "Um dia ele deixou o celular no meu carro. Aí foi o paraíso. Mexi sem dó e também anotei todos os números de mulheres que tinham na lista, pois queria tirar a história a limpo. Aos poucos fui descobrindo senha de e-mail e outras coisas".
A jovem revelou que pelo menos uma vez por semana acessa o Facebook e o e-mail do namorado. "No começo eu descobri as senhas. Ele soube e não gostou e até mudou os dados de acesso, mas depois quase o obriguei a me dar. Hoje em dia ele pede para eu responder aos e-mails dele". Apesar de manter a prática, Camilla diz que não acha legal. "É uma invasão de privacidade, né? Devemos confiar no parceiro, se não confia é melhor sair fora. Mas quando a gente começa é difícil parar, pois se torna um vício". 



Sex, 11/03/2011 - 09h29 - 


A louca mania de bisbilhotar o parceiro na rede

Você alguma vez já bisbilhotou a vida do seu parceiro na internet? Checou os e-mails, pegou o celular escondido ou acompanhou minuciosamente seus hábitos nas redes sociais? Pois saiba que existem pessoas bem parecidas com você por aí, viu?

Segundo pesquisa realizada pela Universidade do Leste Carolina (Estados Unidos) com 804 estudantes por meio de um questionário online anônimo, uma em cada três mulheres declararam ter invadido o e-mail do parceiro, sendo que 34% delas confessaram ter cometido este ato mais de uma vez. Em contrapartida, só 14% dos homens admitiram fazer o mesmo.
O resultado revelou ainda que a mulherada tem o costume de bisbilhotar as atualizações do Facebook e celular dos parceiros.

Os homens entrevistados alegaram que gostam de outras técnicas de espionagem. Os dados revelam que 3% deles já esconderam uma câmera no quarto da parceira e 5% utilizam rastreadores online com freqüência. Uma parcela bem pequena da ala masculina admitiu também já ter recorrido até mesmo ao GPS!
Para o Dr. Thiago de Almeida, psicólogo especialista no tratamento das dificuldades nos relacionamentos amorosos e autor do livro "A Arte da paquera: inspirações à realização afetiva" (Ed. Letras do Brasil), o ato de espionar o parceiro pela internet está geralmente ligado à insegurança. "As pessoas não confiam no próprio taco e carregam uma série de inseguranças dentro delas. Sempre acham que não dão para o parceiro o que outro pode dar", comenta. "Com isso, a parte mais insegura da relação passa a querer saber quem são os amigos do parceiro nas redes sociais, quais comunidades frequenta, sem perceber que essa atitude vai fomentar ainda mais os fantasmas dentro do relacionamento".
A jornalista Camila, de 28 anos, assume que já bisbilhotou - e ainda bisbilhota o namorado, que tem 31 anos. "Estamos juntos há seis anos e já tivemos muitas idas e vindas. Depois de uma retomada de namoro eu estava desconfiada de que ele tinha ficado com outra pessoa enquanto estávamos separados. E era verdade. Então comecei a fuçar no Orkut", lembra. "Um dia ele deixou o celular no meu carro. Aí foi o paraíso. Mexi sem dó e também anotei todos os números de mulheres que tinham na lista, pois queria tirar a história a limpo. Aos poucos fui descobrindo senha de e-mail e outras coisas".




A jovem revelou que pelo menos uma vez por semana acessa o Facebook e o e-mail do namorado. "No começo eu descobri as senhas. Ele soube e não gostou e até mudou os dados de acesso, mas depois quase o obriguei a me dar. Hoje em dia ele pede para eu responder aos e-mails dele". Apesar de manter a prática, Camilla diz que não acha legal. "É uma invasão de privacidade, né? Devemos confiar no parceiro, se não confia é melhor sair fora. Mas quando a gente começa é difícil parar, pois se torna um vício".

Por Juliana Falcão (MBPress)

O amor nos tempos da web

Acostumados a resolver questões cotidianas pela internet, jovens avançam nos sites de relacionamento amoroso, antes dedicados aos mais velhos

Renata Honorato e James Della Valle
  Jovem solteiro procura: busca por parceiro é nova missão da geração Y na web (Comstock)
A estudante universitária Juliana da Silva Sá, de 21 anos, nunca viveu um namoro sério, mas tem intimidade com a internet. Começou a usar a rede por volta dos 10 anos para fazer pesquisas escolares. O passo seguinte foi usar o ICQ, comunicador instantâneo que precedeu o popular MSN, para conversar com amigos. Para aumentar a "turma", migrou nos anos seguintes para as redes sociais como Orkut e Facebook. "Falo com amigos que moram longe e ainda faço novos contatos", diz. Ela também não vive sem o Skype, programa que faz ligações telefônicas pelo computador. Procurar um namorado pela internet foi um decisão quase lógica. "Estou muito acostumada a fazer tudo pela internet", diz. "Praticamente nasci com a rede."
A exemplo de Juliana, jovens da chamada geração Y – nascidos nas décadas de 80 e 90 e "criados" à base de computador e web – estão acrescentando às suas rotineiras atividades virtuais a procura de um par no mundo real. De acordo com o ParPerfeito, maior site de relacionamento (amoroso) do Brasil, com 30 milhões de cadastrados, a participação desse público na rede avança na velocidade da internet e cresceu quase 50% entre 2008 e 2010. Agora, cerca de 32% dos usuários ativos da rede – aqueles que de fato utilizam o serviço – têm entre 18 e 24 anos. É uma mudança significativa, uma vez que, ao surgirem, esses sites eram vistos como espaços dedicados a pessoas mais velhas.


"Esse público cresceu com a internet. Para esses garotas e garotas, conhecer alguém em um site ou em um bar é a mesma coisa: eles não têm preconceito a respeito", diz Claudio Gandelman, presidente do ParPerfeito.
O psicólogo Thiago de Almeida, especialista da Universidade de São Paulo (USP) e estudioso de relacionamentos amorosos, afirma que os dados do ParPerfeito vão ao encontro de revelações surgidas de suas próprias pesquisas acadêmicas. "No fundo, esses jovens só querem o mesmo que todos nós: amar e serem amados. A diferença é que eles acrescentam às suas buscas ferramentas que possibilitam menor esforço: os recursos da internet", diz Almeida. "Uma boa triagem ajuda a evitar encontros desgastantes."
O excesso de informação de fato faz com que os jovens busquem cada vez mais "filtros", capazes de organizar suas experiências. Para Ailton Amélio, também professor de psicologia da USP, endereços como ParPerfeito e similares funcionam como uma peneira grossa, que aproxima indivíduos por afinidades. "É importante lembrar, contudo, que a 'filtragem fina' acontece exclusivamente com a convivência", diz.
Os ípsilons – O termo "geração Y" tem origem distante, mas sua definição ajuda a compreender o comportamento de um grupo numeroso de jovens. Estima-se que 2,3 bilhões de pessoas estão circunscritas por ela em todo o mundo. O rótulo surgiu na extina União Soviética, que costumava nomear cada geração com uma letra do alfabeto. Aos nascidos nas décadas de 80 e 90 coube o "Y". Nenhum mistério, portanto. O revelador é o que a letra procura conter: jovens cuja linguagem, visão de mundo e perspectiva de futuro são diretamente influenciadas pela internet. "São pessoas facilmente reconhecidas por manter uma identidade plural", diz Lucas Liedke, diretor do núcleo de tendências da Box1824, empresa de pesquisa especializada em comportamento jovem. "Elas não apostam mais na antiga divisão por 'tribos': assim, em um dia podem se interessar pelo meio ambiente e, no outro, por literatura."
Pode até ser natural aos ípsilons procurar pela cara-metade na rede. Mas os psicólogos não deixam de ver isso com certa apreensão. "Nessa idade, os jovens estão com os hormônios borbulhando e a sexualidade à flor da pele", lembra Alexandre Bez, psicólogo especializado em relacionamentos. "Portanto, além de buscar um par na web, espera-se que eles invistam nos recursos de praxe, como frequentar bares e festas, onde o contato se dá cara a cara. O sorriso e o olhar são fundamentais no processo de conquista."


Beatriz Cardella, psicóloga e autora do livro Laços e Nós: Amor e Intimidade nas Relações Humanas, acrescenta que os sites de relacionamento devem servir apenas como um primeiro passo no processo amoroso. "Manter um namoro virtual pode comprometer a saúde psicológica de uma pessoa e fazê-la sofrer. O site pode ser um meio, mas não deve ser um fim", afirma. Há, sim, flertes que prosperam. É o caso da recepcionista Francielli Queiroz, de 23 anos, e técnico de manutenção Maykon Vieira da Silva, de 26. Eles se conheceram em um site de relacionamentos há cerca de três anos – há dois, o casal divide o mesmo teto.
Facebook, Orkut... – Nem só de ParesPerfeitos vive a busca por um amor na internet. As tradicionais redes sociais, como Facebook e Orkut, também aproximam os jovens. Um estudo divulgado recentemente pela revista americana Seventeen, feito com cerca de 10.000 jovens entre 16 e 21 anos, aponta que esses ambientes virtuais têm impacto direto em eventos essenciais da vida deles, como o começo e o fim de um relacionamento amoroso.
De acordo com a pesquisa, 79% dos entrevistados tentam um contato com seus pretendentes uma semana após encontrá-los no sistema. Já 60% reveleram que espiam o perfil do alvo ao menos uma vez ao dia; os demais 40% o fazem várias vezes ao dia. O mais curioso talvez ocorra após o rompimento: 27% dos jovens bloqueiam ou apagam o contato do ex após o fim do namoro, enquanto 73% mantêm o novo desafeto na lista apenas para espiar o que ele ou ela andam fazendo. Mais: 17% dos garotos e 12% das garotas escondem seu status de relacionamento nas redes sociais. Em alguns aspectos, a geração Y apenas imita o hábito de suas predecessoras.

Como Conquistar um Homem