Por indicação da leitora Meire Souza, apresento à vocês uma reportagem do canal americano ABC News sobre o fenômeno Jane Austen!
Mostrando postagens com marcador Mr. Darcy. Mostrar todas as postagens
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Desde o final de semana começou um "burburinho" sobre a nova série da BBC: DEATH COMES TO PEMBERLEY.
Então para o papel de Mr.Darcy foi escolhido o ator Matthew Rhys!
E para Lizzie a atriz Anna Maxwell Martin!
E vcs o que acharam da escolha?
Mais informações no link abaixo:
Hoje é dia da Coluna das sextas-feiras: Jane Austen Irônica!
Aproveitando que o tema de discussão da semana é sobre o Mr. Darcy, vamos dar destaque ao personagem também na Coluna Jane Austen Irônica! Com vocês o quarto quadrinho irônico!
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Caso queira participar,
envie-nos suas ideias: adriana@jasbra.com.br
Hoje é dia da Coluna das sextas-feiras: Jane Austen Irônica!
Aproveitando que o tema de discussão da semana é sobre o Mr. Darcy, vamos dar destaque ao personagem também na Coluna Jane Austen Irônica! Com vocês o terceiro quadrinho irônico!
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Hoje é dia da Coluna das sextas-feiras: Jane Austen Irônica!
Aproveitando que o tema de discussão da semana é sobre o Mr. Darcy, vamos dar destaque ao personagem também na Coluna Jane Austen Irônica! Com vocês o segundo quadrinho irônico!
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Hoje é dia da Coluna das sextas-feiras: Jane Austen Irônica!
Aproveitando que o tema de discussão da semana é sobre o Mr. Darcy, vamos dar destaque ao personagem também na Coluna Jane Austen Irônica! Com vocês o primeiro quadrinho irônico!
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Hoje é dia de lhes apresentar a Coluna das segundas-feiras: Discussões sobre Orgulho e Preconceito! A sugestão da discussão é da Flávia Oliveira (JASBRA-MG):
Depois das declarações apaixonadas feitas pelo casal Lizzy e Darcy eis que me pergunto...
"-É uma pena que encontre para tudo uma resposta razoável e que eu tenha o bom senso de aceita-la. –reclamando do silêncio de Darcy quando as visitou com o Mr. Bingley."
E agora respondam: Essa condição de obediência e concordância, seria um comentário machista ou apenas uma brincadeira de enamorados?
Domingo é dia da Coluna Guia do Romance!
A ideia surgiu quando li uma série de livros e posts sobre dicas de Jane Austen sobre romance. Então resolvi traduzir os posts publicados da Sparknotes, chamada Jane Austen Dating School.
Se eu tivesse que resumir a última semana em apenas uma palavra, eu diria: faculdade-fitzwilliam-amigos-gargalhadas-planeta-da-esquisitice-sem-celular-saudades-do-fitzwilliam-convidada-para-um-baile-de-formatura-matando-filhotinhos-mr-collins-embaraço-ligações-de-telefone-garotos-garotos-garotos.
Entenderam? Bem, espero que não, porque de outra forma o resto deste post vai ser muito redundante e chato.
Primeiramente - visitando La Universidad de Fitzwilliam. Com minhas calças que elevam muito auto-estima, para corajosamente para o que seria a minha primeira visita à faculdade... e foi bastante divertido! Gostei muito da escola! Fitz agiu com bastante naturalidade (bem, a maior parte do tempo)! Houve alguns momentos que ele partiu em uma jornada individual para o Planeta da Esquisitice, onde ele se tornou muito distante e estranho, que eu não consegui saber o que ele estava pensando: não sabia se ele estava prestes a explodir ou se não estava pensando em nada importante. Mas, na maior parte do tempo, ele esteve 'normal' ao meu lado, aqui mesmo no Planeta Terra! Encontrei muitos de seus amigos, foi tudo muito divertido e descontraído.
A única desvantagem é que de alguma forma ele conseguiu deixar o telefone no carro de seus pais, e não recuperá-lo até sexta-feira. Isso significa, é claro, que eu passei uma semana inteira em uma espécie de dieta Fitzbilly. E foi também uma semana especial porque eu fui convidada para um baile de formatura. Não foi um convite de Fitzwilliam, mas de um dos meus amigos... que chato isso! Já suspeitava disso há algumas semanas, pois já havia percebido que um dos meus colegas de classe tinha uma quedinha por mim. Por um motivo insondável... eu não estava preocupada pois imaginava que o rapaz não iria tomar a iniciativa - pensei comigo mesma. Eu não tinha planejado ter um namorado para me acompanhar a um baile por diversos motivos - ir com os amigos parece ser mais divertido, sou péssima em dançar agarradinho, além do Fitz, é claro. Mas ficou evidente que eu não deixei isso muito claro.
Na quinta passada, meu amigo me disse que gostaria de mostrar algo. Fiquei muito envergonhada, porém o segui. Ele me levou até um cômodo onde havia um piano... e ele tocou “Cho Chang/Ginny”. Por um milésimo de segundo, eu pensei que talvez, apenas talvez, fosse só aquilo que ele desejava me mostrar. Mas... ele terminou a música e acabou me convidando para o baile. E assim, se repete a velha e gloriosa tradição: meninos errados que gostam de meninas certas. Isso é algo que se repete desde os tempos mais remotos, para não dizer pré-históricos, talvez até na época dos dinossauros, quando eles faziam bailes! :)
De fato, essa tradição continua até mesmo nos bailes dos romances de Austen. Desde o chatíssimo Mr. Collins (Orgulho e Preconceito) até o paquerador Herny Crawford (Mansfield Park), mais de uma heroina teve que lidar com um pretendente desagradável. Em comparação aos desastrosos de Austen, eu até que tive sorte, pois meu amigo até que é um bom partido, e eu só tive que recusar seu pedido, não um pedido de casamento! Mas isso não quer dizer que não aprendi com eles! Bem, vejamos o pedido de casamento desastroso de Mr. Collins a Lizzie Bennet - veja o vídeo abaixo:
Basicamente o cara é um desengonçado e causa arrepedios em qualquer um. Mas lembre-se, Lizzie é a heroina! Ela permanece firme e forte, até mesmo quando sua própria tenta força-la a se casar com Mr. Collins. Ela não chega a ser rude com ele (se bem que se ela fosse, quem poderia culpá-la?), mas Lizzie era determinada!
Então, caros amigos, eu também recusei o convite do meu amigo. Me senti como se tivesse assassinado um filhotinho de cachorro com uma pá. Até que ele aguentou firme. Mas as coisas pioraram, eu, ele e mais um outro colega tínhamos planos para o sábado... me senti bastante desconfortável. Mas, o final de semana passou, tudo terminou bem e pude respirar aliviada. O meu amigo parece se recuperar muito bem, enquanto eu ouço aquela música que ele tocou umas 7 ou 8 vezes por dia. Eu acabo sempre tentando me convencer que fiz exatamente o que Lizzie teria feito, o que me faz sentir um pouco melhor. Para concluir, ontem, finalmente eu e Fitzwilliam nos falamos ao telefone. E advinhem só! Ele parece ter recuperado a alegria, o que me fez sentir nas nuvens.
Guia do Romance 2 - Instruções para lidar com a rejeição*
By: enthusiasm&austen
Se eu tivesse que resumir a última semana em apenas uma palavra, eu diria: faculdade-fitzwilliam-amigos-gargalhadas-planeta-da-esquisitice-sem-celular-saudades-do-fitzwilliam-convidada-para-um-baile-de-formatura-matando-filhotinhos-mr-collins-embaraço-ligações-de-telefone-garotos-garotos-garotos.
Entenderam? Bem, espero que não, porque de outra forma o resto deste post vai ser muito redundante e chato.
Primeiramente - visitando La Universidad de Fitzwilliam. Com minhas calças que elevam muito auto-estima, para corajosamente para o que seria a minha primeira visita à faculdade... e foi bastante divertido! Gostei muito da escola! Fitz agiu com bastante naturalidade (bem, a maior parte do tempo)! Houve alguns momentos que ele partiu em uma jornada individual para o Planeta da Esquisitice, onde ele se tornou muito distante e estranho, que eu não consegui saber o que ele estava pensando: não sabia se ele estava prestes a explodir ou se não estava pensando em nada importante. Mas, na maior parte do tempo, ele esteve 'normal' ao meu lado, aqui mesmo no Planeta Terra! Encontrei muitos de seus amigos, foi tudo muito divertido e descontraído.
A única desvantagem é que de alguma forma ele conseguiu deixar o telefone no carro de seus pais, e não recuperá-lo até sexta-feira. Isso significa, é claro, que eu passei uma semana inteira em uma espécie de dieta Fitzbilly. E foi também uma semana especial porque eu fui convidada para um baile de formatura. Não foi um convite de Fitzwilliam, mas de um dos meus amigos... que chato isso! Já suspeitava disso há algumas semanas, pois já havia percebido que um dos meus colegas de classe tinha uma quedinha por mim. Por um motivo insondável... eu não estava preocupada pois imaginava que o rapaz não iria tomar a iniciativa - pensei comigo mesma. Eu não tinha planejado ter um namorado para me acompanhar a um baile por diversos motivos - ir com os amigos parece ser mais divertido, sou péssima em dançar agarradinho, além do Fitz, é claro. Mas ficou evidente que eu não deixei isso muito claro.
Na quinta passada, meu amigo me disse que gostaria de mostrar algo. Fiquei muito envergonhada, porém o segui. Ele me levou até um cômodo onde havia um piano... e ele tocou “Cho Chang/Ginny”. Por um milésimo de segundo, eu pensei que talvez, apenas talvez, fosse só aquilo que ele desejava me mostrar. Mas... ele terminou a música e acabou me convidando para o baile. E assim, se repete a velha e gloriosa tradição: meninos errados que gostam de meninas certas. Isso é algo que se repete desde os tempos mais remotos, para não dizer pré-históricos, talvez até na época dos dinossauros, quando eles faziam bailes! :)
De fato, essa tradição continua até mesmo nos bailes dos romances de Austen. Desde o chatíssimo Mr. Collins (Orgulho e Preconceito) até o paquerador Herny Crawford (Mansfield Park), mais de uma heroina teve que lidar com um pretendente desagradável. Em comparação aos desastrosos de Austen, eu até que tive sorte, pois meu amigo até que é um bom partido, e eu só tive que recusar seu pedido, não um pedido de casamento! Mas isso não quer dizer que não aprendi com eles! Bem, vejamos o pedido de casamento desastroso de Mr. Collins a Lizzie Bennet - veja o vídeo abaixo:
Basicamente o cara é um desengonçado e causa arrepedios em qualquer um. Mas lembre-se, Lizzie é a heroina! Ela permanece firme e forte, até mesmo quando sua própria tenta força-la a se casar com Mr. Collins. Ela não chega a ser rude com ele (se bem que se ela fosse, quem poderia culpá-la?), mas Lizzie era determinada!
Então, caros amigos, eu também recusei o convite do meu amigo. Me senti como se tivesse assassinado um filhotinho de cachorro com uma pá. Até que ele aguentou firme. Mas as coisas pioraram, eu, ele e mais um outro colega tínhamos planos para o sábado... me senti bastante desconfortável. Mas, o final de semana passou, tudo terminou bem e pude respirar aliviada. O meu amigo parece se recuperar muito bem, enquanto eu ouço aquela música que ele tocou umas 7 ou 8 vezes por dia. Eu acabo sempre tentando me convencer que fiz exatamente o que Lizzie teria feito, o que me faz sentir um pouco melhor. Para concluir, ontem, finalmente eu e Fitzwilliam nos falamos ao telefone. E advinhem só! Ele parece ter recuperado a alegria, o que me fez sentir nas nuvens.
* Adaptação e tradução: Adriana Zardini
E vocês, prezados leitores, o que acharam destes conselhos?
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Graças à boa vontade da leitora Priscila Caetano, que digitalizou o Jornal o Globo de 09 de março, hoje posso publicar a matéria completa. Vejam abaixo o artigo!
Ao contrário de muitos fãs fanáticos de Austen, Orgulho e Preconceito não é meu romance favorito da autora (eu continuo adorando-o, mas não é meu favorito). Como já discutimos amplamente em algum lugar lá pelo Coruja, meu coração pertence ao Capitão Wentworth... Eu tenho uma certa birra com Darcy por conta daquela primeira declaração. A verdade é que naquele momento, ele não é muito diferente de Mr. Collins – tanto Darcy quanto Collins se aproximam de Elizabeth com a certeza absoluta de que seu pedido será aceito. Afinal, que outras perspectivas ela tem? Não apenas eles tomam o pedido formal como apenas uma norma de etiqueta a ser cumprida como ambos não questionam se Lizzie gosta ou não deles. Sério, prestem atenção na cena em Rosings. Darcy fala...Mr. Darcy, a princípio, fora quase com relutância que lhe admitira uma certa beleza; no baile olhara para ela sem admiração, e na vez seguinte olhou-a apenas para criticar, Porém, mal ele se certificara a si e aos amigos da quase inexistência de um traço bonito naquele rosto, quando começou a achá-la invulgarmente inteligente pela bonita expressão de seus olhos negros. Embora seu olho crítico tivesse detectado mais de uma falha de simetria na forma de seu corpo, era forçado a reconhecer-lhe uma figura pura e agradável; e, apesar de considerar seus modos muito aquém dos do mundo elegante, cativaram-no por sua graciosidade simples.
“Em vão tenho lutado comigo mesmo; nada consegui. Meus sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e amo ardentemente”
Ele não se pergunta se Lizzie pode amá-lo. Em vez disso, impõe os seus sentimentos e não duvido que ele não se importaria, nesse momento, se ela tivesse aceitado se casar com ele simplesmente porque ele é um bom partido. Talvez por isso o reencontro dos dois em Pemberley tenha tanto impacto, porque daquela feita é óbvio o quanto ele deseja o afeto e aprovação dela. Ele não tem, a princípio, esperança de que ela de repente decida que está loucamente apaixonada por ele (e creio que mesmo o orgulho e o medo aja aqui um pouco para segurá-lo diante da possibilidade de uma nova rejeição), mas isso não o impede de procurar a boa opinião dela.
E esse é o grande ponto do Darcy, essa mudança pela qual ele passa, não necessariamente para conquistar a garota (mas também por isso), mas porque ele é capaz de enxergar e admitir seus erros e é absurdamente difícil fazer isso. É difícil assumir que você errou, que você não agiu da melhor maneira possível. E ele não apenas assume isso como busca por todos os meios possíveis, se não consertar, ao menos tentar fazê-lo. Mais até do que o que ele faz pela Lizzie, surpreende-me a coragem que ele teve de assumir para Bingley o papel dele na separação do amigo e de Jane Bennet. Aqui ele corre um risco muito grande, de perder a amizade de Bingley (uma coisa real, em contraste com a possibilidade abstrata de algum afeto da parte de Elizabeth) e mesmo assim ele assume sua culpa. Particularmente, eu acho isso fantástico. Aliás, esse é o fator principal para que eu goste tanto do Wentworth - a capacidade de admitir que estava errado e saber pedir desculpas. A diferença entre os dois é que o capitão foi profundamente magoado no passado pela Anne, enquanto Darcy começa achando que é o rei da cocada preta (o que ele é, mas não precisa ser um cretino sobre isso). Enfim... mesmo quando é um cretino, Mr. Darcy é ainda incrivelmente passional e talvez por isso a gente acabe... 'ignorando' certas atitudes dele. E, claro, uma vez que você pense como vai ser a relação dele com a Lizzie após o final do livro - quando você imagina o cuidado, o carinho e também a paixão que ele dedica à mulher, é difícil dizer que estando no lugar dela, teríamos também dito não àquele primeiro pedido. Eu acredito que eu diria não, mas quando você está lendo pela segunda, terceira, décima vez o romance e sabe exatamente o que o homem será capaz de fazer por ela mais tarde, talvez não seja possível dissociar as imagens de Darcy pré e pós Rosings. E vocês? Quais são suas divagações sobre Mr. Darcy?
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