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É muito doloroso para uma pessoa dividir seus sonhos, sua vida, suas alegrias e emoções, creditar toda a sua felicidade em alguém e do nada tudo desmoronar.



Mas não há motivos para se desesperar, nem pensar em morte ou acreditar que a vida acabou. Superar uma decepção amorosa é muito difícil. Mas não é impossível. 



O processo de recuperação é sempre doloroso. Com raras exceções, é bastante comum, em alguma vez na vida, você passar por essa experiência. A diferença é que uns superam e outros não.





Para a psicóloga Luzia Pacheco, é importante que a pessoa que sofreu uma decepção amorosa dê a si mesma a chance de ser feliz. "Se frustrar, achando que todas as pessoas são iguais, só vai prejudicar ainda mais sua vida sentimental. É importante que a pessoa que está atravessando essa fase se dê uma oportunidade para ser feliz ao lado de alguém que valorize seu sentimento". 





Muitas pessoas, que já passaram por uma desilusão amorosa, se trancam para o amor. 





Algumas ficam meses e até mesmo anos isoladas com medo de se envolver numa nova cilada. Elas criam uma barreira que impede qualquer aproximação afetiva. 





"Com certeza haverá momentos tristes de lembranças, raiva e decepção. O que tem que ser feito é passar pela fase de dor e deixar que ela vá embora quando achar que o momento certo para renovação. Isso não ocorre de uma hora para outra, mas, também, não dura para sempre", orienta Luzia. 





A melhor forma de se recuperar depois do fim de um relacionamento é dar tempo ao tempo, mas impor um limite há esse tempo, quando um relacionamento acaba você senti dor, mas não deve torná-la eterna, ninguém é de ferro, mas ao mesmo tempo todo mundo é forte o suficiente para extirpar de dentro de si aquilo que não a faz feliz. 





Em se tratando de coração todos são frágeis, mas é preciso recorrer àquelas pessoas que de fato lhe fazem bem como amigos e família, procurar sorrir, se divertir é a melhor maneira de se recuperar mais rápido do fim e refazer um novo começo. 





A dor não passa de um dia para o outro. Chore o que tiver que chorar, afinal, você é ser humano e tem sentimentos. Não tente ser forte o tempo todo. O choro faz parte de vida, só não deixe que a tristeza seja constante. Ninguém merece seu eterno sofrimento. Ficar de cama, chorando é válido somente na primeira semana, depois acaba o prazo da dor e é hora de encher o rosto de sorrisos e continuar procurando a felicidade. 





Tire lições, aprenda e siga em frente em busca de novas chances! Não vale a pena sofrer a vida inteira, ou parte dela, por alguém que não valorizou seus sentimentos. 





Dando a volta por cima 





Mas será que dá para dar a volta por cima sem sofrer tanto? Como colocar em prática a frase sacudir a poeira e dar a volta por cima? Em primeiro lugar, perdoando, não guardando rancor ou amargura, encarando que a dor faz parte da vida. Mas não é preciso carregá-la para sempre, não se sentido culpado nem diminuindo a sua autoestima. 





Como se levantar após sofrer uma desilusão 





É importante refletir sobre o fim de um relacionamento, não ver apenas o lado negativo, mas tirar lições dali que possam acrescentar. Também é importante conversar com alguém que possa dar conselhos plausíveis e continuar com o coração aberto para um novo relacionamento 





Faça uma autoanálise e veja se compensa se descabelar e estacionar no tempo por causa de outra pessoa; 





Lembre-se de que você é uma pessoa ativa, precisa de trabalhos, amizades, lazer, diversão, e não necessita estender seu sofrimento para a eternidade; 





Nunca se esqueça de cultivar o amor. Caso contrário, você ficará mais frustrada e com falta de perspectivas amorosas na vida; 





Ao se recuperar, bola pra frente e se abra para um novo amor. Não se esqueça de que o coração é sempre capaz de amar. Mas nunca ame alguém mais do que a si mesmo.




Primeiro vem uma sensação de vazio, um buraco no peito. Depois, uma tristeza tão grande que sufoca. O corpo fica fraco, o apetite e o sono somem, fica difícil parar de chorar. O coração dói como se realmente tivesse se partido em mil pedaços. A pessoa se sente tão sozinho que parece que o mundo vai acabar. Algumas pessoas conhecem os efeitos de ser rejeitado, mas recentemente, cientistas provaram, numa série de pesquisas, que a rejeição dói tanto ou mais que um ferimento físico.




Entre as pesquisas que confirmam a tese está a da Universidade de Michigan (Estados Unidos), em que foi localizada, por ressonância magnética, atividade cerebral na mesma região que antes era conhecida só por ativar a dor física. “Nos interessamos em examinar de perto a experiência da rejeição social intensa e de que maneira ela coincide com a dor física. Fizemos dois testes: no primeiro, induzimos as pessoas a sentir dor social, olhando a foto do parceiro que as deixou. Em outro, as induzimos a sentir dor física, esquentando o braço delas. Em ambos os testes, as mesmas regiões do cérebro foram ativadas”, disse o psicólogo Ethan Kross, um dos autores da pesquisa.





Em outra pesquisa, feita na Universidade da Califórnia (UCLA), a psicóloga Naomi Eisenbergger, a mesma que comprovou o efeito analgésico do amor (leia mais na página 15), testou a rejeição social colocando voluntários para jogar em computadores contra adversários desconhecidos. Durante o jogo, metade das “cobaias” foi informada que houve problemas técnicos e, por isso, o jogo seria adiado. A outra metade recebeu recado do adversário dizendo que eles eram “fracos demais, por isso o jogo não iria continuar”.



O cérebro dos rejeitados por problemas técnicos se manteve em atividade normal. Já os que foram depreciados tiveram intensa atividade cerebral nos centros de dor física. “As pessoas aceitam que a dor física seja real, mas estão tentadas a crer que a dor social está só na cabeça delas. No estudo, vimos que não, que a dor social também é real”, disse a pesquisadora.





Entre as dores relatadas por rejeitados estão as de cabeça, dores no peito, falta de ar, fraqueza, depressão e até o desencadeamento de doenças como síndrome de ansiedade e de pânico. “Se a pessoa tiver predisposição a essas síndromes, a dificuldade em lidar com a rejeição pode desencadear as crises. Mas todos os sentimentos negativos são superáveis se não houver agravantes, como predisposição ou traumas de rejeições anteriores”, explica a psicanalista Andrea Pavlovitsch.





Não bastasse a dor emocional doer tanto quanto a física, ela ainda dura mais tempo. Foi o que descobriram os pesquisadores da Universidade de Purdue, em Indiana (Estados Unidos). Voluntários foram chamados para recordar dores físicas e emocionais que haviam passado e depois foram submetidos a um teste de habilidade mental. A turma que reviveu dores emocionais se saiu muito pior no teste. Mas o autor da pesquisa, Zhansheng Chen, psicólogo e cientista da Universidade de Hong Kong, acha isso positivo. “É um mecanismo natural do cérebro que nos permite compreender a realidade e alterar nosso comportamento para melhor, facilitando nossas futuras relações”, acredita.






"Eu tinha 26 anos e o Marcos foi meu primeiro namorado. Ele começou a se distanciar e eu, percebendo o fim, comecei a ter dores no peito e fraqueza, pois não me alimentava direito. Minha resistência caiu e fui até internada. Achavam que era hepatite, pois tinha febre, inapetência, fadiga, diarreia e vômitos. Fizeram exames, e nada.



Quando melhorei, inclusive psicologicamente, percebi que eram sintomas de rejeição. Meu organismo entrou em colapso”, conta H.M.M., produtora de vídeo de 29 anos. E completa: “Depois dele, passei por mais um fim de namoro. Foi um pouco difícil, mas não fiquei doente”, disse, endossando as palavras de Zhansheng Chen.







Marinara de Almeida, de 17 anos, também já sentiu as dores da rejeição. “Sofri muito no meu primeiro relacionamento sério. Quando terminou passei 3 dias chorando. Não comia. Sentia um grande vazio. Achei que o mundo ia acabar. Meu peito doía muito.”



Quando esse sofrimento atrapalha a vida cotidiana, é hora de procurar um especialista. “As rejeições são, em sua maioria, resultado de rejeições passadas e autorrejeições, que se sobrepõem e pesam. É importante ir a um psicólogo ou psiquiatra para esclarecer a origem desse sentimento e trabalhar a autoestima”, diz Andrea Pavlovitsch.





 Kátia Mello





Síndrome do coração partido.





Quem nunca teve a impressão de que o coração estava literalmente partido diante da perda de um amor ou de uma decepção amorosa? Saiba que não é só impressão. 





Segundo a medicina, o coração realmente sofre, e muito, quando acabamos um relacionamento ou perdemos um ente querido, por exemplo. Essa dor não é apenas uma metáfora, simbólica, é sentida e pode trazer riscos à saúde física. É a chamada Síndrome do coração partido. Mas o que exatamente significa isso e quais são os sintomas?







“A Síndrome do coração partido, ou Takotsubo, foi descrita por pesquisadores japoneses no início da década de 90. É uma cardiopatia induzida pelo estresse, depois de emoções intensas, onde o coração apresenta movimento anormal da parede do ventrículo esquerdo (principal câmara cardíaca que ejeta sangue para todo o organismo), levando a sintomas semelhantes aos do infarto e com características transitórias. É temporária e reversível”, diz o cardiologista Hélio Castello, da Angiocardio, em São Paulo.






Sintomas






“São semelhantes ao infarto do miocárdio, com dor no peito, falta de ar e alterações do eletrocardiograma. Apenas 20% podem evoluir de forma grave e uma vez revertido o quadro, não há sequelas ao coração”, afirma Castello.






Outras emoções negativas também corroboram para a evolução de doenças cardíacas. “O estresse emocional é um fator de risco para desencadear crises de doenças cardiovasculares, com pioras clínicas, pois pode levar ao aumento dos níveis de pressão arterial, a uma maior chance de desencadear arritmias e contrição dos vasos, levando a menor oxigenação dos órgãos. Dessa forma, o estresse deve ser controlado com medidas que propiciem melhores condições de saúde e um estilo de vida mais saudável”, salienta o médico.






Vivenciando a dor






Se do ponto de vista clínico a decepção faz mal ao coração, do ponto de vista psicológico também. Mas de que forma podemos nos curar de uma decepção amorosa? Silmar Coelho, doutor em psicologia e liderança pela Universidade de Tulsa, nos Estados Unidos, aconselha a refletir sobre essa dor e entender que a experiência deve ser olhada pelo lado positivo. “É importante refletir sobre o fim de um relacionamento, não ver apenas o lado negativo, mas tirar lições dali que possam acrescentar. Também é importante conversar com alguém que possa dar conselhos plausíveis e continuar com o coração aberto para um novo relacionamento”, explica.






Outro ponto que deve ser levado em consideração, segundo o psicólogo, é nunca começar um relacionamento se ainda não se livrou de mágoas e decepções do passado. “Nunca se deve iniciar uma nova relação com assuntos inacabados. Quem está magoado precisa se curar e perdoar antes de partir para um novo relacionamento”. E para quem foi tão magoado e fechou-se para o amor ele aconselha: “Amar é sempre melhor do que não amar. Quem se fecha para a vida acaba doente em todos os sentidos.”






Dando a volta por cima






Mas será que dá pra sair de um relacionamento sem sofrer tanto? Como colocar em prática a frase sacudir a poeira e dar a volta por cima? “Em primeiro lugar, perdoando, não guardando rancor ou amargura, encarando o acontecido como algo normal, que a dor faz parte da vida. Mas não é preciso carregá-la para sempre, não se sentido culpado nem diminuindo a sua autoestima”, finaliza Coelho.






“Achei que fosse morrer”






Cris, 26 anos, profissional de Marketing que prefere não ter o seu sobrenome revelado, relata uma decepção que sofreu e como deu a volta por cima:






“Estava tudo pronto para nos casarmos. Eu achava que ele era o homem da minha vida. Nos conhecíamos desde criança, foi meu namorado desde a adolescência. Ficamos 7 anos juntos. Pouco tempo antes do casamento, ele colocou um ponto final em nosso compromisso. Só pelo fato de terminar o noivado já foi um grande baque pra mim. E quando descobri então que ele tinha outra pessoa, que estava grávida dele, achei que fosse morrer.






Sofri muito. Tive várias crises de choro. Cheguei a me achar a última pessoa da face da Terra. Fora os sentimentos que entravam em conflito: era uma saudade intensa, um amor que não tinha fim, uma decepção muito grande e uma dor terrível. Achava que meu coração não fosse aguentar.






Demorou muito, mas depois de um tempo, melhorei. Me voltei para Deus, busquei a minha cura através da fé e hoje, 3 anos depois, estou conhecendo uma outra pessoa e, graças a Deus, estou livre do passado. Sozinha eu sei que não conseguiria me livrar dessa decepção. Foi com muito choro, mas, principalmente, com força de vontade e muita oração, que consegui me recuperar.”






Por Elliana Garcia


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Como Conquistar um Homem