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Contar pra mãe ou pro pai que perderam a virgindade dá um frio na barriga danado! Pode ser algo muito embaraçoso, né? Conheço poucos casos de garotas que contaram na lata, com naturalidade, sem preocupação nenhuma – e admiro. A grande maioria não sabe direito como agir na hora de contar, e não é por menos, hehe.
Esse foi o caso da Marina – nome fictício – que veio dividir um pouco da história dela comigo:
“Quando eu tinha 16 anos conheci um menino novo, da minha idade e do meu colégio, que de cara me encantou. Foi muito rápido, nos conhecemos, paqueramos e rapidinho nos apaixonamos. Começamos a namorar e com 2 meses de namoro resolvi que iria transar pela primeira vez com ele. (…) Eu não me arrependo, por que ele foi ótimo, respeitou meu tempo e o meio jeito meio sem saber pra onde ir. (…) Sem dúvidas, tenho lembranças muito boas da minha 1ª vez! (…) A questão é que eu não contei logo de cara pra minha mãe, por medo de ela achar que eu era muito nova pra fazer isso, afinal, eu tinha 16 anos. Depois de uns 3 meses nós terminamos, e eu ainda não havia contado pra minha mãe. (…) Fiquei um ano solteira. Estou perto de fazer 18 anos e conheci um garoto novo. Estamos ficando e realmente gosto dele, se tudo der certo vamos namorar!(…) Só que minha mãe acha que eu ainda sou virgem, não tenho coragem de dizer que perdi minha virgindade há quase 2 anos atrás… Mas dessa vez eu quero ser sincera, quero fazer as coisas do jeiro certo e quero me proteger. Ir a ginecologista – nunca fui por medo dela contar pra minha mãe – e começar a tomar anticoncepcional. Dessa vez quero  abrir o jogo, mas não sei como!”.
Bem o caso da Marina é o seguinte: ela não teve coragem de contar pra mãe e, de tanto adiar, ela já acabou o relacionamento com o garoto com quem perdeu a virgindade. Esconder por tanto tempo – quase 2 anos – que não é mais virgem é uma tarefa bem difícil. Acredito que, sem dúvidas, a melhor opção seria ter sido sincera quando a relação realmente aconteceu. As mães podem ficar espantadas, chocadas, chateadas ou o diabo a 4… Mas tudo que elas querem realmente é proteger as filhas, e eu tenho certeza que o voto de confiança que você está dando, de chegar e contar pra ela, abrir o jogo mesmo sabendo o que está por vir, pode sim contar positivamente neste momento. É natural o estranhamento logo de cara, mas geralmente as coisas se assentam, e a mãe passa a se preocupar com o que realmente importa: você e a sua saúde.
Claro que não dá pra generalizar. Você, como a Marina, pode por algum motivo sentir que seus pais nunca assimilariam esse tipo de informação. E então, optar por esconder ou postergar. Se esse é ou foi o seu caso, existe um erro que a Marina cometeu que você não deve de modo algum repetir: deixar de ir ao ginecologista. Não importa quem a sua ginecologista é ou deixa de ser, ela não pode de modo algum contar para seus pais algo que você pediu que ficasse entre vocês. Isso se chama ética profissional. Se no caso da ginecologista for uma parente sua ou amiga muito forte da sua mãe e isso te fizer sentir insegura, consulte-se com outro médico! Procure, pesquise, peça indicações de suas amigas e marque uma consulta.
O que você não pode é deixar de se cuidar e de se proteger. Começar uma vida sexual traz muitos riscos, então não dá pra confiar no coito interrompido. O profissional vai procurar a melhor forma de cuidar da sua saúde e de te proteger de DSTs e gravidez indesejada – pior que contar para os seus pais que perdeu a virgindade é contar que está grávida. Bate um medo, né? No mundo de hoje não temos como contar com a sorte: temos que usar de métodos contraceptivos sim.
Voltando pro caso da Marina – to falando pra caramba, né? É que esse assunto é mega importante! – que está prestes a começar um novo relacionamento e dessa vez quer contar que não é mais virgem, eu só vejo duas opções: 1. Contar que perdeu há um tempo atrás e na época ficou com medo de dizer a verdade – não creio que ela esteja cogitando essa opção – e 2. Contar quando começar a namorar com o novo menino, como se fosse ter a 1ª transa nesse novo relacionamento.
Caso ela escolha a última opção, seria uma boa ela começar a conversar com a mãe desde antes: explicar que sente que o momento certo está chegando e quer se cuidar. Ir ao ginecologista, escolher um método de contracepção, fazer exames… Etc. Isso pode mostrar para a mãe que a filha amadureceu, sabe o que está fazendo e quer sua orientação nessa nova fase da vida. Mas a Marina também pode só contar depois, conversar com a mãe dizendo que “aconteceu”, perdeu a virgindade e agora quer se cuidar.
Embora as duas opções impliquem em contar uma “história diferente” da que realmente aconteceu, fingindo que é agora que ela está iniciando a vida sexual, eu creio que o mais importante de tudo seja o fato de estar começando a ser sincera com a mãe e tirar esse peso da mentira. Ela já está adiando há muito tempo esse momento de conversar sobre sua vida sexual com a mãe, e finalmente quer abrir o jogo. Essa decisão era a melhor que ela poderia tomar! Agora é só uma questão de como fazê-la, mas tenho certeza que ela vai tirar de letra e vai fortalecer muito a relação com sua mãe.
E pra você, como foi contar sobre a 1ª vez pra sua mãe?

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