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Discipline sem bater

Postado por Unknown | 07:42


O espinho que tem de furar, de pequeno traz a ponta”, é um ditado popular que serve para indicar a personalidade de uma pessoa, tanto para o bem quanto para o mal. No entanto, seja qual for o resultado, o fato é que a intervenção dos adultos responsáveis pela criança é fundamental para que isto se torne uma realidade. Em geral, quando uma pequena criança se torna uma tirana e os pais não resistem entrando com a palmada para solucionar o problema, o relacionamento entre pais e filhos começa a degringolar. E isto, como já é sabido, na prática não resulta em reversão de valores. Ou seja, segundo a psicopedagoga Maria Irene Maluf, de São Paulo, quando se aplica a disciplina desde cedo aos filhos, os resultados positivos são muito mais eficazes do que quando se recorre ao uso de palmadas.

A psicopedagoga, que é radicalmente contra as palmadas, seja qual for a situação, observa que se a criança aprender desde cedo quem manda, dificilmente, irá contrariar os pais até a exaustão. “Os filhos devem sempre saber que os pais os amam, mas que o amor não tolera e nem justifica tudo. Mostre sempre seus limites, valorize os bons hábitos e costumes”, diz. Maria Irene afirma também que boas condutas dos pais são incentivadoras da boa conduta dos filhos. Por isto, sugere que os pais sejam coerentes ao dar e cobrar exemplos de conduta dentro do que é aceito pela família, ao passar pequenas responsabilidades (guardar os brinquedos, recolher a roupa suja para o cesto, entre outros). “Dar recompensas como elogios, sempre que os mereça, mostrar seu crescimento como pessoa, valorizar seus empenhos e boas ações, formam adolescentes mais conscientes de seus deveres e direitos”, afirma.

No entanto, tem sido muito comum, nos dias atuais, encontrar pais desarvorados com o comportamento dos filhos. Em geral, segundo a psicóloga especializada em crianças, Rosana Zanella, de São Paulo, o fato de ambos os pais trabalharem fora, os faz querer compensar sua ausência com toda sorte de privilégios e acabam por deixar de lado simples atitudes como dizer “não”, no momento certo, por receio de não ser amados por seus filhos. É aí que surgem os filhos tiranos. Filhos impositivos que acabam por conseguir tudo o que querem”, diz. Daí para o caos é um pulo. Rosana garante que quando os pais não se impõem entram em desespero, pois já não conseguem lidar sequer com a birra e desobediência de seus filhos pequenos e acabam por adotar atitudes drásticas como bater. “Começam então as revoltas, as atitudes cada vez mais agressivas”, diz.

A psicóloga explica que o ideal é que os pais consigam educar seus filhos desde pequenos, colocando limites e ensinando regras. É claro que a criança começa a mostrar sua “crista” tão logo possa. E aqui entra, além do diálogo, um “corretivo” mais eficiente. “Em geral, tirar algo que a criança goste costuma funcionar. Desde que não seja por um período de tempo tão longo e a criança saiba o porque do ‘castigo’”, explica. A psicóloga diz ainda que uma boa alternativa é deixar claro para a criança que não vai brincar com seu videogame, por exemplo, por dois dias, porque brigou na escola. “Se a criança for ainda muito pequena, daquelas que desafiam e choram, o melhor é colocá-la sentada e dizer que ela vai ficar ali para pensar sobre o que fez (um minuto para cada ano de idade). Isto é suficiente para impor autoridade”, afirma.

E ao contrário do que alguns pais possam achar, essas atitudes, que à primeira vista podem parecer cruéis, na verdade são apenas estratégias para quando o diálogo não funciona mais. “Para os pais, esse é um exercício de paciência, pois tudo deve ser dito com calma, sem alteração da voz, jamais com gritarias. Grito gera grito e causa estresse. Ao colocar regras e castigos com calma os pais conseguem manter a disciplina”, garante.

Nunca é demais lembrar que agressividade gera violência. E no caso do carinho o efeito também é propagador. A psicopedagoga Maria Irene Maluf observa que ao corrigir os filhos, os pais precisam estar corretos. “Seja o que for que a criança ameaçar fazer, você tem o controle da situação, porque ela depende de você em todos os aspectos, principalmente como fonte de amor, educação e valores para a sua vida. Seja respeitável, aja de forma equilibrada e não tenha ilusões: seu filho também observa o que você faz e diz, mesmo que seja pequeno”, afirma.

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