Meninas, que o Ano Novo taí e eu preciso correr, você precisa correr, todo mundo correndo. Engraçada esta época, não é? Essa coisa de viajar, que é um pouco metáfora de fugir, que é um pouco metáfora de morrer, que é um pouco metáfora de viver. E eu sei lá…
Viajamos.
Eu vejo todo mundo de branco, indo pra lá e pra cá, fazendo tudo diferente da rotina que passou nos outros 360 e tantos dias. A rotina para qual a gente volta lá pelo dias 2, 3, 4, 5, 6…E aí o ano não começará até o Carnaval, daí ele vai passar rápido, voando, e aí, aí…
Aí, sei lá.
Eu não tou nem aí. Nem aqui.
Fim de ano é um negócio estranho.
VAMOS SIMONEAR O MUNDO
Meninas, hoje é aquele dia meio esquisito em que eu desligo a programação normal do blog. Pelas próximas quatro ou cinco jornadas isto aqui estará às moscas natalinas, à espera de um novo calendário e da sua volta do feriado.
(Tem alguém aqui?)
Ó, que beleza. Ouço um lobinho fazendo aaauuuu, e um boizinho fazendo muuuuuu….
- João, João! Que texto besta, meu Deus! Que coisa mais sem sentido! Que sem graça, João! Eu quero dicas, João! Eu quero soluções, João! Eu quero… Eu quero previsões, João!
Ah, meninas, hoje é seu dia de sorte. Hoje é dia de dizer tchau. Hoje é a despedida. Amanhã é o oi.
E por isso, só por isso, hoje eu vou dar tudo isso que você me pede.
Vou dar tchau, dicas, soluções e previsões.
E a minha dica, solução e previsão maior será esta: eu vou errar um monte e acertar um tantinho em tudo que direi abaixo.Porque, né, o jaburu é coisa nossa e errar, meninas, errar é humano!
Portanto, erremos! Sempre. Muito. Totalmente.
VAMOS SIMONEAR AINDA MAIS O MUNDO
O que me faz pensar em tudo que a gente passou aqui e lá fora neste ano.
2012 foi bom pra você?
2012 te tratou bem?
2012 passou rápido, assim, voando?
Que beleza, não é? Porque 2013 vai ser bem parecido. Mas tudo diferente.
Olha só:
2013, quando for lá por abril, a gente achará que o ano estará voando, passando como um jamaicano correndo.
Em 2013, eu vou sofrer de amor, e você também! Anota que isso é uma previsão.
Mas em 2013, eu também vou sorrir de amor. E você vai sorrir um montão. Anota essa de caneta, que essa é batata!
Em 2013, eu vou achar que as pessoas são ruins e que as pessoas são boas. Vou querer saúde, e não vou entender nada quando alguém de quem eu gosto sofrer com algum tipo de dor. O dinheiro será uma questão, mas no fim, nas horas em que coisas maiores apitarem, ele será uma questão menor.
Em 2013 eu vou acreditar em novas pessoas e me decepcionar com novas e velhas pessoas. Mas o pior – o pior! – é que eu vou decepcionar novas e velhas pessoas. Algumas, por querer. Mas quase todas, sem querer.
Em 2013, eu vou ter brigas colossais e matinais com aquele sujeito ali no espelho. Olho no olho, eu prometerei que vou tentar ser melhor e não fazer de novo seja lá o que eu tiver feito de besta, errado, ruim e torto.
Em 2013, eu vou tentar machucar menos e me machucar menos.
Em 2013, eu vou falhar nisso.
Mas em 2013, quem sabe, vai ser uma exceção. E vou conseguir machucar menos e me machucar menos!
2013 é todo esperança.
Em 2013, eu quero comer um negócio inesquecível, beber aquilo que for bom e tanto que, na hora em que eu escrever o primeiro texto aqui, verei dois teclados. Daí, uma vozinha sábia, heleníssima e celestial, me dirá: tecla o teclado do meio, João!
E assim eu vou conseguir escrever o primeiro texto de 2013.
Em 2013, eu vou viajar, me divertir, me chatear igualzinho a todo mundo, ou mais do que todo mundo. Por que é que sempre tem alguém que se diverte mais do que a gente?
Em 2013, eu quero aprender de uma vez por todas que, na verdade, ninguém se diverte mais do que a gente. Que essas festas inesquecíveis, que só começam quando a gente não está lá; que a viagem perfeita, que eu vejo filtrada no Instagram; que a frase perfeita, as posições políticas mais certeiras, todo aquele monte de verdades e certezas que eu leio no Facebook; que tudo isso, que a grama do vizinho e essa coisa toda, na verdade, tem os mesmos dois tons de verde que a minha grama.
Em 2013, eu terei certeza de que a foto, o vídeo, o meu perfil na rede social é sempre mais feliz e sábio e bonito do que eu. E assim, sabendo disso, eu vou achar engraçado, mentiroso e um pouco idiota eu na rede social. E vou achar um barato quando eu tropeçar, espirrar, coçar um olho na vida real, porque só na vida real eu consigo tropeçar, espirrar e coçar.
Que vida tonta, meu Deus, essa que a gente criou na perfeição dos nossos perfis!
SIMONEANDO E CANTANDO
Em 2013, meninas, eu vou aprender que a vida é só isso aí mesmo, e que, no fim, é todo mundo no mesmo barco. E que ótimo isso.
Em 2013, eu vou aprender a me decepcionar menos e esperar menos. Porque esperar menos é fazer mais, é sorrir mais.
Em 2013, eu vou ser breguinha e escrever umas linhas tontinhas e diminutivas como essas.
E como estas:
Em 2013, eu vou tropeçar pra caramba, eu vou ficar triste por entender que não dá pra fazer tudo, ter tudo, ajudar do jeito que eu queria.
Em 2013, eu vou me irritar quando digitar uma palavra errado e perceber que a palavra errada ficou três parágrafos lá pra cima. E daí, eu vou precisar parar o que estava escrevendo aqui sobre 2013 pra ir lá em cima, encontrar o diacho da palavra e corrigir…
… e voltar a escrever aqui sobre o meu 2013.
Em 2013, eu sei lá.
Em 2013, eu quero fazer diferente, pra fazer o de sempre, igualzinho, só que melhor.
Em 2013, eu vou ter preguiças supremas. Vou ter que aceitar que não dá pra acertar sempre, que às vezes cansa, dá sono e tomara que chova bastante em 2013 e que o céu nuble horrendamente, de vez em quando, pra que eu possa ficar deitado sem dó nem autopiedade.
Mas que em 2013 faça um sol dos diabos, e tudo seja piscina e mar nessas horas.
Em 2013, eu farei coisas iguais e diferentes.
Porque em 2012 eu faria tudo igual e diferente.
E a Beth, meninas, a Beth também faria!
Risos. Risos. LOL. LOL.
SIMONEANDO UM POUCO DIFERENTE
Em 2013 eu vou deixar de acreditar no amor e nas pessoas – e prometo que em 2013 eu vou me repetir menos… ou não?
Mas em 2013 mesmo, eu vou voltar a acreditar nas pessoas e no amor.
Em 2013, eu quero transar um montão, mas não me sentir mal quando ficar com preguiça de transar de montão, que transar de montão, sempre firme, sempre malabarista, sempre potente é coisa de filme e de rede social e, a estas alturas de 2013, eu já terei aprendido o que disse que aprenderia lá em cima em 2013: a não acreditar em mim mesmo na rede social!
Em 2013, eu vou esperar menos perfeição de quem está perto de mim. Eu quero entender que amar é amarrar duas diferenças, duas solidões. E que é uma briga diária e de conciliação entre as quinhentas pessoas que eu sou a cada dia com as seiscentas pessoas que a outra pessoa é todo dia.
Em 2013, eu quero…
Em fevereiro de 2013, mamãe eu quero…
SIMONEANDO E DIZENDO TCHAU
Ah, mas que besteira escrever tanto sobre 2013, quando 2013 é 2012 com menos cabelo.
2013, meninas. 2013 é 2012, que é 2014, que foi 1986, que será 2020.
A vida é isso aí.
E isso aí é um barato, é um saco, é amor, é desamor, é bom, é ruim, dá fome, depois não dá.
E vamos lá, que o negócio é assim mesmo.
Que em 2013 eu vou fazer tudo isso, desse jeito, e você, olha só que beleza, você também fará!
Ah, meninas, meninas. Hoje eu vou inflar o meu bonecão de posto interior. Vou sim!
Daí, inflarei até que ele batuque as linhas que virão aí abaixo – e as que foram aí em cima.
Meninas, meninas, hoje eu quero falar sobre nada. Hoje eu tenho nada a dizer. Hoje eu quero ouvir.
2012 tratou vocês bem?
Tá tudo bem por aí?
Tem alguém aí?
Meninas, meninas…
Em 2013, tudo vai ser diferente.
Né?
Não?
Vai?
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