Quando pensamos nas características que queremos em um parceiro amoroso, logo vem à nossa mente uma série de qualidades agradáveis. Existem, no entanto, outras características que são extremamente úteis para desenvolver este tipo de relacionamento. Uma delas é a capacidade para lidar com as emoções negativas. É importante escolher um parceiro que tenha um bom controle emocional; e também é importante desenvolver o próprio controle emocional para aumentar a atração pessoal e para ser capaz de construir um bom relacionamento.
Todo relacionamento produz efeitos agradáveis e desagradáveis. Por exemplo, muitas vezes, durante uma mesma conversa, ouvimos coisas agradáveis, interessantes e lisonjeiras e, por outro lado, temos que ceder a palavra quando gostaríamos de continuar a falar, temos que fazer esforço para ouvir coisas desinteressantes, mas que são importantes para o parceiro, sofremos rejeições de assuntos que gostaríamos de abordar e ouvimos indelicadezas. Esses últimos eventos podem provocar diversos tipos de estados psicológicos negativos, como a frustração e a raiva. A frequência com que essas emoções estão presentes nos nossos relacionamentos e a forma como lidamos com elas e com as situações que as provocam afetam profundamente a qualidade e a durabilidade desses relacionamentos .
Todo relacionamento produz efeitos agradáveis e desagradáveis. Por exemplo, muitas vezes, durante uma mesma conversa, ouvimos coisas agradáveis, interessantes e lisonjeiras e, por outro lado, temos que ceder a palavra quando gostaríamos de continuar a falar, temos que fazer esforço para ouvir coisas desinteressantes, mas que são importantes para o parceiro, sofremos rejeições de assuntos que gostaríamos de abordar e ouvimos indelicadezas. Esses últimos eventos podem provocar diversos tipos de estados psicológicos negativos, como a frustração e a raiva. A frequência com que essas emoções estão presentes nos nossos relacionamentos e a forma como lidamos com elas e com as situações que as provocam afetam profundamente a qualidade e a durabilidade desses relacionamentos .
Como anda o seu controle emocional?
Responda agora às seguintes questões. Elas vão ajudar você a avaliar a sua capacidade para administrar emoções negativas. Dê uma nota de zero a dez que indique quanto você se identifica com cada uma das seguintes afirmações (zero: esta afirmação não tem nada a ver comigo; cinco: identifico-me mais ou menos com a afirmação; dez: essa afirmação descreve exatamente como sou):
___Lido muito mal com a frustração: fico muito irritado quando sou contrariado.
___Sou muito ciumento. Quando fico enciumado, sofro muito e ajo de forma inadequada.
___Sou do tipo “panela de pressão”: vou engolindo coisas negativas até certo limite, aí reajo fortemente à primeira provocação, por menor que seja.
___Sou facilmente provocável: não é necessária muita coisa para me tirar do sério.
___Pratico a política “–bateu-levou”: se me agridem, agrido de volta.
___Sou intolerante com as pessoas: tenho muita dificuldade de aceitar que elas tenham pontos de vista diferentes do meu.
___Geralmente encaro as discordâncias dos meus pontos de vista como desafios e ataques pessoais.
___A raiva me leva a dizer e a fazer coisas absurdas, das quais logo me arrependo.
___Não sei lidar com pessoas que estão emocionalmente descontroladas.
___Tenho muita dificuldade para perdoar e esquecer ofensas.
___Depois de uma briga fico muito tempo emburrado.
___Freqüentemente perco o controle emocional: tenho facilidade para ser tomado por emoções fortes.
___Tenho muita dificuldade para separar aquilo que me afetou em outras circunstâncias daquilo que está acontecendo agora no meu relacionamento. Por exemplo, quando algo me irrita no trabalho, geralmente levo esta irritação para a minha relação com meu amor.
___Sou muito ciumento. Quando fico enciumado, sofro muito e ajo de forma inadequada.
___Sou do tipo “panela de pressão”: vou engolindo coisas negativas até certo limite, aí reajo fortemente à primeira provocação, por menor que seja.
___Sou facilmente provocável: não é necessária muita coisa para me tirar do sério.
___Pratico a política “–bateu-levou”: se me agridem, agrido de volta.
___Sou intolerante com as pessoas: tenho muita dificuldade de aceitar que elas tenham pontos de vista diferentes do meu.
___Geralmente encaro as discordâncias dos meus pontos de vista como desafios e ataques pessoais.
___A raiva me leva a dizer e a fazer coisas absurdas, das quais logo me arrependo.
___Não sei lidar com pessoas que estão emocionalmente descontroladas.
___Tenho muita dificuldade para perdoar e esquecer ofensas.
___Depois de uma briga fico muito tempo emburrado.
___Freqüentemente perco o controle emocional: tenho facilidade para ser tomado por emoções fortes.
___Tenho muita dificuldade para separar aquilo que me afetou em outras circunstâncias daquilo que está acontecendo agora no meu relacionamento. Por exemplo, quando algo me irrita no trabalho, geralmente levo esta irritação para a minha relação com meu amor.
Quanto maior a quantidade de itens aos quais você atribuiu nota maior do que cinco, mais você está sujeito ao descontrole emocional. Estas afirmações cobrem diversos tipos de emoções que serão abordadas neste artigo.
Causas do descontrole emocional
O seguinte relato mostra como o descontrole emocional pode ser causado por uma combinação de diferentes fatores.
Frederico sempre teve um temperamento explosivo. Recentemente estava ainda mais irritado e estressado. Num dia desses, vários incidentes negativos ocorreram. Não tinha conseguido dormir muito bem e , para piorar as coisas, o primeiro despertador não funcionou e, por isso, ele só acordou quando o segundo tocou, dez minutos depois, já em cima da hora. Ele odiava ter que levantar imediatamente assim que acordava, por isso colocava os dois despertadores. Levantou, tomou um banho rápido, engoliu o café e saiu rapidamente para trabalhar. Já fazia algum tempo, não estava sentindo nenhum prazer naquele trabalho. Chegando lá se deparou com um chefe irritado. Este foi logo dizendo que ele estava atrasado quinze minutos para a reunião. Este conjunto de acontecimentos negativos estragou o humor de Frederico durante o restante do dia: ele teve que fazer muito esforço para não explodir em diversas ocasiões. Assim que chegou em sua casa, sua esposa mal o cumprimentou e já começou a reclamar porque ele tinha se esquecido de pagar umas contas. Foi a gota d’água: ele começou a gritar com ela e pôs para fora tudo o que ela andou fazendo de negativo nos últimos meses. Ela revidou e, por isso, a briga foi feia. Agora eles passariam um bom tempo emburrados, cada um no seu canto.
Esta história mostra como uma característica psicológica duradoura (ter um temperamento explosivo), um problema psicológico crônico (estresse crônico), acontecimentos não sociais (ter que levantar da cama assim que acordou, ter que se apressar para não perder a hora e ter que comparecer a um emprego desagradável) e motivos sociais (bronca de um chefe irritado e reclamações da esposa) podem se somar para produzir um tremendo mal humor e uma explosão de raiva. O mal humor pode gerar atritos com outras pessoas, o que retroalimentará os estados desagradáveis.
Custos do descontrole emocional
O descontrole emocional pode causar problemas de diversos graus de gravidade. Vamos examinar aqui alguns casos ilustrativos.
Grandes encrencas causadas pelo descontrole emocional
Pessoas emocionalmente descontroladas frequentemente se metem em grandes encrencas. Por este motivo, foram desenvolvidos diversos tratamentos para ajudar quem tem este tipo de problema. Uma versão humorística de um desses programas foi mostrada no filme “Tratamento de Choque”. No filme, Jack Nicholson faz o papel de um terapeuta (“Dr. Buddy Rydell”) que lida com pessoas que cometeram algum tipo de infração legal devido ao descontrole emocional e que, por isso, foram obrigadas pela justiça a se submeterem a um tratamento. A história mostra o tratamento altamente provocativo que o Dr. Buddy impõe ao infrator Dave Buznik (interpretado por Adam Sandler).
Outro tipo de consequência grave é a separação de casais. Esse tipo de descontrole transforma em um inferno a convivência do casal, podendo inclusive dar margem a agressões verbais e físicas. Segundo um dos maiores estudiosos do casamento, John Gottman, três dos quatro maiores indicadores de que uma separação vai ocorrer estão relacionados com o descontrole emocional: criticismo (críticas frequentes e generalizadas), defensividade (procurar se defender de qualquer acusação antes mesmo de verificar se ela é pertinente) e desrespeito (atacar o caráter do parceiro). Apenas o quarto indicador de separação, a insensibilidade, é caracterizado por uma ausência de reatividade emocional ao parceiro.
Custos menos óbvios impostos pelo descontrole emocional
Nem sempre o descontrole emocional é óbvio como nos exemplos mencionados acima. Muitas vezes este descontrole é mais sutil, mas atua constantemente nos relacionamentos, o que vai produzindo imensos danos. Por exemplo, este descontrole pode ter os seguintes tipos de manifestações: sensibilidade exagerada às ofensas, propensão para contra-atacar ao sentir qualquer incômodo ou ameaça, facilidade para ficar emburrado e guardar rancores, e propensão para a apresentar reações agressivas desproporcionais aos acontecimentos. Quando uma pessoa apresenta freqüentemente este tipo de descontrole, a sua presença traz mais custos do que benefícios para aqueles que convivem com elas e, por isso, ela é classificada como desagradável e passa a ser evitada.
Habilidades para controlar as emoções
O controle emocional é composto por quatro tipos diferentes de habilidades:
(1) Dominar situações que provoquem sentimentos negativos.
Por exemplo, saber agir de forma polida e firme contra alguém que está tentando impor a sua vontade em um assunto importante.
Por exemplo, saber agir de forma polida e firme contra alguém que está tentando impor a sua vontade em um assunto importante.
(2) Controlar a intensidade e a durabilidade das próprias alterações emocionais.
Por exemplo, não se alterar muito com provocações e recuperar-se rapidamente das alterações.
Por exemplo, não se alterar muito com provocações e recuperar-se rapidamente das alterações.
(3) Controlar as próprias manifestações de emoções.
Por exemplo, saber usar a assertividade e não a agressividade para revidar uma grosseria recebida.
Por exemplo, saber usar a assertividade e não a agressividade para revidar uma grosseria recebida.
(4) Lidar com pessoas que estão sentindo e expressando emoções negativas.
Por exemplo, ter habilidade para ajudar o parceiro a lidar com uma irritação causada pela frustração de não ter passado em um concurso.
Por exemplo, ter habilidade para ajudar o parceiro a lidar com uma irritação causada pela frustração de não ter passado em um concurso.
Escolha um parceiro que tenha um bom grau de controle emocional
Observe o seu parceiro em situações que provoquem emoções negativas e veja como ele reage. Não é necessário que o descontrole emocional seja dirigido a você para funcionar como um indicativo de que o parceiro possui esta característica negativa. Ele provavelmente possui esta característica mesmo quando exibe o descontrole com outras pessoas, tais como estranhos, parentes e subalternos. Neste caso, ele provavelmente também vai se descontrolar com você no futuro. Mesmo que no futuro ele continue a só se descontrolar com outras pessoas, ainda assim este tipo de descontrole pode ser muito desagradável e até mesmo pode trazer conseqüências para você.
Caso o descontrole do seu parceiro ultrapasse os limites aceitáveis, é melhor terminar o relacionamento com ele. Por exemplo, não tolere nenhum episódio de agressão física contra você. Caso ele não ultrapasse tal limite, mas dê sinais que está preste a fazê-lo, discuta isto com ele, dê-lhe uma nova oportunidade e, em caso de reincidências, termine o relacionamento.
Caso o descontrole do seu parceiro ultrapasse os limites aceitáveis, é melhor terminar o relacionamento com ele. Por exemplo, não tolere nenhum episódio de agressão física contra você. Caso ele não ultrapasse tal limite, mas dê sinais que está preste a fazê-lo, discuta isto com ele, dê-lhe uma nova oportunidade e, em caso de reincidências, termine o relacionamento.
Ajude o seu parceiro a adquirir e a manter o controle emocional
Uma boa parte do descontrole emocional de uma pessoa é determinada pelo nível de tolerância daqueles a quem ele é dirigido, ou seja, pelas conseqüências que estes impõem a estas manifestações. Algumas pessoas toleram e até contribuem para que o parceiro vá ficando cada vez mais descontrolado emocionalmente. Em todos os relacionamentos, cada parceiro testa os limites do outro e quanto o outro pode ser controlado por manifestações emocionais. Por este motivo, quando uma pessoa tolera, cede ou se deixa intimidar por um descontrole emocional do parceiro, é provável que estas reações contribuam para que o parceiro volte a se descontrolar e até amplie o seu descontrole no futuro.
Aperfeiçoe o seu próprio controle emocional
Tal como o descontrole emocional dos seus pretendentes é desagradável e traz conseqüências negativas para você, o seu descontrole também terá esses efeitos nos seus pretendentes. Vamos ver aqui algumas medidas que você poderá tomar para melhorar o seu descontrole emocional.
• Tome a decisão de não permitir o próprio descontrole emocional. Comunique esta decisão para as pessoas que convivem com você. Este compromisso vai ajudá-lo a se controlar nas próximas vezes que você estiver na iminência de perder o controle.
• Reinterprete aquelas situações que provocam emoções negativas. Talvez elas não sejam tão sérias assim. Por exemplo, quando alguém discorda de você, isto nem sempre deve ser visto como uma ameaça à sua auto-estima.
• Aumente a visibilidade das conseqüências negativas que são produzidas pelo seu descontrole emocional. Leia sobre as conseqüências, pense nos estragos que já foram causados e faça uma lista dos motivos para melhorar o seu controle emocional.
• Desenvolva a capacidade de identificar os sinais que indicam que você está caminhando para um descontrole emocional. Quando estes sinais aparecerem, saia da situação pelo menos por uma hora.
• Evite tratar de assuntos desconfortáveis quando você está física ou psicologicamente alterado. Evite discutir quando estiver com dores, com sono ou alcoolizado.
• Não deixe acumular muitos sentimentos negativos. Uma hora eles poderão explodir através de um ataque de raiva. Use a assertividade para expressá-los e se fazer respeitar. Por exemplo, faça um treinamento de assertividade para melhorar a sua eficiência para expressar de forma aceitável aquilo que pensa, sente e deseja e para não permitir que você vá acumulando mágoas e exploda depois.
• Procure eliminar as mágoas e cicatrizes provocadas por eventos negativos que marcaram a sua vida. Elas aumentam a sua sensibilidade para os acontecimentos negativos atuais.
• Reduza as suas fontes de tensão que estão contribuindo para gerar uma irritação de fundo que está sempre presente. Por exemplo, procure reduzir o trabalho excessivo que está produzindo stress.
• Procure companhias que sejam pouco irritáveis e irritantes.
• Reinterprete aquelas situações que provocam emoções negativas. Talvez elas não sejam tão sérias assim. Por exemplo, quando alguém discorda de você, isto nem sempre deve ser visto como uma ameaça à sua auto-estima.
• Aumente a visibilidade das conseqüências negativas que são produzidas pelo seu descontrole emocional. Leia sobre as conseqüências, pense nos estragos que já foram causados e faça uma lista dos motivos para melhorar o seu controle emocional.
• Desenvolva a capacidade de identificar os sinais que indicam que você está caminhando para um descontrole emocional. Quando estes sinais aparecerem, saia da situação pelo menos por uma hora.
• Evite tratar de assuntos desconfortáveis quando você está física ou psicologicamente alterado. Evite discutir quando estiver com dores, com sono ou alcoolizado.
• Não deixe acumular muitos sentimentos negativos. Uma hora eles poderão explodir através de um ataque de raiva. Use a assertividade para expressá-los e se fazer respeitar. Por exemplo, faça um treinamento de assertividade para melhorar a sua eficiência para expressar de forma aceitável aquilo que pensa, sente e deseja e para não permitir que você vá acumulando mágoas e exploda depois.
• Procure eliminar as mágoas e cicatrizes provocadas por eventos negativos que marcaram a sua vida. Elas aumentam a sua sensibilidade para os acontecimentos negativos atuais.
• Reduza as suas fontes de tensão que estão contribuindo para gerar uma irritação de fundo que está sempre presente. Por exemplo, procure reduzir o trabalho excessivo que está produzindo stress.
• Procure companhias que sejam pouco irritáveis e irritantes.
A implementação de várias das medidas sugeridas acima exige o auxílio de um psicólogo. O auxílio deste profissional é imprescindível quando o seu descontrole é severo, existe há muito tempo ou quando você não está conseguindo controlá-lo.
Expressar moderadamente emoções negativas é natural e benéfico
Nem sempre sentir e expressar emoções negativas é indesejável. Discordar, mostrar emoções negativas na face, na voz e através das palavras em doses moderadas é natural, inevitável e benéfico para o relacionamento. A nossa capacidade para sentir e expressar emoções não existe por acaso. Estas emoções existem porque desempenham uma função útil como motivadoras dos nossos atos e na regulação dos nossos comportamentos sociais. O que causa problemas são os excessos: tanto a ausência como o exagero de emoções. Pessoas contidas demais podem desenvolver problemas psicológicos e para o relacionamento. A expressão daquilo que sentimos e pensamos funciona como uma espécie de cola para os relacionamentos pessoais.
Torne o seu relacionamento mais leve e mais agradável através da expressão de emoções positivas e do controle do excesso de emoções negativas.

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