Quando nos tornamos noivas, nutrimos em nosso coração uma série de espectativas que nos impedem, muitas vezes, de usarmos mais a nossa razão do que a nossa emoção. Para muitas mulheres, o casamento é a realização de um sonho. E quem não quer realizar um sonho?
Desta forma, qualquer coisa que possa oferecer perigo à realização desse sonho não é nem um pouco bem vinda. Contudo, mesmo que nossa visão esteja embaçada por tantas espectativas, sonhos e emoções, não podemos esquecer que o casamento é um grande passo, uma decisão para a vida .
Toda decisão tomada sobre o casamento deve ser muito bem avaliada. Isso inclui a pessoa com quem pretende-se casar. Parece estranho dizer que mesmo no noivado ainda devemos estar atentos se a pessoa que está ao nosso lado é de fato a pessoa com quem devemos nos casar. Contudo, estranho ou não, essa é a realidade. Pelo menos, essa é a orientação divina.
Costumo dizer que é mais fácil, hoje, uma mulher se divorciar do que desistir de um casamento enquanto ainda está noiva. Isso, porque o divórcio tem se tornado cada vez mais natural e comum em nossa sociedade, mas terminar um noivado ainda pode ser motivo de vergonha e insegurança para mulheres que às vezes se sentem ameaçadas com a possibilidade de não chegarem nunca ao casamento, e como se diz no popular, “ficar para titia”.
“Mesmo que tenha chegado a um noivado sem pleno conhecimento do caráter da pessoa com quem vos pretende unir, não pense que o noivado constitua positiva necessidade de que pronuncie o voto matrimonial e ligue sua vida a uma pessoa a quem não possa amar e respeitar. Sejam muito cuidadosos quanto à maneira por que entra em um noivado condicional; porém é melhor, muito melhor, romper com o noivado antes do casamento, do que separar depois, como fazem muitos.
Muitos casamentos acabam, e outros perduram mergulhados na infelicidade por causa de decisões que são tomadas sem uma análise crítica e racional. O casamento existe para que homem e mulher fossem felizes, mas nos deu a liberdade para que fizéssemos nossas próprias escolhas.
Uma pessoa sincera não levará avante seus planos sem conhecer a outra e aprovar as intenções. Não temos de agradar a nós mesmos. Não quero que entendam que estou querendo dizer que alguém deve casar-se com uma pessoa a quem não ame. Isto seria pecado. Porém a fantasia e a natureza emocional não devem ter permissão de dirigir para a ruína. Deus requer todo coração, o supremo afeto.

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