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1-CÂNCER ANAL:Surgem no canal e bordas externas do ânus e representam apenas de 1% a 2% de todos os tumores no cólon. SINTOMAS:O sintoma mais comum é o sangramento anal durante a evacuação, associado à dor na região do ânus. Coceira, ardor, secreções incomuns, feridas na região anal e incontinência fecal são outros sintomas que precisam de atenção. PREVENÇÃO: Infecções como o HPV e o HIV são apontadas como responsáveis pelo aumento do número de tumores anais. Doenças sexualmente transmissíveis também estão ligadas a esse tipo de câncer. Por isso, é indicado usar preservativo em todas as relações sexuais. 2-CÂNCER DE BEXIGA:Os tumores na bexiga estão divididos em três tipos, de acordo com as células que sofrem alterações. É chamado de superficial quando se limita ao revestimento da bexiga. Também pode se disseminar pelo revestimento e invadir a parede muscular e atingir órgãos próximos. SINTOMAS:Sangue na urina, dor no momento de fazer xixi e necessidade frequente de urinar, mas sem êxito. PREVENÇÃO: Homens brancos e com idade avançada têm mais chance de desenvolver esse tipo de câncer. O tabagismo também pode aumentar o risco de câncer de bexiga. 3-CÂNCER DE BOCA:Afeta lábios e o interior da boca, como bochechas, céu da boca, língua, assoalho (região embaixo da língua) e amígdalas. Ocorre com mais frequência no lábio inferior. Se for diagnosticado no início e tratado da maneira adequada, a maioria (80%) dos casos tem cura. SINTOMAS: Feridas na boca ou nos lábios que não cicatrizam em uma semana, ulcerações superficiais com menos de 2 cm de diâmetro, manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na parte interna da boca. Caroços, áreas inchadas e de dormência, sangramento sem causa conhecida e dor na garganta que não melhora. PREVENÇÃO: Evitar a exposição ao sol sem proteção e o tabagismo são duas atitudes que podem prevenir o câncer labial, além de visitas periódicas ao dentista e boa higiene. Homens com mais de 40 anos com dentes fraturados e que usam prótese mal ajustada devem evitar fumo e álcool. 4-CÂNCER DE CÓLON E RETO: Diz respeito a tumores que atingem o cólon (segmento do intestino grosso) e o reto. Na maioria dos casos é tratável se detectado precocemente. Boa parte desses tumores começam a partir de lesões benígnas (pólipos) que crescem na parede interna do intestino grosso. SINTOMAS:Mudança de hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre), desconforto abdominal com gases ou cólicas, sangramento nas fezes e no ânus. Sensação de que o intestino não se esvaziou após a evacuação. Outros sintomas são perda de peso, cansaço, fezes pastosas e escuras, náuseas, vômitos e sensação dolorida na região anal. PREVENÇÃO: laticínios e pobre em gordura, além de exercícios físicos, ajudam a prevenir. Pessoas com mais de 50 anos, com histórico familiar da doença, baixo consumo de cálcio, obesidade e sedentarismo são mais propensas a ter esse tipo de câncer. 5-CÂNCER DE COLO DO ÚTERO:É o segundo tumor mais frequente entre as mulheres, atrás apenas do câncer de mama. Demora anos para se desenvolver e as alterações das células podem ser facilmente descobertas no Papanicolau. SINTOMAS:O desenvolvimento da doença é lento e pode não trazer sintomas em sua fase inicial. Em quadros mais avançados, apresenta sangramento vaginal recorrente ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor no abdome ligada a queixas urinárias ou intestinais. PREVENÇÃO: HPV está diretamente ligada ao desenvolvimento do câncer de colo de útero. É indicado evitar o tabagismo, uso prolongado de pílulas anticoncepcionais e usar preservativo durante a relação sexual para evitar o contágio pelo HPV. 6-CÂNCER DE CORPO DO ÚTERO:Mais de 90% dos casos encontram-se em mulheres acima de 50 anos, atingindo seu pico aos 65 anos. As maiores taxas de incidência encontram-se na América do Norte e na Europa Ocidental e são cerca de dez vezes maiores do que nos países em desenvolvimento. SINTOMAS: Dificuldade ou dor na urina, dores durante a relação sexual e dor na área pélvica. PREVENÇÃO: Atividade física e hábitos alimentares saudáveis são apontados como possíveis fatores de proteção. O uso de contraceptivos também pode estar associado à diminuição do risco. 7-CÂNCER DE ESÓFAGO:O câncer de esôfago está entre os 10 tipos com mais incidências no Brasil. O tipo carcinoma epidermoide escamoso é o mais frequente, responsável por 96% dos casos. SINTOMAS: Não apresenta sinais na fase inicial. No entanto, com a evolução da doença, há dificuldade para engolir, dor atrás do osso do meio do peito (retroesternal), dor no tórax, náuseas, vômito e perda de apetite. PREVENÇÃO: Evitar consumo frequente de bebidas muito quentes, alimentos defumados, bebidas alcoólicas e derivados de tabaco. A incidência desse tipo de câncer é maior em pessoas que já tiveram tumores de cabeça, pescoço e pulmão. 8-CÂNCER DE ESTÔMAGO:Cerca de 65% dos pacientes diagnosticados com câncer de estômago têm mais de 50 anos. No Brasil, está entre os cinco tipos de câncer mais comum entre os homens. SINTOMAS: Alguns sinais são perda de peso e apetite, fadiga, sensação de estômago cheio, vômito, náuseas e desconforto abdominal. Aumento do tamanho do fígado, massa palpável na parte superior do abdome, íngua na área inferior esquerda do pescoço e nódulos ao redor do umbigo indicam estágio avançado. PREVENÇÃO: Alimentação rica em carne vermelha, pobre em peixes, vitaminas A e C e alto consumo de alimentos enlatados, com corantes ou conservados em sal são fatores de risco. Doenças pré-existentes também podem estar associadas, como anemia perniciosa e lesões no pâncreas. 9-CÂNCER DE FÍGADO:O tipo hepatocarcinoma ou carcinoma hepatocelular (decorrente da cirrose hepática) é o mais frequente entre os tumores originados no fígado (em 80% dos casos). SINTOMAS: Dor abdominal, perda de peso inexplicada, perda de apetite, mal-estar e tonalidade amarelada na pele e nos olhos são alguns dos sintomas. PREVENÇÃO: A cirrose hepática é responsável por metade dos casos de hepatocarcinoma. Tem como causa a infecção pelos vírus das hepatites B e C. Para preveni-la, é preciso controlar a quantidade de álcool ingerida e manter as vacinas contra hepatite em dia. 10-CÂNCER DE TIREOIDE:Nódulos na tireoide, glândula produtora de hormônios que controlam crescimento e o metabolismo, são bastante comuns e a maioria deles é benigno. Estão entre os cânceres menos letais. Esse tipo é mais frequente em mulheres. SINTOMAS: Nódulo e dor na parte da frente do pescoço, rouquidão ou mudança no timbre da voz, dificuldade para engolir e respirar, tosse que não para. PREVENÇÃO: Estudos apontam que a exposição à radiação ionizante é um dos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer da tireoide, principalmente quando a exposição começa antes dos 5 anos. 11-CÂNCER DE LARINGE:Ocorre principalmente em homens e representa 25% de todos os tumores malignos que acometem a cabeça e pescoço. SINTOMAS: Dor de garganta, alteração na voz, dificuldade de engolir e sensação de caroço na garganta são sintomas do tumor supraglótico. Já a rouquidão indica tumor glótico ou subglótico. PREVENÇÃO: Fumantes têm 10 vezes mais chances de desenvolver câncer de laringe. Quando o tabaco é associado a bebidas alcoólicas, o número aumenta para 43. 12-LEUCEMIA:A leucemia é uma doença que atinge os glóbulos brancos (leucócito) do sangue. A principal característica é o acúmulo de células anormais na medula óssea —onde as células sanguíneas são produzidas — que substituem as células normais. SINTOMAS: Gânglios linfáticos inchados, mas sem dor, na região do pescoço e axilas; febre ou suores noturnos; perda de peso; desconforto abdominal (com inchaço do baço ou fígado); dores nos ossos e articulações. Se afetar o sistema nervoso central, podem surgir dores de cabeça, náuseas, vômitos, visão dupla e desorientação. PREVENÇÃO: As causas da leucemia ainda não estão definidas. 13- LINFOMA NÃO HODGKIN:Atinge o sistema linfático e tem mais de 20 variações catalogadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo o Inca, por ano, são 11.900 casos da doença entre os tipos hodgkin e não-hodgkin (o mais comum). SINTOMAS: Aumento dos gânglios (conhecidos como nódulos ou ínguas) que ficam palpáveis no pescoço, axilas e virilha. Febre persistente por mais de 15 dias e perda de peso também são sintomas do tumor. PREVENÇÃO: Pessoas com imunidade comprometida em consequência de doenças genéticas tem mais chance de desenvolvê-lo. Exposição a certos agentes químicos, como pesticidas, solventes e fertilizantes tem sido relacionada ao seu surgimento. 14-CÂNCER DE MAMA:É o segundo tipo de câncer mais comum no mundo, principalmente entre as mulheres, e responde por 22% dos novos casos a cada ano. É considerado raro antes dos 35 anos. SINTOMAS: Alterações na pele que recobrem a mama, secreção no mamilo, nódulo (caroço) no seio acompanhado ou não de dor mamária são alguns dos sintomas. Podem também surgir nódulos nas axilas. PREVENÇÃO: O excesso de peso pode aumentar o risco de desenvolver a doença. Por isso, evitar a obesidade é uma das recomendações. Ainda não é certo se o uso de pílulas anticoncepcionais está relacionado com o aumento do risco para desenvolver o câncer de mama. 15-CÂNCER DE OVÁRIOS:O câncer de ovário é pouco frequente, mas é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e com menor chance de cura por ser descoberto em estágio avançado. SINTOMAS: Em sua fase inicial, não apresenta sintomas específicos. Em estágios avançados, pode causar pressão, dor, inchaço no abdome, pelve, costas ou pernas, indigestão, gases, prisão de ventre, diarréia e cansaço constante. Vale lembrar que a maioria desses sintomas serve de alerta. PREVENÇÃO: Mulheres devem estar atentas aos fatores de risco e consultar seu médico com frequência, em especial aquelas com mais de 50 anos. Cerca 10% dos casos apresentam componente genético ou familiar. Outros 90% são esporádicos, sem fator de risco. -CÂNCER DE PÂNCREAS:O tipo mais comum de tumor de pâncreas é o adenocarcinoma (originado no tecido glandular) e corresponde a 90% dos casos. A maioria afeta o lado direito do órgão (cabeça). É raro antes dos 30 e mais comum a partir dos 60 anos. SINTOMAS: Os sintomas variam de acordo com a região onde está localizado o tumor. Os mais perceptíveis são perda de apetite e de peso, fraqueza, diarreia e tontura. PREVENÇÃO: Quem fuma tem 3 vezes mais chance de desenvolvê-lo. A doença também está relacionada ao consumo excessivo de carnes, gordura e bebidas alcoólicas. Além disso, exposição a compostos químicos pode potencializar seu surgimento. -CÂNCER DE PELE(MELANOMA):O melanoma cutâneo tem origem nas células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele (melanócitos). O melanoma corresponde a apenas 4% de todos os tumores malignos do órgão. SINTOMAS: Aparecimento de pinta escura com bordas irregulares acompanhada de coceira e descamação. Em lesões pigmentadas que já existem, podem ocorrer aumento no tamanho, alteração de cor e forma da lesão. PREVENÇÃO: Evitar exposição ao sol entre as 10 h e 16 h. Recomenda-se uso de chapéu, guarda-sol, óculos escuros e filtro solar. -CÂNCER DE PELE (NÃO MELANOMA):É o mais frequente no Brasil, correspondendo a 25% de todos os tumores malignos. É o tumor com maior incidência e com mais chances de cura. SINTOMAS: Feridas na pele que demorem mais de quatro semanas para cicatrizar, manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram. PREVENÇÃO: Evitar exposição ao sol entre as 10h e 16h. Recomenda-se uso de chapéu, guarda-sol, óculos escuro e filtro solar. -CÂNCER DE PÊNIS:É um tumor raro, com maior incidência em homens a partir dos 50 anos. No Brasil, representa 2% de todos os tipos de câncer que atingem o homem. SINTOMAS: O sintoma mais comum é uma ferida ou úlcera persistente ou uma tumoração na glande, prepúcio ou corpo do pênis. Junto com um desses sinais também pode aparecer uma secreção branca. PREVENÇÃO: A limpeza diária com água e sabão, principalmente após as relações sexuais e masturbação é uma das maneirar de prevenir o câncer de pênis. A cirurgia de fimose também é outra medida de prevenção. -CÂNCER DE PRÓSTATA:O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. É o sexto tipo mais comum no mundo e representa cerca de 10% do total de cânceres. Três quartos dos casos acontecem a partir dos 65 anos. A maioria deles cresce de forma lenta (cerca de 15 anos para atingir um centímetro cúbico). SINTOMAS: Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas. Em sua fase avançada pode provocar dor nos ossos, dificuldade para urinar ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal. PREVENÇÃO: A idade é um fator de risco para o câncer de próstata, já que a incidência aumenta significativamente após os 50 anos. Se alguém da família (pai ou irmão) já teve câncer de próstata antes dos 60 anos, as chances de risco da doença aumentam de 3 a 10 vezes. -CÂNCER NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL:A maioria dos tumores do Sistema Nervoso Central começa no cérebro, nervos cranianos e meninges. A incidência é ligeiramente maior no sexo masculino e a distribuição da faixa etária tem um pico em crianças e outro em adultos com mais de 45 anos. SINTOMAS: Os sintomas mais comuns são dores de cabeça, vômito, tontura e perda de equilíbrio. PREVENÇÃO: Traumas físicos na região da cabeça e acústicos (caso de trabalhadores expostos a alto nível de som) são possíveis fatores de risco. -CÂNCER DE PULMÃO:Em 90% dos casos, o câncer de pulmão está ligado ao consumo de derivados de tabaco. SINTOMAS: Os sintomas mais comuns são tosse e sangramento pelas vias respiratórias. PREVENÇÃO: Não fumar é o primeiro cuidado para prevenir a doença. Tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão do que os não fumantes. ESTATÍSTICAS POR SEXO: Nas mulheres, os tipos de câncer mais comum são(em número de casos): 1º) de pele não melanoma; 2º) de mama; 3º) de colo do útero; 4°) de cólon e reto; 5º) de pulmão; Nos homens, os tipos de câncer mais comum são (em número de casos): 1º) de pele não melanoma; 2º) de próstata; 3º) de pulmão; 4°) de cólon e reto; 5º) de estômago; FONTE: INCA (Instituto Nacional do Câncer)

O segredo para que esses objetos permaneçam no espaço, girando ao redor da Terra, é o "empurrão" dado pelos foguetes que colocam os satélites em órbita. Depois de subir ao espaço, um estágio propulsor acelera o satélite a uma velocidade que não seja tão pequena para que ele caia na Terra nem tão grande para que ele escape da gravidade do planeta. "Se a velocidade for aplicada corretamente, o satélite tenta se afastar continuamente da Terra em direção ao espaço, mas ao mesmo tempo é puxado de volta pela gravidade. O resultado é como se ele estivesse sempre caindo, mas sem tocar a superfície do planeta, descrevendo uma trajetória circular ao redor do globo", afirma o engenheiro Petrônio Noronha de Souza, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). No infográfico ao lado, mostramos o princípio que mantém os satélites no ar, elucidado ainda no século 17 pelo físico e matemático inglês Isaac Newton. Objetos só giram a partir de uma altitude de cerca de 300 km 1. A velocidade é o elemento-chave para pôr um satélite em órbita. Se for impulsionado a uma velocidade muito baixa, ele cai logo, "puxado" pela gravidade da Terra. EXEMPLO - Se a velocidade de impulso for de, digamos, 10 km/h, ele cai depois de percorrer apenas 687 metros no espaço. 2. Se a velocidade com que se atira o objeto for maior, ele irá cair cada vez mais longe. Mas, se o impulso não for suficiente para o satélite dar uma volta na Terra, ele não estará em órbita. EXEMPLO - Se a velocidade de impulso for de 10 000 km/h, ele se choca com a superfície depois de percorrer 754 quilômetros no espaço 3. Agora, sim, nosso satélite entrou em órbita. No nosso exemplo, ele está a 300 km da superfície. Se for menos do que isso, a atmosfera é mais densa e a resistência do ar "breca" o movimento do satélite EXEMPLO - O impulso ideal para o satélite entrar em órbita a 300 km de altitude é de 27 800 km/h TIPOS DE ÓRBITAS- Três maneiras de vigiar o planeta: 1- CIRCULAR EQUATORIAL OU INCLINADA: ALTITUDE - de 300 a 1.000 km; APLICAÇÃO - Meteorologia e experimentos científicos; VELOCIDADE - 27.800 km/h; 2- POLAR: ALTITUDE - 800 km; APLICAÇÃO - Mapeamento; VELOCIDADE - 26.800 km/h; 3- GEOESTACIONÁRIA (SEMPRE SOBRE O MESMO PONTO): ALTITUDE - 35.786 km; APLICAÇÃO - Telecomunicações (TV); VELOCIDADE - 11.070 km/h (a mesma da Terra); FONTE: MUNDOESTRANHO

Cada pessoa tem um nível de tolerância a dor.Contudo, mesmo as mais resistentes iriam suplicar por alívio se tivessem alguma das doenças que listamos a seguir.Confira: 10 – ENDOMETRIOSENão bastassem os incômodos do ciclo menstrual e as dores do parte, as mulheres também estão sujeitas à dolorosa endometriose. A doença, que atinge em média uma em cada 10 mulheres, ocorre quando células do endométrio (que normalmente só se encontram dentro do útero) migram e crescem em outros órgãos – como os ovários, as tubas uterinas e até mesmo o intestino. Existem diversos tratamentos para aliviar os sintomas, mas não há cura para a endometriose. 9 – GASTROENTERITEOs sintomas dessa doença, causada por bactérias ou vírus, não são bonitos de ver (e, menos ainda, de sentir): náusea, vômito, diarreia (que pode causar desidratação), febre, calafrios e dolorosos espasmos abdominais. Em alguns casos, a infecção pode se estender por mais de uma semana. 8 – ABCESSO DENTÁRIOA dor causada pelo acúmulo de pus em volta da raiz de um dente pode fazer qualquer um esquecer o “medo de ir ao dentista” e correr em busca de tratamento. O pior é que muitas vezes o paciente precisa tomar antibióticos antes que o dentista possa resolver o problema, já que a infecção pode “devorar” qualquer dose segura de anestesia. 7 – OTITEA inflamação do ouvido é relativamente comum entre crianças, e a dor que causa pode tirar o sono de qualquer um. Dependendo do caso, pode causar vertigem severa – e ficar de pé se torna uma tortura. 6 – PERITONITEEmergência cirúrgica, a peritonite pode levar o paciente à morte. Ocorre quando o peritônio (membrana que cobre vários órgãos abdominais) é inflamado, e a dor é tão forte que a pessoa quase sempre pede (ou suplica) para ser operada imediatamente. 5 – TORÇÃO DO TESTÍCULO OU DO OVÁRIOMuita gente fica agoniada só de ler sobre doenças envolvendo os órgãos sexuais – e não é por acaso. Quando os testículos ou ovários se torcem em seus próprios ligamentos (o que, infelizmente, pode ocorrer espontaneamente), a dor extrema vem acompanhada de um risco de necrose e de esterilidade. A condição é considerada uma emergência médica. 4 – HERPES-ZÓSTERQualquer pessoa que já tenha tido varicela/catapora pode acabar desenvolvendo herpes-zóster em algum momento da vida, já que as duas condições são causadas pelo mesmo vírus (que, depois de uma infecção, nunca é totalmente removido do organismo). A dor é intensa e contínua, e não tem cura – apenas remédios para aliviar os sintomas enquanto o próprio corpo luta contra a infecção. Estresse e baixa imunidade aumentam as chances de se desenvolver herpes-zóster. 3 – PEDRA NA VESÍCULAFormadas por colesterol, as pedras (também chamadas de cálculos biliares) podem escapar da vesícula e atravessar o duto biliar, o que causa uma dor extremamente forte. O problema é mais comum entre mulheres e obesos. Dependendo do caso, só se consegue remover as pedras por meio de cirurgia. Para diminuir os riscos, é recomendado evitar o excesso de gordura na dieta. 2 – CEFALEIA EM SALVASImagine uma enxaqueca dez vezes mais dolorosa. Ao contrário da convencional, a cefaleia em salvas é mais comum entre homens e afeta cerca de 0,1% da população. A dor é tão intensa que já levou pacientes a cometer suicídio. É possível diminuir a frequência e a intensidade das dores, mas ainda não há cura definitiva para a doença. 1 – PEDRA NOS RINSQuem sofre com essa condição garante: a dor causada por pedras/cálculos nos rins é a pior que uma pessoa pode sentir sem morrer. Não há uma explicação definitiva para o problema (pode ser excesso de sódio, excesso de cálcio, desidratação, fatores genéticos), nem cura. Em alguns casos, é preciso remover as pedras cirurgicamente. FONTE: ListVerse

O fígado digere gorduras, metaboliza o álcool e mantém o colesterol em ordem. Siga as dicas de quem entende e você vai passar incólume aos excessos das festas O fígado, um dos órgãos mais importantes do corpo, sozinho, recebe, por minuto, cerca de 1 litro e meio de sangue bombeado pelo coração. Além disso, consegue produzir duas xícaras por dia de bile, fluido que quebra as gorduras. Você sabia que sem ele não seria possível digerir uma refeição? O sangue ficaria espesso como água de esgoto e o nível de colesterol iria às alturas. “Nós o chamamos de laboratório do organismo. Se você não agredi-lo, ele cuida de todo o resto”, revela Luís Edmundo Pinto da Fonseca, médico hepatologista – especialista em fígado – do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. Como a maioria dos homens, você provavelmente o danifica no bar, no churrasco ou mandando ver paracetamol toda vez que sente dor. Continue assim e você aumenta o risco de adquirir uma doença hepática, que pode matar. Para não chegar a esse extremo, siga nossas dicas. OS 7 MANDAMENTOS DO FÍGADO 1. Pare na quarta lata As noitadas estão cada vez mais freqüentes e alcoólicas? Cuidado, esse comportamento pode levar a uma das principais ameaças ao fígado, a esteatose. Também conhecida como doença hepática gordurosa, ela ocorre quando você inunda o órgão com mais álcool do que ele agüenta. Primeiro o filtro de cerveja do seu corpo incha devido ao acúmulo de gordura dentro das células desse órgão, depois você fica com uma aparência mais amarela que a camisa da seleção brasileira. “A esteatose pode, literalmente, se desenvolver da noite para o dia”, diz Raymond Koff, hepatologista da Universidade de Massachusetts (EUA). Deixe seu fígado na reabilitação alguns dias e geralmente ele se recupera. Agora, se você continuar enchendo a cara, pode desenvolver o tecido cicatricial, que é grave e pode levar à cirrose – que mata. “O fígado de um homem tem um limiar para álcool de, em média, 80 gramas, ou umas seis latinhas de cerveja”, completa Koff. Beba menos do que isso de uma só vez e é muito improvável que você tenha algum dano hepatotóxico. 2. Exames de rotina O fígado tem uma capacidade de funcionamento tão boa que, muitas vezes, o paciente já está à beira da morte e não sente dor. A esteatose, por exemplo, não é causada apenas pela bebida mas também por colesterol alto, obesidade e diabetes. “Quando se manifesta, essa doença desencadeia, no máximo, um desconforto do lado direito do abdome, abaixo da costela”, alerta Fonseca. Então, para saber se a situação é grave, faça check-ups periódicos. “O fígado fabrica a albumina, principal proteína do sangue. Daí a importância de se submeter a exames como o de coagulação. Ao dosar as enzimas hepáticas, veremos se as transaminases estão elevadas. Quando isso acontece, a situação se complica”, complementa. 3. Perca 5 quilos A gordura encontrada na sua barriga saliente pode estar comprimindo os intestinos de tal forma que a qualquer momento você não conseguirá digerir tudo o que come. Assim as bactérias fazem as sobras fermentarem, criando um alambique de fabricação caseira no seu cólon. O resultado é a esteatose – e, o pior, você nem passa pelo prazer de encher a cara. Solução: perca peso e consuma iogurte. Está provado que um copo desse alimento por dia tem efeito antibacteriano e pode minimizar o risco de você desenvolver toxicidades no órgão. 4. Verifique a caixa de remédios Você é daqueles que diante de qualquer mal-estar ou dor de cabeça jogam acetaminofen – analgésico também conhecido como paracetamol – goela abaixo? Saiba que ao fazer isso o organismo libera um subproduto danoso. ”Seu corpo pode lidar com pequenas quantidades dessa substância, porém grandes doses de uma só vez começam a destruir as células do fígado. E nem pense em beber, já que o álcool potencializa esse fenômeno”, ressalta Parise. “O problema do acetaminofen é que o nível da dose tóxica é muito próximo do nível da dose terapêutica”, enfatiza o médico William M. Lee, hepatologista da Universidade do Texas Southwestern (EUA). Para Fonseca, médico do Hospital Albert Einstein, o metabolismo suporta até 3 mil miligramas (quatro comprimidos de 750 miligramas) por dia. ”Uma overdose, que pode vir quando se ultrapassa esse limite, causa insuficiência hepática aguda. E da noite para o dia o transplante se torna a única salvação.” Agora, se você precisar de um analgésico no meio de uma bebedeira, tome dipirona. 5. Fique de olho no que consome Se o acetaminofen pode corroer seu fígado, imagine o poder de um remédio de tarja vermelha ou preta. “Dependendo da droga, seus subprodutos podem ser relativamente inofensivos ou violentamente tóxicos”, afirma Adrian Di Bisceglie, diretor médico da Fundação Americana do Fígado. Então, se você toma algum medicamento há muito tempo, fale com seu médico e peça a ele que faça um teste de função hepática. Fique esperto também com outras substâncias que manda para dentro. Segundo o médico Luís Edmundo Pinto da Fonseca, os anabolizantes e a cocaína também são extremamente tóxicos ao fígado. 6. Lave tudo antes de comer Só existe uma forma de a hepatite A infectar seu fígado: se você comer fezes, literalmente. Além de comida contaminada, o sexo faz com que você corra esse risco. “Trata-se de uma atividade muito íntima, mas que pode desencadear uma exposição à transmissão fecal-oral”, lembra Fonseca. Os frutos do mar, segundo ele, também trazem riscos, uma vez que grande parte deles é cultivada perto de pedras e esgotos. 7. Exija materiais descartáveis Não dê bobeira. Em qualquer lugar onde você for utilizar agulhas e seringas, peça e certifique-se de estar usando peças e afins totalmente novos. Observe se a embalagem é aberta na sua presença. E não aceite agulhas esterilizadas. Pesquisadores da Universidade do Texas Southwestern constataram que freqüentar um estúdio de tatuagem e piercing aumenta em nove vezes a probabilidade de você contrair uma devastadora doença do fígado, a hepatite C. “Para evitar a contaminação, os cuidados devem ser os mesmos em relação ao HIV”, afirma Edison Parise, do Hospital Sírio-Libanês. Ou seja, tome cuidado também durante sessões de acupuntura e não use a lâmina de barbear do colega ou do irmão. O risco não vale a pena, pois a doença é devastadora. NA MEDIDA Tudo na vida tem limite, até a bebida Você não quer encarar uma ressaca nas festas de fim de ano, certo? Antes de perder a conta do número de doses, faça os cálculos para não ultrapassar o limite aceitável de 80 gramas de álcool por dia. É fácil: multiplique o teor alcoólico da bebida, que está no rótulo, pela quantidade de mililitros ingeridos. Veja o exemplo considerando a cerveja: 0,05 x 355 ml = 17,75. Você vai precisar parar na quarta latinha. Aqui nós mostramos o teor de algumas bebidas para facilitar sua vida. • Cerveja – 5% • Vinho tinto – 12% • Saquê – 15,5% • Tequila – 38% • Vodca – 40% • Pinga – 40% • Uísque – 43% Veja o volume das doses: • 1 dose – 100 ml • 1 taça – 100 ml • 1 garrafa – 600 ml • 1 lata – 350 ml • 1 long neck – 355 ml Fonte: Luís Edmundo Pinto da Fonseca POR DENTRO DA HEPATITES Hepatite AComo ataca: inflamação do fígado causada pelo vírus HAV. Rara, a transmissão é fecal-oral (comida contaminada ou sexo). É como uma virose que normalmente não chega à cirrose mas pode produzir inflamação e necrose do fígado. Sintomas: dor na parte direita do abdome e na cabeça, fezes claras, vômitos, urina escura, falta de apetite, febre e amarelamento de pele. Hepatite BComo ataca: inflamação do fígado provocada pelo vírus HBV. Campeã em transmissões, seu contágio é pelo sangue, sêmen ou saliva. Cerca de 6% dos homens que pegam a infecção acabam desenvolvendo doença hepática crônica. E em muitos pacientes o quadro evolui para cirrose. Sintomas: febre, náuseas, dor de cabeça, urina turva e escura, fezes claras e coceiras no corpo. Hepatite CComo ataca: seu vírus (HCV) é transmitido pelo sangue e não gera uma resposta imunológica adequada no organismo, o que pode causar cirrose e câncer. Grande parte das pessoas infectadas se torna portadora de hepatite crônica. Sintomas: na maioria dos casos, os sintomas não se apresentam na fase aguda e, quando ocorrem, são leves e semelhantes a uma gripe. FONTE: MENSHEALTH

Esse mal é a maior causa de morte súbita e pode vir sem avisar, ainda mais em rotinas desregradas. Fique ligado! Calma, você não precisa limar as baladas. Nem do verão nem da vida. Em vez de passar a noite dormindo após um jantar saudável, pode sacudir o esqueleto junto à galera ao som de festas e degustando drinques. Mas não todo dia, ou em altíssima frequência – e ainda exagerando na birita. Não tem jeito, você deve botar equilíbrio na rotina mesmo em janeiro. Do contrário, pode acabar jogando este verão, e os outros, no ralo. “Escolhas cotidianas influenciam a saúde do coração mais que genética”, diz Donald Lloyd-Jones, presidente do departamento de medicina preventiva da Universidade Northwestern (EUA). Entre os males cardíacos, a arritmia é o que mais causa morte súbita e há casos em que ela age em silêncio – ou seja, sem apresentar sintomas. Por isso, muita gente não sabe que tem o problema – e ele pode assolar pessoas de qualquer idade, com ou sem histórico familiar ou próprio de doenças cardíacas. A prevenção é o melhor caminho para evitar essa pane. Saiba mais sobre a arritmia e tire-a da sua frente. # 90% É o percentual médio de mortes súbitas causadas por arritmias cardíacas no Brasil, segundo Silas Galvão, cardiologista do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo. O que é arritmia cardíaca e Conheça os dois grandes tiposArritmia é uma alteração repetina no ritmo normal dos batimentos do coração. Quando ele fica mais rápido é taquicardia; mais lento, bradicardia. # 70 bpm é a média de batimentos por minuto considerada normal num coração em repouso. ANALISE AS CONSEGUÊNCIAS“O coração possui uma propriedade mecânica, de contração, e uma elétrica, que mantém a frequência das contrações adequada a situações de repouso e esforço físico. Um problema elétrico, a arritmia, pode levar a uma parada cardíaca repentina, à morte súbita”, explica Tasso Julio Lobo, cardiologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo. Uma modalidade de taquicardia – a Fibrilação Atrial – também causa acidente vascular cerebral (AVC). Há ainda arritmias que aparecem e não dão panes – são benignas. Mas só o médico pode dizer qual tipo você tem. COMO SABER SE VC TEM ARRITMIA?Faça exames regularmente Investigando seu organismo, você logo descobre se ele esconde ameaças. “Realize avaliações cardiológicas (eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico) e controle os índices de pressão, diabetes e colesterol regularmente”, orienta Adalberto Lorga Filho, cardiologista de São José do Rio Preto (SP) e presidente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac). Faça check-ups anuais. Ou a cada seis meses, se tem falhas nesses níveis ou histórico próprio ou familiar de doenças no coração. ATENTE AOS SINTOMAS “Nas vezes em que a arritmia dá sinais, os principais são falta de ar, dor do lado esquerdo do peito, disparos súbitos no coração, desconforto torácico, tonturas e desmaios”, diz Lorga Filho. Diante disso, vá ao médico a jato para confirmar o diagnóstico. PARA DRIBLAR ARRITMIA E COMPLICAÇÕESInvista no básico, se você não tem histórico “As principais causas de arritmia são as mesmas de problemas cardíacos em geral: diabetes, hipertensão, colesterol alto, tabagismo, obesidade e sedentarismo”, diz Lobo. “Hábitos saudáveis são a melhor ajuda que você dá ao seu coração.” Um estudo coordenado por Lloyd-Jones, da Universidade Northwestern, mostrou que 60% dos jovens que comeram direito, malharam, mantiveram o índice de massa corporal (IMC) sob controle, evitaram fumar e maneiraram na bebida alcoólica seguiram com baixo risco de doenças cardíacas pela idade adulta. Mais: uso excessivo de cafeína e drogas estimulantes também pode desregular a frequência cardíaca, assim como noites maldormidas. “Apneia do sono propicia arritmia, principalmente durante a noite”, afirma João Mansur, médico-chefe da Unidade Coronariana do Hospital Samaritano do Rio de Janeiro. Se você tem apneia, é legal fazer uma polissonografia para checar como estão os batimentos cardíacos enquanto você dorme. Arritmias provocadas por hábitos ruins dão trégua quando eles são afastados. ACEITE AJUDA, SE SEU CORAÇÃO MUDOUA arritmia acomete com mais frequência quem teve um comprometimento cardiológico – infarto, insuficiência coronariana, aterosclerose. “Isso danifica estruturas do órgão que podem originar arritmia”, diz Lorga Filho. O recado é: se sua ficha cardiológica não é limpa, você precisa de acompanhamento médico constante para se prevenir – além de, claro, manter hábitos saudáveis. ABRA O JOGO, SE SUA GENÉTICA FAVORECEHouve arritmia ou morte súbita na família? Informe o médico em detalhes. “Há casos em que a estrutura do coração é normal, mas a genética compromete a parte elétrica”, diz Lorga Filho. Você pode precisar passar por exames para identificar genes defeituosos. SE A ARRITMIA PINTAR , HÁ TRATAMENTOSvão do uso de medicamentos a técnicas complexas como… Ablação por cateterCauterização no músculo cardíaco onde ocorre o problema elétrico. É feita com um cateter introduzido pela virilha e pode ser curativa. Marca-passoÉ um aparelho implantado no peito e conectado ao coração, por cirurgia, para tratar bradicardia. Evita falhas elétricas – que o coração bata devagar demais ou chegue a parar. DesfibriladorTambém inserido no peito e conectado ao coração por operação, o aparelho trata casos graves de taquicardia e apresenta boa eficácia na reversão de quadros de parada cardíaca. ARRITMIA E ESPORTEAcabe com as quatro dúvidas mais comuns dessa relação 1. Mesmo que intenso, exercício não causa arritmia em pessoas saudáveis. 2. Durante o esporte, parada cardíaca ou morte súbita pode ocorrer se a pessoa não sabe que tem arritmia ou a subestima. 3. Há pessoas com arritmia que podem, ou devem, fazer exercício – mas apenas sob orientação médica. 4. Para casos mais graves, esporte é proibido. Mas só o médico pode dar o alerta. # 300 mil é o número aproximado de mortes súbitas que ocorrem por ano no Brasil – praticamente um caso a cada 2 minutos, segundo o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. FONTE: MENSHEALTH

Certamente você já leu livros de história informando sobre as bombas nucleares usadas na Segunda Guerra Mundial. E também deve ter assistido a filmes de ficção científica onde bombas nucleares foram lançadas ou detonadas (" Limite de Segurança", "Dr. Fantástico", "O Dia Seguinte", "O Testamento", "Sombras no Futuro" e "O Pacificador", apenas para citar alguns). Nos noticiários, enquanto muitos países têm negociado o desarmamento de seus arsenais de armas nucleares, outros têm procurado desenvolver programas de armas nucleares. Sabe-se que esses artifícios possuem um poder imenso de destruição, mas como eles funcionam? Neste artigo, falaremos sobre a física que faz da bomba nuclear algo tão poderoso, como ela é projetada e o que acontece após a sua explosão. As bombas nucleares utiliza-se das forças, fortes e fracas, que mantêm o núcleo do átomo unido, em especial os átomos com núcleos instáveis (veja Como funciona a radiação nuclear para mais detalhes). Há dois modos básicos de a energia nuclear ser liberada a partir de um átomo: Fissão nuclear: o núcleo de um átomo pode se fissionar em dois fragmentos menores contendo nêutrons. Este método geralmente envolve isótopos de urânio (urânio-235, urânio-233) ou plutônio-239; Fusão nuclear: a partir de dois átomos menores, normalmente hidrogênio ou isótopos de hidrogênio (deutério, trítio), é possível formar um átomo maior (hélio ou isótopos de hélio); de maneira análoga, o sol produz energia. Em ambos os processos, fissão ou fusão, uma grande quantidade de energia calorífica e radiação será emitida. Para construir uma bomba atômica é preciso: - uma fonte combustível físsil ou fusível; - um dispositivo de ativação; - um modo que faça que a maior parte do combustível entre em fissão ou fusão antes da explosão da bomba (ou o disparo da bomba irá fracassar). As primeiras bombas nucleares usavam dispositivo de fissão, e as mais recentes bombas de fusão exigem ativação por meio de bomba de fissão. Serão abordados os seguintes tipos de projetos de dispositivos: - bombas de fissão (em geral); - bomba de fissão de ativação a partir de pistola (Little Boy), que foi detonada sobre Hiroshima, no Japão, em 1945; - bomba de fissão de ativação por meio de implosão (Fat Man), que foi detonada sobre Nagasaki, no Japão, em 1945; - bombas de fusão (em geral); - o projeto da bomba de fusão a hidrogênio de Teller-Ulam, que foi detonada como teste sobre a Ilha de Elugelap, em 1952. A bomba de fissão utiliza um elemento como o urânio-235 para causar uma explosão nuclear. Se você leu Como funciona a radiação nuclear, então saberá qual o processo básico subjacente à degeneração e à fissão radioativas. O urânio-235 possui uma propriedade extra que o habilita tanto para geração de energia nuclear como para a geração de uma bomba nuclear. O U-235 é um dos poucos materiais que suportam a fissão induzida. Caso um nêutron livre adentre um núcleo de U-235, ele será absorvido imediatamente, tornando o núcleo instável e levando-o a fissurar. A figura à direita mostra o núcleo do elemento urânio-235 com a proximidade de um nêutron. Tão logo o núcleo capture o nêutron, ele será fissurado em dois átomos menores e expelirá dois ou três novos nêutrons (o número de nêutrons ejetados dependerá de como o átomo U-235 foi fissurado). Os dois novos átomos emitirão uma radiação gama conforme eles se ajustam a seus novos estados (veja Como funciona a radiação nuclear). Há três aspectos sobre o processo de fissão que o tornam interessante: a probabilidade de um átomo U-235 capturar um nêutron conforme este transita é muito grande. Em uma bomba operando devidamente, nêutrons ejetados da fissão poderão ocasionar outras fissões. Essa condição é conhecida como supercriticalidade; o processo de captura e fissão de um nêutron acontece muito rapidamente, na ordem de picossegundos (um trilionésimo de segundo); uma quantidade incrível de energia será liberada, na forma de calor e radiação gama, durante a explosão de um átomo. A energia liberada por uma única fissão acontece devido aos produtos de fissão e nêutrons, conjuntamente, pesarem menos do que o átomo original U-235. A diferença no peso será convertida em energia a uma taxa regida pela equação e = mc2. No caso de 450 g (1 libra) de urânio altamente enriquecido, como se usa numa bomba nuclear, será igual a 1 milhão de galões de gasolina ou 3.785.412 litros. Ao considerar que 450 g de urânio ocupam menos volume que uma bola de beisebol e que 1 milhão de galões de gasolina enchem um cubo de 15,24 metros de aresta (15,24 metros é a altura de um prédio de cinco andares), pode-se ter uma idéia da quantidade de energia disponível em apenas um pouco de U-235. Para ativar estas propriedades de U-235, uma amostra de urânio deverá estar enriquecida. O urânio para uso em armas é composto de pelo menos 90% de U-235. MASSA CRÍTICAEm uma bomba de fissão, o combustível deverá ser separado das massas subcríticas, que não suportam fissão, de forma a prevenir a detonação prematura. Massa crítica é o mínimo de material fissurável exigido para garantir sustentação a uma reação de fissão nuclear. Essa separação torna possível a ocorrência de diversos problemas no projeto da bomba de fissão, que deverão ser solucionados: as duas ou mais submassas críticas deverão ser agrupadas para dar origem a uma massa supercrítica, que fornecerá mais nêutrons do que o suficiente para proporcionar uma reação de fissão no momento da detonação; nêutrons livres deverão ser introduzidos à massa supercrítica para dar início à fissão; a maior parte do material fissurável deverá explodir previamente para impedir uma falha. Para agrupar as massas subcríticas com a massa supercrítica, duas técnicas serão utilizadas: - ativação por meio de pistola - implosão Gerador de nêutrons. Esse gerador é uma pequena esfera de polônio-berílio, separados por uma lâmina dentro do combustível fissurável. Neste gerador: A lâmina será rompida quando as massas subcríticas agruparem-se e o polônio emitir partículas alfa. Essas partículas alfa colidirão com o berílio-9 para produzir berílio-8 e liberar nêutrons. Os nêutrons darão início à fissão. Finalmente, a reação de fissão será confinada dentro de um material denso, conhecido como refletor de reator nuclear, que é normalmente composto por urânio-238. O refletor de reator nuclear se aquece e se expande por meio da zona central da fissão. Essa expansão exerce uma pressão de volta ao refletor e desacelera a expansão da zona central. O refletor de reator nuclear também refletirá nêutrons de volta à zona central de fissão, aumentando a eficiência da reação. TIPOS DE BOMBAS:# Bomba de fissão ativada por pistola

O modo mais simples de agrupar as massas subcríticas é produzindo uma pistola que dispare massa subcrítica dentro da outra. Uma esfera de U-235 é formada ao redor do gerador de nêutron e uma pequena bala de U-235 será removida. A bala será posicionada na extremidade de um tubo longo com explosivos na parte traseira, enquanto a esfera será posicionada na outra extremidade. Um sensor de medição de pressão barométrica determinará a altitude apropriada para detonação e ativará a seguinte seqüência de eventos: 1-os explosivos serão detonados e darão propulsão à bala para fora do cano; 2-a bala atingirá a esfera e o gerador, dando início à reação de fissão; 3-a reação de fissão terá início; 4-a bomba explodirá. A Little Boy foi uma bomba desse tipo e possuía uma pressão de 14.5-kilotons (o equivalente a 14.500 toneladas de TNT) com eficiência de aproximadamente de 1.5%. Isto é, 1.5% do material foi fissurado antes que a explosão arrebatasse o material. # Bomba de fissão ativada por implosão
No começo do Projeto Manhattan (em inglês), programa secreto dos EUA para desenvolvimento da bomba atômica, cientistas que trabalhavam no projeto identificaram que comprimir as massas subcríticas conjuntamente em uma esfera através de implosão poderia ser uma forma viável de se produzir massa supercrítica. Houve vários problemas com relação à essa idéia, em especial acerca do modo de controle e direcionamento da freqüência da onda de choque de maneira uniforme ao longo da esfera. Entretanto, a equipe do Projeto Manhattan solucionou os problemas. O dispositivo de implosão consistia em uma esfera de urânio-235 (refletor de reator nuclear) e uma zona central de plutônio-239 envolvida por explosivos de alto alcance. Quando a bomba foi detonada, o resultado foi o seguinte: 1-os explosivos foram detonados, criando uma onda de choque; 2-a onda de choque comprimiu a zona central; 3-a reação por fissão teve início; 4-a bomba explodiu. A Fat Man foi uma bomba desse tipo e possuía uma pressão de 23-kilotons com uma eficiência de aproximadamente 17%. Estas bombas explodiam em frações de segundo, geralmente 560 bilionésimos de segundo. # Bomba de ativação por implosão de projeto modernoEm uma modificação recente do projeto de ativação por implosão, o resultado foi o seguinte: 1-os explosivos detonam criando uma onda de choque; 2-a onda de choque dá propulsão à agrupação das partículas em uma esfera; 3-as partículas de plutônio atingem uma pequena esfera de berílio-plutônio na região central; 4-a reação por fissão teve início; 5-a bomba explodiu. # Bombas de fusão
As bombas de fusão funcionaram, porém não foram muito eficientes. As bombas de fusão também são conhecidas bombas termonucleares, possuindo pressões de kiloton superiores e eficiências maiores dos que as bombas de fissão. Para projetar uma bomba de fusão, alguns problemas deverão ser solucionados: - deutério e trítio, combustíveis para fusão, são gases de difícil armazenamento; - o trítio possui um volume inferior e menor meia-vida, portanto o combustível na bomba deverá ser continuamente reabastecido; - tanto o deutério quanto o trítio deverão ser comprimidos a altas temperaturas para dar início à reação de fusão. Em primeiro lugar, para se armazenar o deutério, o gás deverá ser quimicamente combinado ao lítio para produzir um composto de lítio-deutério em estado sólido. Para solucionar o problema de insuficiência de trítio, os desenvolvedores da bomba reconheceram que os nêutrons resultantes de uma reação de fissão poderiam produzir trítio a partir do lítio (lítio-6 adicionado a pressões de nêutrons de trítio e hélio-4; lítio-7 adicionado a pressões de nêutrons de trítio, hélio-4 e um nêutron). O que significa que tal trítio não necessitará ser armazenado na bomba. Finalmente, Stanislaw Ulam reconheceu que a maior parte da radiação emitida em uma reação de fissão foi de raios X, e que estes raios X poderiam fornecer as altas temperaturas e pressões necessárias para dar início à fusão. Dessa forma, ao se encapsular uma bomba de fissão em uma bomba de fusão, vários problemas poderão ser solucionados. # Projeto da bomba de fusão de Teller-Ulam
Para entender o projeto dessa bomba, imagine que dentro da carcaça de uma bomba haja uma bomba de fissão por meio de implosão e um cilindro contendo urânio-238 (refletor de reator nuclear). Dentro do refletor de reator nuclear está o deuterídeo de lítio (combustível) e um tirante oco de plutônio-239 no centro do cilindro. Mantendo separado o cilindro da bomba de implosão está uma blindagem de urânio-238 e uma espuma plástica que preenche os espaços remanescentes na carcaça da bomba. A detonação da bomba ocasionou a seguinte seqüência de eventos: 1-a bomba de fissão implodiu, produzindo raios X; 2-estes raios X aqueceram o interior da bomba e do refletor de reator nuclear; a blindagem preveniu uma detonação prematura do combustível; 3-o calor fez com que o refletor de reator nuclear se expandisse e fosse incinerado, exercendo pressão interna contra o deuterídeo de lítio; 4-o deuterídeo de lítio foi estilhaçado em pelo menos 30 partículas; 5-as ondas de choque de compressão deram início à fissão no tirante de plutônio; 6-o tirante de fissão liberou radiação, calor e nêutrons; 7-os nêutrons penetraram o deuterídeo de lítio, combinados ao lítio produzindo assim, o trítio; 8-a combinação de altas temperaturas e pressão foram suficientes para que as reações de trítio-deutério e deutério-deutério ocorressem, produzindo mais calor, radiação e nêutrons; 9-os nêutrons das reações de fusão induziram uma fissão às partículas de urânio-238 do refletor de reator nuclear e de blindagem; 10-a fissão das partículas do refletor de reator nuclear e de blindagem produziram ainda mais radiação e calor; 11-a bomba explodiu. Todos estes eventos aconteceram em aproximadamente 600 bilionésimos de segundo para os eventos de fusão. O resultado foi uma imensa explosão 700 vezes superior à explosão da Little Boy: ela alcançou uma pressão de 10.000 kilotons. CONSEGUÊNCIAS E RISCO À SAÚDE
A detonação de uma bomba nuclear sobre um alvo como uma cidade populosa provoca danos imensos. O grau dos danos dependerá da distância de onde o centro da bomba é detonado, chamado de hipocentro ou marco zero. Quanto mais próximo alguém estiver do hipocentro, maior será o grau de danos sérios. Os danos são causados por diversos aspectos: uma onda de calor intenso de uma explosão; pressão da onda de choque criada pela detonação; radiação; precipitação radioativa (nuvens de finas partículas de poeira radioativa e resíduos da bomba que voltam a cair no solo). No local do hipocentro, tudo será imediatamente vaporizado devido à alta temperatura (até 500 milhões de graus Fahrenheit ou 300 milhões de graus Celsius). Fora do hipocentro, a maioria das ocorrências são causadas devido a queimaduras ocasionadas pelo calor, ferimentos devido a estilhaços aéreos dos edifícios derrubados pela onda de choque e exposição à alta radiação. Fora da área imediata da detonação, as ocorrências são causadas pelo calor, radiação e incêndios gerados pela onda de calor. A longo prazo, a precipitação radioativa ocorre sobre uma área mais ampla devido a espirais de vento antecedentes. As partículas de precipitação radioativa penetram o manancial d'água e são inaladas e ingeridas por pessoas a uma distância considerável do local de detonação da bomba. Cientistas estudaram os sobreviventes dos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki (em inglês/japonês) para compreender os efeitos de curto e longo prazo das explosões nucleares sobre a saúde humana. A radiação e a precipitação radioativa afetam as células responsáveis pela divisão ativa (cabelo, intestino, medula óssea, órgãos de reprodução). Algumas dos problemas de saúde incluem: - náusea, vômitos e diarréia; - catarata; - perda de cabelo; - perda de células sangüíneas. Estes problemas freqüentemente aumentam o risco de ocorrência de: - leucemia; - câncer; - infertilidade; - deficiências congênitas. Cientistas e físicos ainda estão estudando os sobreviventes das bombas lançadas sobre o Japão e aguardam mais resultados. Na década de 80, cientistas avaliaram os possíveis efeitos de uma guerra nuclear, isto é, bombas nucleares explodindo em diversos locais do planeta, e propuseram a teoria de que o "inverno nuclear" pudesse ocorrer. Em um cenário de inverno nuclear, as explosões de muitas bombas levantaria muitas nuvens de poeira e material radioativo, que teriam uma rápida penetração na atmosfera terrestre. Estas nuvens poderiam bloquear a luz solar. O nível baixo de luz solar poderia diminuir a temperatura do planeta e reduzir a fotossíntese realizada pelas plantas e bactérias. A redução da fotossíntese romperia a cadeia alimentar, causando a extinção em massa da vida (incluindo a vida humana). Este cenário é semelhante à hipótese de um asteróide proposta para explicar a extinção dos dinossauros. Os proponentes do cenário de inverno nuclear apontaram para a existência de nuvens de poeira e resíduos que viajaram muito além do planeta, após as erupções vulcânicas do Monte Santa Helena, nos Estados Unidos, e do Monte Pinatubo, nas Filipinas. As armas nucleares possuem um incrível poder de destruição a longo prazo, que ultrapassaria em muito o alvo original. É por essa razão que os governos mundiais buscam uma tentativa de controlar a difusão da tecnologia de armamento nuclear e seus materiais, bem como a redução do arsenal de armas nucleares empregadas durante a Guerra Fria. FONTE:HowStuffWorks

É o encontro com o fenômeno ufológico, ou a relação entre humanos e extraterrestres. Os especialistas classificam os contatos em graus, conforme o quadro a seguir: Contato Imediato de Zero Grau (CI-0)É a observação do óvni a grande distância. Contato Imediato de Primeiro Grau (CI-1)A observação é realizada a curta distância, o que permite captar alguns detalhes do óvni, como janelas, pontos de luz, anexos, etc. Contato Imediato do Segundo Grau (CI-2)Ocorre quando o óvni pousa ou sobrevoa um determinado local, deixando indícios fortes de sua passagem (como vegetação queimada, marcas no solo, fragmentos, etc.), além de provocar perturbações em pessoas e animais. Contato Imediato de Terceiro Grau (CI-3)É possível observar tripulantes do óvni (dentro ou fora dele), sem que haja, no entanto, qualquer tipo de comunicação com eles. Contato Imediato de Quarto Grau (CI-4)Ocorre quando, além da observação de tripulantes do óvni, há algum tipo de comunicação – palavras, gestos, telepatia – com os seres. Contato Imediato de Quinto Grau (CI-5)É o contato mais íntimo entre humanos e extraterrestres. O observador chega a entrar no óvni, voluntariamente ou não. Se for à força, fica caracterizado um seqüestro, chamado na ufologia de abdução. Fonte: Centro Brasileiro de pesquisas de discos voadores (CBPDV)

TIPOS DE TOXINAS

Postado por Unknown | 13:50

Os produtos tóxicos são classificados pelo tipo de malefício que provocam. Dividem-se em venenos sistêmicos, mutagênicos, carcinogênicos, teratogênicos ou toxinas comportamentais. As divisões compreendem apenas produtos danosos após entrarem no organismo e serem distribuídos pelo sistema circulatório. Essa classificação não inclui alguns produtos químicos altamente reativos, como ácidos e bases fortes, causadores de danos tão logo entram em contato com a pele ou olhos, por exemplo. Também exclui compostos capazes de provocar respostas alérgicas em determinados indivíduos. Alergia não é normalmente causada pela ação tóxica do produto. Um indivíduo sensível terá a reação alérgica como conseqüência de exposição a quantidades muito pequenas de determinado produto e a manifestação será típica desse indivíduo. Há, entretanto, produtos químicos denominados sensibilizantes porque produzem reações alérgicas em expressivo número de pessoas, a exemplo dos isocianatos usados para fabricação de poliuretana (1). Nesses casos, essa capacidade é levada em conta quando se estabelecem os limites máximos permitidos para exposição. Tabela 1: classificação das toxinas TIPO DE TOXINA/DEFINIÇÃO VENENOS SISTÊMICOS:interferem nos processos celulares, fazendo com que as células alterem suas funções ou morram, afetando os órgãos a que elas pertencem. TOXINAS QUE AFETAM O DNAMUTAGÊNICAS:interferem nos processos celulares, fazendo com que as células alterem suas funções ou morram, afetando os órgãos a que elas pertencem CARCINOGÊNICAS: podem causar danos ao DNA. TOXINAS QUE AFETAM O SISTEMA REPRODUTIVOTERATOGÊNICOS:aumentam a probabilidade da ocorrência de câncer; em geral são também mutagênicos ALTERADORES DE FERTILIDADE:causam anormalidades nos embriões. TOXINAS QUE AFETAM O SISTEMA NERVOSO:afetam as células do sistema reprodutivo sem produzir danos nas células cerebrais, interferem nos neurotransmissores, provocando alterações de comportamento, como perda de memória, irritação, sonolência etc. Os venenos sistêmicos são os mais facilmente reconhecidos. O envenenamento por esses produtos resulta em dano geral às células de um determinado órgão, seu “alvo”. Os sintomas aparecem como resultado do mau funcionamento desse órgão, embora geralmente células de outros órgãos também sejam afetadas. O “alvo” de cada veneno determina a sua denominação. Por exemplo, as toxinas que agem no fígado são chamadas hepatotoxinas, danos no sistema nervoso são produzidos por neurotoxinas e assim por diante. Conhecido o órgão “alvo”, seu monitoramento se torna possível por meio de exames médicos. A tabela 1 detalha a classificação das toxinas. Dos outros tipos de toxinas pode-se dizer que têm mecanismo de ação ainda mais complexo, dificultando sua caracterização, como ocorre, por exemplo, com os produtos mutagênicos e carcinogênicos. O estabelecimento da relação entre câncer e produtos químicos data do século XIX, devido às observações feitas pelo médico inglês sir Percival Potts, que notou a ocorrência de grande quantidade de casos de câncer de próstata entre os limpadores de chaminé. Suspeitando haver algo responsável pelos tumores na fuligem com a qual aqueles homens tinham intenso contato, propôs que se banhassem depois do trabalho. O subseqüente sucesso de sua sugestão estabeleceu o começo do presente entendimento da atividade carcinogênica de vários produtos químicos. Da mesma forma, somente quando os trabalhadores da sala de embalagem de uma fábrica de agrotóxicos na Califórnia perceberam ter em comum problemas de fertilidade é que foi descoberta a capacidade do dibromocloropropano de inibir a produção de espermatozóides. Classificam-se hoje tais compostos como alteradores de fertilidade. Outro exemplo trágico permite ilustrar a diferença do mecanismo de ação das toxinas mutagênicas e teratogênicas nos embriões: no caso destes, o perigo existe quando uma gestante é a eles exposta no momento em que algum órgão do embrião está se formando, podendo interferir no seu desenvolvimento. Exposição dos pais, homem ou mulher, a um produto teratogênico antes da concepção não tem maior significado. Mutagênicos, ao contrário, podem causar deficiências de nascença alterando o DNA do óvulo ou do espermatozóide antes da fertilização. Preocupações com produtos teratogênicos também são recentes. Datam de 1960, quando a droga talidomida foi largamente prescrita a mulheres grávidas na Europa e no Japão. Teratogênico potente, o efeito freqüentemente causado por este composto é a má formação de braços e pernas ou muitas vezes a completa ausência desses membros. Quando a dose do produto tóxico é suficientemente alta de modo a danificar imediatamente o órgão “alvo”, impedindo seu correto funcionamento, o indivíduo exposto morre. Esse nível de exposição é chamado dose letal aguda e é a medida fundamental para determinar a toxicidade de uma substância. São dados que podem ser obtidos na literatura especializada para os mais variados produtos químicos. Devido a diferenças constitutivas, a dose letal mínima pode variar de um indivíduo para outro. Os valores publicados são baseados em dados estatísticos obtidos em vários estudos. De forma geral, pode-se dizer que o estabelecimento dos parâmetros toxicológicos é muito difícil. Por exemplo, avaliações do potencial teratogênico tem de ser feitas usando cobaias em processo de gestação. As cobaias normalmente usadas, em geral pequenos roedores, são muito diferentes dos humanos nos aspectos reprodutivos. Assim, a extrapolação dos resultados de testes em animais para humanos é um dos grandes problemas dessas determinações. A referência 1 exemplifica de forma interessante a dificuldade: aspirina é potente teratogênico para pequenos roedores, enquanto a talidomida não é. Como já citado, efeitos exatamente opostos são observados nos seres humanos. O problema da extrapolação, aliado aos movimentos de proteção aos animais, estão levando ao estabelecimento de alternativas que incluem a realização de testes “in vitro”. Por exemplo, quando se procura determinar os efeitos de um produto químico em determinado tecido, podem ser usadas células deste mantidas em meio adequado. Testes iniciais de mutagenicidade são feitos rapidamente e de forma mais econômica, usando linhagens especiais de bactérias. Entretanto, na determinação da toxicidade sistêmica o uso de animais ainda é necessário. Nesses casos, a diferença de tamanho entre humanos e roedores é outro grande problema, ou seja, a constatação de que 1 mg de um determinado composto apresenta efeitos tóxicos em uma cobaia, não significa que o mesmo 1 mg causará efeito idêntico em um homem. Por isso, normalmente os dados toxicológicos são expressos em mg de composto por kg de peso corpóreo. Assim, 1 mg para uma cobaia de 250 g significa uma dose tóxica de 4 mg/kg. Em um homem com 70 kg de peso corpóreo, 280 mg serão necessárias para produção da mesma resposta tóxica. Obviamente, devido às já citadas diferenças entre cobaias e homens este não é um valor exato, mas constitui uma aproximação bastante útil. Para determinação da toxicidade dos produtos por inalação, nenhum ajuste de tamanho é necessário. Assume-se que cobaias e humanos respiram a quantidade de ar proporcional ao seu tamanho. A toxicidade por via respiratória é a de maior relevância na definição dos limites de exposição aceitáveis para os trabalhadores das indústrias químicas. Como já citado, no estabelecimento desses padrões, há que se considerar o tempo de exposição. Como se trata de exposição no ambiente de trabalho, as normas internacionais, em geral, consideram-na de 8 horas diárias ou 40 horas semanais. Na legislação brasileira o tempo de exposição semanal adotado é de 48 horas semanais. A expressão dos dados toxicológicos envolve o uso de terminologia específica, detalhada a seguir. A primeira diferença importante está exatamente relacionada ao tempo de exposição. No caso da determinação da toxicidade aguda, estuda-se o efeito de uma única dose, em concentração maior. Por outro lado, a determinação da toxicidade crônica, envolve a administração de pequenas quantidades diárias, por um determinado período de tempo, em geral meses. A toxicidade crônica é, obviamente, a de maior importância quando se trata da saúde ocupacional. Em geral, o primeiro parâmetro medido quando se estabelece a toxicidade de um produto é a dose letal aguda. A metodologia estabelecida para determinação envolve os já mencionados problemas de extrapolação de dados, variações individuais etc. Por isso normalmente se adota como dose letal aquela capaz de causar a morte de 50% da população de cobaias usadas. Esse dado é expresso como LD50, advindo da sigla do termo inglês letal dose. Dessa forma, enquanto a LD50 oral de glicerol para ratos, em mg/kg, é 25,2 (1), no caso da dioxina, mais tóxica, essa dose cai para 0,022 (6). A dioxina também é, segundo a literatura especializada, carcinogênica e potente teratogênica (6). Também é encontrada na literatura toxicológica a denotação LDLO. Significa a menor dose necessária para matar um animal, ou lowest lethal dose. A especificação da toxicologia dos produtos cujo contato é feito por inalação é feita em termos da concentração no ar, em geral em ppm ou mg/m3. A dose letal por sua vez é designada LC50, ou lethal concentration, equivalendo àquela capaz de matar 50 % da população exposta. A tabela 2 ilustra os vários graus de toxicidade aguda por inalação e ingestão. FONTE:http://www.quimica.com.br/revista/qd384/higiene2.htm

Para começo de conversa, eles se dividem em dois grupos principais: o das anestesias gerais, que tiram a sensibilidade do corpo inteiro, e o das chamadas loco-regionais, que só têm efeito no local onde são aplicadas. "Ambos têm a função de impedir, durante um certo tempo, a transmissão de impulsos nervosos, sejam de dor ou de movimento. Mas, no caso da anestesia geral, o paciente também fica inconsciente", diz o anestesiologista David Ferez, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), também presidente da Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo. O que nem todo mundo sabe é que profissionais como ele também são responsáveis pelo bom funcionamento do organismo do paciente durante a cirurgia. "Muita gente pensa que, depois de anestesiar a pessoa, nós saímos de cena.
Na verdade, é o anestesista quem mantém vigilância sobre a respiração, os batimentos cardíacos, a temperatura, a hidratação e a pressão arterial, entre outras funções vitais, tornando-se indispensável na sala cirúrgica. Além disso, ele tem que estar pronto para aplicar novas doses da anestesia se a cirurgia precisar ser prolongada além do previsto", afirma Ricardo Vieira, anestesiologista do Instituto do Coração (Incor), em São Paulo. A anestesia geral é inalada pelo paciente ou injetada diretamente na corrente sangüínea. Quando ela chega ao córtex (região do cérebro responsável pela sensibilidade e pelos movimentos do corpo), bloqueia temporariamente seu funcionamento. As anestesias locais, por sua vez, se dividem em três tipos: bloqueios tronculares (injetados perto dos nervos que recebem impulsos de dor naquela região específica), raquianestesia e peridural (injetadas na região lombar, onde se concentram os nervos responsáveis pelo movimento e pela sensibilidade dos membros inferiores.
Nocaute químico
A anestesia geral deixa o paciente imóvel e sem nenhuma sensibilidade
1. Existem dois tipos de anestesia geral - inalatória e intravenosa -, com uma diferença básica: a forma de aplicação. Ambos usam um coquetel de substâncias hipnóticas (que fazem o paciente dormir), analgésicas (que bloqueiam a dor) e relaxantes musculares. Com a máscara de inalação, elas são absorvidas pelos pulmões e vão diretamente ao sangue
2. A corrente sangüínea leva a anestesia para o córtex (região do cérebro responsável pelos cinco sentidos e pelos movimentos físicos), bloqueando suas funções. No caso da anestesia geral intravenosa (injetada diretamente no sangue), o efeito é mais rápido.

Comunicação interrompida
Existem três tipos de anestesia local, dois deles para a metade inferior do corpo:
1. Bloqueio Troncular
A anestesia é aplicada perto dos nervos (mas jamais diretamente neles) ou junto dos chamados plexos: redes formadas pelas ramificações nervosas. Se ela for injetada, por exemplo, no plexo braquial (rede nervosa dos braços), todos os nervos menores que saem desse plexo também são imobilizados - desde o ombro até a ponta dos dedos.

2. Raquianestesia
Também conhecida como "raqui", recorre-se a ela quando é preciso anestesiar o corpo da cintura para baixo. Sua vantagem é necessitar de menos medicamento, já que a aplicação é feita diretamente no líquor (o líquido no interior da medula, que banha todo o sistema nervoso). Mas, por ser injetada em local tão delicado, ela só pode ser aplicada uma única vez por cirurgia. Por isso, os médicos têm de completar seu trabalho em quatro horas, o tempo de duração do efeito anestésico.

3. Peridural
O terceiro tipo de anestesia local também é usado para cirurgias abaixo da cintura, mas a agulha pára um pouco antes da raqui (acima) - sem atingir o líquor, ficando na periferia da medula (daí seu nome). A anestesia é absorvida aos poucos pela membrana que protege o sistema nervoso central: a duramáter. Ao contrário da raqui, possibilita a colocação de um catéter, por onde mais anestesia pode ser aplicada.

Fonte:MundoEstranho

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