Seu destino amoroso pode até ser incerto, mas o Facebook pode prever quando o seu relacionamento vai acabar. Essa polêmica “função” da rede se deve a um algoritmo criado em um estudo do pesquisador Jon Kleinberga, da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, e do engenheiro sênior do Facebook Lars Backstrom.
Os pesquisadores analisaram dados de 1,3 milhões de usuários da rede social acima de 20 anos e que estavam em um relacionamento sério. Foram examinados mais de oito bilhões de links e 379 milhões de conexões.
A pesquisa aponta que quanto mais amigos você adicionar na rede social durante o seu relacionamento, maior a chance de sucesso da relação. Por outro lado, se você estiver comprometido, fique atento se seu círculo de amizades não está crescendo, pois o estudo não prevê muito futuro nessa relação.
Essa teoria foi descrita como dispersão e se mostrou bem-sucedida em 60% dos casos. Casais com alta dispersão (mais amigos variados) teriam maior sucesso, segundo a pesquisa. Já os casais com baixa dispersão não teriam tanta “vida própria” como os demais, tornando maiores as chances de a união ruir.
Segundo o site The Verge, o estudo mostra o enorme esforço para tornar os dados do Facebook algo significativo para os comerciantes. No entanto, é fácil ver que o algoritmo falharia.
Muitos usuários do Facebook listam relacionamentos falsos como uma brincadeira, declarando-se “casado” ou “noivo” de seus melhores amigos. O método também pressupõe que você, todos os seus amigos, sua esposa, e todos os contatos do seu cônjuge estão ativos no Facebook.
Obviamente, esse algoritmo pode não levar em conta o fato de que alguns casais não levam seus círculos sociais no Facebook muito a sério. Portanto, pode parecer que eles não têm um grande grupo de amigos, quando, na verdade, eles têm.
‘Cupido’. No livro “O Efeito Facebook”, o colunista da “Fortune” David Kirkpatrick investiga a “psique” do CEO do Facebook, Mark Zuckerberg. Um trecho do livro afirma que Zuckerberg conseguia prever com 33% de precisão se um usuário estava caminhando para o começo de uma relação.
Flash
Público. O estudo, que foi publicado somente em inglês, deve ser apresentado pelos autores em fevereiro de 2014, em Baltimore, nos Estados Unidos.
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