
O amor é feito de pequenas coisas: delicadezas no dia a dia, um olhar amoroso, um telefonema, uma flor, uma música.
As pessoas estão vivendo os dias de maneira tão corrida que se esquecem de parar para conversar, de ver qual a necessidade do outro. Deixamos de ouvir as necessidades de quem está próximo do nosso coração para ouvir de colegas de trabalho. Talvez por educação e a quem amamos não temos a mesma paciência.
O egoísmo toma conta do nosso coração quando resistimos em não perdoar e seguir em frente. Porque ficar ruminando mágoas e não colocar pra fora? Diálogo é essencial numa relação.
Na vida a dois temos que fazer escolhas. Ou você se importa com o outro ou não está pronto pra amar.
Conviver com os defeitos do outro não é fácil e nem divertido. Quando estamos namorando é só flores. Não dividimos as despesas, não convivemos com roupas sujas, arrumação de cozinha e serviços domésticos. E dever de casa das crianças? Filhos chorando, casa pra arrumar e o parceiro te ajuda? Prefere ficar vendo o jornal na TV. E sair com os amigos pra uma cervejinha? São poucos os homens que dividem as tarefas de cuidar da casa e dos filhos.
Meus pais estão casados há mais de 60 anos. Foi fácil? Claro que não. Mas foram educados naquela época que existiam palavras como: tolerância, paciência, respeito e cumplicidade.
Homens em geral detestam conversar sobre a relação. As perguntas incomodam e não há respostas. Ás vezes são brigas bobas e que poderiam ser evitadas, mas como o diálogo é adiado ai fica difícil aparar as arestas. E o pote vai enchendo.
Outros não querem se apegar, se entregar emocionalmente. Querem apenas levar a relação com sexo e prazer. Trocam de parceiras como que trocam de roupa. Esses vão envelhecer sozinhos.
Construir pontes, buscar parceria, cumplicidade, se entregar. Trabalhar a deficiênciaemocional e buscar uma relação satisfatória.
Coloque um óculos de grau se você não está enxergando que pequenas coisas podem estar minando sua relação. Criticas diárias, julgamentos, não ceder, impor vontades, impaciência e tantas picuinhas que vão rompendo aos poucos o elo do casal.
Não existem príncipes e nem princesas. Amor como em filmes e livros é fantasia. Existe amor sim, mas com muita paciência, respeito as diferenças, muita doação.
É preciso mergulhar e viver cada dia redescobrindo o outro. Superar brigas, rotinas, desafios.
E como disse Osho: o caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada.

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