Um dos métodos contraceptivos mais antigos, o coito interrompido é a ação, na qual durante a relação sexual, o pênis é retirado da vagina antes da ejaculação. Por ser prático, o método é bastante difundido entre os casais, porém, não é sinônimo de proteção completa já que a eficiência da técnica depende do autocontrole do homem. Além disso, não elimina os riscos de doenças sexualmente transmissíveis.
Estudos apontam que a principal causa da falha do método do coito interrompido é a falta do autocontrole de quem o utiliza. “Antes da ejaculação, ocorre o que chamamos de fluído de cowper, uma espécie de pré-ejaculação. Se o homem não for completamente controlado, pode resultar no depósito de sêmen na vulva, que pode facilmente migrar para o sistema reprodutivo feminino”, explica o médico ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho.
Fato é que o assunto divide opiniões. Alguns médicos vêem o coito interrompido como um método ineficiente. Em contrapartida, alguns estudos apontam que mesmo sem tanta exatidão na hora de tirar o pênis, as chances de uma gravidez são bem remotas.
Ainda assim, são válidas algumas dicas que minimizam ainda mais o risco de uma gravidez indesejada. Urinar entre as ejaculações é uma delas. A urina limpa qualquer resíduo de esperma alojado na uretra. Lavar as mãos e o pênis entre uma relação e outra também são indicados.
Até hoje não foram constatados casos de gravidez do uso do Coito Interrompido aliado a outros métodos contraceptivos, como por exemplo, as injeções anticoncepcionais e os adesivos. Esses procedimentos transformam a parede da vagina em um ambiente inapropriado para a sobrevivência do espermatozoide, portanto, mesmo o sêmen do líquido pré-ejaculado morre facilmente, impossibilitando a fecundação. Então, não se esqueçam de prevenir.
Fonte- Ginecologista e Obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho


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