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por Luana Segatto | amor em movimento | 01/03/2011 | 19:48
No filme A Sogra, a romântica Charlotte passa por apuros na hora de lidar com a mãe de seu noivo, Kevin. O roteiro não chega a ser uma novidade. Na vida real, também tem muita gente que já passou por isso: em um relacionamento amoroso, além do “pacote” que inclui o passado amoroso e a turma de amigos, também precisamos lidar de vez em quando com uma mãe ciumenta. Como não deixar que ela coloque empecilhos na sua história?

“A mãe conduz a vida do filho por uma média de 20 anos. É difícil romper esse cordão”, já adianta o psicólogo Thiago de Almeida. A publicitária Marina viveu essa dificuldade. A sogra, aposentada, não se incomodava em passar 10 horas por dia na casa do casal com os netos. Mas criava caso com a comida feita por Marina e promovia a discórdia entre a nora e o filho com pequenas mentiras.

“Chamei meu marido de canto e, com jeito, expliquei que a presença dela o dia todo em casa atrapalhava a rotina das crianças. Que todos nós precisávamos de espaço”, diz ela. Por sorte, o marido concordou e deu um toque na mãe – que, ainda assim, voltou no dia seguinte.

A engenheira Catarina também vive algo parecido. Desde que começou a namorar Ricardo, com que é casada há oito anos, teve problemas com a sogra. “Ela disputa a atenção do filho comigo, sem entender que são formas diferentes de amar!”, desabafa ela, que já se separou de Ricardo por causa disso. “Sofri muito, passei raiva, mas não poderia desistir só por causa dela”, conta.

“Existem sogras ‘contemporâneas’ hoje, o que é ótimo. São mulheres independentes, que não têm tempo para arrumar confusão com a nora!”, diz Thiago. Mas o terapeuta reconhece que a maioria delas ainda age à moda antiga. Neste caso, sua recomendação é simplesmente manter um distanciamento, evitando dividir certos assuntos com ela.

Marina e Catarina concordam. “Tento ser o mais política possível, procuro não a criticá-la ou enfrentá-la, me finjo de morta em alguns assuntos e vou levando”, reconhece Marina. “Parto do princípio que, se ela criou o meu marido, e eu o amo do jeito que ele é, ela acertou como mãe. Portanto, merece meu respeito, ainda que erre como sogra”, conclui Catarina.

Na sua opinião, é fácil conviver com a sogra? Conte-nos a sua experiência!

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