Vaginismo é uma contração involuntária dos músculos perineais (região onde estão situados os órgãos genitais e o ânus) e da parede vaginal durante o ato sexual. Aliado a isso, a mulher pode contrair os músculos das pernas, impedindo a realização da prática sexual, até a colocação de absorvente interno ou mesmo inspeções relacionadas a exames ginecológicos. A questão é tão séria que mesmo uma tentativa ou imaginária de penetração vaginal pode acionar o problema em muitas pessoas que enfrentam esta situação.
O vaginismo se transforma em um transtorno para a mulher na medida em que a tensão muscular local impossibilita a penetração e, nos casos em que assim mesmo ocorre a penetração, ela é muito dolorosa.
Como a contração incontrolada do vaginismo está quase sempre associada a algum problema emocional, quase sempre inconsciente, na maioria dos casos, a mulher nem mesmo desconfia da existência desse problema psicológico. O tratamento do vaginismo é via de regra feito por meio do tratamento psicoterapêutico, pois não se trata de uma infecção ou de uma doença que possa ser medicada. Cerca de 5% das mulheres têm algum grau de vaginismo. Não existe uma causa geral, mas normalmente há um
fundo emocional importante. As causas do vaginismo são variadas e incluem:
1)barreiras religiosas para o sexo;
2)experiências traumáticas na infância (não necessariamente de natureza sexual);
3)comportamento sedutor ou controlador por parte dos pais;
4)inibição sexual já quando adulta;
5)Situações traumáticas de violência sexual;
6)dores ocorridas em relações sexuais anteriores, mesmo se a mulher apresenta
desejo sexual no presente;
7)histórico de exames pélvicos dolorosos
8)dificuldades de comunicação e de integração entre o casal;
9)conflitos entre a sexualidade e à identidade feminina;
10) conflitos emocionais diversos (três exemplos: luto do parceiro mal elaborado,
divórcio mal elaborado, medos associados, como andar de avião, dentre outros).
O tratamento envolve aconselhamento psicológico relacionado à causa do vaginismo. Com o objetivo da eficiência do processo recomenda-se a participação do parceiro nas sessões e nas atividades encaminhadas entre os atendimentos psicoterápicos. Entenda-se que, mulheres sem parceiro sexual podem fazer a terapia
sexual sozinhas. As taxas de sucesso são altas. Dentro de 10 a 15 sessões, cerca de 90% das mulheres com vaginismo respondem à terapia.
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